Férias Em Equipe

2 Primeiro Dia No Brasil


Depois que a equipe se encontrou no aeroporto e embarcaram no jato privado alugado para viajarem ao Brasil, muitos deles acabaram dormindo nos assentos reclináveis.

As crianças tinham um lugar especial, com capsulas anti fogo.

Eles desembarcaram prontos para conhecer o lugar, mas descobriram que já era de noite.

Angela era uma guia turística experiente. Ela fazia parte de uma agencia de turismo e foi contratada para viajar com a equipe pelo Brasil, uma vez que ela praticamente conhecia todos os cantos, menos o Acre. Era mais a falta de tempo, mas ela compensaria isso.

— Angie, acho melhor você se apressar para receber a equipe que reservou com você. – A supervisora dela disse. – Eles estarão aqui em duas horas.

— Eu já terminei a papelada e tenho a roupa para trocar. – Ela pegou a sacola e se dirigiu para os banheiros, trocando a blusa e a calça por um vestido confortável. – Estou indo, chefe.

— Até a volta. – A mulher olhou com desgosto para a garota, que havia ganhado passagens, hospedagens e tudo no pacote.

Entrando no aeroporto, ela se dirigiu ao portão, os folhetos de boas-vindas em inglês, a placa com NCIS escrito para que facilitasse. Eram quase dez da noite.

Todos desembarcaram do jato e entraram no lugar. Estava quase deserto, mas talvez fosse por causa da hora.

Callen viu uma garota com um cartaz escrito NCIS e ele soube que a viagem e as férias haviam começado.

— Boa noite. – Angie se aproximou assim que Callen se aproximou. – Vocês são os agentes da NCIS, certo?

— Sim, eu nos apresentaria, mas acho que você tem uma folha com todos os nomes. – Callen sorriu. – Bom, vamos começar a viagem?

— Na verdade, vamos dormir em hotel. – Ela os conduziu para o ônibus. – Não é exatamente seguro dirigir na noite. Muitos caminhões, gente bêbada, o de sempre.

Pride olhou para a menina. Ele sentia uma conexão de paternidade com ela. O fato de ela ser muito jovem o fazia querer proteger ela como todas as meninas da idade de Elisa e seus netos.

Desembarcando no hotel, eles pegaram as malas e crianças e subiram. Cada quarto tinha duas camas.

Mas para a noite era suficiente.

Pride e Linda perguntaram a filha se eles poderiam cuidar das crianças, sabendo que seria melhor para todos. Colchonetes foram trazidos enquanto os pais descansavam e alguns faziam coisas diferentes.

A manhã logo chegou e como eles dormiram durante a noite, eles se levantaram cedo, tomando o café da manhã.

Angie se sentou na mesa, ao lado de Sebastian. O agente não tinha namorada e estava fascinado pela garota enquanto ela digitava no computador.

— Sophie, coma isso. – Elisa ajudou a filha a comer um pedaço de banana. – Eu gosto de ver o quão mocinha você já é.

Chris estava se divertindo com o mamão enquanto Callen batia mais uma foto do filho.

— Ele tem seus hábitos. – Pride brincou. Mas eu o amo do mesmo jeito.

Abby sorriu para Stella e a segurou enquanto ela amava em seu peito.

— Bom dia a todos. – Angie se levantou, deixando Sebastian sem folego ao ver como ela estava vestida. – Eu gostaria de desejar a vocês um bom começo de férias e dizer que nosso ônibus partirá daqui há uma hora. Então, por favor, peguem as malas, façam o checkout e eu os encontro na porta.

Ela caminhou com seus saltos, deixando Sebastian sem folego.

Complete Mess do 5 Seconds to Summer parecia tocar enquanto ela caminhava pelo saguão e Pride notou isso em seu agente.

Pegando as malas, eles foram diretamente para o ônibus e entraram. Foi uma boa ideia contratar um para levar eles pelo sul do país.

Angie trocou olhares com Sebastian, mas nenhum deles tocou em nenhum assunto. Ela se levantou e foi para a porta falar com o motorista.

— Atenção, pessoal, estamos passando por um ponto turístico de Porto Alegre. – Ela sinalizou para o lado. – Se olharem para a sua direita verão a Arena do grêmio. Moderna, completa e padrão FIFA, é a casa oficial do time da cidade. Pelo menos um deles.

Callen olhou para a construção, boquiaberto com o tamanho do lugar. Eles não podiam parar, pelo menos por agora, mas quem sabe na volta eles ficassem para uma bela visita.

