Exposed
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Olá, essa é minha primeira fanfic de Buddie 9-1-1 e também minha primeira fanfic em alguns anos. É apenas uma one shot cheia de sentimentos e amorzinho.
Se você gostar, não deixe de deixar seu comentário.
Caso queira me seguir, meu instagram é @cadaverdafantasia.
Boa leitura!
“Pode ficar com Chris mais algum tempo?”
Eddie enviou uma mensagem para Buck pedindo que ele ficasse mais um tempo com Christopher. Para Buck, isso não era um problema, mas soou como um alerta quando ele percebeu que a sessão com Frank daquela manhã, deveria ter sido demais para seu amigo.
“Está tudo bem?”
Buck não conseguiu não perguntar. Eddie e Chris sempre seriam suas prioridades, junto com Maddie.
“Preciso fazer uma coisa. Se tiver planos, ligarei para Carla.”
A resposta não era o que Buck esperava.
“Chris é meu plano de hoje, Eds. Faça suas coisas e volte para casa.”
Eddie não sabia como lidar com tudo nesse momento.
~
Depois de caminhar por todo o pier e observar o mar, Eddie ainda se sentia inquieto. Infelizmente ele estava com aquela familiar coceira de quem usa a raiva como desculpa para escapar de tudo. Frank o tinha encurralado, era assim que ele entendia aquela sessão.
— Tem certeza que estamos falando de um amigo aqui, Edmundo? — a sensação de ouvir alguém com autoridade chamar pelo seu nome o empertigou.
— Eddie. — Ele corrigiu e olhou para o terapeuta com raiva.
— Eddie, o que o sr. Buckley representa para você vai além de amizade. — ele afirmou em um tom irritantemente calmo.
— Somos parceiros de trabalho. — ele apertou a mandíbula.
— Criam seu filho juntos, passam todo o tempo livre juntos, não saem regularmente com outras pessoas. Dividiram a mesma cama tantas vezes que até você, Eddie, me perguntou se isso era “normal”. — ele ponderou, seu tom nunca abalado e as palavras atingindo Edmundo como tapas. — Você confia no senhor Buckley, permitiu que ele entrasse e não percebeu o quanto queria isso, até que tudo explodisse no seu colo. — ele engoliu em seco.
— Supostamente a terapia deveria me fazer sentir melhor. — ele enfatizou com deboche a última parte.
— Você me ligou pedindo uma sessão de emergência por se sentir perto de querer brigar de novo, Eddie. Isso mostra que você está melhor, aprendeu a pedir ajuda. Mas precisamos entender por que sua raiva está tão latente agora. — ele se endireitou em sua poltrona e esperou por uma resposta.
— Abby ligou para o Buck e eles estão conversando. Ele a perdoou. — ele finalmente deixou as palavras saírem.
— Quem é Abby? — Frank perguntou com calma.
— Quem fez o Buck desistir de fazer encontros casuais. — ele não conseguia olhar nada além de seus sapatos agora.
— E isso te assusta? Por que? — Ele não sabia como responder a isso.
— Ele a perdoou e ela está de volta à Los Angeles. E se eles… — ele não conseguia falar aquilo.
— Voltarem? Por que não poderiam? — Frank o estava irritando.
— Não é bom para o Buck, ele sempre aceita as pessoas de volta e as perdoa. Ele está sempre disposto a dar mais do que receber. Não é saudável para ele. Não quero que ele se machuque. — não era tão difícil dizer a verdade sobre isso.
— E você se machucaria também. — não era uma pergunta.
— Desculpe? — ele encarou o terapeuta com uma expressão dura de raiva.
— Eddie, você não quer que o Buck se machuque e isso é louvável, mas a verdadeira questão é o quanto você estaria ferido se ele voltasse para Abby? Ou arrumasse qualquer outra namorada? Pense bem antes de responder. — Frank estava pressionando, ele já tinha muitas sessões com o homem para saber onde isso daria.
— Não importa como me sinto. — ele soltou com a voz vacilante.
— O que você sente pelo sr. Buckley não é apenas uma amizade, Eddie. — as palavras martelavam em sua mente.
— Eu nunca… Buck… Ele não… — era impossível digerir a verdade.
— Eddie, você precisa pensar sobre como se sente e conversar com o sr. Buckley sobre isso. — Frank insistiu e ele não sabia mais como encarar o homem.
