FÉRIAS DE VERÃO
12 Uma Leve Mudança dos Planos
Notas iniciais
Kate ficou comovida com o pedido de Emilly e queria muito levar os netos para a viagem, contudo sabia que aquele fora um pedido complicado, pois, apesar de amar levar os netos para passear quando saía com seus próprios filhos, ela sabia que essa viagem seria mais longa. Olhou para Alexis e, com olhar, indicou que estava com problemas.
Tentando não magoar a neta, Kate negou de forma bem carinhosa — Minha querida, a vovó queria muito te levar, mas eu acho que não vou poder porque a sua mamãe e o seu papai fizeram uma programação bem bacana para você e o Thomas...
Naquele exato momento, Kate olha para Alexis e esta, discretamente, faz um sinal negativo com a cabeça, querendo dizer que não tinham programação nenhuma e, sem a filha perceber, faz gestos indicando que tanto ela quanto Benício estariam de plantão.
A garota abordou a mãe — É, mamãe?
Pega desprevenida, Alexis reage sem graça— Sim, meu amor. Vamos programar... Eu, seu pai, você e o Tom faremos passeios e vocês vão adorar.— dirigindo-se à Kate, Alexis movimentou os lábios, sem som, mas Kate entendeu “– Eu e o Benício vamos tentar tirar uma semana de folga... talvez a partir da sexta feira que vem.”.
Mesmo gostando da ideia da mãe, a garotinha se agarrou em Kate e sem chorar, gritar ou fazer malcriação, pediu novamente em tom suave — Mas eu queria ir com a minha vó. Vovó, pede para a mamãe deixar, pede. Eu fico bem quietinha e vou obedecer, vovó. Eu prometo.
Percebendo que os netos ficariam em casa porque os pais estariam nos plantões em hospitais, Kate tenta pensar rápido em um jeito de solucionar aquele impasse. Contudo, como não podia decidir nada sem antes falar com o marido e também com a Alexis, precisava conversar com a enteada, então, muito discretamente avisa à garotinha — Querida, a vovó está com sede. Volte para brincar com a Lily, porque a vovó vai beber água.
Os garotos já tinham voltado para os carrinhos porque não estavam curtindo muito aquele papo.
— E a viagem, vovó? – Emilly estava ansiosa por uma resposta positiva.
Kate aperta Lily nos braços e dá um monte de beijos na garota — Minha boneca, eu estou com sede e vou beber água e daqui a pouco eu volto e nós conversamos, ok, meu bem? – Kate dá mais beijos estalados nos rostos das meninas e as duas saem correndo na direção das bonecas e muito rapidamente também retornaram a suas brincadeiras.
Kate saiu da brinquedoteca, fazendo sinal para que o marido e para Alexis a seguissem.
Ao invés de irem para a cozinha, eles foram para a sala, longe das crianças.
Com muito amor no coração e com muita cautela, Kate puxa o assunto com a enteada — Alexis, você sabe que tanto eu quanto o seu pai nunca ultrapassamos os nossos limites com relação a qualquer coisa que se refira a Emy e ao Tom... E claro, também com relação a você e ao seu marido, mas hoje, eu fiquei com o coração apertado diante do pedido da Emy. – Sempre atenta à fisionomia do marido, reparou que ele estava tranquilo e, como se entendiam só de olhar um para o outro, viu que ele já deduzira o que ela tinha em mente. Kate também analisava a fisionomia de Alexis e percebeu que a moça não estava chateada com o assunto. Percebeu até que um ar de receptividade, então continuou — Pelo que eu entendi, você e o Benício estarão de plantão a semana toda. E as crianças, querida? Elas farão o que neste período? Não se sinta na obrigação de responder, ok?
— Ah, Kate! – Alexis estava serena— Você sabe que não temos cerimônia uma com a outra, ainda mais que eu sei que você sempre quer o melhor para mim. – após uns segundos de pausa, a ruiva continuou — É, Kate, eu e o Benício estaremos de plantão a semana toda.... E não tem outro jeito... Eu tenho que deixa-los com a babá aqui em casa. – Alexis deixou transparecer que ela própria não gostava de deixar os filhos sem passear, mas não tinha outro jeito.
Kate olhou para a enteada— Alexis, tudo aconteceu muito rápido e não tenho tempo de conversar separadamente com vocês, então... Eu vou fazer uma proposta a vocês, mas vou entender se vocês não aceitarem. – e depois olhou para o marido— Querido, que tal adiarmos nossa ida à praia para passarmos essa semana na Disney com as cinco crianças, eihm? É aqui pertinho e garanto que todas elas vão adorar. Quando voltarmos, faremos a viagem... E até lá, saberemos, finalmente, para onde vamos passar nossas tão sonhadas “Férias de Verão” deste ano. Que tal, amor? E você, Alexis, que tal?
