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4 Capítulo 4- Dicas de moda
–Como foi o dia hoje, Lau? — Questionou minha mãe colocando o bolo no forno.
–Ah, nada de mais. Como sempre, a mesma menina loira veio implicar comigo. Não sei o que aquela garota tem comigo...
–Talvez, não seja nada demais. Existem pessoas que são assim por algum problema que estão tendo ou por problemas que já tiveram...
–Eu acho que não. Que problemas aquela menina perfeita iria ter?
–Por que você diz disso? Não existe perfeição; nós inventamos esse rótulo. Dizemos que perfeito é aquilo que mais nos agrada, mas nem todos tem o mesmo gosto. O que é perfeito pra você, pra mim pode ser a pessoa que mais possui defeitos. Isso é pessoal.
–Não sei... Eu só as vezes queria ser melhor que sou. Não queria mais acordar e passar sem olhar pro espelho, porque estou insatisfeita com o que vejo.
–Nunca mais diga isso.- Retrucou minha mãe em um tom mais serio. — Você foi feita por Deus como qualquer outra pessoa. Deus não comete erros. Todos somos iguais pra ele. Eu te acho linda. Seus olhos enormes realçam a sua pele caucasiana. Olha seus cabelos! Pra quê cabelos loiros? Seus cabelos escuros com um caimento ondulado perfeito nos seus ombros. Eu sei do que você precisa!
–Do que? — Perguntei intrigada.
–Compras! — Eu e minha mãe gritamos com essa palavra; nós amamos compras. — Amanhã, topa?
–Claro, depois da escola.
Ela fez um sinal de concordância com a cabeça e eu segui para o meu quarto. Troquei a roupa andando em direção ao computador. Entrei em um site de moda; nunca faço isso, mas acho que é necessário... Cachecol, vestido, casaco, saia, shorts e blusas. Comecei a ver as últimas tendencia. Depois, deitei e fui dormir.
Acordei com um enorme sorriso no rosto com o meu sonho. O garoto que me chamou pra festa sexta-feira estava lindo no meu sonho. Ele segurava a minha mão e me beijava. Dançávamos na festa cruzando o salão. Todos estavam lá, todos olhando pra nos. Levantei e fiz o ritual da manhã- Escovar dente, tomar café da manhã, mudar de roupa, pegar material e ir pra escola-.
O John não foi a aula hoje. Eu estava super animada para sair e fazer compras com minha mãe depois de ter pesquisado no computador. No intervalo a mesma garota do dia anterior foi lá fazer a cena do dia:
–Ora, eu me enganei. Pensei que não viria a aula hoje. Vejo que é mais corajosa que eu imaginei. — Falou ela rangindo os dentes de deboche.
–Você não pode imaginar o tamanho da minha coragem. — Retruquei.
Ela parou de andar; se aproximou de mim e olhou bem nos meus olhos com as amigas do lado.
–Isso é um desafio? — Questionou batendo os pés no chão.
Algumas pessoas olhavam na nossa direção.
–Entenda como quiser. — Respondi me aproximando dela, e logo depois, me afastando.
Ela ficou me encarando enquanto andei até minha mesa. Sentei e fiquei com Angel enquanto Chris escolhia o que iria comer. Fiquei um pouco nervosa com tudo aquilo, mas eu não costumo ficar com medo. O único problema é a minha vergonha. Agora, não vou mais me esconder pras pessoas.
–O que você disse à Rachel? — Perguntou Chris sentando do meu lado na mesa.
–Nada de mais, apenas respondi o que ela havia me perguntado. -Respondi brincando.
Rimos um pouco e voltamos à sala. Depois da escola, minha mãe foi me buscar e fomos as COMPRAS. Nós amamos comprar roupas. Não esperava a hora de poder usar as roupas nova na escola. Então, usei no dia seguinte.
Cheguei um pouco atrasada, e quando entrei na sala, todos já estavam em aula.
–Desculpe, Rose. Pegamos um engarrafamento à caminho daqui.
–Tudo bem, Laura! Sente-se.
–Uau, que roupas são essas, Lau? — Questionou Chris sussurrando.
–Comprei ontem com minha mãe. Não são linda?
–São lindas mesmo, mas o que não fica lindo em você, Lau? — Foi uma pergunta retorica do John.
Fiquei meio sem graça, então eu apenas sorri. Quando estava com o material na mesa, uma bolinha de papel caiu na minha mesa. Veio da Rachel do outro lado da sala.
"Vejo que seguiu os meus conselhos e foi às compras. Até que essas roupas são melhores."
Dei um sorriso olhando na direção dela, que sorriu com um certo ódio. No intervalo, eu estava indo pra mesa quando a Rachel veio na minha direção com um copo de Coca-cola e derramou no meu vestido. Ela se aproximou do meu ouvido e sussurrou:
–Vai me responder agora, garota?
–Óbvio que eu vou, vadia. Por que você é tão estupida? O que te faz assim? Você tem algum problema que ninguém daqui sabe? — Gritei empurrando ela e batendo os pés no chão.
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