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FEITICEIROS

Por Kath Klein

Colaboração: Yoruki Hiiragizawa

Revisão: Rô Marques e Yoruki Hiiragizawa

Capítulo 42

Festa para Dois

Hey, Syaoran*?

(Ei, Syaoran*?)

Yeah??

(Sim?)

I'm having a party. Wanna come?

(Eu estou dando uma festa. Quer vir?)

Nah, I don't think so, baby…

(Não, Eu acho que não…)

C'mon! It's gonna be a lots of fun!

(Vamos lá! Vai ser muito divertida!)

Yeah?... Uh…

Uohh!

Syaoran e Sakura ouviram a campainha do elevador e o som da porta se abrindo no andar do restaurante. Syaoran abriu os olhos e viu um casal de velhinhos olhando para eles, afastou-se da ruiva e a puxou para o canto do elevador, sentindo-se constrangido.

Sakura, quando os viu, abaixou a cabeça de vergonha sem conseguir segurar o riso. Os velhinhos entraram no elevador e ficaram de costas para o casal de jovens que tentava se manter frio.

I'm having me a party,

(Estou dando uma festa,)

I don't think I can come,

(Não acho que posso ir,)

This ain't just any kind of party,

(Não será uma simples festa)

I think I'll stay at home

(Acho que vou ficar em casa,)

It's gonna be really, really hot

(Vai ser realmente, realmente quente,)

It's starting to sound good,

(Estou começando a gostar,)

I'm gonna put you on the spot,

(Você será o centro das minhas atenções)

Baby, maybe I should,

(Baby, talvez eu deva ir,)

There's gonna be lots of one on one,

(Será uma sessão íntima e pessoal,)

I guess I could be there,

(Então, acho que posso ir,)

Come on and join the fun,

(Venha e se divirta,)

What should I wear?

(O que devo vestir?)

O velhinho olhou por sobre o ombro direito para o rapaz, depois para a moça e sorriu. Recebeu uma cotovelada da esposa e um olhar severo dela.

Syaoran teve que se controlar para não rir. Sakura ouviu a senhora murmurar alguma coisa sobre os jovens desavergonhados de hoje.

O elevador novamente parou e o casal de anciões saiu. Sakura levantou o rosto e viu a senhora olhando de um para outro e piscando para ela antes de se afastar. Não aguentou e caiu na gargalhada assim que o elevador fechou.

“Velha tarada!” Pensou antes de, novamente, Syaoran envolvê-la em seus braços, beijando-a.

I'll tell you about it, It doesn't matter what you wear,

(Sobre isso, não importa o que você use,)

'Cause it's only gonna be you and me there

(Porque seremos só você eu eu lá)

O elevador novamente parou e eles, desta vez, já se afastaram para evitar qualquer momento embaraçoso. Syaoran sorriu, vendo que era o andar deles, puxou Sakura para seguí-lo, abrindo a porta do quarto em que estava instalado.

Ela sorriu de forma marota. ‘Cinco estrelas?!’ Perguntou, enquanto passava por ele.

‘Acho que deve ter uma sexta!’ Ele ainda falou rindo. Entrou no quarto e fechou a porta, encostando-se a ela enquanto observava a jovem analisar o quarto luxuoso.

Ela semicerrou os olhos nele. ‘Isso aqui é enorme.’

‘A cama é enorme.’ Ele falou, indo até ela e a abraçando pela cintura, levantando-a do chão e beijando-a novamente.

Sakura largou a bolsa no chão e o abraçou pelo pescoço, retribuindo, apaixonadamente, aos beijos cada vez mais profundos e intensos dele.

Syaoran beijou o rosto da jovem, alcançando o ouvido dela. ‘Acho que podemos começar logo as aulas de mandarim.’

I'm having a party, a party for two,

(Eu estou dando uma festa, uma festa a dois,)

I ain't inviting nobody, nobody but you.

(Não vou convidar ninguém, ninguém além de você)

Ela riu. ‘Apressado.’

‘Estou esperando há quase dois anos, Sakura!’ Ele falou, beijando-a novamente enquanto começava a despi-la da blusa. Sentiu-a levantar a sua camiseta sem pararem de se beijar.

Ela passou a blusa dele pela cabeça, jogando a peça no chão e beijou-lhe o pescoço, fazendo-o soltar um gemido ao mesmo tempo em que finalmente conseguia livrar a jovem da blusa com aquela enorme quantidade de botões pequenos.

Syaoran a empurrava de leve em direção a cama enquanto os dois tentavam se livrar das peças de roupas que ainda cobriam seus corpos. Sakura sentiu a saia cair sobre seus pés e Syaoran puxou a calça para tirá-la mais rápido. Abraçou-a novamente, apertando-a contra o corpo e sentindo a pele dela em contato direto com a dele. Que saudades ele havia sentido dela.

You'll be sexy in your socks,

(Você estará sexy com suas meias)

We could polish the floors,

(Vamos rolar pelo chão)

In case anybody knocks,

(E no caso de qualquer pessoa chegar)

Let's lock all the doors

(Deixaremos tudo fechado)

Yeah, all the things I'm gonna do,

(Yeah , e tudo que eu fizer)

I'm gonna do with you,

(Será só com você)

I'm gonna try something new,

(Eu vou tentar algo novo)

I wanna try it too

(Eu quero tentar isso também)

Puxou os cabelos da nuca dela de leve, fazendo-a inclinar a cabeça para trás e ele pôde ter livre acesso ao pescoço longo e perfumado da ruiva que o havia enlouquecido em sonhos por dois longos anos. Beijou-lhe o pescoço, sentindo a maciez da pele dela sob seus lábios e sentiu que ela o tocava por cima da roupa íntima. Ela o estava provocando.

