Eyes
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Tive que pausar a escrita em um momento para ir para o meu curso de inglês e, logo ao voltar adormeci. (durante a manhã estive em um passeio escolar, que andamos muito, porém foi divertido). Completei a escrita agora, e vou postar, mesmo estando dois dias atrasado, hahaha.
Beijos, e espero que alguém me dê parabéns pelo aninho de Nyah!
Eu, Ginevra Weasley, estou perdida. Ele fez-me uma viciada, observadora compulsiva de seu tom dos olhos peculiar, reconhecível, porém, percebi após um tempo, volúvel às condições luminosas e emocionais ao que era exposto. Fez-me gostar de passar horas a fio analisando cada detalhe da cor, cada mancha mais clara ou escura, qual seu tom em diferentes situações. Não bastando isso, tornou-me submissa a seu cheiro. Aquele aroma da mistura de algum perfume com ele, faz-me escrava. Mais que isso, faz-me desejar ficar cada vez mais próxima, e senti-lo mais. Viciada em olhos, e em um aroma que só posso encontrar nele. Ótimo.
Ouço vozes do lado de fora do quarto, algumas vezes meu nome é pronunciado. Que se dane o que meus pais, irmãos, e a enxerida e irritante Hermione acham de eu ter sumido de casa logo depois do trabalho, e só aparecer na madrugada do domingo, me recusando a sair do quarto por toda a segunda-feira. Eu não quero falar sobre como ele me fez refém de sua proximidade.
Levantei-me, e bastaram poucos passos para pisar na tábua solta do chão. Levantei-a, vendo todos os meus tesouros, guardados desde os 4 anos de idade, quando George me mostrou o buraco. O mês completo sendo atormentada por ele como recompensa valeu a pena. Pequei um grande livro, relativamente limpo, e abri-o com cuidado.
A primeira foto, foi em meu segundo dia em Hogwarts, minha primeira foto lá. Eu estava olhando para o campo de Quadribol, quando Collin tirou a foto. Atrás, estava escrito "Bem vinda a Hogwarts". Na página seguinte, era uma foto minha com o time de quadribol da Grifinória, no dia em que fui aceita. Fred e George me levantavam, estava com uma perna em cada ombro. Sorri, com saudades deles. Não os via há mais de um mês, tão atarefados com a Gemialidades Weasley. Mais uma página. Eu estava conversando com Hermione, no início do terceiro ano. Ela falava sobre como eu deveria ter entrado no estudo dos Trouxas, como ela tinha gostado mais desse ano, e muitos outros. Próxima página. George me levantada em seus ombros, no dia do jogo Irlanda contra Bulgária. Ríamos muito, realmente foi um momento feliz.
Batidas fortes na porta. Por que não me deixavam morrer dentro do quarto?
– Gina, sou eu. – George. Guardei o livro onde estava, e corri em direção a porta. Não tinha ninguém próximo. Abri. – Posso entrar?
– Se considerar que é o primeiro a entrar nesse quarto desde domingo, quando mamãe me trouxe um copo de leite quente e a expulsei, é um tanto óbvio que deixo você entrar. – puxei-o para dentro, e tranquei novamente a porta. – Como posso saber que não é outra pessoa, que tomou Poção
– Eu te mostrei um esconderijo no chão do seu quarto, quando você tinha quatro anos. Sabe que nem Fred soube disso. – ele sentou-se no chão, exatamente onde eu estava enquanto via as fotos. – Posso ver o que guarda aqui?
– Ficará enterrado aqui. Você dirá qualquer coisa, menos o que vir a quem perguntar. Feito? – estiquei a mão, esperando um acordo.
– O que ganho em troca? – ele sorriu maroto como quando eu era mais nova e ele me pregava peças e negociava algo que desejava que eu fizesse.
– Quantas rodadas de hidromel aguentar.
– Vejo que o caso é grave. – ri com a maneira que falava, e seguiu. – Feito.
