Notas iniciais
ÊEEEEEEEEEEEEEEEEEEE galerinha, então, passei mô tempão escrevendo. Espero que gostem.

15/11/2013

– QUERIDA, EU CONSEGUI!

O homem passou correndo pela sala, derrubando uma pilha de livros. Ele não se importou, estava feliz demais para ao menos voltar e arrumar os livros.

Entrou na cozinha, ofegante, passando as costas da mão na testa. Em seus lábios, um sorriso largo e feliz. Seus olhos eram castanhos e escuros, de aparência meio esgotada, como se ele trabalhasse muito. Mas havia um brilho neles. Excitação, animação.

– Meu Deus, Elbert! – uma mulher exclamou, largando um prato em cima da pia. Ela tinha os olhos parecidos com os dele, porém mais escuros. Seu cabelo era castanho claro, preso em um rabo de cavalo folgado. A pele dos dois era bronzeada. Ela vestia um vestido simples, florido e sem decote. Ele vestia uma camisa social azul, um azul escuro. Calça jeans e sapatos sociais. A gola da camisa estava bagunçada, assim como as mangas, tirando totalmente ar sério e social que deveria ter. As mãos da mulher estavam sujas de sabão.

Elbert correu até sua esposa, envolvendo-a em um abraço apertado, sem se importar com as mãos sujas dela, que acabara de sujar sua camisa.

– Eu consegui, Liz! Eu consegui!

– Certo, conseguiu o que? – perguntou ela, confusa, meio sem ar por conta do abraço.

Ele a soltou, olhando para seu rosto, segurando-a pelos ombros.

– Eu ganhei a viagem. Eu ganhei!

Liz arregalou os olhos, então espelhou o sorriso do marido. Deu pulinhos e gritou, pulando no pescoço dele.

– Conseguimos! CONSEGUIMOS!

Segundos depois, uma garota entrou na cozinha. Era parecida com os pais, porém sua semelhança era mais com a mãe. Ela era bonita, na realidade, linda. De um modo natural e simples. Ela nascera bonita, fim.

– Que gritaria é essa? – perguntou ela, olhando para o casal a sua frente. Liz se soltou de Elbert, e sorriu largamente para a filha.

– Nós conseguimos, Hope! Nós vamos para Paris!

20/10/2013

Hope abriu os olhos lentamente, apenas para encarar um teto branco.

Onde estava? Não sabia. Nem sabia o que acontecera, ou o porquê de estar ali.

Estava com fome

Como qualquer pessoa normal faria, ela olhou ao redor.

Um hospital, mas por que ela estava em um hospital? Estava confusa, mas não sentia dores. Se sentou na cama de lençol branco, coçando os olhos. Aliás, tudo ali era branco. Então, tomou um susto quando a porta se abriu, revelando um homem.

– Olá, senhorita Norman – disse ele.

Vestia o que Hope classificara como “roupa de médico”.

– Hum, oi – respondeu ela – Me chame de Hope. Obviamente você é um médico e isso aqui um quarto de hospital.

Ela parou, ele assentiu.

– Mas o que estou fazendo aqui?

Ele suspirou, se sentando numa poltrona.

– Hope, você e seus pais estavam na estrada – começou ele.

Agora que ele falara, ela se lembrou. Sim, eles estavam na estrada. Seu pai ganhara uma viagem para Paris! Era fantástico.

– Mas o carro de vocês bateu contra um caminhão, seu pai perdeu o controle e... – ele suspirou, como se tivesse decorado aquilo. Sendo médico, ele provavelmente dissera aquilo várias vezes antes – O carro caiu no lago.

A jovem arregalou os olhos. Seu coração estava disparado, pensava em quinhentas coisas ao mesmo tempo. Mas, principalmente em algo.

“Meus pais”.

– Onde eles estão? – perguntou ela – Estou bem! Não sinto nada! Deixe-me vê-los, por favor!

O médico suspirou novamente.

– Eles não resistiram. Não sabemos como você conseguiu sair do carro, mas apenas você teve essa sorte. Eu sinto muito.

Hope parou, perplexa.

Seus pais? Mortos?! Não! Aquilo não era possível, não podia estar acontecendo!

Ela não conseguia dizer nada, ou pelo menos chorar.

Sentiu um vazio no peito, um buraco. Grande, muito grande. Ele a consumiu, e agora a jovem era um nada.

Então, as palavras vieram. Os sentimentos vieram, todos de uma vez. Um turbilhão de emoções.