I'll tell you about it, It doesn't matter what you wear,

(Sobre isso, não importa o que você use,)

'Cause it's only gonna be you and me there

(Porque seremos só você eu eu lá)

‘Agora você está sozinha, não é?’ Perguntou só para confirmar.

Ela riu. ‘Só com você.’

Syaoran tocou o seio dela por cima do sutiã e, logo, afastou-o para que pudesse sentir a pele aveludada em sua mão. Livrou Sakura da lingerie e admirou os seios pequenos, franzindo a testa e passando o polegar entre eles. Percebeu que não existia mais a cicatriz da cirurgia a que ela fora submetida após ter sido alvejada por Yanamoto e que tanto o incomodava, por lembrá-lo que não fora capaz de protegê-la.

Sorriu de leve, sentindo a pele lisa e guiando-a para se deitar na espaçosa cama. Deitou sobre ela, beijando o pescoço, descendo até alcançar os seios com os lábios e a ouviu gemer mais alto enquanto suas unhas cravaram de leve nas costas dele. Desceu a mão pela lateral do corpo dela até alcançar a virilha e, mesmo por cima da peça íntima, sentia que ela estava tão excitada quanto ele.

I'm having a party, a party for two,

(Eu estou dando uma festa, uma festa a dois,)

I ain't inviting nobody, nobody but you.

(Não vou convidar ninguém, ninguém além de você)

Ainda beijando o corpo dela, começou a retirar-lhe a calcinha, passando os dedos pelas pernas dela e sentindo a pele aveludada e suave.

Sakura fechou os olhos, sentindo os toques dele e sorrindo de leve, apenas tentando controlar a ansiedade que sentia por novamente unir-se a ele. Achou que ele estava demorando demais na tarefa, rolou o corpo, ficando ela por cima dele e fazendo o rapaz arregalar de leve os olhos com sua atitude.

Ela beijou o pescoço dele e começou a tirar a única peça que ainda cobria o corpo masculino, fazendo-o trincar os dentes para não gemer mais alto enquanto ela o beijava no peito.

Yeah, you,

(Sim, você)

I'm here,

(Eu estou aqui)

You're there

(Você está aí)

That's all (we really need)

(E isso é tudo (que nós realmente precisamos))

We're gonna party hardy

(Vamos festejar intensamente)

Just you and me

(Só você e eu)

Don't think about it now

(Não pense nisso agora)

Don't even doubt it now

(Nem mesmo duvide disso)

I'm inviting you to a party for two

(Estou convidando você para uma festa a dois)

Syaoran puxou o rosto dela para que pudesse alcançar, novamente, os lábios e sentir o gosto maravilhoso e doce que o viciava. Rolou novamente com ela, voltando a ficar por cima e se acomodou entre as pernas dela enquanto beijava novamente seu pescoço e inalava o perfume da pele rosada.

Levantou o rosto, fitando-a nos olhos enquanto, finalmente, começava a invadir a feminilidade de Sakura, pensando em como era maravilhosa a sensação de entrar na mulher amada.

Sakura franziu a testa e mordeu os lábios de leve; Syaoran sentiu o corpo dela enrijecer e demorou um tempo até entender o que estava acontecendo.

‘Eu não acredito.’ Ele falou, ainda tentando se controlar para não machucá-la mais.

‘Só preciso de um tempinho… como da outra vez.’ Ela falou, sussurrando e tentando voltar a relaxar. Tinha realmente sido pega de surpresa com aquele detalhe que pensou já ter superado.

Syaoran sorriu enquanto se controlava para não entrar mais nela. Abaixou o rosto, beijando-a no pescoço, perto do ouvido e sussurrando o quanto ela era linda e o quanto estava se sentindo feliz em tê-la novamente. Em fazê-la novamente a mulher dele.

Ela sorriu, percebendo que, apesar do incômodo inicial, já conseguia voltar a sentir prazer sem aquela sensação de ardência. Passou as mãos pelas costas dele e pelos braços fortes, sentindo a pele quente em contato com a sua. O perfume embriagante dele invadiu suas narinas, causando aquela sensação maravilhosa de prazer.

Ele beijava de forma suave seu rosto, enquanto ela sentia seus seios roçando de leve no peitoral dele.

Sakura mexeu o quadril, informando a ele que poderiam novamente recomeçar de onde pararam quando surpreendidos.

Come on, baby,

(Vem, Querida)

All the things I'm gonna do,

(Todas as coisas que eu vou fazer)

I'm gonna do with you,

(Eu farei com você)

I'm gonna try something new,

(Eu vou tentar algo novo)

I wanna try that, too

(Eu quero tentar isso, também)

Ele ainda a olhou nos olhos para ter certeza que não a estava machucando enquanto entrava mais profundamente no corpo da mulher que amava. Sorriu de leve ao observá-la fechando os olhos e gemendo baixinho e então se sentiu finalmente livre para iniciar os movimentos de forma mais rápida, sendo prontamente acompanhado por ela.

Beijaram-se de forma faminta, enquanto os corpos se movimentavam de forma ritmada e frenética. Ambos ouviam os gemidos do outro, as respirações ofegantes e os nomes sussurrados cheios de carinho e prazer. Trocaram de posição e sentiram-se ser invadidos pela energia do outro, como sempre acontecia quando se amavam, tornando-se indiscutivelmente apenas um por aquele breve momento.

