Extinção
2 Entre a Morte e o Corvo
Notas iniciais
Esse capítulo ficou bem menor que o primeiro, mas não é por falta de ideia, é uma questão de ordem.
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Olhando no fundo da alma, sem encantos. Os corvos podem voar aqui, sem os pássaros e seus cantos. Sem observar a podridão humana, e seus lamentos. Onde só os corvos voam em tortuosos ventos. Os deuses já se foram, os anjos, foram pegos desprevenidos pela efemeridade dos dias. Só restaram os corvos isolados em imaginárias ilhas, de luas vermelhas. Só restaram os corvos de penas negras, O Corvo prosseguiu o seu caminho para longe do grande grupo, deixou da natureza, infringiu as regras. Recusou-se a migrar. Não velaria, não acompanharia os rituais, Ignoraria sua natureza de necrófago. Para sua espécie seria renegado, estaria num sarcófago. mutilado, sem sua negra plumagem e suas garras fortes... Seria um pássaro comum se não fosse um corvo, seria de uma de milhares de espécies de pássaros cantantes, não um corvo corvejante. Reinando em seu esplendor, de manto negro. Corvos não morrem, são astrais, invenções naturais, instrumentos bioquímicos, Numa ingrime reta diante a retórica de uma divindade. Diante a morte da sanidade, de um corvo.
Notas finais
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