Notas iniciais
Será que um probleminha vai impedir a viagem?

Algumas horas depois...

Finalmente descansados, Félix e eu estávamos acordando...

– Bom dia de novo, amor!

– Bom dia de novo, carneirinho!

Sorrimos. Demos um selinho e nos espreguiçamos.

Ficamos nos olhando por uns segundos... Nós dois sempre nos perdemos no olhar um do outro, é como um hipnotismo mútuo. Tudo parece tão perfeito quando estamos assim tão juntinhos.

Fiz um carinho no rosto de Félix, na nuca e nas orelhas... Ele adora!

– No que você está pensando, hein?!

Ele pegou minha mão e a beijou. Apertou meu queixo... Ele adora fazer isso! E sorriu, me respondendo:

– Estou pensando no que vou fazer com você em Portugal!

Eu devia ter imaginado... Esse Félix...

– Pensa mesmo! Quero que nossa viagem seja inesquecível!

Nos beijamos e eu levantei. Fui lavar o rosto enquanto ele ficou arrumando os cabelos para levantar impecável como gostava. Não deu dois minutos, o telefone tocou. Há algum tempo puxamos a extensão do telefone da cozinha e da sala também para o quarto.

– Quem está ligando?

– Alô?! Sim, sou eu... – Me preocupei e respondi a Félix: – É da escola dos meninos!

Ele imediatamente levantou e foi para perto de mim enquanto eu falava com a coordenadora da escola.

– O quê?! Meu bebê! ... M-mas... Como isso aconteceu? ... Ele está bem? ... Sim! Nós vamos...

...

Eu já estava preocupado sem saber o que havia acontecido, o porquê daquele telefonema.

Niko virou para mim aflito.

– O que foi, carneirinho? Fala!

– O Fabrício, Félix, a coordenadora disse que ele caiu do balanço e se machucou, ficou chorando e estava saindo sangue da boca dele! O levaram para a enfermaria da escola! Temos que ir...

– Sim, sim, vamos! Vamos logo!

Peguei logo a chave do carro e fomos depressa para a escola dos meninos.

A escola fica bem perto, chegamos num minuto, mas percebi que o carneirinho foi calado o tempo inteiro e... Com os olhos fechados?

Estranhei, mas, o importante era saber o que havia acontecido com nosso bebê!

Entramos na escola e a coordenadora nos esperava...

– O que houve? Como nosso filho está? – Perguntei.

– Calma, senhores! Eu liguei porque o Fabrício ficou nervoso, dizendo que queria os pais, mas ele já está bem! – Ela nos explicava enquanto nos levava para a enfermaria. – Parece que os meninos da turma inventaram de fazer uma competição para ver quem ficava em pé no balanço! Sabem como são as crianças dessa idade... Enfim, o Fabrício e outro coleguinha dele caíram ao mesmo tempo, mas o Fabrício ficou mais nervoso porque viu que estava com a boca suja de sangue...

– Ah minha santinha... E porque estava sangrando a boquinha dele? Ele se machucou muito, quebrou um dente, algo assim?

Niko falou finalmente! Ainda estava muito aflito o carneirinho, e eu também! Mas, ela nos acalmou...

– Não, senhor, não se preocupe! Eu também cheguei a pensar que ele tivesse quebrado um dentinho, mas ele só machucou um pouco a gengiva na queda! Por isso, saiu um pouco de sangue só na hora, mas depois não mais! – Ela abriu a porta da enfermaria. – Ele já está mais calminho, mas podem levá-lo para casa hoje!

...

Foi um alívio para mim quando entrei naquela sala e vi meu Fabrício bem e tranquilo, sentadinho na maca com a enfermeira e o coleguinha do lado, nos esperando. Melhor ainda foi ver nosso Jayme lá também cuidando do irmão.

Corri para abraçar meus filhotes.

– Ah, Fabrício, você tá bem, meu bebê? – Virei para Jayme. – E você, meu filho, o que está fazendo aqui? Sua turma não fica lá do outro lado?