I'll tell you about it

(E sobre isso)

Mudaram o ritmo, mudaram as carícias, explorando o máximo que podiam do corpo um do outro até o rapaz chegar ao seu limite e a abraçar apertado pela cintura, fazendo-a sentir as costelas estalarem antes dele finalizar aquele primeiro ato.

Ficaram ainda abraçados com a respiração ofegante e os corpos suados. Sentiam as auras se misturarem assim como os corpos que pareciam derreter naquela cama.

Ele se afastou dela e fitou o rosto da jovem, sorrindo e passando a ponta dos dedos sobre a pele aveludada. ‘Como você me fez falta, Sakura.’ Ele falou para ela com os olhos cheios de amor.

Sakura sorriu. ‘Você também me fez muita falta.’ Ela respondeu enquanto tirava uma mecha da franja dele que cobria parte dos olhos âmbares que ela adorava fitar.

‘O que aconteceu?’ Syaoran perguntou, passando de leve o polegar pelos lábios dela. ‘Por que disso tudo?’

Sakura não conseguia parar de sorrir. Fechou os olhos e respirou fundo. ‘Eu não tenho a menor ideia do que aconteceu.’

It doesn't matter what you wear

(Não importa o que você use)

'Cause it's only gonna be

(Pois só seremos)

It's only gonna be you and me

(Só seremos eu e você)

Awww yeah,

(Ahhh sim)

Ele deitou-se sobre o corpo dela e afundou o rosto nos cabelos avermelhados.

Sakura suspirou, sentindo o peso do corpo dele sobre o seu e passou as mãos de leve pelas costas largas, não havia mais nenhuma cicatriz ou qualquer sinal de abuso que ela antes sentia ali e que, no fundo, incomodavam-na.

Pensando nisso, as cicatrizes que ela adquirira durante toda aquela loucura de dois anos antes, inclusive as da cirurgia que salvara sua vida depois de Yanamoto tê-la alvejado, também não existiam mais.

‘Acho que nós nascemos de novo quando saímos do mundo das trevas.’ Ela falou.

Ele riu. ‘Você voltou a ser virgem.’

Sakura riu e balançou a cabeça de leve. ‘Eu não tinha nem pensado nisso. Perdi a virgindade, pela segunda vez, com você. Isso parece tão surreal.’

Syaoran franziu a testa, rolou na cama saindo de cima dela e deitou-se ao seu lado, puxando-a para ficar perto dele. Fitou o teto e colocou a mão no rosto.

‘Ora, então…’ Ele reteve-se e riu. ‘Bem… pelo menos desta vez foi como devia ser.’ Soltou, sem acreditar no que também concluía.

Sakura se virou, ficando sobre os cotovelos e encarando-o. ‘Então você também…’

Ele ergueu uma sobrancelha, fitando-a. Depois desviou os olhos. ‘Eu não era mais um moleque impaciente depois que voltamos de lá.’

Sakura percebeu que ele tinha ficado sem graça ao constatar que, considerando a situação, ele também era tão virgem quanto ela. Pelo menos em corpo, ela constatou rindo.

A little bitty party, baby

(Uma pequena louca Festa)

Just me and you

(Só para nós dois)

That's right

(Pode ter certeza)

I ain't inviting anybody,

(Não vou convidar ninguém)

Nobody baby

(Ninguém, Querida)

‘O que acha que aconteceu?’ Ela perguntou, ficando séria pela primeira vez desde que se viram. Aconchegou-se ao peito dele, fazendo as pernas se entrelaçarem.

Ele balançou a cabeça de leve. ‘Não faço a menor ideia. Para mim, minha vida era completamente diferente até o momento que eu coloquei os olhos em você.’

‘O mesmo aconteceu comigo.’ Ela falou e suspirou.

Deitou-se, afundando o rosto no peito dele e sentiu quando ele se inclinou para beijar sua cabeça.

‘Pensei que a tivesse perdido, Sakura.’ Ele falou sinceramente. ‘Quando vi que você perdeu a conexão com a Khala’a.’

‘Eu não sei o que aconteceu.’ Ela falou e levantou o rosto, fitando-o novamente com o cenho franzido. ‘Eu também… Vi que seus ferimentos não estavam cicatrizando.’

‘Bem… agora tenho um corpo novo em folha.’ Ele falou, rindo de leve.

Desceu os olhos pelo corpo e, realmente, não encontrou nenhuma das cicatrizes que tinha antes. Agora se lembrava de todas as vezes em que fora ferido de forma quase mortal. Era estranho pensar que, até algumas horas antes, no máximo, tinha enfrentado alguns adversários em campeonatos de lutas.

‘Acho que eu também.’ Ela falou, rindo e balançando a cabeça de leve. Franziu a testa e voltou a fitá-lo. ‘Sua aura voltou a ser a mesma de antes.’

I'm having a party, a party for two,

(Eu estou dando uma festa, uma festa a dois,)

I ain't inviting nobody, nobody but you.

(Não vou convidar ninguém, ninguém além de você)

Syaoran parou um pouco para pensar. ‘Acho que sim.’ Sorriu. ‘Acho que não devem mais nascer chifres na minha cabeça.’

Ela o empurrou de leve. ‘Não brinque com isso.’

Syaoran riu com gosto e a abraçou forte, queria senti-la o mais próxima possível. ‘E eu ainda falei que magia era coisa de maluco.’ Parou de rir e voltou a ficar sério. ‘Humph… agora entendo porque aquele idiota do Ren Tao ficou me encarando quando nos encontramos na China uns dois meses atrás. Deve ter pensado que eu era um espírito.’ Achou graça.

‘Você não deveria rir disto.’

