Férias na Clínica
14 Capitulo 14
Ela acordou tarde, havia se esquecido de chorar e se mutilar essa noite, e quando acordou sentiu uma sensação boa, um talvez “estou bem” verdadeiro. Ela ficou a pensar em sua cama sobre a noite anterior com Tommy, e de sua estadia nesse hospício, eram algumas semanas mas parecia meses, e Tommy parecia tão familiar e confiável, é como se já se conhecessem.
Lucy sabia que logo seu inferno naquele lugar terminaria, mas esse mês de dezembro tem passado rápido no calendário, mas na cabeça dela passou como se fossem meses.
Ela se sentou no chão e ficou a observar a chuva lá fora, era a primeira vez que havia chovido, os outros dias em que esteve naquele lugar era apenas um sol horrível, e céu limpo azul, Lucy não gostava muito do calor e desse sol, nem mesmo o verão a alegrava, nem mesmo suas férias, que no caso ela está presa em um clinica horrível.
Lucy ficou vendo as gotas de água cair do céu, e tinha a ver um pouco com as tantas lágrimas que Lucy já derramou. Ela ama esse tempo obscuro, na verdade Lucynda sempre foi assim, obscura e depressiva deis de que sua mãe se foi, ela se transformou em uma pessoa diferente, que se alegra em ver a escuridão, ou um tempo ruim como desse dia.
Em seu pequeno relógio de pulso que sempre estava com ela, já marcavam 11 horas da manhã, horário que Tommy vem ver ela.
Ela ficou na janela embaçada, tentando ver além da chuva se ele iria vim hoje. Ela então se lembrou de tantas outras chuva que ela já viu, sempre ela se alegrava ao ver as gotas caindo, mas em sua cidade quase sempre estava um sol horrível, não porque era quente mas porque a luz incomodava sempre ela.
Simplesmente não gostava de luz e uma imagem em sua cabeça se passou dela fechando a janela porque não queria que o sol entrasse no quarto dela, mas quando havia chuva ela a abria, e ficava a observar.
Uma breve saudade Lucy sentiu ao lembrar disso de sua solidão, de seu quarto, de suas coisas deprimentes, de seu velho computador que ela tinha o tumblr onde desabafava, seus velhos livros na partilheiras e sua ursinha que estava sempre na cama a protegendo deis de seus quatro anos.
Mas quando se deu conta Tommy já estava escalando para ir vê-la, Lucy perdeu os minutos com sua nostalgia.
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A chuva ainda caia e Tommy estava sentado junto a ela no sofá marrom que estava em um canto. Ele havia trazido uma maça e dois sanduiches, e eles estavam engolindo aquilo com fome, sem dar uma palavra até que Lucy falou:
–Chuva legal hoje, não é?
–Eu gosto muito de chuva. (Tommy)
Lucy apenas assentiu que sim com a cabeça, querendo dizer que também gosta, mas estava com tanta fome que não quis explicar o quanto ama chuva, e os motivos por amar.
Depois de seu “almoço”, Tommy e Lucy se sentaram perto da janela que era na verdade uma porta que levava para a sacada. Mas ela sempre gosta de ficar lá dentro, vendo tudo por trás da janela, e Tommy parece também gostar de ficar apenas sentado junto a ela atrás do vidro da janela.
Então para quebrar o silencio Tommy perguntou se ela queria passear pela chuva, e falou que ninguém iria perceber eles na chuva, não iriam ver eles. Lucy ficou pensando na resposta, ela gostava de se molhar na chuva e seria divertido. Então respondeu:
–Vai ser ótimo, gosto de me molhar na chuva. Amo as gotas caindo do céu, pra falar a verdade.
Vai ser divertido disse ele. E ela assentiu que sim. Então ele alevantou-se e perguntou: Vamos agora? Ele estendeu a mão para tirar ela do chão e ela pegou em sua mão sentindo o toque dele, ela pode sentir seu corpo estremecer então alevantou-se para não ficar constrangida com a sensação que ele a provocou.
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Lá estavam Tommy e Lucy em seu lugar secreto da clinica na pequena floresta, onde poucas pessoas iam até lá. A chuva estava dando uma trégua, com uma pequena garoa em suas cabeças já molhadas, Lucy pode perceber enquanto caminhavam como de costume por esse lugar que Tommy não tirava os olhos dela, parecia observar cada detalhe dela.
Ela se sentiu constrangida e o toque anterior a fez suspeitar de que havia amor entre os dois, e como ela já disse: Se não houvesse amor entre os dois Tommy não a ajudaria tanto assim, e se não houvesse amor ela não confiaria tanto nele. Então de certa forma os dois se amam, mas o foco não é o amor.
Quando eles chegaram em seu velho banco de praça vermelho, (caindo aos pedaços de velho), Lucy se sentou, ele estava molhado pela chuva mas ela nem ligou, ele em seguida se sentou e começou a falar, quebrando o silencio:
–Você não acha estranho tudo isso?
Tudo isso o que ? perguntou ela com curiosidade
–Você sabe, essa história, a nossa história
Ela ficou a pensar no que ele quis dizer com NOSSA, ainda não há NÓS na história, apesar de eles serem quase cumplices de um crime, que estão a planejar. Ela não sabia o que responder, então ele percebeu que o rosto dela mostrava espanto com a palavra “nossa”. Então ele falou:
–Você está aqui a tão pouco tempo, e eu estou a meses aqui, mas é como se a gente já se conhecesse a tempos, quero dizer a gente nunca se conheceu antes mas é como se fosse, é como se você fosse tão familiar.
Talvez seja o destino nosso-respondeu ela com um ar de apaixonada
Ela ficou se arrependendo das suas palavras, mas ela sabia que eram verdadeiras.
Talvez seja o destino nosso em se conhecer, confiar um no outro, se apaixonar e ter um futuro juntos. Pensou ela, quase em voz alta.
Ele a observava e o silencio tomou conta do lugar secreto deles. Ela e nem ele sabiam o que falar. Mas estavam com o olhar apaixonado um observando o outro.
continua..
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