Notas iniciais
Olá, sou eu, a Jujubas Azuis, essa história foi criada em homenagem aos meus amigos queridos!!! Friends, essa história é para vocês!!! Beijos, J.A

Em um reino distante, Friendslândia, moram seis grandes guerreiros, eles passaram por épocas tristes, e treinam desde pequenos, seu destino é incerto.
Ao longo dos anos o reino vai sendo ameaçada, Bruna, filha de sacerdotes guerreiros estrategistas, recebeu um aviso de um a ave negra, Cuidado, a escuridão está voltando. Ela avisou os amigos, sua mensagem chegara enviada por uma coruja branca, chegara à outra tarde no castelo da feiticeira.
—Por mil morcegos! Era só o que faltava!- Praguejou ela, mas começou a escrever uma carta para a ladina, sua amiga, alta e de cabelos escuros, também para o filho dos Gnomos de London, que, apesar da cara fofinha era um guerreiro nato, e também para o herdeiro dos meio-elfos, seres humanos que se casaram com elfos, e sua falta de altura era compensada por sua força, além deles, mandou também o aviso para seu amigo o ferreiro, sua habilidades com as forjas eram incríveis, ele era grande e assustador, mas como todo descendente de anões, tinha um grande e bondoso coração.
As cartas foram endereçadas e enviadas com cuidado.
A feiticeira sorriu.
—Parece que é hora de nos reunirmos novamente.
***
O suor escorria na testa do meio-elfo, que lutava contra um boneco de palha, ouviu um “toc, toc, toc” na janela e parou o exercício, olhou para o lado e viu uma coruja bater furiosamente na janela com o bico, nas patas trazia um pergaminho, já imaginara que se tratava de suas amigas.
Abriu a mensagem e empalideceu, não podia estar acontecendo novamente!
Eles já haviam os destruído na batalha anterior, quando tinham dez anos! Agora, quando o elfo ia completar dezesseis eles reapareceram! Isso não era justo!
Nem se deu o trabalho de avisar os outros amigos, sabia que Bruna e Silvia já deviam ter avisado a todos.
Ele estava certo, a feiticeira (Não maga, feiticeiras tem descendência Lupina e confiam em seus instintos ) já havia enviado mensagens a todos, os outros três também ficaram preocupados ao abrir as cartas, e se reuniram no seu ponto de encontro.
***
A feiticeira roía as unhas, nervosa, e a guerreira sábia e diplomática, lia um tratado de guerra, o meio-elfo as cumprimentou.
—Olá, meninas, há quanto tempo!
— É ótimo revê-lo, Lucca, pena que seja nessas circunstâncias. — A feiticeira disse.
— É verdade, Silvia, tem certeza que eles voltaram?
—Absoluta. — Confirmou a feiticeira triste.
— Oi gente!- Uma menina coberta por uma capa roxa apareceu.
—Camila- Cumprimentou o Gnomo, baixinho.
—Olá, amiga. — Disse-lhe Bruna, calma, desviando, finalmente, o olhar da carta que trazia em mãos.
— O que temos para hoje?- Perguntou o Gnomo, cansado.
— Só alguns sérios problemas- Esclareceu Bruna.
— Eles estão de volta- Sibilou Silvia.
— E isso é ruim, de novo- Camila emendou.
— Claro que é- Afirmou Pedro.
— O que faremos?- Perguntou Camila, entristecida- Da primeira vez quase não conseguimos os vencer, imaginem agora, que estão mais treinados e poderosos!?
—Ah, mas nós também crescemos- Silvia disse, com um sorrisinho, mostrando os caninos um pouquinho salientes- Nós também estamos mais treinados e poderosos.
—Isso é verdade- Ponderou Lucca.
—É!- Pedro sorriu- Conseguiremos!
—Mas precisamos reaprender a trabalharmos juntos, eles, nos últimos seis anos devem ter trabalhado juntos para se reerguer- Bruna disse, estragando a alegria momentânea que Pedro conquistara.
—Nossa, que estraga-prazeres. –Murmurou Silvia.
Camila e Lucca riram.
—Não acho graça- Bruna disse, zangada- Precisamos fazer isso direito, ou tudo será destruído.
—Não precisa exagerar-Arthur disse.
—Mas e sério- Ela bufou.
—Ok- Silvia encerrou a discussão- O que temos que fazer?
— Simples- Disse Camila- Treinar.