Abaixei-me, e levantei a tal tábua. Peguei o livro, vendo George engolir em seco. Eu lhe dei o livro de Natal, quando pequena, para que guardasse as fotos em Hogwarts para me mostrar nas férias, porém o mesmo recusou-o, deixando-o para que eu mesma preenchesse-o com minhas memórias. Pulei algumas páginas, que misturavam épocas, sendo identificadas pela data e o que era escrito abaixo das mesmas. Até que cheguei a última página. Com um floreio de varinha, surgiu uma foto, uma data e um pequeno texto, intitulado "Nós". George olhou com espanto, mas permaneceu calado.
– Me odeia? – perguntei, desejando ouvir sua risada, e sentir seu abraço. Não os teria, com certeza.
– Não. Não gostaria de estar vendo o que vejo agora, porém. Você o ama, como diz aqui? Você realmente passaria o resto de sua vida com... Ele? – George estava sério. não gosto de vê-lo assim. Assenti com a cabeça. – Nunca esqueça do passado e, se precisar, saiba que sempre estarei aqui, por toda a eternidade. – ele abriu seus braços, convidando-me ao abraço mais convidativo que um Weasley é capaz de gerar. Beijei-lhe a face, limpando algumas lágrimas que teimaram em escorrer.
– O que eu faço? Todos esperavam que eu acabasse junto a Harry, e eu não o amava dessa maneira. De certa forma, sua morte tirou um peso inútil de meus ombros. E, ... Ele, é toda a minha luxúria. Ele me faz sentir bem, em uma hipnose de sensações agradáveis. Me faz desejar passar todo o tempo do mundo vendo os detalhes dele e das coisas. Me viciou em observar olhos, cada risco e mancha dos diversos tons de todos. Me fez dependente de seu cheiro, inconfundível e inimitável. Fez com que abraçá-lo sempre envolvesse a sensação que nunca mais teria essa chance.
– Limpe essas lágrimas. Vista alguma roupa e vá lá. Seja feliz. – Merlin, o que você fez com George? Abracei-o com força, que então guardava o livro em seu lugar. Ele acariciou meu cabelo um tempo, então foi lentamente se soltando. Terminou o que fazia, e seguiu em direção a porta, enquanto eu o encarava. – Está esperando o que? Estarei no meu antigo quarto, Fred ficou na Gemialidades, acredite, com muita briga entre nós.
Sorri, ouvindo-o fechar a porta.
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– Posso entrar? – eu encarava-o o mais calma que podia, mas meu coração estava prestes a pular para fora de mim e agarrá-lo, pedindo perdão. Seus olhos estavam avermelhados, e parecia estar acordado a muito tempo. Sua roupa, a mesma desde domingo, completamente amarrotada em seu corpo. Parecia muito instável a minha frente. Desejei poder abraçá-lo naquele momento.
– Vai repetir tudo o que disse, que não deveríamos ficar juntos, que eu lhe fazia mal, que era totalmente errado, que não deveria ter se aproximado e tudo mais? – em sua voz tinha dor. Dor de rejeição, da única vez em que ele realmente abriu um pouco sua capa de frieza. Aquela imagem me fez sentir dor. Ninguém gosta de ver alguém importante para si naquele estado. Mudei de ideia. – Mas o que...?
Joguei-me em cima dele, que caiu sobre os cotovelos, confuso e provavelmente com um poucos de dor. Enquanto permanecia assim, beijei-lhe os lábios gélidos, que tinha um leve sabor de firewhisky. Por que não pensei em me embriagar antes de ir em casa? Agora não importa. Senti-lhe começar a integrar-se ao beijo, passado o susto unido ao efeito do álcool em seu corpo. Deitou-se completamente, pondo uma mão em minha nuca e outra em minha cintura, enquanto eu mantinha minhas mãos em seu cabelo, empurrando sua cabeça para mais próxima da minha. Ele girou-me, ficando em cima de mim, agora beijando-me com mais voracidade, quase agressivo. Essa mania machista de estar por cima.
Aparatou sem aviso ao seu quarto, onde acabamos deitados no meio da cama. Um dos benefícios de sua casa continuar confiscada pelo Ministério, mesmo depois de quase três anos, é que ele mudou-se para um apartamento, onde não tinha nenhum feitiço protetor contra aparatar. Então, ele parou de me beijar. Afastou um pouco o rosto, e apenas olhou fixamente para mim.