— Você deu uma solução perfeita, Kate. — ele riu para a mulher, concordando com a ideia dela e ambos olharam para Alexis, esperando uma posição.
— Então, Alexis, o que você me diz? — Castle perguntou à filha.
— Não sei, Kate.– Alexis indicou estar preocupada — Eu até gostei muito dessa ideia. Achei ótima e com certeza eu diria “sim”, mas eu só acho que vai ser muito difícil para vocês dois sozinhos lidarem com estas cinco crianças, ainda mais que eu sei o filho e os dois irmãos que eu tenho. Os três juntos são terríveis!
— Ah, Alexis, nós já saímos com estes cinco tantas vezes e sempre dá tudo cerdo, querida. Eles são ótimos e não dão trabalho. Os três meninos são um pouco levados, mas tudo normal para a idade.— Kate se virou para o marido — E aí, amor, qual a sua opinião?
— Alexis, não se preocupe. – Castle afirmou— Nós damos conta. Eu e a Kate amamos levar as crianças para passear. Nós gostamos e eles cinco também e o Tom e a Emy já estão acostumados a dormir com a gente tantas vezes, desde pequenininhos... E sabemos muito bem lidar com eles e dar limites.
— Você quer dizer que EU dou limites, né, Castle? – Kate riu amorosa para o marido— Alexis, não se preocupe.
— Meus filhos te adoram, Kate, — ela percebeu a cara de ciúmes do pai — Deixa de ciúmes, pai, porque eles te adoram também – os três sorriam—, mas é que os três meninos juntos são terríveis. A não ser que...— A médica ruiva parou e demonstrou estar pensando — Olha, antes de qualquer coisa, eu preciso falar com o pai deles. Vou telefonar. Se o Benício não se opuser, então a gente estuda como fazer isso.
Alexis pegou o celular e saiu em direção à varanda.
Enquanto isso, Kate passa seus braços pelo pescoço do marido— Amor, me desculpa eu não ter te consultado antes, mas é que foi tudo tão de repente... Tudo bem para você, né? Adiar um pouquinho as nossas sonhadas férias de verão por conta de dar um pouquinho de diversão para a Emy e o Tom. E isso sem falar que nossos filhos vão amar.
Em resposta, ele a beijou — Kate, eu concordo com você. Eu também fiquei com o coração partido quando a Emmy te abraçou e cochichou. E pela cara fofa que você fez ao ouvir o pedido dela, eu tinha quase certeza o que ela estava te pedindo. E é por isso que eu te amo cada dia mais.
Castle a beijou com paixão até que Alexis chegou — Desculpe-me interromper o namoro dos pombinhos... – zombou.
Na mesma sintonia da zoação, Castle comenta— Tomara que até o final do dia eu consiga beijar minha mulher sem ser interrompido.
— Ah, tá. Com cinco crianças na cola de vocês, acho melhor se esquecerem de beijos.
— Depois que as crianças dormem, Alexis, nossa noite começa. – Castle informou com humor. — Até porque, nesta viagem à Disney, eles vão brincar tanto, andar tanto, terão tanta coisa para ver e fazer que quando chegar à noite eles só vão querer cama e só acordarão na manhã seguinte. Eu sei o que é isso...
Muito ligada nos sinais do corpo, expressões do rosto e nas palavras, Kate identificou facilmente o que a enteada queria dizer e ficou contente— Alexis, se você aventou sobre a hipótese de que com cinco crianças, eu e o seu pai não conseguiríamos namorar, então, quer dizer, que o Benício não objetou de nós levarmos as crianças à Disney, é isso?
— Sim, Kate. – Alexis ria feliz— Ele disse que depois de nós dois, as únicas pessoas que ele confia deixar os filhos viajar é com vocês. Ele até me falou “- Alexis, eles são os avós. A gente sabe que eles amam os netos e já estão acostumados, e se eles se propuseram a leva-los é porque têm condições de tomar conta deles.”. Então, Kate, tudo ok. É como eu sempre digo para o meu pai, Kate, que ele não poderia ter escolhido melhor esposa e meus filhos não poderiam ter uma avó melhor. Obrigada, Kate. Eu não estou falando isso porque vocês são os únicos avós que eles têm, mas é que vocês são maravilhosos mesmo. — Alexis foi até ela e deu um abraço apertado.
