Fínem
8 Capítulo 8
Notas iniciais
– Sente-se – ela falou indicando a cama – a primeira coisa que você tem que fazer é se concentrar na pessoa em que quer causar a dor, hoje no caso será eu.
– Não – protesto – e seu eu não consegui me controlar.
– Eu confio em você – ela respondeu – agora quero que se concentre em mim, só em mim – ela falou e eu foquei nela – agora você irá pensar, não falar, porque senão iria ficar muito obvio, entendeu? – concordei com a cabeça — nervis, apice ob aemulationem dolorem pavebit cerebrum ignis ardebit plus volcano. Repita isso várias vezes concentrada na minha cabeça, e pare assim que eu começar a sentir.
Comecei a repetir aquelas palavras várias vezes na minha cabeça enquanto me concentrava somente em Katherine, uns dois minutos depois ela começou a se contorcer de dor e eu parei.
– Você ta bem? – perguntei nervosa – quer que eu pegue alguma coisa? Uma água? Um remédio?
– Você foi ótima – ela disse – mais temos que acelerar as coisa, até que você consiga fazer em apenas alguns segundos. Está pronta para outra? – ela perguntou.
– Eu to, mas e você?
– Eu to bem, não se preocupe, vamos lá? – confirmei com a cabeça, mesmo meio incerta.
Fizemos isso por mais o menos uma hora, depois eu me despedi e disse que precisava ir embora, no final eu já conseguia realizar o feitiço em menos de 10 segundos. Depois de caminhar por algumas quadras, avistei uma pessoa conhecida *Téo* pensei.
– Dessa fez você não escapa – falei para mim mesma, em seguida comecei a fazer o feitiço em sua direção, em poucos segundos ela já estava se contorcendo de dor no chão, como já estava tarde e a rua era distante do centro, só havia nós dois naquela área. Eu caminhei rápido em sua direção, diminuindo o efeito do feitiço – Ola Theo – falei quando cheguei perto dele, ele me olhou assustado – ou séria melhor Kol? – ele ficou ainda mais assustado – Acho que precisamos conversar.
Eu parei de fazer o feitiço e aos poucos percebi que a dor dele foi passando, me sentia muito mal por fazer aquilo, mas sentia que era o único jeito de falar com ele.
– Só para avisar, se tentar fugir, faço de novo – falei com a voz mais forte que consegui.
– Quem te viu, quem te vê Vileot – ele respondeu irônico.
– Mais do que irônico vindo de você Kol – respondi firme.
– Como descobriu? – ele perguntou.
– Digamos que fiz umas amigas.
– As bruxas – ele falou assustado.
– Sim e não. Sim são bruxas. Não são as que querem vocês mortos – acalmei ele, em seguida me sentei em um banco que tinha perto de onde estávamos, ele me acompanhou.
– Você já sabia? – perguntei, era obvio que ele sabia do que eu estava falando.
– Descobri no final da tarde quando nós cumprimentamos, eu senti seu poder, era o mais poderoso que eu já havia sentindo e eu sabia que a escolhida estava vivendo naquela área, todos os vampiros estavam procurando por ela, somei dois mais dois e deu igual “é ela” – ele respondeu.
– Por isso você me afastou – perguntei, ele afirmou com a cabeça.
– Podemos não termos nós conhecidos muito, mas senti uma forte atração por você, não queria que nada de mal que acontecesse – ele disse, não pude conter um sorriso bobo, mas logo voltei a Terra e lembrei sobre o que era a conversa.
– Sobre isso, digamos que você é o escolhido – ele ficou de boca aberta – também descobri isso hoje – afirmei. Em seguida olharmos para a frente e um forte momento de silêncio se iniciou.
– Eu vou morre, não vou? – falei baixo.
– Não – ele exclamou – isso não vai acontecer.
– Aconteceu com as outras, porque não iria acontecer comigo.
– Eu não vou deixar.
– Aposto que os outros falaram a mesma coisa.
– Os outros não eram vampiros – ele disse convencido.
– Olha, eu quero deixar claro, eu não quero viver um amor imposto pelo universo e nem tenho tempo para isso. Se vou sobreviver, preciso de um plano, ou para me esconder, ou para convencer o mundo sobrenatural a viver em paz e isso não é tão fácil – disse tudo o que estava na minha cabeça.
– Eu posso te ajudar – eu fiquei meio incerta – como amigo – ele disse rapidamente e eu sorri.
– Séria ótimo – respondi e percebi que já era tarde – preciso ir, já ta tarde – disse me levantando e indo embora.
– Tchau, me chame se precisar, sempre vou estar por perto – escutei ele dizer enquanto me afastava.
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