– VOCÊ SENTE MUITO? NÃO, VOCÊ NÃO SENTE! VOCÊ NÃO OS CONHECEU! VOCÊ NEM SABERIA QUEM SOU EU SE NÃO FOSSE POR ESSA FOLHA NA SUA MÃO! – ela gritou.

– Se acalme senhorita...

– EU QUERO FICAR SOZINHA! POR FAVOR, ME DEIXE SOZINHA!

Ele não disse mais nada, se levantou e saiu, fechando a porta atrás de si.

Hope sentiu as lágrimas virem, carregadas de dor, raiva.

Não, aquilo não estava acontecendo. Era apenas um sonho ruim, ela iria acordar. Tinha que acordar!

Mas ela não acordou, porque aquilo era real. E a realidade nunca machucou tanto. Enterrou o rosto no travesseiro, soluçando, chorando sem controle. Gritou, o grito sendo abafado pelo travesseiro. Arranhou os lençóis da cama, o colchão. Chorou, chorou mais, e mais ainda. A dor não passava, ela queria que aquilo acabasse! Ela nunca mais iria ver seus pais, ela estava sozinha. Naquele momento, ela percebeu que era apenas uma criança. E que cada birra, cada briga, cada “eu preciso ir naquela festa!” foi idiotice da parte dela. Cada “eu te odeio!”, “você é a pior mãe do mundo!” não era para ter acontecido. Naquele carro, ela sabia, seu pai estava chateado com ela. Hope dissera algo que não deveria ter dito. E agora seus pais estavam mortos, e ela nunca iria poder se desculpar. Eles a deixaram, a deixaram sozinha! Como eles puderam fazer aquilo?! Mas a culpa não era deles, não, não era deles. Se algum dia, algum Deus existiu, ela não acreditava mais. Ela não merecia sofrer, não merecia ter seus pais arrancados de si. Não merecia passar por aquilo, assim como eles não mereciam ter morrido.

Mas, morreram. E ela estava passando por aquilo.

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– Hope, querida, eu vou ao mercado, quer que eu traga algo? – perguntou a mulher, encarando a porta de madeira a sua frente. Queria abriu aquela porta, entrar no quarto da sobrinha, puxá-la pelos cabelos e obrigá-la a sair. Mas ela não poderia fazer aquilo – até porque a porta estava trancada. Por isso, ficou ali, encarando o enorme “NÃO PERTURBE”, o aviso que ela sempre ignorava.

– Não, tia, obrigada – respondeu a garota, a voz soando distante. A mulher não sabia se era porque ela estava distante da porta, ou porque estava perdida em seus pensamentos – que eram muitos.

Melissa suspirou levemente, encostando a testa na porta, ao lado do “NÃO PERTURBE”, embaixo de um adesivo escrito “I ♥ THE BEATLES”. Depois do acidente, a jovem se isolou do mundo. Agora Melissa, irmã de Elbert cuidava dela. Hope sabia que estava sendo ingrata com a tia. Não aceitava presentes, comia sozinha – quando comia. Não conversava, apenas ficava trancada no quarto quase o dia todo. Mas o que ela podia fazer? Aquilo estava a matando por dentro. Nada, nem ninguém, podia ajudá-la. Ela estava jogada em sua cama macia de lençol amarelo, olhando para o teto. Não aguentava mais chorar, não tinha mais lágrimas. O que restava era se culpar e quebrar coisas na parede.

– Hope, por favor, fale comigo – insistiu a mais velha, mordendo o lábio inferior.

Foi a vez da mais nova suspirar.

– Eu estou bem, tia. – ela não estava – Sério.

Melissa se afastou da porta, não iria conseguir tirar Hope dali. Sabia disso. Ela tentava ser uma mãe, mas isso nunca aconteceria. Ela não era Liz. Ela não era mãe de ninguém. Era apenas a irmã de Elbert.

– Volto em no máximo meia hora – avisou, mesmo sabendo que a sobrinha não se importava.

Desceu as escadas sonoramente, pegando a bolsa de couro e saindo pela porta da sala, trancando a mesma.

Hope ainda encarava o teto, os cabelos escuros, sedosos e ondulados espalhados pelo travesseiro amarelo. Começou a fazer sons com a boca.

“Ploc, ploc, ploc” sua língua estalava dentro da boca, era, no momento, o único som no local. Ela parou.

