Fínem
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Vocês já fugiram de casa?
Eu não quero dizer para sempre, mas para ir para alguma festa ou coisa parecida. Eu estou preste a fazer isso, hoje é o aniversário da Magy e ela vai dar uma big festa, mas meus pais me proibirão de ir, e eu simplesmente não entendo o por que. Todo mês é a mesma coisa, posso sair sempre, mas dependendo da semana eles me deixam trancada em casa, e quer saber o mais maluco? É só na lua cheia, minhas amigas ficam rindo deles, porque elas dizem que meus pais acreditam em lobisomem. Okay, e eu sou uma bruxa.
Eu não sei por que estou pensando nisso, mas queria me distrair um pouco, porque acabei de pular a janela do meu quarto e estou esperando a Lucy e o irmão passarem para me pegar. Ainda bem, eles estão vindo.
Fazem uns vinte minutos que estou na festa e posso garantir apesar de tudo, está chato. Na verdade eu acho que não consigo me divertir graças a consciência, fico pensando que saí escondida... Mas acho que isso acaba de mudar, acabei de ver o Theo, não converso direito com ele deis aquele dia, vou ver se consigo uma explicação agora.
– Oi – eu disse sentando junto da mesa dele.
– Oi – ele respondeu meio baixo.
– Olha se eu vis alguma coisa...
– Você não vez nada – ele disse rapidamente.
– Então porque você está me evitando?
– Eu não posso te contar
– Por quê? É algum segredo de vida ou morte?
– Acredite, é melhor se você não souber – ele disse se levantando e indo andando para fora do local da festa.
*Ótimo* eu pensei *acabei de levar um fora*
Depois disso nem vi o tempo passar, fui direto pro bar e comecei a beber, e como bebi, não me lembro de muita coisa dessa noite. Só lembro de estar dançando com um monte de pias, vomita no banheiro e quase desmaiar. O resto é um total vazio. Fora o fato que mais marcou a noite.
Lembro de estar dançando com um menino que eu nem sei o nome, e todos ouvimos um grito vindo de fora, finalmente eu tive um momento de lucidez na noite e reconheci o grito. Era da mesma garota que gritou na montanha russa e no acampamento quando viu uma cobra, a mesa menina que me trouxe para essa festa. Lucy.
Saí correndo para a direção do grito, meio tropeçando mas sai, encontrei a Lucy olhando para baixo, um pouco para trás do local da festa.
– Lucy? – tentei falar com ela.
– Não fui eu – tive que me esforçar muito para decifrar o que ela falou, porque foi muito baixo.
– Não foi você o que? – eu disse me aproximando dela e olhando para onde ela olhava, quando vi o que era, minha primeira reação também foi um grito. O professor Mário estava morto.
Fale com o autor