Férias um tanto... Diferentes
19 Papai e mamãe
Notas iniciais
– Estamos mesmo presos? – um dos que estavam atrás e eu não podia ver perguntou.
NÃO KIRIDO, TÁ TODO MUNDO AQUI FAZENDO UMA TEMPESTADE FALSA, UM NOTICIARIO FALSO E UM PANICO FALSO SÓ PRA VOCÊ FICAR AQUI COM SEU TANQUINHO, NÉ AMOR? Se bem que eu sou a favor da parte do tanquinho...
– Yahiko, é você? – Konan perguntou, saindo de perto da Vakarin e indo até o garoto que tinha acabado de falar.
Os outros fizeram muito “vish” e “ihhh...” enquanto ela caminhava, e o caminho foi se abrindo tipo o mar vermelho em desenho animado de bíblia. E no fundo realmente estava Yahiko. Mas... Hm... Como dizer? Não parecia nem um pouco aquele fofo e educado Yahiko de antes, ele tinha mais furos na cara do que qualquer pessoa deveria ter.
– O que são essas coisas na sua cara? – ela perguntou, tocando nos piercings. Ele a afastou, com uma expressão fria. Mas seus olhos não estavam tão frios quanto ele tentava fazer parecer.
– São a prova de que não existe mais nada entre nós – respondeu.
– Nada? Não há mais nada entre nós? Você finalmente disse para a sua família que nosso namoro está acima de qualquer preconceito? – os olhos dela chegavam a brilhar. Mano, garota iludida é a pior coisa que existe, na moral.
– Não, quer dizer que não existe mais nenhuma relação entre nós.
E eu vi enquanto o queixo dela cair aos poucos, e ela colocou a mão em cima da boca, e os garotos do tanquinho se seguravam para não rir do fora que ela tinha levado. Mas ela deu um tapa na cara dele tão forte que ardeu até em mim.
– O que... – Yahiko nem teve tempo de dizer mais nada.
– ESCUTA AQUI SEU PUTO, LEVAR UM FORA EU ACEITO, MAS VOCÊ FURAR A SUA CARA FEITO UM QUEIJO NÃO! EU VOU ARRANCAR CADA UM DESSAS COISAS DA SUA CARA, UMA POR UMA! – e ela deu um soco daqueles que qualquer tsundere de anime com inveja.
Yahiko quase girou no ar e caiu no colo de um ruivo, que logo o largou no chão como se ele tivesse uma doença. Isso é que é amizade. Mas se Konan me olhasse assim eu também o soltaria, a garota tava com fogo nos olhos cara, foi assustador.
– Itachi querido, eu posso dividir o quarto vago com meu amor? – a azul perguntou.
– Eu não sou seu – Yahiko disse, meio zonzo.
– CALA A BOCA IDIOTA, SE NÃO EU ARRANCO ESSAS COISAS BEM AQUI! – ele engoliu em seco. – Anda Itachi, fala, eu posso ou não.
– A Sakura está... – ela não o deixou terminar de falar.
– Tenho certeza que a Sakura irá adorar me ver arrancar- digo, tirar carinhosamente cada uma dessas coisas, não vai querida? – ela tava de brincadeira, não tava?
– Hm, não obrigada, eu prefiro assistir jogos mortais.
– Boa escolha, jogos mortais é bem menos violento e perigoso – ela disse, e segurou o garoto pelos braços. – Nagato, pega as pernas dessa coisa e me ajuda a levar até lá em cima.
– Eu não quero... – PORRA YAHIKO, CALA A BOCA! TÁ DOENDO ATÉ EM MIM!
– Acredite, você não vai nem sentir, vai ter desmaiado na metade... – e o de cabelo vermelho pegou as pernas dele e eles subiram as escadas.
Ficou um silencio estranho na sala, como se fosse um minuto de silencio pela dor que nosso companheiro iria sentir a partir daquele momento. Eu só estava chateada por não ter mais um quarto só para mim, que ela arranque aquelas porra toda uma a uma, ele tava feio pra cacete. Hm, se bem que as cicatrizes iriam ficar ainda mais feias... Hm...
– É... Bem, como vamos dividir os quartos? – Ino perguntou, olhando para Hidan. Querida, pelo menos tenta disfarçar que tá pensando em sacanagem amiga. Pelo menos tenta!
– Acho que não precisa disso tudo – Gaara respondeu. – Cada um pega um colchão e joga aqui no chão da sala e dorme enquanto essa neve não sumir, estamos numa casa de VERÃO, estamos numa PRAIA, não é possível neve durar mais do que uma noite.
– Receio que não seja verdade – Neji falou. – O próprio noticiário disse, essa tempestade pode durar dias, e eu acho que se estivesse no lugar deles, não gostaria de dormir numa sala fria. Pelo menos se abrigar no quarto por alguns dias não vai matar ninguém.
– Podemos só dividir quem fica em qual quarto? – Naruto disse, cansado daquela discussão.
