Extinção
7 O Corvo Procura...
Notas iniciais
O Corvo Procura...
Todos estão inertes, o corvo os observa.
Todos estão dormindo e há flores por todos os lados.
Os belos buques não pertencem a essa terra, aqui neva.
O corvo os observa, a árvore sob os seus pés tem galhos secos,
range, luta com as garras do corvo, que são como laminas
Ele permanece com olhos abertos velando os sonhos de todos que estão ali.
Olhos negros fitam as flores,
as cores, que mal consegue ver.
As raízes da íris se espalham, mas ele não vê.
A as cores não eram vistas com nitidez, nem os horrores
O corvo procura algo, quem sabe o que pode ser?
Pode haver um mundo em cada esfera negra, pode haver estradas em cada raiz.
O mapa da alma de um corvo, alguém pode entender?
Serão as raízes apenas cicatrizes?
O corvo procura, cava com suas garras. Já não tem o equilíbrio, é desajeitado.
As asas que já foram tão admiradas em voos, agora atrapalha sua busca.
“Onde estará?”, ele se pergunta a um fio da frustração,
sente-se atado ao chão.
As garras arrancam pedras,
o corvo infringe as regras....
A alma brada sons mudos, imerge .
A menina volta a superfície, ressurge,
sente o ar queimar a pele.
O corvo procura algo, cava círculos,
vive ciclos...
Fale com o autor