‘Oras! Ele está acostumado a esta coisa de morte, vida… Espírito daqui e dali! Além disso, você não viu a cara que ele fez.’

‘Humph.’ Ela murmurou incomodada, levantando o rosto e voltando a ficar debruçada sobre ele com o queixo apoiado no peito dele. ‘Se não fosse por ele, eu não teria conseguido ir atrás de você.’

‘Ah, este é um outro ponto interessante. Você não deveria tê-lo procurado.’ Falou com a voz séria. ‘A gente tem que pegar as Cartas. Não confio naquele cabeça de chifre.’ Falou, tirando uma mecha do cabelo dela do rosto levemente suado e colocando-o atrás da orelha.

Sakura rodou os olhos. ‘Falando em Tao-san, ele me procurou uns dois anos atrás.’ Ela franziu a testa de leve. ‘Agora eu me lembro bem. Ele me procurou uma vez na faculdade e até me cumprimentou, mas acho que, como viu que eu não lembrava dele, foi embora.’

‘E você lembra de um cara que a cumprimentou há dois anos?’ Syaoran falou, erguendo uma sobrancelha.

‘Ele chama um pouco de atenção.’ Ela falou sem entender, afastando-se dele.

‘E você fala isso na minha cara?’

Sakura semicerrou os olhos nele. ‘Você está de sacanagem comigo, não é?’

‘Não sou eu que estou falando para a minha namorada que tem uma mulher que me chama a atenção.’

‘Syaoran… eu estou nua ao seu lado, na sua cama. Perdi a minha virgindade com você, pela segunda vez. Fui até o inferno atrás de você e você está com ciúmes dele? É isso mesmo?’

Come on, Come on

(Venha, Venha)

Come on, Come on

(Venha, Venha)

Come on, Come on, Come on

(Venha, Venha, Venha)

Come on, Come on, yeah

(Venha, Venha, sim)

Come on, Come on, Come on

(Venha, Venha, Venha)

Come on, Come on

(Venha, Venha)

Come on, Come on, Come on

(Venha, Venha, Venha)

Come on, Come on, yeah

(Venha, Venha, sim)

‘Humph.’ Ele murmurou. ‘Não gosto do Tao.’ Falou, empurrando-a de leve para que ficasse de costas na cama, debruçando-se sobre ela. Beijou-lhe o pescoço de leve, sentindo o gosto do suor dela e o perfume doce que emanava da pele quente.

‘Eu sei disso. Você já deixou bem claro. E ele também não gosta de você.’ Ela falou sorrindo e fechando os olhos, sentindo os lábios dele no seu corpo.

‘Vamos parar de falar dele.’ Syaoran sussurrou ao ouvido dela. ‘Temos coisas mais interessantes para fazer…’

Just you and me

(Só você e eu)

‘Foi você quem tocou no assunto.’ Ela retrucou e o sentiu passar a mão pelo seu corpo.

‘Prefiro tocar em outra coisa agora.’ Syaoran retrucou com a voz rouca e colocou a mão entre as pernas dela, voltando a beijá-la nos lábios.

That was great!

(Nossa, isso foi demais!)

Let's do it again!

(Vamos fazer isso de novo!)

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Tomoyo observou a prima se afastando e arregalou os olhos com a pressa dela em entrar no elevador. Olhou para o noivo e franziu a testa.

‘O que aconteceu com ela?’

Kurogane deu de ombros, erguendo uma mão de forma confusa. ‘Não tenho a menor ideia.’

Tomoyo meneou a cabeça ainda intrigada. ‘Eu realmente tenho a impressão de que conheço o Li-san de algum lugar.’

Ele franziu a testa. ‘Também tive a impressão de já tê-lo visto antes. Se bem que… ele parecia diferente agora.’

‘Do que está falando?’

‘Era ele… Mas, sei lá… parecia outra pessoa.’

‘Como assim outra pessoa?’

‘Ele estava que não conseguia parar de sorrir.’

‘E isso é ruim?’ Ela não entendia qual o problema. Tinha reparado no sorriso gentil que o rapaz deu para ela. Conseguia reconhecer isso.

‘Não é este o ponto. Passei quase uma semana ao lado daquele cara e ele era o cúmulo do estoicismo.’ Kurogane falou ainda sem conseguir entender o que aconteceu. ‘Sua prima também não parecia bem.’

Tomoyo franziu a testa de leve. ‘Sakura-chan estava estranha demais quando saiu daqui, não? Parecia estar com muita pressa.’

‘Ela saiu daqui falando que nunca esteve melhor.’ Kurogane falou, balançando a mão a frente e rindo. ‘Quase saltitante.’

Tomoyo ergueu uma sobrancelha. ‘Como assim saltitante?’

‘Oras… leve!’ Kurogane esclareceu. ‘E com muita pressa.’

‘Acho que vou ligar para ela.’ Tomoyo falou, procurando o telefone na bolsa. Estava discando o número da prima quando o noivo chamou sua atenção.

‘O casal de que eu lhe falei chegou.’ Disse indicando com um gesto para dois chineses que se aproximavam sorrindo.

Trocaram cumprimentos e apresentações. Tomoyo e Meilyn se fitaram por algum tempo, também com a impressão de que se conheciam de algum lugar.

‘Onde está Xiao Lang?’ Meilyn perguntou. ‘Ele já deveria ter chegado, pedi que viesse na frente para avisá-los que estávamos a caminho.’

Tomoyo e Kurogane se entreolharam. O rapaz pigarreou. ‘Ele veio, passou o recado e foi embora.’

‘O quê?!’ Meilyn quase gritou e olhou para o marido perplexa. ‘Ele passou dos limites da grosseria.’

