Eyes Beyond ' Olhos do Além'
4 Capitulo 4
Notas iniciais
Correr, a única coisa que faço é correr até o meu quarto aquela luz dentro dos meus olhos não parava, soltei os convites no chão. Entrei no quarto, não sei como subi as escadas de tão rápido que fui. Chegando lá sentei na cama com as mãos no rosto minha cabeça não parava de doer, no mesmo instante ouvi minha mãe batendo a porta
– Julie, oque esta acontecendo com você? – perguntou ela preocupada
– só estou com dor de cabeça, por favor, preciso ficar sozinha – falei com os olhos fechados e as mãos na cabeça
– mas por que dessa dor de cabeça? Você estava ótima.
Fiquei calada não queria falar, minha mãe saiu do quarto correndo e no mesmo minuto voltou com o telefone na mão.
–Alô, é do escritório do senhor Ronald? Quem fala é a mulher dele, preciso urgentemente falar com ele.
–mãe, esta tudo bem – falei mentindo e no mesmo instante não vendo nada
–você não está nada bem Ju, precisa ir ao médico – disse ela andando cada canto do quarto com o telefone na mão
– eu não vou a hospital nenhum, eu disse que estou bem – já estava com raiva, não queria discutir ou falar a verdade por que não queria que acontecesse o mesmo daquele dia. Então levantei da cama esbarrei com ela e sussurrei
– desculpa.
E então corri pra fora do meu quarto, tropecei na escada e cai, levantei e continuei correndo, minha mãe ao mesmo tempo correndo atrás de mim – Espere, volte aqui Julie Sprant – gritava ela
Fui em direção a porta, com os braços erguidos para frente para não tropeçar de novo, afastando minhas mãos pros lados quando senti a maçaneta minha mãe pegou no meu braço, mas puxei com toda força e consegui abri a porta.
Sai de casa correndo tanto que não agüentava mais, pensei “oque eu acabei de fazer?” “estou ficando louca?”, mas um barulho interrompeu meus pensamentos, um barulho de carro se aproximando de mim,então me sentei no jardim de uma casa á uns dois quarteirões da minha, o carro parou e ouvi os sons das portas abrindo e fechando muito rápido, senti alguma coisa me tocando ao mesmo tempo ouvi uma voz se aproximando
–Vamos minha filha, oque está fazendo aqui? –sussurrava a voz
Não respondi, quando percebi era a voz do meu pai, ele me pegava, mas eu o recuava tentava me fazer falar, mas não dizia nenhuma palavra, então senti uma leve dor no meu braço esquerdo
– Ai – grito. Quis correr, mas não podia fazer nada naquele momento, pois ele me segurava muito forte.
Senti o sono chegando a mim, ele tinha injetado um calmante, minha vista foi apagando e então adormeci.
Acordei deitada na minha cama onde minha mãe, meu pai é um medico estavam conversando, então fingi que estava dormindo para ouvir a conversa
– Então doutor, oque o senhor acha que ela estava sentindo? – era minha mãe percebi pela sua voz
– bom, pelos meus cálculos, eu acho que ela teve uma crise de raiva – falava o medico.
– e isso é grave doutor? –perguntou meu pai
– não, basta aplicar alguns remédios nela e esta tudo bem. – respondeu o medico tranqüilo
– então tudo bem. — afirmou minha mãe
Eles saíram do quarto, quando abri os olhos percebi que estava vendo tudo de novo olhei para baixo e estava com o mesmo pijama de sempre, então levantei da cama andei em direção ao banheiro escovei os dentes vesti uma calça bem justa, uma camiseta branca e um casaco preto, amarrei meus cabelos bem altos como rabo de cavalo e calcei uma bota bem simples.
Enquanto penteava meus cabelos em frente à janela observei naquele lindo gramado verde, um homem de preto, ele estava apontando pra mim, eu corri pro lado da janela e fiquei escondida atrás da cortina marfim, espiei devagar ele estava conversando com outro homem só que este não era todo de preto e sim era com roupas claras, os enfrentei, sai de trás da cortina, abri a janela e fiquei olhando como se eles não estivessem lá, vi uma linda borboleta passando fiquei olhando pra ela quando desviei o olhar eles não estavam mais lá, tirei a cabeça de fora da janela e entrei no quarto, estava de costa quando uma coisa bateu vidro da minha janela, virei rápido, abri a janela e não tinha nada, rapidamente olhei pro lado e tomei um susto, o homem de preto estava na pequena varanda da janela do lado da minha.
–Oque você quer? –Perguntei com um pouco de medo
–Olá meu nome é Yan – disse, ele estava de casaco preto parecido com o meu, mas masculino, tinha cabelos pretos e olhos verdes ele era bonito, nunca achei que fosse pensar isso, então retruquei.
– Oque faz aqui?
