Gina virou-se no leito, ficando de frente para o marido. E quando olhou nos olhos azuis de Ferdinando, a insegurança foi embora. O marido tomou-lhe o rosto entre as mãos e a beijou apaixonadamente, e Gina acariciou o peito nu do rapaz, que a deitou na cama.

As mãos de Gina, frias de nervosismo, contrastavam deliciosamente com a pele quente de Ferdinando, e isso só o excitava ainda mais. Ele abaixou as alças da camisola e beijou os ombros da jovem, e não sossegou até chegar aos seios dela. Gina apertou os lábios, envergonhada, não sabia como reagir. Ele falava baixinho, afirmando o quanto que ela era linda, e como estava feliz por finalmente serem marido e mulher. A voz dele a atingia de um modo indescritível. Sentia-se úmida em sua intimidade, e seu corpo sofria uma espécie de espasmo com as carícias de Ferdinando, que eram delicadas e ao mesmo tempo ansiosas. Quando ele a beijou na boca novamente, os braços dele por volta de seu corpo, e o peso dele em cima, Gina sentiu o calor que já era demais tomar conta de todo o seu ser, assim como toda a excitação rígida de Ferdinando, que sabe-se lá em que momento havia se livrado da calça do pijama.

– Ferdinando... o quê?...

– Calma, meu amor... – disse o marido, malicioso, percebendo a que Gina se referia – Confia em mim. Ocê só precisa se deixar levar...

Ele ergueu a pernas de Gina sobre seus quadris, posicionando-se. Livrou-se da roupa de baixo que ela ainda usava, sem dó de rasgar a peça. O corpo dela era tão lindo... E ela estava tão deliciosamente pronta...

– Ieu te amo, Gina. – e devagar, a tomou para si.

A ruiva arregalou os olhos e gemeu ante a invasão de Ferdinando. O rapaz a olhava nos olhos, atento a cada reação da esposa, movimentando-se devagar, para que ela se acostumasse a recebê-lo. As mãos de Gina apertaram seus ombros, ela era forte, o apertão doeu, mas isso só o excitou ainda mais. Aos poucos foi aumentando o ritmo, e satisfeito viu a esposa se entregando completamente a ele, a boca de um procurando a do outro, como se tivesse sede... Sede um do outro.

– Ocê me deixa louco, Gina... Louco!

– Fer... dinando... Ferdinando!

Gina gritando o seu nome foi demais. Atrasou o clímax, porque queria que a primeira vez da esposa fosse completa, e Gina, sem saber como se controlar, explodia entre gemidos e gritos. Ela fechava os olhos, a boca aberta, a respiração ofegante, Ferdinando de olhar fixo na ruiva, igualmente gemendo e ofegando; e quando percebeu que ela estava no limite, não se segurou mais – e ambos explodiram de prazer, as mentes momentaneamente vazias, os sentidos eriçados, os gemidos em uníssono. Ferdinando beijou Gina, devorando aqueles lábios doces, cansado, feliz, pleno, imensamente feliz.

– Só existe um lugar que eu quero estar pro resto da minha vida... É ao seu lado, Gina.

A jovem sorriu. Seu coração ainda acelerado, a respiração ainda curta, a impediram de responder prontamente.

– Ieu te amo, Gina.

– Ieu te amo, Ferdinando – disse, por fim.