Fínem

14 Capítulo 14


Notas iniciais
Desculpa o atraso de um dia. Esse capítulo está cheio de revelações, espero que gostem:

Andei, ou melhor, corri, por praticamente todas as ruas que podia, minha cabeça estava a mil e eu tentava processar o que Diego havia dito, aquilo não podia ser verdade, mas o próprio Kol me disse que havia matado pessoas, e se meu professor de matemática tivesse naquelas pessoas, no passado que ele queria tanto esconder. No dia da festa, eu só tinha visto ele uma vez e depois não vi mais, ele sumiu e pouco depois, Lucy achou o corpo de Mario. Meus pensamentos foram interrompidos quando bati em uma pessoa, o perfume que eu tanto conhecia logo chegou as minhas narinas, eu sabia exatamente quem era. Kol.

– Mais um pouco e você já vai estar pronta para as próximas olimpíadas – ele disse fazendo graça, provavelmente do jeito como eu estava correndo.

– Você matou meu professor de matemática? – não sei da onde aquilo saiu, simplesmente falei, aquela dúvida estava me destruindo.

– O que? – ele perguntou confuso, provavelmente se perguntando que eu estava falando sério ou não – Não! Claro que não! Por que você acha isso?

– Aquele dia na festa, você sumiu e depois acharam o corpo dele, você é um vampiro, e tenho quase certeza que era Mario quem estava me protegendo no Brasil, você é um vampiro, me queria morta, você matou ele ou não? – falei tudo que estava pensando de uma vez, se era para falar, falaria tudo.

– Eu não matei seu professor de matemática Vileot! Eu encontrei ele naquela noite, mas nos só conversamos. Sim, nós ameaçamos um ao outro de morte, mas eu não matei ninguém, eu falei para você, não mato ninguém a anos – ele explodiu.

– Você é um vampiro, deve ter matado alguém hoje mesmo – gritei e me arrependi em seguida. Droga! Por que não consigo segurar essa minha boca? Por que preciso falar tudo que penso? Por quê? – Eu não quis dizer isso – tentei me explicar.

– É claro que não – ele disse irônico. No segundo seguinte, ele sumiu. Por segundos, talvez minutos, fiquei parada, simplesmente encarando o lugar onde ele estava a algum tempo atrás, até que uma pessoa passou perto de onde eu estava e eu me recompus e comecei a caminhar para a casa das bruxas, cheguei alguns minutos depois e bati na porta. Katherine abriu quase que em seguida.

– Vileot! – ela disse me abraçando – eu não queria dizer aquilo.

– Tudo bem – eu disse quando ela se afastou – Só me diga que você conhece algum feitiço para falar com os mortos.

– O que? – ela perguntou.

– Você conhece algum feitiço para falar com os mortos? – perguntei entrando na casa.

– Tem um, mas por que você quer falar com alguém morto?

– Para saber se a minha alma gêmea matou ele – respondi como se fosse a coisa mais normal do mundo, bem, levando em conta tudo que já havia passado, aquilo era normal.

– Ok. Isso é maluquice – ela falou.

– Somos bruxas, tem um bando de vampiros e lobisomens querendo me matar. Onde a maluquice começa? – perguntei irônica.

– Se vamos fazer isso, precisamos de um grande número de poder, isso nos temos, e de alguma coisa ligada a pessoa que queremos invocar, você tem? – ela perguntou olhando sério para mim, como se tivesse me desafiando.

– Que tal uma assinatura, funcionaria? – perguntei e ela confirmou.

– Se for recente – ela disse ainda séria.

– ótimo – disse tirando a agenda, que carregava para todos os lugares, da minha bolsa e procurando pela assinatura do professor Mário, ela tinha assinado em um dia em que pedi para todos da sala e os professores assinarem – Aqui – eu disse mostrando para Kath quando encontrei – faz uns 3 meses, serve?

– Podemos tentar, vamos ao meu quarto – ela disse começando a caminhar e eu a segui. Quando chegamos lá, ela trancou a porta e acendeu um monte de velas, estendeu um manto branco no centro do quarto, aquilo me lembrou cena de filme de terror, principalmente quando ela fechou a cortinha e apagou a luz, em seguida ela se sentou perto do mando e aponto para que eu sentasse no outro lado, eu sentei.

– A agenda – ela pediu e eu entreguei, em seguida arrancou a folha com a assinatura e colocou no centro do manto, depois disse pegou uma faca, o que me assustou um pouco, sinceramente, muito – precisamos do sangue de alguém que teve algum tipo de ligação com ele, prometo que não vai deixar marca — ela disse e eu entendi, dei minha mão para ela e ela cortou, em seguida sangue xorou para todos os lados – repita comigo.

Katerine começou a falar algumas palavras e eu repeti, o feitiço era diferente de todos que eu já havia escutado, e logo percebi como ele era forte, depois que repetimos ele, uma ou duas vezes, um vento enorme entrou no quarto, mesmo a janela estando fechada, alguns móveis começaram a tremer, estava com meu olho fechado desde o começo do feitiço, abri um pouco e percebi que estava saindo sangue do nariz de Katherine, estava com medo que estivesse saindo do meu também, mas não sentia nada escorrer no meu rosto. Depois de alguns minutos, que pareceram séculos, tudo o que estava acontecendo parou, como se estivesse vendo um filme e simplesmente tivesse dado o pause. Estava com medo de abrir meus olhos, então mantive eles fechados.