Entrando na zona menos habitada, o pessoal olhou para Angie e percebeu que ela sabia exatamente o que fazia.

— Eu vou pedir a todos que coloquem os protetores de ouvido inclusos. Estamos subindo a Serra gaúcha e a pressão pode ser terrível.

Eles fizeram o que ela pediu e sabiam que as crianças também tinham seus protetores. E eles ficaram gratos por fazer isso.

Angie sinalizou e eles removeram, sentindo alivio.

— Beleza, pessoal, estamos nos aproximando de Gramado. – Ela distribuiu os folhetos. – Conhecida pelos prédios de construção germânicas, abriga um dos melhores chocolates do mundo. Vocês podem comer uma fondue e tomar um bom vinho. O clima está a menos então se trouxeram casacos, podem colocar.

Callen e Elisa vestiram os filhos enquanto todos fizeram o mesmo.

— Eu mal posso esperar para me enrolar com você. – Gibbs beijou Jenny, a olhando nos olhos. – Você vai pedir por mais.

— Oh, isso é uma promessa, Jethro? – Ela sorriu e segurou a filha.

— O que acha de uma fondue e um pouco de vinho? – Sam perguntou para Any, que se levantou e correu para o banheiro do ônibus. – É a quinta vez que ela vomita hoje.

— Sam, acho que você vai voltar com algo a mais para casa. – Elisa disse casualmente enquanto lia sobre a cidade. – Faça o que quiser, mas não a deixe beber vinho.

Tony beijou Ziva enquanto o frio ia chegando. Tali e Tony Jr estavam dormindo assim como as outras crianças.

Chegando ao hotel, eles desembarcaram do ônibus. Sam segurou Any porque ela quase desmaiou. Ele a levou direto para o quarto, com Pride garantindo que as malas deles estariam no quarto e também que deveriam chamar um médico.

— Querida, fale comigo. – Sam estava preocupado. – Porque quis fazer a viagem se estava se sentindo doente?

— Sam, eu fui ao médico e ele me liberou. – Ela o olhou nos olhos. – Sam, tem uma coisa. Eu nem vou enrolar. Estou grávida.

Pride escolheu aquele momento para entrar e viu que estava interrompendo.

— Eu vou... Já volto. – Ele quase fugiu e Sam se virou para Any.

Ela por sua vez apenas riu e beijou Sam.

— Está feliz, meu grande chocolate? – Ela perguntou. – Você me acertou. E bem.

— Mesmo que o vinho esteja fora, eu acho que o chocolate está totalmente dentro. – Ele a beijou, deitando-a na cama. – Minha família.

Callen acompanhou Elisa até um restaurante no centro de Gramado e a ajudou a se sentar. Pride decidiu deixar a filha curtir um pouco, afinal, ele e Linda amavam ter seus netos com eles.

— Por aqui, sim? – A garçonete os levou para uma mesa perto da lareira. – Seus cardápios e eu já venho com a primeira fondue.

— Obrigada. – Elisa sorriu, sabendo que estava feliz demais para qualquer outra coisa. – Acho que você precisa de uma ajudinha, não é?

— Mais tarde. – Ele rolou os olhos, tentando se controlar. – Agora vamos comer e beber.

Sebastian se viu entrando no bar mais próximo acompanhando Angela. Ela se sentou e pediu um drink para si.

— Eu recomendo caipirinha. – Ela sabia inglês perfeitamente. – Eu ajudo se você ficar mal demais.

O rapaz observou Loretta, LaSalle e sua esposa se sentando.

— Está bem. – Ele sorriu e Angie fez o pedido para ele.

Gibbs levou Jenny e Anna para uma caminhada na cidade. Eles chegaram a uma ponte e olharam para os vários cadeados fixos nela e sorriram. Comprando um, Gibbs esculpiu um L e um J significando seus primeiros nomes.

Anna estava batendo palminhas enquanto via o pai colocar o cadeado e jogar a chave no rio.

— Acho que eu quero mais garantias. – Gibbs segurou a filha enquanto beijava Jen. – Para sempre e depois do sempre.

Tony, Ziva e as crianças entraram em um prédio onde funcionava um cinema antigo. Os filmes eram em preto e branco e mesmo que houvessem “cards” com o texto em português, eles entendiam.

Tim, Abby e Stella entraram no lugar mais calmo da cidade e comeram alguma coisa juntos. Deeks e Kensi estavam dormindo, ou foi o que eles disseram, mas claramente era outra coisa.

Afinal, o dia seguinte seria uma aventura para todos. Literalmente.