Notas iniciais
Gente como falei ali é a minha primeira vez escrevendo Teddy / LiLy, espero realmente que gostem. E por favor deixem comentários falando se gostaram ou não e o que precisa melhorar. Desde já agradeço por tudo ♥ FELIZ ANIVERSÁRIO, MANA LINDA ♥

Eu sempre passei todos os meus natais N’A Toca não só pelo Tio Harry, que é meu padrinho, mas também por namorar a Victorie. A verdade é que ele e a Tia Gina sempre me trataram como um filho e me ajudara em tudo que eu precisei. Albus, James e Lily são como os irmãos que eu nunca tive. Eu adorava quando o tio Harry precisava sair com a Tia Gina e me pedia para tomar conta deles. Dos três, Lily era a minha favorita. Sempre nos demos muito bem. Eu era o único que conseguia acalma-la nos seus acessos de raiva (principalmente quando seus dois irmãos foram para Hogwarts e ela ficou em casa sozinha).

Desde o último natal as coisas tinham estado confusas na minha mente. Eu sempre vi Lily como alguém que eu precisasse proteger de todo a maldade do mundo, de qualquer coisa que pudesse dar errado. Então, imagine minha surpresa, quando com seus 15 anos, James me conta que Lily pegou uma detenção na escola por azarar alguém.

[...] Natal de 2023 [...]

*flashback*

— Então você já soube da novidade, Teddy? – Perguntou James rindo, enquanto jogávamos vídeo game na sala de estar.

—Ah, cala a boca seu babaca. – Lily falou com um tom que lembrava muito o tom autoritário usado pela Tia Gina.

—O que? Qual a novidade? – Perguntei já sorrindo.

—A princesinha do papai pegou sua primeira detenção em Hogwarts. – Falou James gargalhando.

—James, tenha dó. Você vai realmente sair espalhando isso para a família inteira? – Lily falou, revirando os olhos.

—Claro que sim Lily, você FINALMENTE me deu orgulho. Vou contar isso para todo mundo. – James respondeu.

— Tá, bom. Mas alguém poderia me explicar o motivo? – pedi curioso. E para a minha surpresa, foi a própria Lily que respondeu.

— Fui pega azarando o Scorpion Malfoy no corredor da escola. – Disse, em um tom de quem está falando de como o dia está bonito.

Eu não me contive e me juntei às gargalhadas que o James já estava dando e quase não conseguia me controlar para perguntar:

—Mas, por que raios você azarou o Malfoy?

—Então. – Ela começou em tom simples. – Eu estava saindo com ele já fazia alguns meses, e encontrei-o aos beijos com Clary Nott, uma menina do meu ano, que está na Sonserina. Dai você já sabe, né? – As risadas de James estavam tão altas, que eu mal conseguia raciocinar, então a primeira coisa que eu consegui falar foi:

—Mas, você não está muito nova para, sei lá, sair com alguém?

—Ah, Teddy. Não dê uma de Albus, ok?! Sei que vocês ainda me vêm como a Lily de 10 anos que queria muito ir para Hogwarts, mas eu já estou com 15 anos. – Ela falou em tom irritado. E continuou – E vou sair com quem eu bem entender.

—Tudo bem, ruiva. Calma. – Falei na defensiva.

Acho que foi naquele momento que a ficha caiu para mim, de que a Lily não era mais uma menina de 10 anos, e principalmente, ela não era mais alguém que precisasse da minha proteção.

[...]

Na manhã do dia 25 de dezembro eu cheguei cedo à casa dos Potters. Quando bati na porta, mais por costume do que qualquer outra coisa, foi a Lily quem abriu. Ela estava com os olhos vermelhos de quem tinha chorado, ou não tinha dormido bem. Usava um pijama velho, que pelo visto já estava ficando pequeno demais para ela, e seu cabelo ruivo estava preso em um coque frouxo, onde alguns fios já caiam soltos pelo seu rosto. E foi então, que me dei conta de que eu nunca vira a Lily tão linda. Ela foi a primeira a quebrar o silêncio.

—Hey Teddy. – Ela falou abrindo mais a porta para que eu pudesse entrar. – Não tem ninguém em casa, mas você pode entrar e ficar a vontade.

— Acho que é por isso que você veio aqui, né? – Ela perguntou pensativa. – Já que nenhum de nós apareceu N’A toca esse ano. – Mas antes que eu pudesse responder, ela continuou falando, a Lily sempre foi um pouco tagarela. – Albus foi passar o natal com os Malfoys, já que o Scorpion é o melhor amigo dele, e James tá em missão com o papai, mamãe está em temporada de jogo com as harpias de holyhead e eu tinha ido passar o natal com meu namorado, cheguei quase agora pela rede de pó de flu. – Ela concluiu e vi seus olhos ficarem marejados de lágrimas.