— Ele vai me deixar. Não vou estragar nossa amizade por algo estúpido. Chris precisa dele em sua vida. Eu preciso dele. — esse era o ponto.
— Talvez, o sr. Buckley precisa de vocês tanto quanto. Nunca saberá se não conversar honestamente com o seu melhor amigo. As amizades não acabam facilmente com conversas difíceis e pelo que me contou sobre o sr. Buckley, ele parece bastante razoável em acolher as pessoas, mesmo aquelas que o machucam. — era isso.
— Não quero machucar o Buck. — ele encarou o terapeuta com medo.
— Não acho que irá, a menos que continue se sacrificando e voltando aos hábitos ruins que magoaram Chris e ele. A raiva não vai te ajudar, Edmundo. — Ele não corrigiu o homem por chamá-lo pelo nome.
— O que eu faço? — a familiar queimação na garganta pelo choro começou.
— Tire um tempo para pensar e converse com o sr. Buckley. Tenha clareza do que sente. Se você não aceitar o que está dentro de você, como poderá ser melhor que Abby para o sr. Buckley? — ele assentiu.
— Terminamos? — Ele suspirou, se sentia sufocado naquela sala.
— Me ligue se precisar de mais alguma coisa. A qualquer hora, Eddie. — ele levantou e acenou, saindo rapidamente dali.
Eddie continuava a caminhar, mal tinha notado que o dia estava perto do fim e o pôr-do-sol tomava toda a praia. Era bonito de se ver e triste. Ele sabia o que precisava fazer, sabia o que tinha em jogo, ele só não conseguia admitir.
~
Quando Buck colocou Chris para dormir e sentou na mesa da cozinha com uma caneca de café, ele encarou o celular por alguns segundos. Ele sabia que algo estava errado, só não sabia o que. Depois de tantos anos, ele aprendeu a dar espaço para o Eddie. Ele sabia que pressionar era a forma errada de fazer o amigo se abrir e que se algo tinha saído do controle na terapia, ele precisava confiar que quando estivesse mais calmo, Eddie voltaria.
“Volte para casa, por favor, Eddie. Estou preocupado com você.”
Ele enviou quando o relógio marcou mais de 21:00. E continuou sua expedição pela casa, recolhendo brinquedos, deixando o almoço do dia seguinte pronto e tentando desesperadamente ocupar sua cabeça enquanto Eddie não dava nenhuma notícia. Pouco antes das 23:00 ele ouviu o barulho da chave e se deparou com o amigo molhado e cheirando a maresia.
Eddie não o encarou e isso doeu um pouco no peito de Buck. Ele apenas abaixou a cabeça e ficou parado como um adolescente prestes a receber uma represália dos pais. Buck apenas largou o pano de prato e caminhou até ele.
— Hey. — ele murmurou, próximo o suficiente para notar que não tinha nenhum machucado aparente no amigo, ele só parecia muito molhado. — Está frio, você precisa se secar. — ele tocou o ombro de Eddie que não o afastou, mas ainda não o encarou.
— Buck… — ele murmurou sem se mover.
— Tudo bem, Edds. Eu peguei você. — ele envolveu o amigo pelos ombros, sem se importar em ficar molhado e caminhou com ele para o quarto e em seguida para o banheiro, o fazendo sentar no vaso sanitário. — Fique aqui, só um minuto, ok? — Eddie não deixou de encarar as próprias mãos.
Buck estava aflito, a última vez que viu Eddie tão abalado foi em meio às crises de TEPT após o tiro. Ele se apressou em abrir a água quente do chuveiro e pegar o roupão de Eddie.
— Aqui, deixe eu te ajudar. — ele o puxou para ficar de pé e começou a tirar a camisa de Eddie que parecia tremer a cada toque.
— Buck… — ele se encolheu ao sentir a calça descer pelas pernas, ficando apenas de cueca box.
— Está tudo bem, Eddie. Só quero que você se aqueça, ok? Não precisamos conversar agora. — ele acalmou o amigo e o direcionou para o chuveiro.
Buck não se importava com a nudez deles. Eles passaram tempo demais juntos para serem vistos um ao outro nu, inclusive em recuperações de lesões. Mas algo no jeito tímido de Eddie o fez deixar a cueca do amigo e só colocar ele debaixo do chuveiro. A água quente pareceu acalmar e relaxar um pouco Eddie que se encostou nos ladrilhos e começou a escorregar, Buck o ajudou a sentar no chão, o que o deixou totalmente molhado.