‘Não se preocupe…’ Tomoyo tentou colocar panos quentes.

‘Xiao Lang não pode ser assim.’ A chinesa falou, irritada pela atitude do primo.

Hyo Ling endireitou o corpo, mostrando-se também incomodado. Que Xiao Lang fosse antissocial tudo bem, mas precisava agir com educação. Ele tinha avisado que seria importante estabelecer uma relação próxima com os japoneses com quem ele trabalharia nos próximos meses, e o que o primo fazia? Comportava-se como um moleque.

‘Desculpem-me pela atitude de Xiao Lang. Ele, com certeza, teve um bom motivo para tal comportamento.’

‘Eu vou ligar para ele agora mesmo.’ Meilyn falou irritada, pegando o celular e discando o número do primo.

Tomoyo olhou para Kurogane e sorriu sem graça.

O rapaz voltou-se para o chinês. ‘Com certeza ele deve ter tido algum problema. Que tal a gente começar nosso passeio? Quem sabe ele não se junte a nós mais tarde?’

Hyo Ling sorriu de leve, agradecendo a compreensão. Olhou para a esposa que tinha o rosto vermelho.

‘Ele não atende! Dá para acreditar que ele não atende?!’

‘Mei Ling, vamos começar o passeio. Depois tentamos falar com ele.’ Falou com a voz calma e o olhar sereno para a esposa.

Meilyn trincou os dentes. ‘Xiao Lang me paga! Ele vai precisar me dar uma excelente razão para isso.’

‘Qīn'ài… (Querida…)’ Hyo Ling a chamou, pedindo de forma silenciosa que ela controlasse o gênio na frente do outro casal.

A chinesa fechou os olhos rapidamente e respirou fundo. O primo a tirava do sério. Abriu os olhos e tentou sorrir de leve. O marido tinha razão, não valia a pena estragar seu passeio por conta de mais uma atitude desrespeitosa de Xiao Lang.

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Sakura rolou na cama, saindo de cima do corpo de Syaoran e deitando ao lado dele. Tinham acabado de se amar novamente. Respirou fundo e sorriu de leve. O rapaz se virou, abraçando-a e afundando o rosto no pescoço dela.

‘Acho que ouvi o telefone tocar.’ Ela comentou.

‘Sim… insistentemente.’ Ele completou.

Ela olhou para a janela e franziu a testa. ‘Já anoiteceu.’

‘Sim…’ Syaoran respondeu, segurando-a pela cintura. ‘Nada de pensar em sair daqui.’

Ela riu. ‘Acho que preciso ligar para Tomoyo-chan. Ela deve ter ficado preocupada.’

Syaoran franziu a testa e pensou que, provavelmente, os primos deveriam estar uma fera com ele. Que se dane! Aconchegou-se melhor ao corpo de Sakura. Depois falaria com eles. Depois… bem depois.

‘Você não está morando aqui neste hotel, não é?’ Ela perguntou.

‘Não… estava em Hong Kong. No clã.’

‘Então você voltou para lá?’ Ela falou, franzindo a testa.

‘Teoricamente, nunca saí.’ Esclareceu. ‘Vim para o Japão justamente porque não aguentava mais que ficassem no meu pé.’

‘No seu pé?’

Ele beijou o pescoço dela, roçando de leve os lábios na pele suada da namorada. ‘Para assumir o posto de patriarca.’

‘Rá’. Ela falou em tom irônico, tentando ignorar as carícias dele. ‘Agora você vai virar o patriarca da família.’

‘Para você ver.’ Ele comentou rindo. Sabia que ela estava irritada e isso a tornava ainda mais linda. ‘E você?’

‘O que tem eu?’ Ela perguntou.

‘Está morando com seu irmão? Vou ter que sequestrar a noiva desta vez?’

Ela balançou a cabeça. ‘Não tem como morar com Onii-chan. Pode mexer na cabeça dele de tudo quanto é maneira, mas ele continua cabeça dura.’ Falou rindo. ‘Eu estou morando na nossa casa.’

‘Mesmo?’ Ele perguntou surpreso. Afastou-se dela apenas para que pudesse contemplar os belíssimos olhos glaucos.

‘No final, acho que o fiquei esperando até agora.’ Ela respondeu e ele abriu um sorriso enorme.

‘Então a sua espera acabou.’ Ele falou. ‘Sairemos daqui e voltaremos para casa.’

Sakura respirou fundo, pensando em como contaria para o irmão que simplesmente tinha encontrado com um rapaz, passado o dia inteiro na cama com ele e que, agora, ele moraria com ela. Touya infartaria. Seria um infarto fulminante, com certeza. Bem… Touya que procurasse um bom cardiologista.

‘Claro que voltaremos para casa.’ Ela falou para ele. ‘Para onde mais você iria?’

Ele a abraçou novamente. ‘Para lugar nenhum.’

O telefone dela voltou a tocar. Sakura respirou fundo, ainda pensando se valeria a pena ou não atender. Syaoran não fazia o menor esforço também de se afastar para que ela pudesse ir até o aparelho.

‘Está com fome?’ Ele perguntou ao ouvido dela.

‘Um pouco.’

‘Vamos dormir hoje aqui e amanhã vamos para casa.’ Ele falou.

‘Está bem.’

Syaoran finalmente se afastou dela e rolou na cama até o telefone para pedir alguma coisa para comerem.

Sakura se levantou e foi até sua bolsa jogada no chão. Pegou o aparelho e olhou no display. Arregalou os olhos vendo quase 20 chamadas perdidas de Tomoyo. A prima devia estar louca atrás dela. Era melhor ligar de volta e dizer que estava tudo bem.