– Sabia que aqui esta muito desconfortável? Se me deixasse entrar, ficarei muito grato – disse ele com um sorriso no rosto
–Claro que não, nem te conheço, afinal oque quer comigo? Fala senão vou chamar a policia. – ameacei
–Ah então eu já vou, achei que você quisesse saber sobre esse clarão nos seus olhos- falou ele colocando um pé para fora da varanda
– você sabe oque é isso? – gritei muito curiosa, o vento começou a soprar forte
–Talvez. – fala ele balançando a cabeça naquela varandinha pequena
–Posso confiar em você? – perguntei
–Claro, até por que somos do mesmo lado. – disse ele subindo na grade da varanda.
–lado? Que lado? – perguntei mais uma vez atordoada
Ele pulou na minha janela e segurou nas barras de ferro da minha varanda, ele estava quase caindo peguei na mão dele e puxei para dentro do meu quarto
– Valeu
– que historia é essa de lado? Como você sabe dos meus olhos?
Ele verificou tudo em mim, fiquei parada quando ele me olhava
–Humm, cabelos loiros, um pouco raivosa... – falou ele me examinando
–Raivosa? – falei com uma cara de raiva e rindo ao mesmo tempo, sim eu estava sendo super diferente de quem eu era então pensei será que isso tudo é verdade? Ele realmente sabe de mim? Não pensei em nada, apenas queria saber oque estava acontecendo comigo
–Vamos ao assunto, quero saber oque você sabe.
– isso é uma longa historia – falou ele sentando na cadeira do lado da minha cama
– então me conte – falei colocando a mão na cintura e batendo o pé
Ouvi uns baralhos de gente subindo ás escadas então pulei na cama muito rápido me enrolei e falei pra ele se esconder
–Rápido, esconda-se debaixo da minha cama, meus pais estão vindo ai – falei pra ele
Ele se levantou da cadeira e deitou-se no chão se escondendo de baixo da cama, eu me enrolei toda e fechei os olhos
– Será que ela esta bem? – pergunta minha mãe, abrindo a porta
–Deve estar minha querida, não fique preocupada – Fala meu pai
Escuto uma batida na porta, e ouço a voz de um homem, a voz é parecida com á do medico, mas meus pais estão apavorados, então abro os olhos e vejo o homem de branco que estava conversando com Yan naquelas gramas verdes, ele me pega pelo braço com raiva e diz
–Acorde-se, preciso levá-la
Meu pai chega por trás para dar um soco nele, mas é tarde o homem levanta sua mão esquerda e lança um tipo de faísca azul que prende minha mãe e meu pai na parede, quando ele tenta me pegar outra vez eu já não estou mais lá, Yan sai debaixo da minha cama e lança outro tipo de faísca na direção do homem, ele cai mas não agüenta por muito tempo, Yan me puxa pelo braço
–Espera, pra onde nos vamos? – pergunto indo em direção a janela
–Precisamos sair daqui, ele é perigoso, ele precisa de você –
– como assim?
– não é hora pra perguntas, precisamos subir o telhado de sua casa – ele diz colocando os pés pra fora da janela
–mas e eles? – falo apontando para os meus pais
–eles ficarão bem, acredite, precisamos ir, pra onde a gente vai é a fonte de todas as suas perguntas.
–Tudo bem- falo triste – só um minuto – falo estendendo minha mão pra ele
Vou em direção aos meus pais eles estão na parede intactos como se estivessem congelados a única coisa que faço é pedir desculpa, pois se estivesse fugido nada disso teria acontecido com eles.
Então eu me apoio nas laterais da janela e coloco os pés, Yan já está lá em cima me esperando, rapidamente eu olho pra trás quando o homem está se acordando, ele tem uma barba meio grade e os cabelos brancos, a cara é muito raivosa, ignoro e corro para fora, fico na varando me viro para frente da janela e subo Yan me ajuda a subir
–oque vamos fazer aqui em cima? – pergunto, o vento está super forte, fico de pernas bambas e com medo de cair, a vista era realmente linda, as gramas, as casas alinhadas, a cidade lá no fundo.
Sinto um toque leve e suave encostando na minha mão, era Yan pegando nela eu rapidamente assustada puxo a mão com toda força.
– Precisa fazer isso! – ele afirma
–Serio? – falo
Ele afirma com a cabeça e eu então pego a mão dele
Ele simplesmente pega um pequeno dispositivo de metal e aciona o pequeno e único botão, levantando o braço na nossa frente, então derrepente aparece um pequeno portal amarelo fico maravilhada, não acredito no que vejo
–Eu estou sonhando? – pergunto ironicamente
–Não, isso é pura realidade – ele diz – quando eu disser três à gente pula tudo bem? – pergunta ele
–Pular? – pergunto assustada virando- se para ele
– Sim, no três — e ele começa a gritar — um, dois... –
– Espera... – grito com medo
–Três.
E então ele me puxa e pulamos naquele portal, fecho meus olhos e quando abro estamos dentro de uma casa, uma casa cheia de moveis meios velhos, com janelas abertas, escadas e várias estantes de livros na lateral, fico sem reação olhando o lugar ele solta minha mão e diz:
–Bem vinda á sua nova casa.
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