Então, se virou na cama não muito grande, ficando de lado e fitando um quadro na parede branca. Nele estavam seus pais, sorridentes. O cabelo escuro e liso de Liz estava preso em um rabo de cavalo – ela quase nunca o soltava. Os olhos castanhos brilhavam, assim como o sorriso branco. Elbert não estava com a roupa social do trabalho, estava usando uma camisa verde e simples. No meio dos dois, estava Hope. Porém, mais nova. Uma criança. Seus cabelos castanhos estavam soltos, caindo por suas costas. Os olhos, grandes e amendoados, continham um brilho inocente e feliz.

Hope ficou ali, parada, olhando o quadro. Engoliu em seco. Achava que não tinha mais lágrimas, porém estava errada. Uma lágrima solitária rolou por seu rosto. Ela a limpou rapidamente, se levantando, sentindo o chão frio em seus pés descalços.

Foi até um pequeno armário, pegando o notebook preto que estava em cima dele. Foi até a cama novamente, sentando-se nela e cruzando as pernas. Colocou o notebook em sua frente, subindo a tela. Apertou o botão, esperando-o ligar. Depois de todo um processo típico de iniciação, a tela se abriu totalmente. Hope Arrastou o dedo pelo pequeno espaço que era exatamente para isso, e clicou. Entrou no facebook, coisa que não fazia a um bom tempo. Cento e cinquenta notificações. Algumas solicitações de amizade e trinta chamadas no chat. Entrou em seu perfil, a fim de ver algumas das notificações. “Hope, eu sinto muito! Sei o quanto deve estar se sentindo mal, amiga. Fica bem, beijinhos!”

“Eca” pensou a morena.

– Sente muito? Você nunca passou por isso. Ah, claro, “amiga”, porque quebrar uma unha é tão ruim quanto perder os pais, né?! COMO VOU FICAR BEM, CARALHO?! – falou, bufando. Todos os outros recados eram assim, aquilo a deixou furiosa. Pessoas que não se preocupavam com ela, ou como ela estava. Que nunca falaram com ela, nem sabiam quem ela era direito. Agora sabiam apenas porque ela era a garota que perdeu os pais.

Foi ver o que falaram com ela no bate-papo, poderia ser algo que prestasse.

Natasha Parkison

Hope? Eu sei que você está muito mal, meu anjo. Mas me liga, tá?! Se precisar de algo, sabe que sempre estarei aqui. Te amo.

Hope sorriu de lado, aquilo sim era verdadeiro. Sua melhor amiga.

Hope Norman

Oi, Nat. Tô me recuperando. Okay, vou ligar. Sim, eu sei. Te amo!

Respondeu, então resolveu entrar em seu e-mail, por tédio. Era melhor do que encarar o quadro em sua parede para quebrar-se mais e mais por dentro.

Cem e-mails novos.

Ergueu uma sobrancelha, sério? Os “sinto muito” a seguiriam até ali?

Mas... não diziam isso.

Ela clicou em um.

“Hodwood Blanchaster School.

Senhorita Hope, temos o prazer de lhe convidar para nossa escola. A essa altura, a senhorita já sabe quem é. Estamos te esperando, em sua conta bancária há dinheiro suficiente para sua viagem.”

Ela franziu a testa.

Todos os e-mails eram os mesmos.

Com certeza só poderia ser vírus. Irritada, desligou o notebook, abaixando a tela, se deitando na cama novamente.

Então, pegou no sono.

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– Hope. Hope, querida, acorde! – Melissa a sacudia.

Hope abriu os olhos, surpresa e assustada. Então respirou fundo, vendo sua tia sentada ao seu lado.

– Tia...? Como entrou aqui? – murmurou, se sentando na cama. Então viu um homem vestido de preto, um capuz cobria seu rosto. Estava ao lado da porta.

– Cópia da chave – Melissa falou apressadamente – Querida, me desculpe. Eu não deveria ter te escondido isso por tanto tempo. Me desculpe.

Hope franziu a testa, confusa.

– Do que a senhora está falando, pelo amor de Deus? – murmurou, fitando-a ainda confusa. Passou os dedos por seus cabelos, agora bagunçados – Quem é aquele?! – olhou para o homem.

– Querida, me escute. Isso está em seu sangue, eu errei. Mas agora você precisa ir. Hope, saiba sempre, eu te amo – essas foram as últimas palavras da tia para a sobrinha. Antes que Hope pudesse dizer algo, o homem se aproximou, sentando-se ao lado dela.