Alexis se referiu abertamente sobre a completa ausência e inexistência da Meredith e também sobre os pais do Benício que, apesar de ótimos, haviam falecido em um acidente horrível quando a Emilly ainda era um bebê.
— Eu e meus filhos amamos você, Kate. – Alexis completou— E sem querer ser mais piegas e já sendo – a ruiva riu— o Benício sempre está me dizendo que você é a sogra que ele pediu a Deus.
— Oh, querida, obrigada. Deixa disso. Eu amo o seu pai e tudo o que diz respeito a ele. Aliás, eu que dei sorte por ter encontrado seu pai e por ele ter você como filha. Eu te conheço desde garotinha e passamos por várias fases, umas fofas outras nem tanto, mas você é como se fosse uma filha para mim, e você sabe disso e para melhorar, ainda me deu dois netos lindos e maravilhosos que eu amo tanto. Portanto, — Kate piscou para Alexis— acho que eu saí no lucro...
Kate sorriu feliz e concluiu — Então, estamos combinados. Que tal avisar aos cinco que vamos à Disney?
Castle a interrompeu — Kate, deixe eu dar um “up grade” na sua... Na nossa proposta. O que é que você acha de levarmos a babá dos nossos filhos para nos dar uma mãozinha, eihm? Eu sei que damos conta sozinhos, mas se ela for com a gente, será mais fácil em todos os sentidos, até porque ela está conosco desde que a Lily nasceu. Ela é de confiança, ama nossos filhos e nossos netos, ela já está acostumada com as traquinagens dos cinco e, assim, nós estaríamos inteiros ao final da noite... Você alcançou aonde eu quero chegar, né? Então... — ele deixou no ar a pergunta.
— Uaauuwww!! Isto que é marido! Tá vendo, Alexis? Como não amar esse homem, eihm? – Os olhos de Kate brilharam de alegria.
— Eu sou o máximo mesmo!— ele encheu o peito e ficou se gabando de forma divertida, de um jeito todo seu, fazendo Kate e Alexis rirem.
— Olha isso... — Alexis sorria — A gente não pode dar corda, Kate.
Sorrindo da situação, Kate concorda com a enteada — É mesmo, Alexis. Eu não posso dar a mão que ele já quer o braço.
Espiritoso, ele provoca — Não era bem o ‘braço’ que eu tinha em mente... mas...
— Hey, garanhão, pode parar! Vamos deixar isso para mais tarde, ok? – Kate tocou o peito do marido com a ponta do dedo indicador e deu um sorriso carregado de malícia para ele— Mais precisamente quando chegarmos ao hotel... Na Disney... E somente depois que as crianças dormirem... Até lá, contenha-se! – Kate atiçou o marido.
Castle se entusiasmou— Vamos logo pegar as crianças e nos ajeitar para a viagem, enquanto isso, a Alexis arruma as coisas do Thomas e da Emilly. Temos que chegar logo à Disney.
Com um sorriso malicioso, Alexis comenta— Para vocês não dizerem que eu não sou boazinha, que tal vocês deixarem meus três irmãozinhos fofos aqui comigo enquanto vocês, ‘sozinhos’, arrumam as coisas para a viagem, eihm? – Alexis piscou para Kate— Mas não tenham tanta pressa. Usem o tempo que acharem necessário para resolver tuuudo. Uma hora a mais... Uma hora a menos... A Disneylândia não vai sair do lugar.
A sincronia dos pensamentos CASKETT era incrível e ambos concordaram.
— Excelente ideia, filha— Castle afirmou.
— Alexis, você não poderia ter uma ideia melhor. – Kate completou.
— Então, eu acho melhor avisar logo a todos que eles vão, porque precisamos ir logo... Temos que arrumar malas... – Castle estava apressado para ir para casa.
— Sim, papai... Estou entendendo... Nunca vi você tão animado para arrumar malas...— a garota zombou e, de modo carinhoso e divertido empurrou o casal na direção da porta da rua. — Vão logo embora que eu mesma aviso para as crianças. Quando vocês voltarem, a bagagem de Thomas e Emilly já estará pronta e todos os cinco prontinhos para a viagem, de banho tomado e tudo. Aqui em casa tem roupa deles, Kate.— continuando com a zoação, a garota lembrou — Mas não tenham assim tanta pressa, porque a Disney é aqui pertinho... Se pegarem um voo direto, a viagem leva um pouco menos de quatro horas, então... — Alexis se lembrou de algo importante – Ah, Kate, ligue logo para a babá para saber se ela vai poder ir. Se ela não puder eu ligo para a babá dos meus filhos. Ou seja, se uma não puder a outra pode.