– Fica, mas me disseram que o Fabrício tinha caído do balanço e eu pedi pra vir vê-lo!

Que lindo meu rapazinho cuidando do irmãozinho! O Jayme está ficando tão maduro!

– Que bom te ver preocupado com seu irmãozinho, meu filho! Obrigado viu! Agora, pode voltar para sua aula que a gente vai levar o Fabrício pra casa!

– Tá pai! Até mais tarde!

...

Achei muito bom ver o Jayme ali cuidando do Fabrício. É um grande garoto, será um grande homem...

Ele ia voltar para a sala.

– Até mais tarde, pai!

– Até, meu filho... – O abracei e brinquei antes de ele sair. – Quero só ver se essa aula que você está perdendo não é a de matemática, moço!

Ele saiu rindo. – Se eu perder, você me ensina pai!

Ah, esse Jayme... Pior que eu ensino bem mesmo!

Bom, passado o susto e visto que não tinha sido nada demais com o Fabrício, nós o levamos para casa.

No caminho, eu me perguntava por que o Niko ficara tão calado durante a ida à escola. Na volta ele fez o mesmo por um minuto, fechou os olhos e se calou, mas depois ficou normal. Resolvi parar de me perguntar e perguntar ao próprio.

– Carneirinho... Ainda está com sono?

– Eu não! Por quê?

– Você fechou os olhos enquanto a gente ia buscar o Fabrício, agora de novo, e ficou tão quieto...

Ele sorriu. Olhou para nosso filho no banco de trás e sorriu, me respondendo:

– Eu estava rezando, Félix! Para que não tivesse acontecido nada com nosso filho!

Ah... Entendi! E deu certo!

Acho que esse é mais um daqueles sentimentos que não precisam de explicação como ele fala... Mas, esse eu já aprendi como se chama... Fé!

Esse Niko... É mesmo um anjo! Um anjinho que caiu na minha vida... Ops! Se eu disser que ele é um anjinho ele me mata! Pois então, ele é um... Anjo carneirinho! É... Boa definição!

Agora que está tudo bem podemos voltar a nos concentrar na viagem...

...

Ainda bem que deu tudo certo... Nem sei o que faria se tivesse acontecido algo grave com meu Fabrício! Mas, agora podemos nos concentrar de novo na viagem.

Hoje mesmo começamos a preparar tudo! Quero que seja tudo perfeito nessa nossa segunda lua de mel!

...

...

Dias depois...

Finalmente chegou o dia que tanto aguardávamos... Hoje pegamos o avião para Portugal!

Acordamos bem cedo. As malas já estavam prontas desde o dia anterior. Estou ansioso... Claro que não demonstro tanto a ansiedade quanto o carneirinho que não para de andar pra lá e pra cá, vendo se não nos esquecemos de nada.

– Pegou os documentos, Félix?

– Peguei, Niko!

– Tem certeza? Pegou os passaportes?

– Peguei...

– Checou se tá tudo certinho dentro da mala? Não tá faltando nada?

– Ai... – Ele está me dando nos nervos. – Está tudo certo, criatura! A única coisa que está faltando é a gente sair!

...

Ele tem razão. Ele é organizado, deve estar tudo certo. O que posso fazer se estou morrendo de ansiedade?! Quero muito que cheguemos logo... Também já estou sentindo saudades dos meninos... Mas, por outro lado, quero muito ir... Tá bom! Chega Niko, chega! Como o Félix disse: está tudo certo! Estou confiando nele!

Acabamos de nos arrumar, pegamos as malas e descemos para nos despedirmos dos nossos filhos.

Dei um abraço neles.

– Tchau, meus amores! Papai vai sentir tanta saudade...

– Será só uma semana, carneirinho, não é pra tanto!

– Ah Félix, vai dizer que não vai morrer de saudade dos meninos também?

...

É claro que eu ia... Uma das coisas que mais gosto de ser é ser o pai desses garotos! Amo os filhos que o Niko me deu... E meus filhos me amam! Como não sentir saudade deles?!

Dei um abraço em cada um depois que o carneirinho os soltou.

