Extinction / Hiatus
3 O resgate a estranha
Notas iniciais
Em meio a vários restos de prédios e construções deterioradas, procuramos um lugar para passar a noite. As colônias são os únicos locais “seguros”, isso quer dizer: Sem mutantes. Onde não precisamos nos preocupar com essa ameaça constante. Elas foram construídas e cercadas por enormes muros altos, de até dez metros de altura. Antes, no passado, os centros das colônias eram pequenas cidades. Os muros foram erguidos ao redor delas, tudo isso para manter a segurança das pessoas do lado de dentro. A entrada é controlada, assim como a saída. Mas um dos problemas persistente é a grande desigualdade, um enorme número de crianças órfãs e ladrões por toda parte. Por isso Izui vive dando ataques, porque sou muito desligado.
_ Chegamos! Que tal esse? _Digo com um sorriso no rosto. Apontando para uma pequena construção de dois andar, com uma placa na frente, onde se pode ler claramente: Pensão e hotel. A primeira vista o lugar não parece muito convidativo, mas é melhor que nada.
_Não enche! Eu já achei um lugar.
_Você é muito chato Izui. Por que não me disse isso antes? _Faço uma careta.
_Olha! É aquela garota de antes. _Grito, apontando onde ela está.
_Tem uns caras que a estão perseguindo. _Serro os punhos. Nunca gostei dessas pessoas, que por serem mais fortes judiam dos mais fracos.
_Ela saber se virar. _Izui continua a caminhar. Fico ali, parado, olhando por alguns segundos em direção ao beco onde eles entraram atrás dela.
_Eu vou ajuda lá! _Corro em direção ao local.
_Jim espere! _O ouço gritar ao fundo, me chamando, mas ignoro. E continuo a correr, ao encontro deles.
_Não. Por favor, me deixe em paz. _Ela pede, entre as lágrimas que estão a descer.
_Se você me der esse pão vai ficar tudo bem garotinha. _Diz um dos ladrões. Dando um sorriso amarelado. Com as roupas esfarrapadas e o cabelo preto bagunçado.
_Não. _Ela se encolhe no chão, chorando mais ainda.
_Você não está colaborando, serei obrigado a te machucar fofinha. _Diz outro, um pouco mais alto, de cabelos loiros, este que estão com os fios sujos de alguma substância negra. Parece óleo.
_Ei! Vocês a deixem em paz! _Ordeno, enfurecido.
_Ou o quê? _Questiona o primeiro, com seu sorriso amarelado.
_Serei obrigada a acabar com todos vocês. _Serro os punhos.
_Você sozinho vai vencer todos nós? Eu não acho possível. _Diz o terceiro, se desencostando da parede. Também de cabelos pretos, porém com o físico muito mais forte que os outros dois. Ele sorrir, também serrando seus punhos. Pronto para me atacar.
_Você vai ver. _Eles partem para cima de mim. Primeiro o fortão, tentando me atingir com um soco certeiro em meu rosto, mas desvio facilmente. Em seguida socando seu rosto, o que o faz cair imediatamente de encontro ao chão. Os outros dois não perdem tempo. O Loiro tenta dar um chute, que com certeza teria acertado minha cabeça em cheio, mas antes que isso acontecesse. Seguro sua perna. Apertando-a com força, quebrando-a. Deixando uma fratura exposta, bem feia. Ele cai no chão, chorando de dor. O de sorriso amarelado, vendo seus companheiros no chão para bruscamente, analisando a situação.
Pela visão lateral vejo o fortão se levantar. O outro que estava parado sorrir, aproveitando o momento para me atacar. Mas desvio tranquilamente, fazendo os dois acertarem o ar. Dou uma banda no “sorriso” amarelado e uma cabeçada no fortão. Quebrando seu nariz.
Aproveito enquanto ele leva a mão ao nariz, dou um soco certeiro de baixo pra cima, acertando seu queixo. O que o faz desmaiar imediatamente. Os venço sem dificuldades.
_Isso não vai ficar assim. _O Sorriso amarelado se levanta, gritando. Ele saca uma pistola mirando e atirando em mim. Mas desvio da bala, que acerta a parede atrás de mim.
_Você não devia ter feito isso amigo. _Sorrio perversamente, sentindo a fúria e a raiva me dominarem. Abro os braços, começando a absorver a radiação a minha volta. Que envolve meus punhos. Como se fosse alguma espécie de escudo, os protegendo e os deixando ainda mais fortes.
_Agora eu vou matar todos vocês! _Grito, pronto para atacá-lo. O homem deixa a arma cair no chão, se tremendo de medo.
_Jim eles já aprenderam a lição. Não aprenderam? _Pergunta ao ladrão. Izui coloca a mão em meu ombro, fazendo com que eu me acalme. A luz verde que envolvia meus punhos aos poucos vai desaparecendo.
_Sim, a gente já aprendeu. _Diz com a voz falha, tremendo de medo.
_Vão embora. _Ordena Izui. O outro que estava desmaiado retoma a consciência, ajudando o parceiro de sorriso amarelado a levar o que está no chão, com a perna quebrada.
_Você esta bem? _Agora, mais calma, me aproximo da menina, que ainda está encolhida em um canto, no chão. Com os braços tampando seu rosto. De vagar ela levanta a cabeça, me olhando com os olhos marejados.
_Sim, obrigada! _Agradece, com um enorme sorriso no rosto, em seguida me abraçando. Retribuo o abraço, depois limpando suas lágrimas. Seu sorriso se alarga mais ainda. O que também me faz sorrir.
_Qual é o seu nome?
_Meu nome e Karen. Qual é o seu? _Sorrir, me encarando com alegria.
_Sou Jim, o nome dele é Izui. _Aponto para este, que está recostado a parede, de braços cruzados, a nos observar.
_Você não deveria estar com sua família? _Ele pergunta a menina.
_Eu não tenho família. _Diz em um tom tristonho. O que chega a cortar meu coração. Só que não.
_Você não tem ninguém?
_Não. _Responde-me de cabeça baixa.
_Eu vou ajudá-la.
_Por quê? _Questiona Izui. Com uma expressão até que engraçada.
_Por que ela precisa. _Digo sério.
_Esta bem. Vamos levá-la até a próxima colônia. Acho que lá pode ser um lugar melhor que aqui, ainda mais depois desse “incidente”. _Encara-me.
_Você vai esta segura na próxima colônia. Vamos levá-la até lá.
_Obrigada! _Sorrir, com os olhos brilhantes. Próxima colônia, ai vamos nós! Adeus descanso. Faço uma carinha triste. Droga! Se antes andamos por oito dias, eu ainda não descansei. É melhor começar a fazer os cálculos.
_Izui, essa colônia não fica muito longe daqui, fica?
_Cala a boca Jim! Ainda temos muito que andar, graças a você. _Por quê?!
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