Fínem

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Gente, estou viva, desculpa esse tempo sem postar, mas agora minhas férias começaram e eu postarei como o de costume. Bom capítulo:

Acordei com uma pessoa passando as mãos delicadamente em meu rosto, ainda estava meio tonta então não conseguia distinguir quem era. Depois de alguns segundos me recuperando, enxerguei o rosto e dei um pulo rapidamente para trás, bati em mais uma menina e dei um pulo mais uma vez, olhei ao redor e percebi que todas as meninas que estavam lá tinham o mesmo rosto, o meu rosto.

– Sei que isso é confuso, é confuso para todas nós – a garota que estava comigo quando acordei, falou.

– Quem são vocês? – perguntei aflita.

– Somos você – ela respondeu como se fosse à coisa mais normal do mundo.

– Como assim? – perguntei muito mais perdida.

– Todas as suas ressurreições ficam presas em um sub-mundo quando morrem, mas precisamente aqui – ela falou apontando para o redor – permanecemos aqui para ensinar à você.

– Ensinar o que?

– Não se faça de burra, o Fínem – ela disse irônica.

– Eu não quero – respondi firme, finalmente compreendo o que estava acontecendo.

– Não quer o que? – ela disse, eu acho que ela entendeu, mas não queria acreditar.

– Não quero aprender o Fínem – falei ainda mais firme – não vou acabar com os vampiros, nem com os lobisomens, todos merecemos a paz.

– Você é uma delas – ela respondeu quase não acreditando no que estava falando.

– O que? – perguntei sem entender. Mas antes que ela respondesse um vento muito forte veio até mim e começou a me jogar para longe, foi a sensação mais estranha que já tive na vida, passei por várias paredes, até bater com tudo em uma.

Todos os ossos do meu corpo doíam, sentia que estava perdendo a consciência, mas não iria me dar por vencida.

– Você está bem? – escutei alguém perguntando, me levantei imediatamente, usando minhas últimas forças. Olhei para frente, e que novidade, enxerguei minha cara.

– Estou avisando, fique longe de mim – falei firme.

– O que? – a garota parecia não entender – A sim, também tivemos essa recepção – ela falou apontando para o redor, as garotas de lá também tinham meu rosto, mas à quantidade era bem menor – sou Madeleine e você é?

– Vileot – eu disse me sentindo mais confortável, pois de um jeito estranho, sabia quem ela era – eu sonhei com você – falei encantada.

– Provavelmente – ela respondeu – então você também é contra o Fínem? – ela perguntou meio incerta e eu confirmei com a cabeça.

– Por isso elas me mandaram para cá? Seja lá onde eu estou – perguntei.

– Exato, ela te falou do sub-mundo? – confirmei com a cabeça – ele é dividido em duas partes, as do bem que são elas, e aos do mal que, bem... Somos nós.

– Nós somos as mais?

– Dos olhos das bruxas somos, mas conveniamos, nós somos as boas – ela disse piscando – fico feliz que você esteja no nosso lado, senão provavelmente os vampiros e lobos não estariam mais vivos.

– Por quê? – perguntei surpresa.

– A cada geração as escolhidas estão mais poderosas, então você é a mais poderosa de todas.

– Não sei por que isso não me deixa mais calma – falei tentando fazer graça, mas ela não riu.

– Não é hora de fazer graça – ela falou séria.

– Desculpa – falei rapidamente – quem são elas? – perguntei tentando mudar de assunto.

– Elas também são contra o Fínem, maioria são das últimas gerações, elas possuem a mente mais aberta – ela respondeu. Um silêncio procedeu aquele momento, o que me deu tempo para pensar.

Sozinha eu não podia nada contra as bruxas, mas quem sabe com a ajuda delas eu podia ter uma chance. Mas elas podiam me ajudar? Eu não sabia como isso funcionava? E as bruxas que realmente estavam vivas, podiam fazer de tudo para me prejudicar, tinha meus pais, minhas amigas, eu não tinha pensado nisso até agora, e se eu não as ajudasse e elas prejudicassem que eu amo? Elas podiam fazer isso?

É lógico que elas podiam, eu só podia saber de tudo isso a pouco tempo, mas eu tinha observado a Katherine e as bruxas, elas eram poderosas, e nem eram as mais fortes que existiam. Mas eu sendo a escolhida, tenho mais poder, não tenho? Minha cabeça está cheia de duvidas, mas infelizmente não tenho tempo para tirar elas, só a mais importante.

– Se tivesse um jeito de finalmente estabelecer a paz entre os mundos, tinha algum jeito de vocês ajudarem? – perguntei incerta

– Pode existi, mas é impossível enfrentar as bruxas, todas tentamos e falhamos – consegui ver a tristeza em seu rosto enquanto ela falava.

– Vocês estavam sozinhas, talvez com o seu escolhido – lembrei dessa parte – mas eu tenho bruxas dispostas a meu ajudar e tenho vocês, se vocês me ajudarem é provável que finalmente conseguíssemos colocar um fim nisso de uma vez por todas – falei séria.

– Não sei – Madeleine falou meio incerta e olhou para todas as outras garotas – levará um tempo para decidimos, por hora, saiba que te chamaremos quando decidimos – ela falou e em seguida eu senti tudo ficar tonto novamente e ao pouco tudo se apagou.

Quando abri meus olhos, estava no quarto da Katherine, não entendi como fui para lá, olhei para o lado e lá estavam a Katherine e o Kol, dei um sorriso fraco quando vi o Kol, porque me sentia fraca.

– O...O...O...I – falei meio gaguejando para chamar a atenção deles, Kol sorriu quando meu viu.

– Ela precisa descansar – Katherine falou, porque percebeu que eu estava fraca – Tente dormi – ela falou acariciando meu rosto. Logo adormeci.

Notas finais
A partir de agora teremos várias revelações na vida de Vileot, as coisas estão esquentando... No próximo capitulo: "- Fiz isso por obrigação! – ela gritou mais alto do que qualquer garota já tinha gritado comigo, caí dura no chão e escutei vários objetos se quebrando, provavelmente tinham começado a se levitar no meio da discussão, ela percebeu o que tinha falado e tampou a boca – não quis dizer isso – ouvi ela dizer em quase um sussurro. " Até sábado.