— Tudo bem amigo, estou aqui. — ele acalmou Eddie que começou a respirar com dificuldade e a chorar. — Está tudo bem agora, ok? Não vou a lugar nenhum. — ele o abraçou e esperou que a água e o conforto o acalmasse.
— Sinto muito. — Eddie murmurou contra seu pescoço depois de longos minutos.
— Pelo que, Eds? — Buck perguntou ainda fazendo um carinho reconfortante em seu cabelo.
— Sou um idiota. — ele bufou irritado, como se a névoa de vulnerabilidade estivesse se transformando na raiva de sempre.
— Não vou discordar, é um pouco idiota me deixar preocupado. Mas eu te amo mesmo assim, Eddie. Seja o que for que te machucou, vamos resolver juntos. — ele sentiu o amigo se enfiar mais contra o seu pescoço, como se estivesse com vergonha.
— Não posso fazer isso. Não quero estragar tudo. — Eddie tentou se afastar, mas Buck o prendeu em seu abraço.
— Não há nada no mundo que me faria ir embora. Não importa o que você tenha feito. — ele afirmou e puxou o rosto de Eddie para encará-lo. — Somos uma família. Família não vai embora. — ele acariciou as bochechas de Eddie e viu o amigo fechar os olhos e se inclinar para o toque.
Buck era sentimental. Ele sempre soube que se alguém era faminto por toque e conforto nessa amizade, era ele. Ele se sentia vulnerável e logo queria abraçar e sentir o cheiro de casa que o melhor amigo tinha. Ele tentava se controlar, mas Eddie o aceitava e muitas vezes lia quando ele precisava desse conforto e estava ali, por ele. Hoje, no entanto, Edmundo Diaz o estava surpreendendo com tanta necessidade de toque. Ele não se oporia a abraços, mas não era comum. Algo estava muito errado, ele só não sabia o quanto podia empurrar para descobrir.
— Vi Frank hoje. — Eddie tentou começar. A água quente relaxou seu corpo, espantou o frio e o toque de Buck com certeza ajudou, mas ele tinha tanto medo.
— Sim, eu sei. Foi uma daquelas consultas difíceis? — Buck nunca quis mais do que Eddie desejasse compartilhar, nunca perguntou, nunca pediu.
— Eu menti. — ele continuou tentando organizar sua linha de pensamento.
— Para Frank? — Buck começou a sentir incômodo pelas roupas molhadas.
— Para você. — Eddie desviou o olhar e tentou se afastar. Buck o segurou novamente.
— Hey, está tudo bem. Vamos descobrir isso juntos, ok? — Ele esfregou o polegar na nuca de Eddie e o toque simplesmente parecia demais.
— Eu… é melhor… vamos… — ele se sentia patético.
— Claro, vamos sair daqui. Tome seu banho, vou me secar. — Buck o ajudou a levantar e saiu do box, o fechando. Ele tirou a calça e a camisa molhada a deixando num canto e se enrolou em uma toalha antes de descartar a cueca. Eddie o observou deixar o banheiro e fechar a porta.
Meia hora depois, Buck estava na cama de Eddie o esperando com uma caneca de chá quente e um moletom que ele sabia ser o preferido do amigo. Além de vestir algumas roupas de Eddie emprestadas.
— Desculpe por te molhar. — Eddie pediu e pegou a roupa se vestindo rapidamente.
— Refrescante. — Buck brincou com seu olhar gentil e bateu no espaço ao seu lado, erguendo a caneca. — Chá de Capim Limão e Gengibre, seu favorito. — ele viu o homem mais velho sentar na cama e deslizar para perto, mas mantendo uma distância de dois palmos entre eles. — Chris está dormindo, acabei de verificar, mas achei que ficar na cozinha poderia acordá-lo. — Eddie tomou um gole do chá e assentiu.
— Obrigado. — ele encolheu os ombros sentindo frio apesar de toda a camada quente de roupas e a sensação confortante do chá.
— Escuta, você não precisa falar comigo hoje ou nunca, se não quiser. Tenho certeza que seus motivos superam a mentira. Eu não quero que você se sinta pressionado a me dizer nada que não queira. — Buck era demais para ele.
— Menti quando disse que era uma sessão agendada. Pedi uma sessão de emergência com Frank. As coisas estavam difíceis na minha cabeça, ainda estão. — ele soltou olhando para a porta do quarto.
