Fínem

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Como já disse, essa é minha primeira Fic aqui no site. Não sou autora movida por comentários, mas é sempre bom recebê-los, espero que gostem e não deixem e deixar a sua opinião.

Você já sentiu como se conhece a todos, menos a si mesmo?

Às vezes eu sentia isso, mas não sabia que o meu segredo, que eu mesma desconhecia, era tão grande, que minha vida todo mudaria depois disso.

Eu acho que tudo começou quando eu me mudei, na época eu tinha cinco anos, lembro de chorar me despedindo das minhas poucas amigas e de meus avós. Quando cheguei a nova casa não conhecia ninguém, aos poucos fiz algumas amigas. Nos primeiros meses na nova cidade, sempre tive alguns pesadelos, todos se passavam em uma época diferente, meus pais diziam que era a pressão de se mudar e que um dia eu me acostumaria com minha nova vida e os pesadelos parariam. Pararam. Minha vida só mudou realmente quando eu tinha 10 anos e comecei o 6º ano, nessa época também meu corpo mudou, eu descobri o poder da maquiagem e as lojas de marca, pouco a pouco eu e minhas amigas nós tornamos as meninas populares do colégio, mas não nós achamos por isso, só somos amigas de todos porque gostamos e porque sabemos que nunca ficaremos sozinhas.

Não ficaremos sozinhas, a menos que o professor de matemática passe um monte de dever de casa e a gente tenha que ficar confinadas dentro de casa o fim de semana inteiro. Esse é o caso desse dia, minha situação nesse momento é fazendo tarefa de cara fechada, enquanto escuto música. Eu sinceramente não sei qual o problema mental desse professor de passar tanto dever, será que ele esquece que a gente tem vida social?

- Alguém está de mau humor – minha mãe disse entrando no quarto.

- O que você esperava? Esse professor é débil mental para passar tanta tarefa

- Não exagera, é o que? Duas? Três folhas?

- Dez folhas – eu disse automaticamente – dez folhas, quem dá dez folhas para copiar?

- O seu professor – minha mãe disse irônica

- Rá, rá, rá, super engraçado – eu disse irônica também e a gente caiu na gargalhada. Esse foi o ponto alto do meu fim de semana.

Segunda-feira é aqueles dias que você queria voltar no tempo, mas precisamente para o domingo quando podia dormir até tarde, mas isso é impossível e o despertador continua tocando aquela sua antiga música preferida, que você parou de gostar depois que colocou como alarme. Então você se obriga a levantar e se arrumar para a escola.

Pode apostar que comigo é assim, nesse momento eu estou caminhando até a escola, com o fone de ouvido no último volume para tentar acordar.

- Lucy!!!! – eu gritei enquanto tirava os fones de ouvido. Minha amiga, a Lucy, que avistei quando virei a esquina, ela parou e eu aprecei o paço para alcançar ela – Oi – eu disse dando um beijo na bochecha dela.

- Tudo bem? – ela perguntou assim que voltamos a caminhar

- Tirando o fato da tarefa de matemática, tudo ótimo

- Eu devo ser a única pessoa que gostei, porque é uma ótima preparação para a prova.

- Você ta certa – eu disse séria – você é a única – eu disse dando risada

- Muito engraçadinha- ela respondeu e caímos na risada. Quando estávamos no 6º ano, maioria dos meninos faziam piadas sobre Lucy sem burra, graças a cor do seu cabelo, que é loiro, igual o meu, mas digamos que eu sempre tive uma reputação, então para provar o contrário ela enviou a cara nos livros e aumento as suas notas, e muito, hoje ela é a garota mais inteligente da sala.

Depois de alguns minutos caminhando e de muitas risadas chegamos ao colégio, em cima da hora, porque a Lucy insistiu em parar comprar balas em uma lojinha que tem no caminho, fomos direto para a sala, onde Megy e Clary estavam esperando na porta.

- Até que enfim, pensei que não viriam mais – Clary disse logo que chegamos na sala.

- Antes tarde do que nunca – foi à única coisa que eu respondi, em seguida entrei na sala e caminhei até a minha cartela, mas surpresa, tinha um menino sentado lá, muito bonito aliás, mas isso não importa. É o meu lugar!

- Como licença, eu sento aqui – eu disse firme

- E daí? – ele respondeu frio

- E daí? E daí que você tem que sair – eu disse quase gritando

- Olha sua patricinha, desculpe lê informar, mas eu não vou sair daqui

- A vai sim – eu já estava começando a ficar realmente braba

- E você vai fazer o que para me impedir?

- Pessoal – Megy disse meio incerta apontando para a janela, me virei e vi que o céu que estava completamente limpo quando saí de casa, agora estava preto e trovões já se formavam.

- Qual o motivo do tumulto? — Me virei em direção da voz e vi que o professor tinha chegado – quero todos sentados.

- Com todo o prazer, assim que ele sair do meu lugar – disse apontando para o novato. O professor olhou para ele e encarou por alguns segundos.

- Theo não é? – o novato concordou – por favor sente-se em outro lugar, esse lugar é da Vileot – Theo encarou o professor alguns segundos com o ódio expresso no rosto, em seguida pegou os matérias e mudou para a última carteira da fila, eu me sentei vitoriosa.

O resto da aula passou rápido, tínhamos duas aulas seguidas de matemática e nas duas o professor parecia preocupado. Logo depois veio história, estamos estudando a 2ª guerra mundial, quase dormi nessa, odeio história com todas as minhas forças, depois do recreio tivemos português e geografia, tudo ocorreu como sempre.

Tive que ficar depois da aula para ver umas coisas com a professora de educação-fisica , ela queria montar uma torcida, mas queria ver minha opinião para ter uma noção de qual séria a reação das meninas. Conversamos uns 20 minutos, em seguida ela me fez prometer que manteria segredo por enquanto e eu daí da sala dela. Caminhei pelos corredores e saí do prédio, logo avistei Theo sentado em um banco no pátio, pensei um pouco e fui falar com ele.

- Theo – ele se virou para mim – o que ainda vais aqui?

- O que é? Esse é sue banco de depois da aula? – ele disse sarcástico

- Olha, eu quero pedir desculpas pelo o que aconteceu na sala, eu normalmente não sou assim.

- Com certeza você é. Você tem o jeito de ser a patricinha do colégio.

- Não me xingue, okay? Que ta começarmos de novo? Oi, eu sou Vileot e você é? – ele me encarou por alguns segundos, eu insistir levantando a mão para nós complementarmos.

- Theo – ele disse finalmente cedendo e apertando minha mão, logo depois disso sua expressão mudou, ele me encarou por mais alguns segundos – preciso ir, me desculpe – ele disse se levantando e indo para longe.

- Mas... – eu tentei parar ele, mas perdi ele de vista muito rápido. Sentada no banco, eu olhei um pouco mais para o fundo do pátio e vi o Professor Mário, como uma expressão de ódio misturado com decepção no rosto. Aquilo me assustou e eu saí o mais rápido possível da escola.

Notas finais
Quem quiser entrar em contato comigo, eu vou deixar o Link do meu blog: http://emmeumundodiferente.blogspot.com.br/

Até Terça!!!