Exchanged Sex.

7 Capítulo 7 - Por pouco...


Notas iniciais
Olááá!! Como vão, leitoras? (E se tiver, leitores também?)
Cheguei com mais um capítulo saindo do forno!!
Olha só: muito obrigado às leitoras lindas que comentaram!!
Amai Miho, AndreaChan, Aysawa Misaki Love Takumi Usui, AhoBaka (amei esse nome novo! Muito original, viu? kk), Roronoa Sanji, TheDifferentGirl, Roxell, JkUchiha, Orihime, e Mya. Obrigada pelo review de vocês! Me incentivam muito mesmo!
E eu quero das as boas vindas à: hyuugavi, Hruska Nóbrega, Littlepiece e Yuuka! Sejam bem vindas!!
E meu Deus!! ESTA FANFIC RECEBEU UMA RECOMENDAÇÃO!! QUE COISA LINDA!! ANDREACHAN, MUITO OBRIGADA!! EU AMEI, MUITO OBRIGADA MESMO!! *chorando de alegria* Eu definitivamente, definitivamente, DEFINITIVAMENTE, amo meus leitores e leitoras.
Bem, vamos ao capítulo!
Boa leitura!

Capítulo 7

Subo as escadas até a cabine de observação. Fecho a porta no chão, observando meus equipamentos de musculação e o sofá embutido na parede. Suspiro, prendendo o cabelo. Arrumo a faixa que cobre meu busto e ando até os equipamentos. Tiro o parafuso que prende um dos lados do haltere, colocando todo o peso de um lado só. Levanto o peso como se fosse uma das minhas katanas.

Concentração... Postura... Vamos, Zoro. Você consegue. Se você não se concentrar, suas espadas ficarão fracas. Isole seus pensamentos. Pense somente no seu desenvolvimento com suas katanas. Sinta o sangue fluindo pelo corpo. As batidas do coração. A respiração. Primeiro levantamento. Segundo levantamento. Terceiro. Quarto.

Separo as pernas, golpeando o ar com o peso. Faço isso repetidamente. Pelo menos a transformação em mulher não tirou toda a minha força. Abro os olhos, golpenado o ar e dando alguns passos dentro do local. Sinto algumas gotas de suor escorrerem da testa e fazerem o caminho até o cós da calça. Algumas brotam dos meus braços. Encosto o altere na parede.

Ponho as mãos no chão. Certo. Concentração... Postura... Equilíbrio. Se esqueça do barulho do capitão gritando lá no convés. Ouça o barulho das ondas. Se equilibe, mesmo que esteja num lugar alto e que se mexe conforme a correnteza. Força nos braços. Levanto um dos pés, esticando a perna para trás. Dou um impulso para cima, e fico reto e com o peso do corpo sendo sustentado pelos braços.

Flexiono os braços e desflexiono, levantando o peso de meu próprio corpo. Mais concentração. É assim que você que superar seu mestre? Reposiciono meu braço direito, tirando a mão esquerda do chão. Certo. Se você perder um fiozinho da concentração, você perde o equilíbrio. Se perder o equilíbrio, cai de lado e quebra umas cinco costelas. Primeiro levantamento. Segundo levantamento. Terceiro. Quarto. Quinto. Troco de braço rapidamente, começando o levantamento com o esquerdo. Por fim, ponho os pés no chão e alongo a coluna e os braços.

Sento no sofá, pego a toalhinha que a Robin me emprestou e seco o excesso de suor. Me sinto sujo. Se fosse antes, com certeza nem ligaria em tomar banho só amanhã. Preciso de um banho urgentemente. Solto a toalha e pego a garrafa d'água. Pego tudo de uma vez. Realmente esse meu corpo é menos resistente. Eu pude fazer só cinco flexões.

Olho pela janela, sentindo a brisa com cheiro de mar. Corro os olhos pelo convés, onde mais uma vez Robin se encontra lendo e Chopper no balanço. Ah, esse vento é tão agradável... Olho para o horizonte e vejo uma macha. Pego o microfone do megafone.

– Oi, minna! Estou vendo uma ilha! — falo. Coloco o binóculo em frente aos olhos, confirmando que é uma ilha — Nami, uma ilha!

– Ilha!? — pergunta Luffy. — Pra que lado, Zoro?

Aponto na direção da mancha.

– Para lá. — falo. Ele olha e sai correndo para a proa. Franky vira o leme. Guardo o microfone. Cadê aquela bruxa? Tá de férias, por acaso?