– Então elas acharam você, não acharam? – escutei uma voz irônica que eu conhecia muito bem, ela a voz que eu estava procurando, reuni coragem e abri meus olhos, encontrei ele atrás de Katherine me olhando friamente – Sinceramente achei que você não iria entrar nisso, mas as vezes nós enganamos, não é?

– Não é o que você está achando – respondi tentando mostrar o máximo de responsabilidade possível – elas são como as rebeldes das bruxas, estão me ajudando a me esconder...

– Como quem você ta falando? – Katherine perguntou.

– Você não pode ver ele? Ele está bem atrás de você – apontei par ele e Katherine se virou.

– Eu não to vendo nada – ela respondeu.

– Só a pessoa cujo sangue foi usado no feitiço pode ver – Mario explicou.

– Ele ta dizendo que só a pessoa que possui o sangue que foi usado no feitiço pode ver – repeti para Katherine, não deixei ela falar nada e continuei falando com o meu ex-professor – você estava me protegendo, não estava?

– Estava, seus pais me contrataram, foi meio difícil para eles achar um vampiro disposto a ajudar, mas eu estava disposto a ajudar – ele começo a explicação – desculpa se eu exagerei nas tarefas de casa, mas seus queriam você em casa – tive vontade de rir com essa última parte, mas segurei, queria mostrar que levava tudo a sério.

– Se você é vampiro, quem... Você sabe... Matou você? — perguntei meio sem graça.

– Não foi seu namoradinho vampiro – minha boca caiu, como ele sabia? – pela sua reação, eu acertei o que iria acontecer em seguida.

– Se não foi ele, quem foi? – tentei me recompor.

– Já te falaram que você é muito apresada? Se quer saber o que aconteceu naquela noite vai ter que se acalmar – eu estava ficando com muita raiva dele, pelo jeito ele sabia exatamente o que estava acontecendo, mas não tinha pressa para nada.

– Acalmar? Desculpa se eu to no meio de uma guerra e não tenho tempo para me acalmar. E você só quer mais tempo aqui antes de voltar sem lá para onde – respondi já mostrando minha nervosidade na voz.

– Guerra? – ela pareceu realmente surpreso – Como assim guerra? – finalmente percebi que ele não tinha Ideia de onde estava metido, procurei a Katherine para tentar me ajudar a responder, mas percebi que ela tinha saído do quarto.

– Algumas das minhas ancestrais falaram comigo, elas estão umas feras porque eu não quero fazer o finem, em pouco tempo as bruxas irão me achar, então meio que eu estou reunindo um exercito para acabar com elas, e tentar reestruturar a paz entre os mundos – tentei resumir a história ao máximo.

– Como vai contra as bruxas? Elas são as ancestrais, ou seja as bruxas mais poderosas, juntas o poder delas é até maior que o seu – ele finalmente tirou a ironia de suas frases.

– A original me ensinou um feitiço onde eu posso usar o poder das minhas antepassadas – expliquei.

– Stefani? Por quê? – ele perguntou sem entender.

– A Stefani não é a original, é uma longa história, não dá tempo de explicar – disse – Mas eu preciso saber o que aconteceu aquela noite – percebi que ele finalmente havia cedido e iria começar a contar.

– Todas as noites eu vigiava você, ficava perto da janela do seu quarto, caso alguma coisa acontece-se, aquele dia eu vi você fugindo de casa. Vi você entrando no carro e te segui até a festa, depois de um tempo vi você conversando com o Theo, quando ele saiu eu fui atrás dele e o ameacei, disse que era se ele não saísse da cidade naquela noite iria matar ele, ele deu a única resposta que eu não esperava “Não se preocupe, não vou dizer onde ela está” e em seguida ele desapareceu.

“Continuei vigiando você, vi quando você ficou bêbada e estava a ponto de ligar para seus pais, quando senti minha cabeça explodir, logo vi um bando de bruxas “Olha, olha, se não é um vampiro traidor” uma delas disse “Não me diga, você é um guardião e aquela é a escolhida?” eu tentei levantar, mas não conseguia, estava paralisado. Vi que uma delas se preparou para ir pegar você, mas a que estava fazendo o feitiço disse “Não, mais perto da lua nós pegamos ela” “E quanto a ele?”uma delas perguntou “Mate-o” ela disse e saiu de lá, depois disso, você já sabe o que aconteceu”.

– Peraí, as bruxas sabem quem eu sou? – perguntei incrédula.

– Sim, e acho que sabem onde você está – ele respondeu

Notas finais
Próximo Capitulo: "...olhei para a outra, ela estava tremula e deixou meus pais, que ela segurava, caírem no chão, dei um sorriso para ela, o que fez com que ela se tranqüilizasse, mas logo fechei minha cara e à joguei para fora da casa. - Basta – a bruxa negra anunciou – Nunca mande uma bruxa comum fazer o trabalho de uma ancestral." Estamos chegando nas restas finais da Fic... Até o Próximo Capitulo