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Dez minutos depois, Kate e Castle saem da casa da Alexis já com a certeza de que a babá dos filhos poderia viajar e marcaram um local para pegá-la.
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Castle e Kate chegam muito rapidamente em casa e assim que fecham a porta, ele pega seu próprio iPhone e pede o da esposa.
Mesmo achando estranho aquele pedido, ela entrega o aparelho ao marido. De posse dos aparelhos, ele os desliga muito rapidamente e os deixa de lado e informa — Nós sabemos onde estão os nossos filhos. Nossos pais estão bem. Não tem delegacia, porque você está de férias e não estamos esperando ligação de ninguém, então...
Mal terminou de falar, ambos estavam com sorriso malicioso nos lábios e, sem pensar em mais nada, ambos se jogam um nos braços do outro — Sem chance de alguém nos interromper agora.— Rick fala já colado à esposa.
A paixão deles queimava os corpos e enquanto se beijavam e se abraçavam, as roupas iam caindo. Pela segunda vez no dia, ele a imprensa, só que agora não era a parede que estava nas costas dela e sim a porta da rua; a mesma que marcou o início da vida deles como casal. Como um homem e uma mulher.
Eles se beijavam e, coincidentemente, ele fez a mesma trilha de beijos e carícias daquela noite mágica. A diferença foi que ela agora estava apenas de calcinha e sutiã e ele, apenas de cueca boxer e também, ao invés de ela tomar a iniciativa de leva-lo para o quarto, ele agora a carregou nos braços e assim que chegaram à cama, ele a jogou sobre o colchão macio e, depois de analisa-la dos pés a cabeça e ver que aquilo não era um sonho, ele deitou-se ao lado dela, e colou seu corpo ao dela, e juntos incendiaram. Abraços, carícias, beijos e mordiscadas foram o ponto de partida e, muito rapidamente, não havia mais nenhuma peça de roupa os separando e assim, o encaixe de corpos aconteceu.
Por mais que seus corpos já se pertencessem há quase doze anos, cada vez que faziam amor as emoções podiam até ser muito parecidas, mas nunca iguais e era isso que fazia a paixão e o amor deles especial e aumentava e se fortalecia a cada dia.
O som que se ouvia no quarto eram os ruídos característicos do sexo. Encontro dos corpos, palavras sensuais, a maioria delas quentes, obscenas e eróticas.
Silenciosos, após um sexo maravilhoso, eles se sentiam felizes e saciados.
Deitado de costas sobre os travesseiros, Castle a mantinha colada a ele, corpo no corpo e a cabeça apoiada sobre seu peito.
Abraçada ao marido, Kate fazia círculos no peito dele com as pontas dos dedos, e aí segreda — Amor, eu sofri tanto hoje cedo. Eu senti tanto a sua falta e parece um sonho que você está aqui em casa comigo.
Ainda mantendo-a abraçada, Castle a afasta somente um pouco e, olhando-a apaixonado, ele informa — Hey, babe, eu nunca pretendi te abandonar. Eu estava magoado e até chateado, mas nunca pretendi te abandonar. Até porque eu não tenho condições nenhuma de te deixar. Eu não consigo nem pensar na hipótese de viver longe de você. Impossível! Não só porque eu te amo, mas também porque eu não saberia viver sem você.
— Ah, Rick! Eu te amo tanto, tanto, tanto que eu também não saberia viver sem você. E, voltando muito no tempo, por mais que eu tenha conhecimento de que eu estava com a cabeça complicada e cheia de medos e traumas, eu ainda não consigo acreditar que eu aguentei ficar quatro anos junto de você diariamente, mas sem tocar, abraçar e beijar você.— neste momento ela o beijou. Um beijo longo e apaixonado, demonstrando toda a saudade e necessidade que tinha dele.
— E eu também penso isso, amor. Por mais que eu soubesse dos seus medos e dos seus traumas e também por mais que eu te respeitasse e tivesse medo de te perder caso minha abordagem te assustasse, até hoje eu não entendo como foi que eu aguentei ficar aqueles quatro anos junto de você, sem ao menos forçar a barra. Nós até dávamos indiretas e falávamos frases de duplo sentido com conotação sexual, mas não passávamos disso. Tivemos aquele beijo naquele caso, lembra? A gente fingiu que éramos um casal e aquele beijo só serviu para eu ficar ainda mais louco por você. E teve também o dia do tiro que eu me declarei à você, mas...