Observo Robin lendo seu livro. Acho que ela é a única que lê alguma coisa não relacionada à própria especialidade aqui nesse navio. Sanji sai da cozinha com um coquetel de frutas sobre uma bandeja. Ele desce as escadas rapidamente, mas silenciosamente. Entrega o copo a ela, eles conversam um pouquinho e ele volta devagar para a cozinha.

Por que eu o acho tão atraente? Seu cabelo? Seu modo de se vestir? Seu cavalheirismo? Sua gentileza? Seus olhos azuis? Seu sorriso sincero? Seu jeito pervertido? Sua força de vontade? Sua comida? Sua habilidade na cama? Suas sobrancelhas? Não, isso definitivamente não. Eu agora tenho o hormônio feminino que o Chopper chama de Progesterona, um útero, peitos e bunda. Ou seja, sou mulher. Por isso me permito pensar em Sanji como alguém bonito e até másculo.

Mas e quando eu voltar a ser homem? Meu orgulho masculino também voltará, tenho certeza. A não ser que eu tenha realmente desenvolvido sentimentos pelo Ero-Cook... Com certeza vai voltar a ser a mesma coisa. Eu quero que volte a ser como antes? Ou será que eu consigo realmente desenvolver sentimentos sérios sobre ele? Quer dizer... Para mim, ele é um Uke. Não se encaixa no ativo de jeito nenhum.

Se eu começar a amá-lo, vou voltar a ser homem e continuar amando-o. Mas... Sanji é um cara que presa a masculinidade acima de muitas coisas. E se... Ele me rejeitasse? Com certeza, eu iria odiá-lo. Será que ele passaria por cima desse orgulho? Não. Isso não é algo possível. Não do meu ponto de vista.

– Zoro! — chama uma voz feminina.

– Que foi!? — grito, mal humorado.

– Desça aqui A-GO-RA! — manda Nami. Eu suspiro e sinto uma veia pular da minha testa.

– Você não manda em mim, sua bruxa dos peitos gigantes! — grito de volta.

– Você me chamou de que, cabeça de vento? — grita de volta — É importante! Desce logo ou eu vou queimar o seu haramaki também!

– Opa! Tô aí, já! — falo. Pulo da janela, aterrissando agachado na grama do convés. — Que é?

Ela pega meu braço, me puxando para dentro da sala onde fica o aquário.

– Ué... Por que tá todo mundo aqui? — pergunto — Peraí que vou chamar a Robin e o Sanji...

– Não! Você é burro ou o quê? — pergunta Nami, me dando um tapinha na nuca. — Se eu não os chamei, você vai chamar? Tá louco?

– Calma, não precisa me bater... Sabe o que eu vou fazer? Contratar um exorcista e exorcizar seu corpo, mulher do capeta. — resmungo. Ela puxa a minha orelha.

– Vai fazer o quê?

– Tá, tá bom! Não faço nada! Fala logo o que você quer. — peço. Ela larga a minha orelha.

– A mensagem que eu vou passar para vocês eu já disse para o Sanji-kun. — fala ela. — Pessoal, estamos perto do aniversário da Robin, e eu quero fazer uma festa para ela, já que é a única que me entende nessa tripulação.

– Eba, festa! — grita Luffy junto com Usopp e Chopper, começando uma dança estranha em conjunto.

– Quietos! — fala ela — É o seguinte: cada um fica com uma tarefa. Quando nós pararmos na ilha, o Sanji-kun vai comprar a comida e os ingredientes para fazer o bolo e o reto da comida. O Zoro vai comprar o sakê com o dinheiro contado que eu vou emprestar, já que é o que mais entende disso aqui.

– Deixa comigo. — falo. Ela assente.

– O Franky vai cuidar do navio e o Usopp vai decorar o convés. O Chopper vai cuidar das nossas ressacas, como sempre. Brook vai cantar para nós. A tarefa do Luffy vai ser resistir o máximo possível em comer a comida antes de a festa começar. E eu vou cuidar do mais complicado: distraí-la. — diz ela. Todos assentem, concordando com suas missões.

Saio dali, indo direto para o banheiro e esfregando o corpo inteiro. Lavo o cabelo e quando termino o banho, me seco e entro no quarto. Fuço nas gavetas, procurando uma roupa de baixo maiorzinha. Nada. Eu lavei todas ontem e provavelmente não secaram ainda. Acho um top preto que Nami comprou para mim logo depois de receber a maldição. Amarro a toalha na cintura e abro a passagem que dá para o quarto masculino. Sanji se encontra dormindo tranquilamente sobre a minha cama.