– Hm – Itachi olhou em volta. – Hidan com Ino e Gaara, Kisame com Tenten e Neji, Kakuzu com Naruto e Hinata, Zetsu fica no quarto com Konan e Yahiko mas só quando a seção de tortura terminar.
– Por que ele vai poder assistir? – Hidan parecia triste por não ter sido escolhido.
– Porque ele não vai usar o sangue do chão para fazer um pacto com o satã – Itachi explicou, como se fosse a coisa mais óbvia e normal do mundo. – Hm, continuando, Tobi com Karin e Suigetsu...
– Por que logo eu tenho que dividir o quarto com um cara que usa uma mascara de pirulito estranha? – Karin se manifestou, com aquela voz enjoada. Dava vontade de fazer o que Konan acabou de fazer, bater até sangrar.
– E por que eu tenho que ficar com a vadia estranha que parece ser mais rodada que prato de micro-ondas? – UOOOOOOOOOOOOOOOO, GOSTEI DESSE CARA MANO!
– Tobi, menos. E Karin, para de drama. E como só você sobrou Sasori, fica no quarto com a gente, e a Sakura volta pra lá também.
O QUÊ? Eu vou ter que voltar a dividir o quarto com aquele mentiroso, idiota, pilantra e manipulador? E com um tanquinho? Qual o problema de Itachi, tá querendo ver a terceira guerra mundial bem debaixo do seu nariz pra poder gravar tudo e fazer uma serie americana de sucesso? Não seria uma má ideia, mas... NÃO.
– Esqueceu de alguém querido, e a coisinha que tá atacando a geladeira? – perguntei, apontando. Eu não sabia como ela conseguiu abrir, mas tava em pé com uma coxa de frango na mão, tentando pegar a jarra de suco.
Naruto correu na mesma hora e a pegou no colo, e começou a brincar com ela. A colocou sentada no seu pescoço e segurou firme seus pulsos, voltando para o meio da roda.
– Ah, sei lá, alguém ai vai querer abrigar uma pequena? – Itachi perguntou e todos demos um passo para trás.
– Rosa, rosa! Pink! – ela começou a dizer e apontou pra mim. Viu Sakura, quando Kakashi dizer pra você pintar essa porra que você chama de cabelo, você deve ouvi-lo!
– Pronto, decidido, a coisinha-
– Taiga! Meu nome é Taiga! – a coisinha falou.
– Não interessa, para mim seu nome sempre vai ser coisinha – deixei escapar. E ela começou a chorar. Ô menina mimada!
– A Coisinha Taiga fica no mesmo quarto que a Sakura e é responsabilidade dela, agora vão fazer alguma coisa de útil – e todo mundo se dispersou como baratas perto da luz.
– ITACHI! – berrei, assim que a coisinha foi chegando mais perto de mim. Ele apareceu rápido, mas manteve uma certa distancia. Pelo menos cuidado com a própria vida ele tem.
– Quê?
– Como assim “quê”? Desde quando eu vou ser responsável por ela?
– Desde quando você a encontrou, desde quando ela gosta de você, desde quando você fez ela chorar... Desde quando eu mando nessa porra e eu falei que ela vai ficar com você.
– Desde quando ela NÃO É MINHA FILHA.
– Então o que sugere?
– Coloca ela na responsabilidade de Sasuke.
– Eu já te disse que ela não é filha do Sasuke.
– E eu já disse que não acredito, e para dizer a verdade nem me importo. Na carta ta dizendo que ele é o pai, ela é a cara dele, é o que me basta.
– SASUKE! – Itachi chamou. Segundos depois o mais novo apareceu escada abaixo. Estava com uma expressão diferente, mais dura... Combina com ele, mas sei lá, não é legal.
Ele caminhou até perto do irmão, mas nem olhou para mim. Estranho.
– Olha, escutem com atenção porque eu não vou repetir e nem discutir, é a minha é a ultima palavra numa conversa.
– Fala logo – Sasuke pediu.
– Certo, nós vamos jogar um jogo, uma brincadeirinha boba, certo? Olha, você é o pai – apontou Sasuke – e você é a mãe – me apontou – e ela é a filha – apontou Taiga.
– Ela não é... – tentei falar, mas ele me interrompeu.
– Não importa se é filha ou não de ninguém aqui, isso não vem ao caso, como eu disse, vai ser uma brincadeira. Papai, mamãe, filhinha. Vocês dois vão viver como se fossem um casal e tivessem um filho, então vão estar sempre juntos e cuidar dela, por conta própria, entenderam?
– Você não pode controlar minha vida amorosa – o Uchiha disse.
– Não estou dizendo para ficarem juntos nesse sentido, mas vocês estarão juntos, significando que estarão no mesmo cômodo, viverão como exemplo de família para ela.
– E se eu disser que não? – perguntei.
– Não estou pedindo sua permissão. Eu mando e vocês obedecem. Pai, mãe e filha, só. Vocês vão fazer isso, e fazer direito, ou eu mesmo me encarrego de dar um jeito em vocês.
Porra mano, depois me perguntam porque eu não estou gostando dessas férias!
Olhei para Sasuke e ele para mim. Essa merda não vai dar certo...
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