— Na verdade, eu vim, pois a tia Ginny tinha me pedido para dar comida para o gato, ela disse que não teria ninguém em casa nesse feriado. Eu passei natal com minha avó esse ano, já que eu e Victorie não estamos mais juntos. – Respondi com simplicidade.

— Ah, é verdade. – Ela parecia refletir sobre algo, e falou. – Bom, eu voltei mais cedo do que o esperado. Não precisa mais se preocupar com o gato. – E então ela deu um sorriso, que não atingiu seus olhos.

— Lily, quer me falar o que você esta fazendo em casa sozinha? – Perguntei preocupado.

Ela pareceu ponderar um pouco e então falou:

— Bom, se é para contar pra alguém, que seja para você. Mas preciso que não me interrompa, e prometa que não vai contar a ninguém. – Eu concordei com um aceno de cabeça.

Nós fomos caminhando juntos até o sofá, e sentamos lá. Ela respirou fundo e começou a falar sem parar.

— Eu estava namorando esse cara da corvinal, Lucius Bones, ele é do sétimo ano, mas sempre foi muito atencioso comigo, e me tratou incrivelmente bem. Eu me sentia alguém maravilhosa ao lado dele e tudo estava indo as mil maravilhas, até que eu decidi ir passar o natal lá na casa dele. – Ela fez uma pausa para respirar, e continuou. – A ceia foi uma maravilha. A família dele me tratou muito bem, conheci todo mundo e todos foram uns amores, o problema foi na hora de irmos dormir. Iriamos dormir em quartos separados, até porque foi o que a mamãe mais me pediu. No meio da noite ele entrou no meu quarto, dizendo que queria conversar, eu acordei, sentei na cama, e ele começou a me beijar, e começou a me forçar a deitar novamente. – Eu fiz menção de interrompe, meu cabelo já estava vermelho de raiva, mas ela levantou a mão, me lembrando de que eu tinha concordado em não interromper. – Eu o empurrei e comecei a falar, mas antes ele lançou um abaffiato na porta, acho que para ninguém acordar. Eu disse que não estava pronta, que queria esperar e que se ele me amava ele iria entender. E ele começou a rir feito um louco, disse que não me amava, que aquele era o único motivo de estar comigo, e que eu iria fazer aquilo por bem ou por mal. Eu fiquei com tanta raiva que alcancei minha varinha no criado mudo, estuporei ele e sai correndo e vim pra casa pelo pó de flu.

Ela suspirou e eu percebi que ela tinha terminado, e que naquele momento ela não estava em condições de falar mais nada. Meu cabelo, como sempre, refletia meu humor, e ele estava vermelho mediante a raiva que eu estava sentindo naquele momento. Como alguém poderia fazer aquilo com ela? Ela era tão linda, e frágil, e eu a amava tanto. Meu instinto era abraça-la e fazer carinha no seu cabelo, e talvez beija-la. Droga, ela era a Lily. Eu não podia ficar pensando naquilo. Era errado. Ou será que não era?

Abandonei meu devaneio, e tentei falar algo para confortar ela.

— Lily, eu sinto muito. – Minha voz saiu um pouco rouca, e ela simplesmente concordou com a cabeça. –Você é uma pessoa maravilhosa. – Ela me olhou incrédula e parecia que ia contestar, mas então eu disse. — Não, me escuta. É sério. Você é uma garota linda, inteligente e maravilhosa. Você vai encontrar alguém que te mereça.

Ela deu um pequeno sorriso, e eu a abracei. Ficamos abraçados no sofá por um tempo, e então nos separamos, e pela primeira vez ela me olhou nos olhos. Eles eram amendoados, assim como o da Tia Gina, e pela primeira vez eu vi um brilho diferente nos olhos dela, eu fui tomado por um impulso de beija-la. Algo no fundo da minha mente me pedia para não fazer aquilo, mas naquele momento eu simplesmente fui me aproximando devagar e parei, para dar tempo dela ir embora se quisesse, ela ultrapassou a distancia que separava nossas bocas e me beijou. Era um beijo calmo, e quente, era como se eu estivesse beijando alguém pela primeira vez na minha vida. Nada parecia errado, era como se minha boca fosse feita para se encaixar na dela e depois de muito tempo, quando nos separamos, eu a abracei e não consegui pensar em mais nada, além de que, aquela era a boca que eu queria continuar beijando por muito e muito tempo.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!