Fínem

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Não consegui postar ontem, por isso postarei dois capítulos hoje

Não sei exatamente quanto tempo fiquei inconsciente, porque não sei direito se eu acordei ou não. Aos poucos eu consegui abrir meus olhos, mas eu não estava no mesmo lugar que desmaiei, nem em um hospital, nem em meu quarto, ou qualquer lugar parecido, estava em uma estrada com umas casas antigas ao redor, olhei para baixo e vi que estava vestindo uma vestido daqueles modelos antigos que a gente vê em filmes, olhei um pouco ao redor e percebi que todos estavam vestido assim, fiquei completamente perdida.

– Elizabete! – eu me virei, mas eu não queria ter me virados, era como se eu não tivesse controle sobre mim mesma, em seguida um sorriso se formou em meu rosto e eu corri em direção da voz, abraçando assim que o alcancei.

– Richard – eu disse ainda o abraçando, eu não tinha controle algum sobre o que eu falava ou fazia, ela como se eu estivesse assistindo uma história, mas no corpo de um dos personagens, mas eu podia sentir, e naquele momento eu me sentia protegida – eles vão me pegar Richard! Eles vão me matar – falei ainda em seus braços, com lágrimas caindo de meu rosto.

– Você vai ficar bem, ouviu? – ele falou me afastando um pouco e fazendo eu olhar nos olhos deles, eu vi uma cara parecida, que eu já tinha visto várias vezes, a última antes de desmaiar, era a cara do Theo.

– O filarejo inteiro descobriu que eu sou bruxa, todos querem me matar, as bruxas querem me usar em um ritual e os vampiros acabaram de se unir com os lobisomens para me matar. Não tem como eu escapar – falei chorando ainda mais.

– Eu te protegerei, guarde minha palavra, vou te salvar não importa o que aconteça – nesse momento minha cabeça voltou a girar.

Eu senti tudo ficar preto novamente, mas em um segundo vi tudo com clareza de novo, agora eu estava em um quarto, deitada em uma cama, ainda estava um pouco tonta, com muita dificuldade consegui distingui a figura que também estava no cômodo, ela a menina ruiva da aula. Eu gemi de dor.

– Você acordou – ela disse um pouco baixo enquanto chegava mais perto da cama – você bateu a cabeça com força quando desmaiou, é melhor dormir mais um pouco – ela começou a fazer carinho na minha cabeça e eu adormeci.

Dessa vez eu acordei em uma época diferente, eu estava vestida como as mulheres do século 20, estava em uma ponte encarando o rio embaixo de mim, lágrimas rolavam pelo meu rosto, mais uma vez eu não tinha controle sobre mim.

– Madeleine – ouvi alguém chamar, mas continuei olhando para o ria – Madeleine não faça isso! – senti a voz se aproximando, mas de repente ele parou como se tivesse alguma coisa nós separando – Tire o feitiço agora – ele praticamente ordenou.

– Me desculpe – eu disse baixo – não posso mais viver com isso, todos me querem por um motivo ou outro, eu tenho colocado a vida de todo em risco. Não mais – ouvi tudo saí da minha boca, e percebendo que tudo se relacionava com meu último sonho.

– Não faça isso, eu Te amo – ouvi a voz dizer, minha cabeça se virou e mais uma vez vi o rosto de Theo, minha cabeça virou-se novamente para frente.

– Eu também te amo – eu respondi – por isso tenho que fazer isso – disse antes de pular no rio, em seguida, tudo ficou preto novamente.

Acordei no mesmo quarto, agora já me sentia bem melhor, me levantei da cama e comecei a andar meio incerta, porque não sabia onde estava , abri a porta do cômodo que rangeu chamando a atenção de várias meninas, entra elas a ruiva, que estavam no outro cômodo.

– Vileot, que bom que finalmente acordou, junte- se a nós – a ruiva disse apontando para uma das cadeiras em volta da mesa, eu me sentei meio incerta, mas minha consciência falava pra mim sentar – você teve sorte, achamos você primeiro – ela disse olhando sério para mim.

– Como assim “achamos você primeiro” o que isso significa? O que tudo isso significa? Esse sonhos, essas histórias de proteção? Alguém pode me explicar – eu gritei tudo o que estava guardando dentro de mim.

– Você não sabe nada, não é? – ela disse olhando sério para mim.

– Como assim? – respondi ainda mais perdida.

– Não se preocupe, vamos te contar. – ela disse finalmente.