— Pssssiii!!!— ela o silenciou carinhosamente — Hey, não vamos embarcar nessa neura de ficar pensando como teria sido se tivéssemos namorado antes, amor... Acho que tivemos que passar por tudo naqueles quatro anos para termos certeza do que sentíamos e também foi o tempo do nosso amor amadurecer e hoje estamos aqui. Mas não posso esquecer que eu tinha muito medo de você não me esperar, Rick. Meu medo era te perder para outra.
— Nunca! Confesso que eu até tentei, mas não consegui. Eu só queria você. O melhor é saber que tudo que passamos, tudo que vivemos, ou bom ou ruim, nós não podemos nos arrepender de nada, porque tudo que fizemos na vida, cada escolha que fizemos, cada coisa terrível e maravilhosa que aconteceu conosco, nos trouxeram aqui, neste momento, para ficarmos assim, juntinhos, felizes, apaixonados. Eu te amo, Kate.
— Eu também te amo, Rick.
Passados alguns segundos, Kate escala o corpo do marido e fica literalmente sobre ele, faz carinhos no rosto do homem que ela tanto amava, dá alguns selinhos e avisa — Amorzinho— ela dá mais selinhos no marido e volta a falar —, temos três filhos e dois netos ansiosos nos esperando. Que tal começarmos a colocar as roupas e as coisas nas malas, eihm? E depois a gente toma banho... – ao terminar de falar ela movimenta seu corpo sobre o dele e dá uma nova sequência de selinhos.
— Só você mesma, Kate— ele simula sofrimento — Você fica literalmente sobre mim, arrasta esse seu corpo delicioso no meu, me tortura, daí avisa que temos que sair da cama... Sério!?
— Eu não sabia... — ela o instiga.
Ele dá uma risadinha— Aaah, quer dizer que mesmo depois de doze anos, você ainda não sabe o que você provoca em mim?
Kate se senta sobre os quadris do marido, continua a se mexer de forma sensual, volta da dar selinhos nele e chega até o ouvido, mordisca a orelha dele e sussurra — Hey, gostoso, que tal você me fazer recordar o que é que eu provoco em você? Quer dizer... Eu estou sentindo ‘algo’ aqui embaixo de mim... Não sei o que pode ser...
Sem esperar, ele gira o corpo, deixando-a sob ele. Com o joelho, ele afasta as pernas dela, evidenciando sua virilidade, daí pergunta — Já está se lembrando o que é que você provoca em mim?
— Mais ou menos...— ela se faz de desentendida. — Pode continuar para ver se eu me lembro...
— Ah, tá... Então vou ter que reavivar sua memória de forma mais profunda e intensa.
Sem esperar outro comentário dela, ele se posiciona de modo a entrar com mais facilidade nela, e a preenche de forma rápida, intensa e profunda, levando-a a gemer de prazer e, então, passa a fazer movimentos vigorosos, um tanto violento e com a respiração agitada, ele pergunta — já lembrou o que você provoca em mim?
— Completamente... Mas continue... Não pare para que eu nunca mais me esqueça...
Ela continuou a sussurrar palavras quentes, elogiando seu desempenho, seus dotes físicos e sexuais, indicando exatamente o que ela estava sentindo e também o que ela queria que ele fizesse com ela e, ao atender aos pedidos da mulher, ele fazia uma narração minuciosa do que fazia e como fazia e isto excitava a ambos.
Os corpos se movimentavam e se chocavam. O cheiro e os ruídos peculiares de amor e sexo inundavam o quarto e por fim, Kate teve um orgasmo fantástico, levando-a a contrair sua intimidade, apertando a dele, e isso o levou também a um orgasmo igualmente fantástico.
Castle se retira de dentro dela e, silenciosos, voltam a ficar abraçados — Eu te amo, Kate. Te amo muito.
— Eu também, babe.
Ele dá um derradeiro abraço nela e desta vez é ele quem sugere — Amor, agora sou eu quem vai interromper nosso momento. Temos que ir mesmo. Vamos fazer as malas para chegarmos à Disney ainda com o dia claro.
Antes de se levantar ele tem uma curiosidade — Kate, nós já levamos nossos filhos para a Disney, mas você sabe se a Alexis e o Benício já levaram a Emilly e o Thomas?