– Seus pais morreram em um acidente, o carro deles caiu no lago. Você morava com sua tia, até ir para Hodwood Blanchaster por escolha própria – falou, olhando fixamente para os olhos dela. Os olhos dele eram negros, muito negros. Sua pele era escura.

Ela assentiu, hipnotizada, então, tudo ficou escuro e ela apagou.

Dias atuais.

– Bem vindos a HBS! – o homem loiro sorriu largamente. Ele era bonito, alto e forte. Não poderia ser aluno. Seus olhos eram azuis e relaxados. Pele clara – Sou o professor Damian, e vou mostrar o colégio para vocês.

Abriu os braços, mostrando a mansão atrás de si.

Era uma mansão muito, muito grande. Fez o queixo de Hope cair e escorregar pelo chão. Alguém se colocou ao lado da jovem.

– Uau – uma voz feminina se ouviu, Hope olhou para o lado.

A garota era bonita. Seus cabelos eram médios, ondulados e castanhos. Sua pele era escura, mas não muito. Seus olhos eram castanhos e profundos. Ela tinha um sorriso impressionado nos lábios carnudos e vermelhos.

Então, olhou para Hope.

– Oi, sou Emery – sorriu de lado.

– Oi, Hope. – ela sorriu de volta.

Vários adolescentes estavam ali, ao redor delas.

– Novatos, preciso que todos venham para a quadra comigo! – anunciou Damian, se virando e entrando na mansão. Todos os alunos seguiram o professor. Excitados, confusos, nervosos.

Por dentro, o local era como um colégio normal, só que bem luxuoso. Elas estavam atrás de todos os alunos, olhando tudo atentamente.

– Cara, isso é...

Hope não pôde completar a frase, pois as duas bateram de frente com alguém.

Elas ergueram o olhar.

– Desculpem-me – um rapaz disse.

Loiro, alto, pele clara, olhos azuis. Ele parecia um surfista, mas seu cabelo não era bagunçado como o de Damian. Seu cabelo era bem penteado para o lado, e ele era mais novo. Seus olhos eram muito claros, ele parecia um príncipe. Aquele que todas as garotinhas sonham.

“Socorro” pensou a morena.

Ele era totalmente... incrível. Um colírio para os olhos, com certeza absoluta.

– Tudo bem – murmurou Emery, tão encantada quanto Hope, olhando para ele.

Ele deu um sorriso, Deus, e que sorriso.

Então, se afastou, entrando em um corredor.

– Que saúde – murmurou Hope.

Ela e Emery mal se conheciam, mas começaram a dar gritinhos e pulinhos animados.

– Ele é muito lindo – murmurou Emery.

Hope riu, concordando.

Viram que iriam perder o grupo, correram, juntando-se aos alunos novatos novamente. Depois de subir e descer escadas, virar corredores e andar mais e mais, eles chegaram em uma quadra. Uma quadra enorme.

– Sentem nas arquibancadas! – falou Damian, ajudando-os.

Muitos alunos já estavam ali, sentados, conversando ou esperando por algo.

Então, uma música começou a tocar.

Era imaginação de Hope? Não, uma música realmente estava tocando.

E ela a conhecia. Emery estava sentada ao seu lado, e pela expressão da morena, Hope percebeu que ela também conhecia.

Afinal, quem não conhecia? Can’t be tamed, da Miley Cyrus.

Uma voz foi ouvida, mas não era a voz da Miley. Era uma voz... melhor, por dizer assim. Bonita, afinada, e com um toque de sensualidade.

– For those who don't know me, I can get a bit crazy. Have to get my way, yep. 24 hours a day. 'Cause I'm hot like that. Every guy, everywhere, just gives me mad attention. Like I'm under inspection, I always gets a ten. 'Cause I'm built like that. – uma garota apareceu. Seu cabelo era loiro e brilhante, caindo pelas costas. Ela era alta, magra, com curvas atraentes. Seus olhos eram azuis, ela tinha um olhar superior. Pele clara, nariz arrebitado, lábios carnudos e rosados. Usava uma blusa curta e preta, simples, mostrando sua barriga lisa. Tinha um decote, mostrando um pouco dos seus seios fartos. Cintura fina, quadril largo. Pernas longas. Usava também um short jeans rasgado, com meia calça preta. Nos pés, um sapato de salto fechado. Atrás dela, vinham mais garotas, porém todos olhavam para a loira. Ela que estava cantando.

