Havia uma sala grande e de repente Blake estava morta à sua frente, ao se virar viu Madeline atirar em Kira, a advogada de Crawford, ao olhar pro corpo caído no chão viu que era Reade. Ele estava sangrando. Ela se abaixou e não sabia o que fazer. “Reade... Reade...” Tasha o chamava, mas não ouvia resposta. Apenas silêncio. Um aperto tomou conta do seu peito e ela sentiu lhe faltar o ar.

Reade acordou assustado quando ouviu Tasha chamar seu nome, ele se levantou e viu que ela se debatia e havia lágrimas nos seus olhos.

— Tasha, acorde! Ei, acorde, eu estou aqui. – Ele se abaixou e tentou acordá-la com cuidado para não assustá-la mais.

Ao acordar ela o viu bem ali na sua frente, sem pensar o abraçou chorando e o sentiu envolver seu corpo com seus braços.

— Você tinha sido baleado e estava caído. – Tasha tentava explicar o que havia acontecido e as lágrimas não paravam de cair.

— Está tudo bem. Foi só um pesadelo. Eu estou bem aqui. Vem cá. – Ele se levantou e pegou a mão dela e a guiou até sua cama.

— Não precisa fazer isso, Reade. – Tasha disse com sinceridade.

— Preciso sim. Você vai ficar perto de mim essa noite porque se tiver outro pesadelo não estará sozinha. – Tasha sentiu a forma carinhosa que ele se dirigiu a ela. Seu coração se encheu de amor.

— Vou ficar só porque estou com muito sono. – A morena concordou se acomodando na cama. Tasha sentiu Reade segurar sua mão a observando de perto até que ela dormisse.

Reade queria protegê-la e se sentia mal sempre que falhava. Por mais que ela não demonstrasse, às vezes ele a via muito indefesa e queria estar ali pra ela. Reade sabia que não vinha sendo um bom amigo. Desde que ela voltara ele só fazia desconfiar das intenções dela. Ele nem mesmo soube que ela estava morando em um hotel. Que amigo ele era? Pensando nessas coisas ele também adormeceu.

Reade acordou primeiro e viu Tasha esparramada ao seu lado, seu cabelo todo espalhado e eles estavam muito próximos. Ele não queria se mexer para não acordá-la, pois ainda estava cedo e ela poderia dormir mais antes de se levantar.

Tasha se mexeu esquecendo onde estava e se assustou quando esbarrou seu corpo em Reade. Ela se afastou imediatamente. – Me desculpa. Esqueci que estava aqui.

— Dormiu bem? – O sorriso que ele dirigiu a ela transparecia um ar de diversão por ver que Tasha se sentiu incomodada com a proximidade dos dois.

— Sim. Me desculpe por te acordar de madrugada. – Tasha odiava se sentir fraca perto de qualquer pessoa, até mesmo Reade que era quem a desarmava destuindo todas suas defesas.

— Não tem problema. Eu quero estar aqui sempre que você precisar. – Reade queria fazer de tudo para que Tasha se sentisse em casa e queria demonstrar sinceridade em suas ações. Ele realmente se sentia assim e queria que ela soubesse.

— Obrigada. De verdade. – Ele tinha os olhos profundos e brilhantes e ela se sentiu segura em saber que ele estava ali pra ela.

Tasha se sentia muito bem vivendo ali com Reade, mas ela precisava mais que isso e não sabia até quando conseguiria viver desse jeito. Essa noite eles compartilharam a mesma cama, mas ela sabia que era só proteção da parte dele. A necessidade que ela sentia de ser dele novamente era muito grande, chegava a ser insuportável. Na noite anterior, enquanto jantavam eles brincaram com a troca dos pedidos e involuntariamente ela se viu muito próxima a ele e sentindo o campo minado ela se afastou. Tasha não sabia se ele sentia algo por ela, pois quando tiveram uma noite juntos foi tudo muito impulsivo, ele havia acabado de terminar um relacionamento e ela estava indo embora, mas quis estar com ele por medo de nunca mais ter uma oportunidade. A vontade que ela tinha era de dizer o quanto ainda o amava, que tudo o que aconteceu foi de verdade e que ela nunca esqueceu aquela noite, mas o medo da rejeição era maior que a coragem de dizer e ela resolveu guardar isso pra ela.

— Há quanto tempo está tendo esses pesadelos? – Reade perguntou quando estavam tomando café da manhã.

Tasha apenas deu de ombros e ele sentiu que isso já vinha se repetindo.

— Já pensou em procurar ajuda?

— Assim que pegarmos Dominic e pararmos o plano de Madeline isso deve passar. Acho que ainda estou agitada com tudo o que está acontecendo.

— Se precisar não hesite em buscar ajuda, tá bom?

— Uhum. – Ela apenas confirmou.

Notas finais
Sei que não é uma grande história, mas espero alimentar a vontade de leitores Repata, ansiosos, como eu!
Obrigada por acompanhar!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.