— Como foi que ganhamos na primeira guerra?- Perguntou Arthur.
— Cada um acertou um.- Disse Pedro.
—Eu peguei o Lucas, acertei-o no meio da fuça!- Lucca disse.
—Eu dei uma bela surra em Carol, ela mereceu...
—E eu…-Começou Silvia.
—CHEGA!!!!!!!!!- Bruna berrou, atraindo as atenções para si.- Temos que nos organizar, não dá para eu fazer tudo sozinha, temos que trabalhar em equipe.
—Certo- Disse Camila, brincando com a barra da capa roxa, quase sem perceber- Desculpe-nos.
—Acho bom se concentrarem- Disse Bruna- Se eles voltarem será o caos.
—Ela tem razão-Lucca disse.
—Onde iremos treinar?- Perguntou Arthur.
— Na clareira dos Lobos- Disse Silvia- Lola e sua alcatéia a cederiam de bom grado.
—Será?- Perguntou Pedro – Não seria melhor na base de treinamento dos ciclopes?
—Não- Disse Lucca- Não gosto de ciclopes, além do que é muito longe.
—E, além disso, se houver uma batalha será perto das fronteiras, as florestas as margeiam- Camila contou.
—Então está decidido- Silvia sorriu- Será na floresta de Alclamiem, perto do meu castelo.
—Certo.- Todos concordaram.
—Quando vamos?- Perguntou Bruna.
—Agora.- Silvia disse.
Um alto uivo escapou dos lábios da feiticeira, um bando de lobos grandes apareceu quase imediatamente.
—Vamos?- Ela piscou, travessa.

Os lobos eram grandes o suficiente para carregar o Gnomo, o meio-elfo e o ferreiro, que aceitaram, de bom grado, a carona. Camila, por ser uma ladina, tinha grande velocidade, e Bruna, com seus poderes de sacerdotisa, convocou uma águia gigante, que lhe deu carona, Silvia, com seus poderes, transformou-se em uma loba. Ela, na velocidade do vento, chegaram no castelo de pedra da Feiticeira.
Os Lobos uivaram.
—Obrigada, Lola, obrigada, galera- Ela acenou, voltando a forma humana.
—Eu não lembrava que você era uma “lobismulher”!- Disse Arthur- Que doido!
Silvia riu.
—não sou uma “lobismulher”, sou uma feiticeira, tenho poderes Lupinos, descendo de lobos, então posso me transformar a vontade.
— Deve ser legal.- Disse Pedro.
—E é- Silvia disse- Hey, você poderia fazer uma nova faca de caça para mim? De prata, de preferencia.
—Mas eu não tenho forja!
—Posso mandar montar uma por aqui, minha família manda nessa região.
—Seria bom.
—Tem elfos na floresta?- Perguntou Lucca
—Só uma tribo pura e uma de Meio-Elfos.
—Hum…
— Ok, vamos lá- Silvia convidou-os a entrar no palácio.
Eles entraram, era um lugar confortável, aconchegante, a sala era decorada com prata e verde, luas apareciam em quase tudo, e uma estatua de mármore de um enorme lobo decorava o hall, Silvia os levou ao seus quartos, o da sacerdotisa era vermelho com janelas grandes, o da ladina era preto e roxo, com velas bruxuleantes, o que o Elfo, o ferreiro e o Gnomo dividiam era azul e bronze, com móveis de mogno. A feiticeira já previra que um dia eles se reencontrariam e preparara esses cantinhos para eles.
A feiticeira olhou para o céu e suspirou, mais uma guerra, ela e seus lobos haviam se preparado para isso a vida toda, mas será que era o suficiente? Será que eles conseguiriam?
Depois da primeira guerra raramente entrava em contato com os meninos, conversava bastante com Bruna, e, as vezes, com Camila, mas sua vida era exclusivamente dedicada a treinar. Supunha, ela, que a família temia que Eles voltassem, e então puseram a feiticeira para treinar.
Pedro olhava para o martelo em suas mãos, um objeto pesado, feito de bronze, não era uma arma, mas era pesado e feriria alguém. Ele não era um guerreiro. Ele era pacifico e gentil, e não faria mal a ninguém, a não ser que esse “alguém” quisesse machucar seus amigos.
Arthur tirava uma soneca, enquanto Lucca olhava pela janela .