Syaoran observou a namorada caminhando nua pelo quarto e dando uma desculpa qualquer à prima por ter saído às pressas do mirante. Riu ao ouvi-la mentir descaradamente dizendo que estava em casa e ia dormir porque estava cansada. Ela desligou o telefone e o encarou.

‘E o que você queria que eu falasse para ela?’ Perguntou, semicerrando os olhos nele ao ver o ar zombeteiro. ‘Acho que vou tomar um banho antes que a janta chegue.’ Ela falou, indo até o banheiro e soltando uma exclamação ao ver o tamanho do cômodo. ‘Precisamos fazer uma reforma no banheiro lá de casa.’ Riu.

Syaoran ponderou que realmente seria uma boa ideia. Ouviu baterem na porta e imaginou que já fosse o serviço de quarto. Colocou o roupão do hotel e caminhou para abrir a porta quando deparou-se com a expressão furiosa da prima a sua frente.

‘Você está maluco, Xiao Lang?!’ Meilyn gritou, tentando empurrar a porta do quarto para entrar, mas Syaoran a impediu.

‘Mei Ling! Não dá para você entrar no meu quarto desta maneira.’ Falou assustado. ‘Cadê o seu marido?’

‘Estou aqui, Xiao Lang.’ O rapaz ouviu a voz do primo que se aproximava e o viu parar ao lado de Meilyn, encarando-o. ‘Você enlouqueceu?’

‘Eu liguei a tarde inteira e você não atendeu a porcaria do seu celular.’

‘Eu estava com dor de cabeça.’ Syaoran falou como desculpa. ‘Muita dor de cabeça. A semana foi muito puxada.’ Ele explicou, olhando de esguelha para trás. Esperava que Sakura permanecesse no banheiro.

‘Não era motivo para o que fez com os japoneses.’ Hyo Ling o repreendeu. ‘Tomasse uma aspirina e pronto. Isso não é justificativa para falta de educação.’

Syaoran rodou os olhos. ‘Olha, desculpem-me. Eu avisei, embora não precisasse realmente, porque vocês me conhecem muito bem, que não gosto daquele tipo de programa. Fiz o que me pediram. Fui lá, avisei que vocês se atrasariam e depois resolvi voltar para o hotel e descansar. Estava com dor de cabeça e pronto. Eu vou dormir agora e amanhã é um outro dia.’

Hyo Ling franziu a testa, estranhando a língua solta do primo. Era impressão ou sentia até um ar mais irônico nele que de costume?

‘Amanhã estamos pensando em…’ Hyo Ling começou a falar.

‘Não vou poder.’ Ele já cortou. ‘Eu vou estar muito ocupado. O dia inteiro.’

Meilyn semicerrou os olhos no primo, forçou mais uma vez a porta para que ele a abrisse, mas o rapaz a manteve entreaberta, evitando que a prima entrasse no quarto. ‘Ocupado com o quê?’

‘Assuntos meus.’ Respondeu.

‘E que assuntos você tem que vão levar o dia inteiro?’ Ela perguntou novamente.

‘Particulares.’ Respondeu de forma seca novamente.

‘Você está mais estranho que de costume, Xiao Lang.’ Ela falou, observando-o.

‘Estou cansado. Podemos conversar na segunda?’ Ele tentou pedir com educação.

Meilyn estreitou os olhos no primo e respirou fundo. ‘Isso é perfume de mulher?’

‘E se for?’ Ele perguntou com o rosto sério, já perdendo a paciência e fazendo a prima arregalar os olhos.

Hyo Ling olhou para o primo. ‘Você está de sacanagem comigo, não está?’

‘Minha vida não é da conta de vocês. Agora, se me dão licença, eu estou no meu dia de folga!’ Falou por fim, fechando a porta irritado.

Passou a mão pelos cabelos, já prevendo os problemas que teria quando contasse, na segunda mesmo, que ficaria definitivamente no Japão. Ponderou que, agora, com seus documentos em ordem, seria melhor casar logo com Sakura. Provavelmente abandonaria o clã novamente, pensou dando de ombros.

Depois de tudo o que passou, mandar os anciões para o inferno era só uma questão de tempo. Sorriu de lado, pensando que eles nunca sobreviveriam naquele lugar mesmo.

Caminhou pelo quarto e espiou pela porta do banheiro, vendo Sakura tomar banho. Sorriu de lado, tirando o roupão e se aproximando dela, abraçando-a pela costas.

‘Ora, ora… banho gelado.’ Ele falou ao ouvido dela ao sentir a água bater no corpo.

Sakura riu. ‘Vamos dizer que eu aprendi a gostar.’ Ela falou, rindo. ‘Quase enlouqueci Tomoyo-chan quando dividíamos o alojamento da faculdade mudando a temperatura do chuveiro durante o inverno.’

‘Acho que não vamos ter mais este problema em casa.’ Ele falou, beijando-lhe o pescoço. ‘Muito pelo contrário. Adorei saber que posso dividir o banho com você.’ Falou, passando a mão pelo corpo dela e a sentindo estremecer.

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‘Xiao Lang deve estar apenas estressado com a pressão do clã.’ Hyo Ling comentou com a esposa. ‘Além disso, ele é um rapaz saudável.’ Completou, tentando colocar panos quentes na atitude do primo.

Meilyn estava se arrumando enquanto o marido finalizava a leitura do jornal local. Tinham planos de passear por Tókio naquele dia. O Museu Nacional estava com uma exposição sobre Expressionismo que havia chamado atenção deles. Enfim, um típico programa de turistas.