Então, ela começou a dançar. Assim como as garotas. E dançava bem, muito bem. Assim como cantava.

– I go through guys like money, flyin' out the hands. They try to change me, but they realize they can't, and every tomorrow is a day I never plan. If you're gonna be my man, understand. I can't be tamed. I can't be tamed. I can't be blamed. I can't, can't, I can't, can't be tamed. I can't be changed. I can't be tamed. I can't be, can't, I can't be tamed. – então, ela pulou a música:

– Well I'm not a trick you play, I'm wired a different way. I'm not a mistake. I'm not a fake. It's set in my DNA. Don't change me. Don't change me. Don't change me. Don't change me.
Um garoto apareceu.

Ele foi até ela.

Seus olhos eram azuis, parecidos com os da loira. O cabelo era escuro e bem arrumado. Ele era alto e forte, mas de um jeito jovem. Usava uma camisa preta e justa, mostrando os músculos, e uma calça jeans escura. Nos pés, tênis. Ele era bem bonito.

Então, começou a dançar, e parecia ter feito isso durante toda sua vida.

Obviamente, as garotas que estavam sentadas gritaram.

– I wanna fly. I wanna drive. I wanna go. I wanna be a part of something I don't know. And if you try to hold me back I might explode. Baby, by now you should know – a loira ainda cantava — I can't be tamed. I can't be tamed. I can't be blamed. I can't, can't, I can't, can't be tamed. I can't be changed. I can't be tamed. I can't be, can't, I can't be tamed.

Então, ela finalizou, e o garoto a puxou pela cintura, e eles se beijaram.

Todos gritaram, como se eles fossem bem famosos ali. Hope ergueu uma sobrancelha, aquilo pareceu meio... forçado. Ainda mais quando se separaram, que ela viu os dois limpando a boca discretamente com certo... nojo? Okay, aquilo era estranho.

Damian pegou um microfone, indo até o centro da quadra.

– Bem, pessoal, essa foi a Pearl! Todos anos fazemos algo para dar boas-vindas aos novatos. E, esse ano, vocês já viram o que acabou de acontecer. Você estava divina – disse para a loira, que se chamava Pearl.

Ela sorriu, como se quisesse dizer “eu sei.”

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– Aquilo foi demais! – disse Emery, animada.

Hope riu, enquanto as duas caminhavam pelo colégio.

– É, foi mesmo.

– Pelo que eu soube ele se chama James. Pearl e ele são tipo o casal perfeito daqui.

– Não achei nada de mais – Hope deu de ombros.

– Enfim, vamos dormir juntas, certo? Você viu o número do quarto?

Hope assentiu, pegando uma folha de papel.

– Hum... 321. – leu.

Antes que pudesse dizer mais algo, Emery a arrastou, virando um corredor. Caminharam, até chegar ao lugar onde ficavam os dormitórios. Elas conversavam distraídas, e acabaram entrando na ala masculina.

Caminharam mais, olhando os números dos quartos nas portas.

321.

Emery sorriu, abrindo a porta e entrando, esperando ver as malas das duas lá dentro. Hope entrou logo atrás.

Mas não haviam malas. Não delas.

A porta do banheiro se abriu, e um rapaz apareceu.

Não um rapaz qualquer, o garoto do corredor.

Ele estava com uma toalha branca no quadril, o cabelo estava bagunçado, e o corpo molhado.

Hope corou no mesmo momento, e se virou. Mas Emery continuou olhando.

– Ahn... oi? – ele franziu a testa.

– Oi... oi... oi... – Emery murmurou, como uma idiota.

Ele riu.

– O que fazem aqui? Ah, são as garotas do corredor! – adivinhou.

Hope se virou, encarando-o.

– Olha, podem me explicar quando eu trocar de roupa – resolveu ele, e entrou dentro do banheiro. Saiu minutos depois, vestindo uma calça jeans e camisa branca.

As duas ainda estavam paradas.

– Então...?

Hope piscou algumas vezes.

– Desculpe! Nós entramos na ala masculina sem querer, eu acho. Somos novatas.

– Eu percebi – ele sorriu.

Elas sorriram de volta.

– Sou Hope – ela estendeu a mão.

– Sou Emery – Emery estendeu a mão.

Ele estendeu as duas mãos, apertando as delas.

– Lennox.

Notas finais
Até a próxima, docinhos! Comentem e me deixem happy!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.