A ladina observava a floresta com interesse, seus antepassados viveram ali, aquela era uma floresta mágica tão antiga quanto os poderes daquele mundo; Ela sabia tudo sobre a grande Profecia, os rapazes, sobre ela, nada sabiam, as meninas já tinham conhecimento daquilo, embora não estivessem contentes com o que haviam descoberto.
—Então, Bruna, como é que começa mesmo?- Perguntou Silvia, curiosa.
— “A herdeira das sombras, a herdeira dos lobos e a herdeira das Torres.”- Começou Bruna.
—“Juntas com os filhos dos três pequeninos, esmagarão os inimigos quando dez anos tiverem”- Entoou Camila.
—“ E, depois da vitória, eles se separarão, pelo mundo afora, treinar contra a escuridão”- Continuou Silvia.
—Ah, quer saber?- Camila disse- Leremos em silêncio que é mais rápido.
“A Herdeira das Sombras, com a Herdeira dos Lobos e a Herdeira das Torres;
Juntamente como os filhos dos três pequeninos, esmagarão inimigos quando apenas dez tiverem;
E depois de sua primeira vitória unidos, eles se separarão, pelo mundo afora, treinar contra a escuridão.
Anos depois da primeira guerra, se unirão novamente para que possam salvar toda a gente;
A Escuridão retornará, e contra eles lutará;
Reunidos eles a enfrentarão;
Apenas não sei se vencerão.”

A profecia, feita por sacerdotes da sétima corte, era sobre aqueles jovens heróis, que com a pureza, só que não, de seus corações, salvariam mundo.
—Será que iremos conseguir?- Perguntou Bruna, agitando seu cajado mágico.
Silvia ficou estática, sentiu um arrepio na espinha e farejou o ar, os instintos lupinos aguçados despertaram.
—Quietas, eles estão na floresta!
—Ah, por mil adagas muitíssimo mal afiadas! Isso é brincadeira!- Camila murmurou.
—Não- Silvia olhou para as amigas preocupada- Temos de chamar os garotos agora e nos equipar.
Ela farejou o ar novamente, preocupada.
—São, aproximadamente, seis, um sacerdote, uma descendente élfica, um mago, uma ferreira anã e- As pupilas dela dilataram, e ela sibilou- Um guerreiro Tigre.
— Um o que?- Camila perguntou
—Um guerreiro tigre- Explicou Silvia- Eles tem alguns poderes felinos, podem se transformar em tigres, são velozes, mas não tem outros poderes , de fato, mas são ótimos guerreiros.
—E por que essa cara de raiva?- Perguntou Bruna- Sei que são inimigos, mas quando foi falar ficou tensa.
— São inimigos do meu povo, os guerreiros Tigres.- Silvia explicou, descendo as escadas- Sabe, cães e gatos…
—Ah, certo.
Elas correram até o quarto dos rapazes , que deram pulo ao verem as garotas tão nervosas.
— O que houve, pelas orelhas pontudinhas dos elfos, o que houve?- Lucca arregalou os olhos.
— A equipe da escuridão está na floresta.- Disse Silvia- Lola e seus lobos tentarão retarda-los, mas precisamos ir, agora.
— Como vocês sabem?- Perguntou Arthur.
— Meus instintos, eles são muito aguçados- Silvia disse.
—Ela, por ser uma feiticeira, tem o faro de um lobo- Bruna disse.
—É verdade, Totó?- Perguntou Lucca, para provoca-la.
—É.- Silvia sorriu, maldosa, mostrando os caninos pontiagudos- Também tenho a força, a velocidade e a habilidade de um lobo, ah, e também sei matar como um lobo.
Lucca ficou meio nervoso, mas Silvia riu.
—Estou brincando, carinha.- Ela despenteou os cabelos dele.
—Ei!- Ele protestou- Não me incomode!
Silvia riu.
—Tá, parei- Silvia disse.
Arthur sorriu, calmo, e disse:
—Chega de perder tempo.
—Vamos nos equipar!-Disse Pedro.
Eles foram até o arsenal daquele castelo, onde armaduras polidas estavam penduradas nas paredes, capas longas e sedosas pendiam de ganchos, as espadas reluziam, os arcos cintilavam, polidos, as aljavas cheias de flechas pontiagudas, machados e cetros, facas e facões de caça, bastões e bestas se encontravam, alinhados e calibrados por toda a sala.

Notas finais
Espero que tenham curtido!!!