– Papai vai sentir saudade sim, tá! E muito! O irmão de vocês disse que tem um tempo livre e vem ficar com vocês no final de semana!

– Legal, eu gosto quando o Jonathan vem! – Falou Jayme todo contente.

Eles realmente se dão tão bem... E o Fabrício adora as brincadeiras que o Jonathan inventa! Mesmo com a diferença de idade é bom ver que meus três filhos são mais que irmãos... São amigos!

– Muito bem, gente, agora temos que ir porque tá na hora...

– Fica de olho, principalmente, nesse mocinho, tá Adriana! – Disse Niko apontando para Fabrício. – Que ele está muito danadinho...

– Pode deixar, seu Niko!

– Vê se não se distrai, viu criatura! – Brinquei com ela.

– Não, seu Félix, imagina! Podem ir tranquilos, eu cuido desses meninos como se fossem meus!

– A gente sabe, Adriana! Bom, tchauzinho pra todos! – Dei mais um beijinho nos meus filhos e Niko fez o mesmo.

Fomos para o carro e direto para o aeroporto.

...

No aeroporto, estávamos prestes a embarcar, quando Félix me deu um susto...

Ele começou a mexer nos bolsos e ficou com uma cara de preocupado... Logo me preocupei também!

– Que foi?

– Ai Niko... Acho que...

– O quê?

– Esqueci as passagens!

– Quê?! Como?! Félix, não faz isso comigo! É sério?! Eu avisei... Eu avisei pra você checar tudo pra não esquecer nada, mas você pensa que é paranoia minha! E agora? Não dá tempo de voltar pra pegar...

Félix pegou em meu queixo, me puxou para um selinho e me calou. Depois começou a rir!

– Será que eu servi pasteizinhos de Belém estragados na santa ceia pra você ser tão nervosinho?! – Ele mostrou as passagens que estavam em seu bolso.

– Ora seu... Não faz mais isso, Félix! Eu já ia chorar de decepção aqui...

Ele pôs o braço em volta de mim.

– Foi uma brincadeirinha pra descontrair, carneirinho! Relaxa, nós vamos a Portugal e vamos aproveitar muito!

– Ah é... Eu já vi até que você está fazendo suas piadinhas com temas portugueses agora...

– É pra entrar no clima! Vamos... Vamos para o avião, que nós temos o Atlântico para atravessar! Não vejo a hora de deliciar umas uvas com você!

Eu também não!

...

...

PORTUGAL

Foram mais de dez horas de viagem, mas, finalmente chegamos! Cá estamos para aproveitar muito essa segunda lua de mel! Já é noite, e amanhã começaremos o passeio. Só pelo que vimos no caminho do aeroporto ao hotel já vi que vamos gostar de Lisboa! Eu, pessoalmente, adorei o clima... Está um friozinho... Vai ser ótimo ter uma desculpa para tomar um banho quente bem demorado com o Niko! Além, claro, de deliciarmos um bom vinho... Ele se solta mais quando bebe um pouquinho além da conta! E... Hum... Carneirinho ao vinho deve ser tão bom quanto carneirinho com chocolate! Adoro!

...

Olhei para Félix enquanto íamos de táxi para o hotel... O que será que ele está pensando para estar com aquele sorrisinho no rosto?! Sei não... Muitas ideias se passam por essa cabecinha... Mas, eu também tenho meus truques, meu querido! De repente me lembrei dos morangos na outra noite... Hum... Estou tendo umas ideias aqui...

Nossas reservas já estavam feitas, apenas nos registramos antes de subirmos para o quarto. O recepcionista nos deu boas vindas e quando íamos para o elevador, Félix me mandou esperar e voltou para lhe perguntar alguma coisa. Não sei o que porque não ouvi, mas, seja o que for o recepcionista confirmou, e Félix voltou com aquele mesmo sorrisinho que estava antes no táxi.

Subimos...

Ao chegarmos à porta do quarto, tive uma ideia para começar nossa segunda lua de mel de um jeito bem romântico e tradicional...

...

– Que foi, Niko? Parou por quê?