Meilyn franziu a testa encarando o marido. ‘Estamos falando do mesmo Xiao Lang?’

Hyo Ling tentou manter a calma, pois sabia que, se continuasse a incentivar a esposa, era capaz dela pedir que arrombassem a porta do quarto do primo. ‘Mei Ling, ele é solteiro, jovem e é a primeira vez que vem para Tókio. Deixa o nosso primo em paz.’

Meilyn estreitou os olhos no marido. ‘Você sabe de alguma coisa?’

‘Eu?’ Ele perguntou sem entender.

‘Lá na empresa não tem nenhuma japonesa oferecida?’ Ela falou ainda com o rosto sério. ‘Eu estou de olho em você, Hyo Ling!’

O rapaz riu com gosto, adorando a leve demonstração de ciúmes da esposa. ‘Claro que não. É uma empresa séria. Xiao Lang deve ter conhecido uma garota quando, sei lá… saiu para passear.’

‘Estamos realmente falando de Xiao Lang?’ Ela repetiu a pergunta.

Hyo Ling dobrou o jornal e observou a esposa. ‘Vamos logo. Se quisermos seguir o seu roteiro para hoje é melhor sairmos agora.’

Meilyn balançou a cabeça de leve, pegando a bolsa. ‘Ainda acho que tem alguma coisa errada.’

‘Você é curiosa demais.’ O marido retrucou. ‘Vamos deixar um recado para Xiao Lang na recepção e, quem sabe, ele não nos encontre no final do dia para apresentar a namorada.’ Sugeriu, rindo.

‘Humph.’ Meilyn murmurou. ‘Namorada… não dá para imaginar Xiao Lang com uma namorada. Ele fugia de compromisso como o diabo foge da cruz.’

Hyo Ling pegou a mão da esposa, puxando-a para saírem do quarto e passearem. ‘Vamos deixar Xiao Lang se divertir à maneira dele.’ Falou por fim.

Foram até a recepção do hotel e pediram para deixar um recado para o senhor Li, dando o número do quarto em que ele estava instalado.

‘Desculpe-me, senhora Li, mas o senhor Li fez o check-out uma meia hora atrás.’ O funcionário do hotel falou de maneira calma.

‘O quê?!’ Meilyn quase gritou. ‘Como assim ele fez check-out?!’

O funcionário sorriu amarelo. ‘Desculpe-me, senhora. Mas ele encerrou a conta e saiu com uma moça. Eu mesmo fiz o procedimento.’

Meilyn virou-se para o marido que estava um pouco atrás, olhando para o rapazinho com o semblante sério.

‘Isso já passou dos limites, Hyo Ling. Para onde ele foi?’ Ela perguntou para o marido que respirou fundo, soltando o ar devagar.

Xiao Lang o estava colocando em uma situação bem complicada. O que estaria acontecendo realmente com ele? A parte de ser indelicado com o casal de japoneses e de levar uma garota para o hotel era até aceitável. O primo realmente tinha um jeito mais introspectivo e tinha deixado claro que não gostaria de participar do passeio de ontem. Mei Ling é quem não deveria ter insistido.

Levar uma garota para o hotel era... inesperado, mas ele mesmo o tinha aconselhado a sair com garotas enquanto ainda fosse solteiro. Agora, simplesmente pagar a conta e partir sem avisá-los para onde iria tinha sido uma atitude realmente preocupante.

‘Eu realmente não sei. Mas estou começando a me preocupar.’ Falou com sinceridade.

Meilyn voltou-se para o rapazinho com um olhar sério. ‘Quem era a mulher com quem ele saiu?!’ Perguntou em tom autoritário, fazendo o rapaz quase se tremer.

‘Bem, senhora… ela não estava hospedada antes… não temos essas informações.’

‘Como assim?! Vocês deixam qualquer um entrar aqui? Cadê a segurança deste hotel?’

‘Ela deve ter entrado junto com o Sr. Li.’ Ele respondeu sem graça.

Meilyn voltou-se para o marido. ‘Vou ligar para ele.’ Falou, pegando o celular e discando o número do primo. Batia o pé de leve, mostrando impaciência enquanto ouvia o telefone chamando. ‘Xiao Lang! Onde você está?!’ Exigiu assim que ele atendeu.

‘Estou bem.’ Syaoran respondeu do outro lado da linha.

‘Eu não perguntei como você está, estou perguntando onde!’

‘Estou voltando para casa. Conversaremos durante a semana.’ Ele falou. ‘Por favor, diga a Hyo Ling que vou chegar um pouco atrasado amanhã na empresa e que conversarei com ele depois.’ Pediu. ‘Agora preciso desligar. Vou descer nesta estação.’ Disse, encerrando a ligação.

‘Hei, hei! Espera!’ Meilyn ainda tentou falar com ele, mas o primo já tinha desligado. Olhou para o marido completamente desconcertada.

‘O que ele disse?’

‘Que vai chegar atrasado na empresa e vai conversar com você amanhã.’ Ela falou, franzindo a testa.

‘Atrasado? E onde ele está indo?’

‘Ele… ele disse que estava voltando para casa.’ Ela repetiu as palavras do primo. ‘Como ele vai para Hong Kong e estará amanhã na empresa?’ Ela perguntou confusa.

Hyo Ling cruzou os braços sobre o peito, observando a esposa. ‘Está bem… Tenho que concordar com você. Está realmente acontecendo alguma coisa estranha com Xiao Lang.’

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Syaoran parou em frente ao sobrado branco da rua do Templo Tsukimine e sorriu. Como tinha desejado voltar para casa enquanto esteve naquele inferno. Sakura olhou para ele sorrindo também. Estavam de mãos dadas.