– Seus olhos estão em meu tom predileto. Levemente esverdeados, com a luz do meu quarto, comigo por cima de você. – ele sorriu. Esse jogo de falarmos o que vemos nos olhos um do outro a todo momento. No início era um pouco cansativo, mas foi assim que percebi meu facínio em algo tão simples, porém tão belo como são os olhos
– Seus olhos estão avermelhados, pelo que você bebeu. – agora ele sorriu, aquele antigo sorriso de canto, levemente irônico, que nunca mudou desde nossa infância. Antes, eu odiava-o, com todas as minhas forças. – Eu não devia ter visto você na rua, aquele dia, uns seis meses atrás. Não devíamos ter esbarrado, e você não devia ter me convidado a tomar um hidromel no Três Vassoras. Você não devia ter me beijado. Eu não devia ter aceito o beijo. Eu te odeio, por me deixar bamba, hipnotizada ao seu cheiro inconfundível e a mercê de suas manias. Eu te odeio pelo efeito que você tem em mim, mesmo sendo errado. Eu te odeio por te amar tanto. – Ah, ótimo. Sempre que lhe disse que o amo, ele se afastou um pouco, temeroso. Por que sou tão estúpida? Estava prestes a virar o rosto, esconder sua vermelhidão de sua vista.
– Eu te amo. – ele disse. Não consegui nem ao menos respirar por alguns instantes. Ele nunca me disse isso, nem ao menos fez alguma menção de fazê-lo. Baixou o rosto e sussurrou-me: – Eu te amo.
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– Tem certeza de que vai mesmo fazer isso? Vai se casar com... Ele? Você sabe tudo que terá que enfrentar, certo? – perguntei a Hermione, que estava deslumbrante em seu vestido de noiva. O casamento seria em vinte minutos. – Sabe como o Rony ronca, e o quão insuportável ele pode ser, algumas vezes. Ah, não se esqueça de seus surtos de ciúmes imaginários. – Hermione riu, porém continuou com uma expressão extremamente tensa.
– Gina, por mais que você cisme que o Ron "não me merece" e sei lá o que mais, você acabaria me empurrando para o Carlinhos, ou um dos gêmeos. É um desperdício do meu tempo para me arrumar para o meu casamento ficar discutindo isso com você. – ri um pouco, vendo que ela, mesmo prestes a se casar, anos depois de Hogwarts, não deixava sua postura séria e lógica. Hermione Granger Weasley. Realmente soa bem.
– Caso mude de ideia, pisque três vezes, vou distrair o padre e Ron, enquanto você corre. – agora sim ela começou realmente a rir, assim como eu – Vou lá fora, você sabe quem está me esperando.
Mione sorriu, acenando-me levemente, enquanto minha mãe murmurava a si mesma o quão perfeito o casamento seria, alheia ao que eu e Mione falávamos. Cheguei por trás dele, abraçando-o com um pouco de dificuldade, devido a sua altura realmente superior a minha.
– A Granger está chegando? O Weasley parece prestes a desmaiar. – ri com seu comentário, mas puxei-lhe rápido até onde, duas semanas atrás, apenas eu estaria, como madrinha do casamento. – Algum dia seremos nós. – ele sussurrou-me, o que me fez sorrir ainda mais, meu rosto molhado pelas lágrimas que já caíam há algum tempo, tamanha minha felicidade em ver a minha frente. Hermione e Ronald, a partir daquele momento, estava casados.
– Sério? – sorri-lhe, desejando com toda a minha alma que fosse verdade.
– Sim. – ele me beijou, e separamo-nos a tempo de ver George nos observando. Ele não sorria, porém pude ver que estava alegre em ver-me feliz. – Qual ele é?
– George.
– Como tem certeza? – olhou-me intrigado. Os gêmeos deixaram os cabelos longos como em seu sexto ano, fazendo com que seja impossível diferenciá-los de longe.
– Ele é o único que nos olharia feliz. – sorri, vendo George sair rindo para si mesmo. Eu também riria com algo tão absurdo como encontrar a felicidade em alguém tão improvável, mas a vida é assim. Assim, eu sou feliz.
Fim.
Notas finais
Beijos =3
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