– Hum... Só estava analisando...

– Analisando o quê?

– Félix, abre a porta, mas não entra! Só põe as malas pra dentro!

– Por que isso, criatura? O que eu mais quero é entrar nesse quarto...

– Faz o que eu tô pedindo... Por favor...

Com essa carinha de carneirinho pidão que ele faz... Como resisto?! Não estava entendendo nada... Só estava extremamente ansioso para entrar naquele quarto...

– Tá bem... Pronto... – Fiz o que ele pediu. Abri a porta, puxei as malas para dentro, ao lado da porta e fiquei esperando o que ele ia fazer. – Agora só falta nós dois!

– Isso eu sei!

– Então, porque não me deixou entrar?

Ele deu um sorrisinho... E me surpreendeu...

– Félix, essa é nossa segunda lua de mel... Não é qualquer viagem... Vamos fazer isso direito!

...

O peguei no colo e o levei para dentro carregado, como se fossemos recém-casados!

Adorei fazer isso!

O Félix começou a rir sem acreditar no que eu estava fazendo... Mas, eu sei que ele gostou de ser levado assim...

Nós entramos e eu chutei a porta para fechá-la. Ele se segurava no meu pescoço. O levei ainda carregado direto para a cama e o deitei, deitando junto por sobre ele.

Aquela entrada triunfal tinha que ser selada com um beijo ardente de amor e paixão.

...

Gostei demais do que o carneirinho fez! Acho que era um sonho que eu tinha e nem sabia! Mas, ele é o verdadeiro sonho! Depois daquela entrada triunfal e daquele beijo eu estava a ponto de chamá-lo de meu príncipe... Rasgar nossas roupas e pedir para ele me tomar em seus braços, fazer o que quisesse... Mas, tinha outra opção. E essa sim era minha fantasia!

– O que deu em você, carneirinho?! E essa força toda?

– Sou um carneirinho vitaminado, Félix!

Só podia rir... Adoro quando o Niko é cínico como eu!

– Oh se é... E como! Mas, dá licença, só um instantinho...

...

Sei que o Félix gosta quando sou meio cínico, mas não entendi porque ele saiu da cama e foi... Até a porta do banheiro?! Ele abriu a porta e comemorou?!

– Yes!

– Que foi, hein?! Não tô entendendo essa comemoração...

– Ah, você vai entender, meu vitaminado carneirinho! – Ele veio com o sorriso mais malicioso que eu já vi e a voz correspondia. Estendeu a mão para mim e convidou: – Vem conhecer nosso quarto?!

– Claro!

De braços dados, ele foi me levando pelo quarto, me apresentando cada canto... Mas eu entendi a comemoração quando chegamos ao final daquele “passeio”...

...

De braços dados fui levando-o pelo quarto, apresentando cada canto... Só uma desculpa para chegar onde eu queria mesmo levá-lo...

– Carneirinho, esta será nossa cama pelos próximos dias... Aqui fica a adega onde podemos ver algumas garrafas de vinho que eu pedi para a ocasião... Ali é a porta pela qual você passou me carregando, e eu adorei... Logo ali tem um telefone pelo qual podemos chamar o serviço de quarto... Enfim, Ah! E o banheiro é do jeitinho que eu queria!

E como! Na verdade, é melhor do que eu esperava! Abri a porta para mostrá-lo... Acho que na hora ele lembrou quando eu falei que esperava ficar num quarto de hotel que tivesse um banheiro com um Box que ficasse todo embaçado com o vapor da água... Eu só não esperava o adicional: uma banheira bem espaçosa!

– Então, foi isso que você perguntou ao recepcionista? Se no quarto tinha tudo isso?

Foi...

– Hum... Não! Perguntei se podia entrar com um carneirinho dentro da banheira!

Ele sorriu... Era esse sorriso que eu queria!

Nossos corpos se aproximaram... Nossos olhos se encontraram... Encostamos nossas testas e logo depois nossos lábios...

Começamos com beijos calmos que se tornaram mais e mais intensos...