‘Vamos?’ Ela perguntou e ele assentiu com a cabeça.

Ela abriu o portão de ferro e ele observou as flores do jardim. Estavam bem cuidadas, embora não tão bonitas como quando Flor cuidava delas com carinho. Olhou para Sakura que subiu os três degraus e abriu a porta principal para ele passar.

‘Tenho que fazer uma cópia da chave para você.’ Ela falou. ‘Ah, acho que tenho uma em alguma gaveta. Eu cheguei a fazer para deixar com Onii-chan, mas desisti.’

O rapaz passou pela porta e parou olhando para a sala, sorrindo. Estava diferente de como ele a tinha deixado. A escrivaninha não tinha mais os livros da faculdade dos dois. Estava com menos móveis e alguns eram diferentes. Tirou os sapatos e deixou a mala na entrada, caminhando devagar pela sala e observando o lugar. Fechou os olhos e respirou fundo. Sentia a mesma energia boa de quando entrara naquela casa pela primeira vez.

‘Okaeri.’ Sakura falou, observando-o e sorrindo.

Ele voltou-se para fitá-la. ‘Tadaima.’

Ela tirou os sapatos na entrada e caminhou até ele, abraçando-o forte.

Syaoran a envolveu em seus braços e abaixou o rosto, tocando o queixo no topo da cabeça dela. ‘É bom demais estar de volta.’

Sakura sorriu. ‘E o que vamos fazer agora?’

‘Como assim?’

‘Estamos vivendo duas vidas paralelas, Syaoran. E, aparentemente, só nós dois lembramos o que nos aconteceu antes. Tomoyo-chan não o reconheceu, nem Kurogane-kun. Onii-chan não tem a menor ideia de que você existe.’

‘É, não dá para entender direito o que aconteceu.’

‘Estamos vivendo uma vida onde não temos magia… Ou pelo menos não tínhamos até nos encontrarmos.’

Syaoran a apertou em seus braços. ‘Sim.’ Ele concordou. ‘Mas não dá para ignorar tudo o que passamos e tentar recomeçar para nos encaixarmos nessa nova existência.’ Sentiu-a concordar com a cabeça. ‘Amanhã mesmo nos casaremos. Meus documentos agora estão em ordem.’ Declarou subitamente.

‘Casar?’ Ela perguntou, afastando-se dele e o fitando espantada.

‘Claro. O que nos impedia antes eram os meus documentos. Vamos fazer isso logo pela manhã e eu entro com os papéis no consulado chinês em seguida.’

Ela o encarou seriamente. ‘Você está com pressa.’

Ele sorriu de leve. ‘Já estávamos casados, Sakura. Agora será apenas formalidade.’ Ele franziu a testa e se arrependeu. ‘Você gostaria de cerimônia? Festa?’

Ela balançou a cabeça e afundou o rosto no peito dele. ‘Isso não tem importância para mim, desde que você esteja comigo.’

Ele respirou fundo, era melhor falar logo o porquê. ‘Os anciões e minha mãe estão me pressionando para eu me casar de uma vez. Quero ajeitar logo os papéis para eles não nos causarem problemas.’

Sakura se afastou dele e suspirou. ‘Ah, sim… quando você morreu, estava noivo, não? Noivo de uma jovem "adequada e escolhida pelo clã"...’ Disse sem tentar esconder o aborrecimento em sua voz. ‘E eu era a sua concubina.’

Ele fechou os olhos, realmente pensando que deveria ter quebrado o pescoço de Reyume quando teve a oportunidade. Tinha pegado leve demais com aquele filho da mãe.

‘Eu estava tentando resolver isso naquela época. E eles poderiam ter planejado meu noivado com metade da China que não adiantaria. Só existe uma mulher que poderia ser minha esposa.’ Ele falou se aproximando dela e passando os polegares no rosto de Sakura. ‘Desde que eu tinha 10 anos, Sakura, eu sabia que só você poderia ser minha esposa. Só você está no meu coração.’

Ela abriu aquele sorriso maravilhoso que ele amava.

Ele se inclinou e beijou os lábios dela de leve. Afastou-se e a viu olhando-o com um brilho intenso nos olhos.

‘É melhor mesmo resolvermos logo a questão da papelada porque ninguém vai tirá-lo de mim agora. Fui até o inferno para buscá-lo, Syaoran Li. Não serão uns velhos babacas que vão atrapalhar a nossa felicidade.’

Ele sorriu. ‘Exatamente isso.’

Continua.

Notas finais
Música do capítulo: Party for Two (Festa para dois) - Shania Twain & Mark McGrath *Frase original: “Hey, Mark?” Mudanças por motivos óbvios! :-P ~*~*~KK~*~*~KK~*~*~KK~*~*~ KK~*~*~ KK~*~*~ KK~*~*~ Notas específicas: a) Okaeri ou okaerinasai: "Seja bem-vindo de volta ao lar", expressão utilizada para cumprimentar as pessoas quando estas voltam para casa. b) Tadaima: "Estou em casa", expressão usada ao se chegar a casa, para anunciar seu retorno. Tadaima e okaerinasai são frases que andam sempre juntas, uma como resposta à outra. Essas duas frases têm um peso simbólico, podendo ser usadas, por exemplo, depois de uma briga de namorados quando eles fazem as pazes, para indicar que, agora que o problema foi solucionado, a pessoa que se afastou voltou para o lugar dela que é "ao lado da pessoa amada". Também podem ser usadas depois de um longo período de separação. Ou como uma forma de "encerrar uma jornada" ou uma etapa da vida.