Fínem
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Eu desconhecia quem eu era, desconhecia meu mundo e desconhecia meu povo, e tudo isso chegou de uma vez, sem aviso, nem sinal e eu não sei por que, não estava assustada com isso. Katherine me levou para outro cômodo da casa onde estavam mais cinco bruxas, Carla, Marisol, Alba, Solange e Maia, que segundo Katherine nós ajudariam a entender por que meus poderes não se manifestaram ainda, já que em todas as bruxas eles se manifestam por volta dos 10 anos.
– Provavelmente alguma coisa tem broqueado o seu lado bruxa – a Maia falou.
– Isso todas sabemos, mas o que? – falou Alba em seguida.
– Provavelmente alguma coisa que ela ingere ou usa deis que nasceu – a Carla falou depois de um tempo – isso te lembra alguma coisa? – ela perguntou para mim.
– Tem esse colar que eu tenho deis que nasci – eu disse mostrando o colar que estava no meu pescoço.
– Deixa eu ver – a Katherine pediu e eu tirei e entreguei para ela que olhou o colar por alguns segundos – não tem nenhum tipo de magia nele, mais alguma coisa?
– Não consigo me lembrar de nada... Perá, tem um chá que eu tomo todos os dias. – eu lembrei.
– Do que ele é? – Carla perguntou
– Sei lá, tem gosto de Canela, só que um pouco mais doce – respondi.
– Sumor? – Solange disse meio incerta.
– Provavelmente – a Katherine respondeu – vamos fazer assim, a partir de agora você não irá em circunstância alguma tomar esse chá entendido?
– Ok, e agora? – perguntei.
– Agora você vai para casa – Katherine respondeu.
– Sério? Não vai me ensinar nada? – disse desanimada.
– Com seus poderes bloqueados, é impossível, daqui alguns dias começamos com as aulas – ela falou.
– Ok – falei meio desanimada.
Depois disso Katherine me acompanhou até um quarteirão antes da minha casa, o restante andei sozinha, porque Jamine e Mauro não podiam nem sonhar que a gente se conhecia. Quando abri a porta, encontrei os dois e o Diego andando de um lado para o outro na sala com cara de preocupados.
– Vileot – Jamine exclamou – Ainda bem você está bem – ela disse me abraçando – onde você estava? – ela perguntou série quando se afastou.
– Me desculpa, eu acabei me animando e andando um pouco mais do que eu pretendia. No começo eu só ia comprar um café e caminhar um pouco pela cidade, mas acabei me animando e conhecendo vários lugares. Eu deveria ter ligado para avisar, me desculpem – no caminho de vota eu tive tempo para montar uma mentira perfeita, e o curso de teatro que eu vis anos atrás também ajudou.
– Tudo bem, só da próxima vez avise – Jamine respondeu.
– Pode deixar – eu disse com um sorriso no rosto – Eu to cansada, vou subir para descansar – eu disse subindo para meu quarto.
Depois desse dia parei de tomar o chá, sempre que Jamine não estava olhando eu me livrava, na escola eu me encontrava escondida com as bruxas. Katherine já me ensinou alguns feitiços, coisas simples, como acender velas, só para ir testando meus poderes, hoje ela vai me ensinar um feitiço que consegue causar uma forte dor de cabeça, que pode até matar, para eu usar caso alguém tente me atacar.
Inclusive, estou indo para lá agora, consegui me livrar do Diego, disse que precisava de um tempo sozinha, ele acreditou.
– Oi – eu disse depois que Alba abriu a porta da casa que elas vivem.
– Entre – ela disse dando caminho para eu passar – a Katherine precisou sair, mas ela mandou você se sentir em casa.
– Okay – eu disse com um sorriso bobo no rosto, não podia acreditar que finalmente iria aprender um feitiço de verdade.
– Posso fazer uma pergunta? – ela perguntou.
– Claro
– Eu fiz uma pesquisa sobre suas antigas ressurreições, consegui até algumas fotos e em várias aparece exatamente o mesmo menino com você, ou melhor, com suas antepassadas, quem é ele? – ela perguntou curiosa.
– Sem ofensa, mas como vou saber? A única coisa que eu sei é que ele aparece em meus sonhos e tem um garoto que estudava comigo, que bem... Tem a cara dele. – respondi.
– Vocês tão falando do perseguidor? – disse Maia que estava parada na porta.
– Do o que? – perguntei.
– O perseguidor – ela falou como se fosse a coisa mais obvia do mundo, em seguida se sentou em uma das poltronas da sala – a lenda diz que há muitas décadas, em uma das suas ressurreições um jovem se apaixono por você e vocês viveram um grande amor, mas como na maioria das vezes você foi morta. O jovem sofreu uma tristeza profunda e se matou. O universo ficou tocado por essa grande paixão e por isso decretou que em todas as suas ressurreições, o menino também resultaria para você poderem ficar juntos eternamente.
– Mas ela, ou eu, sei lá, não morreu todas às vezes? – eu disse com arrepios, ela quase certo que eu teria o mesmo destino.
– Sim, mas ela morreu feliz com o seu amor – Maia respondeu.
– Todas as vidas foram assim? – Alba perguntou.
– Sim, mas tem uma única exceção – Maia respondeu.
– Qual? – perguntei curiosa.
– Digamos que na sua última ressurreição você não durou muito – ela falou meio sem graça.
– Quanto? – perguntei nervosa.
– 7 anos – ela respondeu mais sem graça ainda.
– Digamos que eu tenho sorte então – respondi a única coisa que consegui pensar.
– A cada ressurreição você volta mais poderosa, os poderes dela não foram controlados e ela foi achada rápido – Maia começou a falar – Obviamente você e seu grande amor não se encontraram, e diz a lenda que ele acabou se tornando um vampiro e está vivo até hoje.
– Sabe o nome dele? – perguntei baixo.
– Sei que o apelido é Kol, o nome eu não sei – ela respondeu – Por quê? – perguntou.
– Curiosidade – respondi. Nesse momento Katherine chegou.
– Me desculpe o atraso, tive uns problemas – ela falou bufando, pelo jeito ela tinha vindo correndo – vamos lá para o quarto – ela disse e eu me levantei e fui em direção do quarto dela, já tinha decorado o caminho – como você sabe hoje eu vou te ensinar um feitiço um pouco mais difícil, mas que é essencial para você se defender – ela falou depois de fechar a porta.
– Okay – respondi rápido.
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