De repente, aquele friozinho que eu senti quando chegamos ao país estava fugindo... Se tornando um calor insuportável! Nossas roupas estavam pedindo para sair...

...

Aquele beijo estava me queimando por dentro... Era uma chama enorme... Mas, um fogo bom, muito bom! Se eu sou fogo, Félix é o meu oxigênio! Juntos... Entramos em combustão! É uma explosão de paixão!

...

Por mais que eu já tenha ficado com o Niko, ele sempre me deixa louco... Hoje conseguiu começar a me enlouquecer só por ter entrado me carregando! Esse meu carneirinho lindo... Tão lindo... Só meu... Todo meu! Que tesão que ele me dá!

...

Félix me pressionava contra a parede... Não parava de me beijar... Nem eu queria que parasse! Podia me sufocar!

Senti suas mãos deslizando em meu corpo, puxando minha camisa para cima... Só não levantei logo os braços para ele terminar de tirá-la porque estava ocupado abrindo os botões da camisa dele... Queria ver aquele tórax magro, meio forte, branco, que fica vermelho quando o arranho, quando o mordo...

...

Niko só levantou os braços para eu acabar de tirar sua camisa quando terminou de desabotoar a minha. O olhei por um instante... Gosto de ver aquela pele branca, que se torna tão rosada quando me esfrego nela. Gosto de apalpá-lo, de senti-lo, de experimentá-lo...

E esses lábios rosados?! A coisa mais gostosa...

...

Ele me puxou pelo cós da calça. Mas, eu comecei a abrir o zíper da dele primeiro. Tirei seu cinto em questão de segundos e o joguei longe. Caminhamos até Box.

Ele foi descendo a mão pela minha calça procurando o começo do zíper, mas não tinha zíper... Aquela calça era fechada com botão e velcro. Quando percebeu, ele se agachou na minha frente...

...

Ah, carneirinho, porque dificulta?! Ou... Talvez tenha sido melhor... Pensando bem, essa calça foi uma ótima escolha!

Me agachei e comecei a abrir com todo cuidado os dois botões daquela calça, que por sinal já estavam pedindo socorro para não pularem dali! O velcro se abriu quase que automaticamente quando desabotoei, mas fiz questão de terminar de abri-lo... Com os dentes...

...

Ele abriu minha calça com os dentes e logo puxou-a para baixo... Foi levantando-se, fazendo um caminho de beijos desde a abertura da calça, subindo pelo meu corpo, até chegar à boca!

Nem sei como consegui pronunciar algumas palavras depois de mais um beijo ardente...

– Félix... Assim você me deixa louco...

– Niko... Você é minha doce loucura!

Gostei...

Agora, Félix, sua doce loucura só podia realizar sua doce fantasia!

...

O carneirinho me pegou pela mão e me levou para o Box. Fechamos a porta e ligamos o chuveiro.

A água morna descia sobre nossos corpos quentes...

O vapor da água começou a embaçar o vidro do Box... Passei a mão no vidro e vi no espelho que cobria uma das paredes a silhueta dos nossos corpos nus, que logo se tornava outra vez embaçada pelo vapor...

...

A água quente que descia sobre nós só não tinha uma temperatura mais alta que a dos nossos beijos...

Todo o banheiro ficou tomado por uma fina neblina...

A temperatura só estava aumentando...

...

A temperatura estava alta, mas eu só sentia arrepios... Cada toque do Niko me arrepiava...

Aquela pele rosada me leva ao delírio...

...

Félix já estava com a pele avermelhada... Não sei se por causa da temperatura ou das minhas unhas...

Continuamos o banho... Não só o banho...

...

Minutos depois estávamos encostados na parede, sentados no chão, recuperando as forças e o fôlego...

Desligamos o chuveiro e saímos do Box...

Paramos em frente ao espelho e outra vez nos beijamos...

...

Passei a mão no espelho que também estava completamente embaçado para poder ver a ele e a mim... A nós dois... E ver mais uma vez que é verdade que estamos aqui... Aqui em Portugal vivendo este sonho... E nossa viagem só estava para começar!

...

Notas finais
CONTINUA