— Ok. Isso é tudo? Porque se você estava preocupado comigo enlouquecendo por isso, pode relaxar. Sua saúde sempre será prioridade para mim, Eds. Se você precisava de uma sessão e não se sentia pronto para me dizer, não vou te culpar por isso. — Buck terminou o próprio chá e colocou a caneca na cabeceira.
— Não é tudo. Foi só sobre isso que eu menti, mas não é tudo. — Ele fez uma pausa e deixou seu chá terminado na cabeceira, unindo as mãos e tentando continuar.
— Você pode olhar para mim? — Buck pediu se aproximando e passando um braço em torno dos ombros de Eddie. — Não existe nada do que você vai me dizer que me faça não querer olhar para você, Eds. Eu te protejo, lembra? — Diaz engoliu o nó na garganta e tentou ignorar os olhos ardendo em lágrimas, obrigando a encarar o amigo.
— Precisei de uma sessão de terapia por causa de nós. Percebi que… — ele travou e desviou o olhar, Buck apenas esperou e esfregou o polegar no ombro dele.
— Tudo bem, Eds. Não vou fugir. — Buck ofereceu depois de muito tempo em silêncio.
— Tenho sentimentos por você. Sentimentos românticos que não quis admitir nos últimos dois anos. Achei que estaria tudo bem com você por perto e nossa amizade. Eu nem enxerguei isso como algo mais até… — ele engoliu a bola de ansiedade e respirou fundo. — Até Abby ligar e vocês voltarem a ser amigos ou sei lá o que. Você a perdoou e percebi quantas vezes você me perdoou e o quanto eu fodi isso aqui tantas vezes que mesmo com todo o ciúmes e frustração, nunca seria ideal para você. Que não tem a mínima chance disso dar certo. — ele esperou, o esqueleto fora do armário e mesmo em meio a tudo, a mão de Buck continuava a esfregar os círculos em seu ombro, círculos de fogo.
— Estou um pouco confuso, Diaz. — ele começou e Eddie o encarou com as sobrancelhas unidas em confusão. — Você tem sentimentos românticos por mim? — Buck escolheu as palavras com calma e Eddie sentiu o corpo esquentar de vergonha, querendo se afastar, mas sendo segurado pelo mais novo. — Espere, não fuja. — ele pediu e Eddie não relaxou, mas não se mexeu. — Você acreditou que não era correspondido e que eu voltaria para Abby? Ou você só surtou porque descobriu que gosta de outro cara? — Buck parecia incrivelmente calmo com tudo, o que apavorou Eddie mais ainda.
— Não ligo que você seja um cara. Não sou hetero, Buck. Sei disso desde a escola, apesar de nunca ter feito nada sobre isso, eu não tenho problemas com a minha sexualidade. — ele tentou acompanhar Buck, tentou tornar tudo menos estranho.
— Então ficamos com a opção da Abby. Você realmente acha que eu voltaria para ela? — Buck parecia um pouco ofendido agora.
— Não racionalmente, Abby foi a gota d’água. Eu não queria pensar em você com ninguém. Deus, eu odiava Taylor. — ele esfregou as têmporas e se afastou, dessa vez Buck não o segurou e ele sentiu que talvez, tivesse fodido tudo.
— Há dois anos você sabe que gosta de mim, romanticamente? — Buck ainda parecia ferido. Isso ia acabar tão mal. — Olhe para mim, Diaz. — ele tinha um tom gentil, apesar de tudo.
— Quando te conheci, te achei atraente. Mas eu nunca fiz nada sobre a minha sexualidade e não queria estragar meu novo trabalho por causa de sexo. Depois que nos tornamos amigos, eu tinha certeza de que o que construímos era suficiente, não é como se eu sentisse falta de um relacionamento e depois de Shannon, eu nunca me senti capaz de fazer um relacionamento funcionar. A Ana confirmou como eu sou incapaz de manter um relacionamento saudável, então eu me agarrei ao que eu tinha. Mas você namorou a Taylor e aquilo me trouxe tantos sentimentos ambíguos… eu sempre tenho medo de te perder e eu achava que isso era só por sermos muito amigos, mas na quarentena quando dividimos a cama, eu percebi que não tinha superado minha atração por você e que na verdade ela se transformou em algo muito maior e que doeria muito mais se eu perdesse. Eu sufoquei isso, até que Abby ligou e você não parou de dizer como vocês se entenderam e que a perdoou, que entendia os motivos dela, eu só percebi que mesmo que não fosse a Abby, você seguiria em frente, formaria sua própria família, teria suas namoradas e eu não conseguiria não foder tudo, porque a minha raiva catalisa todos os meus sentimentos e eu não queria estragar a vida de Chris por causa de mim. Então eu pedi ao Frank que me atendesse e ele esfregou na minha cara o quanto eu te amo e que talvez fosse recíproco. Mesmo que não fosse, ele disse mil vezes que você não era esse tipo de pessoa, que você não me deixaria, mesmo que isso significasse me dar tempo para superar. Buck, eu não consegui voltar para casa e ver você e Chris e confirmar que não existe um nós, que isso que temos é muito divertido e platônico, mas que um dia, você vai seguir em frente. — Eddie estava exausto e não conseguia conter as lágrimas.