— Querido, veja bem... Quando a Alexis casou com o Benício, ele avisou para ela que viveriam de acordo com o que ele pudesse dar e, como ele não era de família rica, teriam que trabalhar para crescer. Você lembra que apesar de você não gostar da ideia, a Alexis aceitou a condição do Benício e por isso não permitiu que você montasse a clínica que você havia prometido quando ela começou o curso de medicina. Ela alegou que era desejo do marido crescer por contar própria e ela não se sentia à vontade em receber de você uma clínica, sabendo que o marido não se sentiria à vontade. Então até hoje a vida daqueles dois é trabalhar muito e dar dezenas de plantões em hospitais para ganhar mais dinheiro e, graças a Deus, estão se saindo muito bem, no entanto, amor, eles ainda não estão gastando dinheiro com viagens... Então, respondendo à sua pergunta, as crianças nunca foram à Disneylândia.
— Eu gosto muito do Benício, você sabe, mas ainda não me conformo com essa coisa. Eu podendo dar uma clínica para a minha filha, não posso porque ele não ia se sentir bem... Ah, isso chega a ser tolo. Não adiantou eu falar para ela que eu tenho que gastar dinheiro é com vocês mesmo, que são minha família. Mas a Alexis é um tanto quanto inflexível e quando bota uma coisa na cabeça é difícil dissuadi-la a mudar de ideia. Você lembra como foi difícil naquela época em que ela decidiu morar com aquele bobão... O Pi... Lembra? Ela foi morar num pardieiro, em um bairro horrível e até perigoso, que Deus me livre... Ainda bem que ela acordou à tempo de terminar aquele namoro... E ainda bem que ela aceitou o apartamento como nosso presente de casamento e também que as cotas condominiais ficassem por nossa conta, porque está longe das possibilidades deles, já que o prédio é aqui em Manhattan e muito luxuoso. Olha, Kate, tem certas horas que eu tenho certeza que a Alexis é sua filha, porque nunca vi parecer tanto... A garota é teimosa, birrenta e ousada.
— Você sabe que ela só aceitou o apartamento porque eu a fiz ver que ela não podia recusar o nosso presente e falei também que tanto eu quanto você ficaríamos magoados se eles recusassem... Eu falei, inclusive, que você ficaria muito triste mesmo e, usando a sua cartilha, eu lembrei a ela que você sempre fala que se não gastar dinheiro com a família, você vai gastar com quem? Então eu a convenci. Mas você tem razão, Castle, eu sou mesmo tudo isso... Teimosa, birrenta e ousada e a Alexis também.— Kate riu — Acho até que ela é minha filha mesmo... Mas, vamos pensar direitinho, Castle... Eu sou nove anos mais nova que você. Como somos adultos, esses nove anos não nos incomoda em nada, acho até excelente, no entanto, se a Alexis fosse minha filha, eu a teria tido com menos de quatorze anos, ou seja, uma menina, e você já tinha vinte e três anos, então... – Kate riu diante da cara que o marido fez— Mas tirando esse ‘detalhe’, eu teria orgulho de ser mãe dela e tenha certeza de que eu não te deixaria sozinho, ainda mais com um bebê. Eu fico apavorada só em me lembrar daquelas semanas em que eu saí daqui de casa para te proteger do LokSat. Então, com certeza mesmo, eu não deixaria que você cuidasse dela sozinho, não só porque eu não abandonaria minha filha, mas também porque não consigo imaginar abandonando você. Eu teria ficado com você cada segundo do dia cuidando dela... E garanto que eu teria amado.
— Eu sei, amor. Eu sei que você faria igual como agiu com a Lily e os gêmeos. Eu sei. Eu nunca vou esquecer a sua alegria quando você soube que estava grávida pela primeira vez e também a alegria quando o médico colocou a Lily no seu peito, assim que ela nasceu. Quando você a amamentou e também de todos os dias, todos os momentos que você cuidou dela como se você tivesse feito aquilo a vida toda. Uma mãe perfeita! E com os gêmeos foi um pouco diferente, porque você se superou e isto foi mais do que incrível. Então é uma pena que você não seja a mãe biológica da Alexis.

— Antes de te conhecer, Castle, eu nunca pensei na vida que eu iria ficar tão alegre ao saber que eu estava grávida e mais alegre ainda e completamente realizada ao ver meus filhos nos meus braços, amamentando, cuidando deles... Não consigo me ver sem eles.
Ela deu um selinho nele.
— Querido, você sabe que eu amo falar sobre nossos filhos. Amo muito, mas justamente pensando neles e também nos netos, temos que arrumar as coisas para a viagem.
Continua...
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