— Eu vou te abraçar agora. — Buck se aproximou e o embalou em seu colo, como se ele fosse uma criança e mesmo que ele soubesse que era só pena, ele aproveitou qualquer chance de manter Buck, mesmo que por mais alguns minutos. — Você é muito idiota se pensou que eu iria embora. — ele murmurou contra o ouvido de Eddie. — Porra, eu nunca vou seguir em frente, Eds. Se eu tivesse uma mínima ideia de que você gostava de mim, eu já tinha agarrado a chance de fazer isso funcionar. — Diaz paralisou, ele achou que tinha ouvido errado.
— Você… — ele não conseguiu formar a frase.
— Sim, Edmundo Diaz, eu também tenho sentimentos românticos por você. Sim, nós podemos tentar fazer isso funcionar e porra, você e Chris são minha família. Família, Eds. Eu nunca tive um lar e vocês me deram tudo. Eu nunca achei que poderia ser mais. Eu aceitei o que eu tinha e depois de Taylor, eu simplesmente percebi que não queria estar com mais ninguém. — Eddie não sabia como reagir a isso.
— Eu nunca pensei que isso poderia ser real. — ele admitiu, se afastando para encarar Buck.
— Acredite, eu também não. — Buck riu e Eddie tocou sua marca de nascença.
— Eu quis dizer isso, que te amo Buck, que quero tudo. Eu não conseguia lidar com a ideia de te perder. — Buck se inclinou ao toque.
— Eu também te amo, Eddie. E agora eu vou te beijar, tudo bem? — Eddie assentiu, nervoso e tímido, como se aquele fosse o primeiro beijo de toda sua vida.
Foi apenas um roçar de lábios no início, Eddie sentia seu estômago dar cambalhotas de excitação e as mãos de Buck estavam em suas bochechas. Eles ficaram assim por alguns segundos até ele incentivar o beijo com a língua e ver Buck todo receptivo abrir os lábios e aprofundar o beijo. Foram minutos até que eles precisassem recuperar o fôlego e percebessem que estavam um sobre o outro na cama de Eddie. Isso o deixou mais tímido do que ele esperava e Buck percebeu, apenas o puxando contra seu peito e fazendo círculos sobre seu peito, por cima da camisa.
— Onde você esteve o dia todo, fiquei tão preocupado.
— Fui ao píer e depois perambulei pela praia, quando o sol se pôs eu só queria sentir alguma coisa ou coisa nenhuma e entrei no mar. Eu não estava tentando me machucar, eu só queria que minha mente ficasse um pouco em silêncio. — ele sentiu que precisava explicar.
— Você estava com medo. Tudo bem sentir medo de vez em quando, Diaz. — Buck se inclinou e beijou sua testa.
— Eu não sobreviveria se você fosse embora. A rejeição iria doer, mas perder tudo? Você aqui comigo, você com Chris. Isso me mataria. — ele admitiu.
— Eu não iria embora, eu nunca te rejeitaria. Você é meu segundo Diaz favorito. — ele riu e apertou Eddie em seu abraço.
— Ainda estou com medo de foder tudo, Buck. — Eds admitiu com um nó na garganta.
— Vamos superar as merdas juntos, ok? Mesmo que seja tudo muito novo e que vez ou outra a gente faça cagada, vamos ficar nessa juntos. — Diaz concordou e se aninhou no peito de Buck.
— Eu te amo. — Eddie murmurou sonolento.
— Eu também te amo. Agora durma um pouco. — Buck os aninhou nos cobertores e apagou a luz.
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