Isso tudo é preguiça de pular na cama de cima? Aff. Também, cozinha o dia inteiro... Nem tirou as roupas para deitar. Dormiu de terno e sapato.

– Oi, Ero-Cook! — chamo. Ele nem se mexe. — Mr. Hanaji! Sobrancelha de bigode!

– Robin-chwan... — resmunga. Robin? É nisso que você pensa quando tá dormindo, féla da puta?

Passo pela janela, caindo no chão. Ando até ele e cutuco seu rosto.

– Ero-Cook. — chamo. Nada dele acordar. — Sanji!!

– Ãhn? — pergunta, meio grogue. — Hm...

– Acorda, desgraça! — falo. Ele se senta rapidamente e bate a cabeça na madeira. — Pff... — seguro a risada. — Caham. Preciso de um favor seu.

– Ah, me desculpe. Está com fome? — pergunta, se levantando.

– Não. Quero uma cueca sua emprestada. — falo. Seus olhos viram corações. — Não é pra isso que você tá pensando, Ero-Cook! Me empresta uma daquelas novas que você comprou, por favor?

– Tudo bem, mas... Você vai usar? — pergunta. Não, vou enfiar no rabo! Não pense que eu esqueci que você estava sonhando com outra mulher!

– Não consigo usar aquelas calcinhas atoladas que a Nami usa, e a Robin tem a bunda maior que a da Nami. Por isso suas calcinhas ficam largas em mim. — respondo. Ele assente.

– Quer que eu te ajude a colocar?? — pede. Eu nego, emburrado.

– Não, obrigado. Depois eu devolvo lavada. — falo, saindo do quarto e passando pela pequena janela. Visto a cueca em seguida, colocando a calça e minhas botas recém-compradas. São bastante parecidas com as outras, só que um pouco menores.

Ah, fala sério! O cara está tendo sonhos eróticos com outra mulher e depois vem com a maior cara de pau oferecer ajuda pra colocar a porcaria da cueca. Que raiva dele. Que raiva.

Amarro as espadas na cintura e saio do quarto. Nami e Robin me esperam. Eu sempre sou o último a me arrumar?

– Vamos, Zoro. — chama ela. Me olha de cima à baixo. — A sua cicatriz está aparecendo bastante.

– Qual é o seu problema com essa cicatriz? — pergunta. Ele mexe no cabelo.

– É horrorosa. Para uma mulher, é horrorosa. — fala ela. Sinto a tão familiar veia saltar da minha testa.

– Tá bom. Se você acha... — murmuro, suspirando — Mas eu gosto dela.

Nós descemos do navio, andando pelo porto da ilha. Apoio o braço direito sobre as katanas. Sigo as duas e nós chegamos à cidade. Eu não achei que a ilha era tão grande... Parece Alabasta, mas sem todo aquele deserto.

– Muito bem. Zoro, é fácil se perder aqui, então toma cuidado. — fala.

– Eu nunca me perco. Quem se perde são vocês. — falo.

– Tá, entendi. Toma aqui o dinheiro e cumpra o combinado. — sussurra. Eu assinto e entro numa ruazinha qualquer, procurando uma loja de bebidas. Não encontro nada.

Andando por mais algumas ruas, consigo chegar à avenida principal da cidade. De um lado há o porto, e nosso navio está bem à mostra. Há algumas pessoas tirando foto também. Olho para o outro lado e encontro uma coisa que eu não gostaria.

UMA MERDA DE UM QUARTEL GENERAL DA MARINHA!!

Saio dali, entrando num beco. Preciso avisar os outros! Por que sou eu que sempre acho esse tipo de coisa primeiro? Ah, merda! Cadê a porcaria do Den Den Mushi? Espera... Eu não trouxe!!

Enquanto observo a base de longe, um pelotão de marinheiros passa marchando. Me agacho no beco. Alguém cutuca meu ombro de leve. Me viro rapidamente, metendo a bunda no chão.

– Ah, me desculpe! Eu a assustei... Aqui, eu te ajudo a levantar. — diz a moça. Oferece a mão, que eu pego. Que mulher educada. O mundo precisa de mais pessoas assim. Ela me ajuda a levantar. Bato as mãos na roupa. Ergo os olhos, e mais uma vez encontro uma coisa que não gostaria.

Uma mulher de cabelos escuros, óculos, alta, com um sorriso gentil e uma katana. É... O clone da Kuina!!

– Você está bem? — pergunta. O que eu faço? Ela vai me reconhecer!!!– Meu nome é Tashigi, e eu sou uma Capitã da Marinha. Não sou perigosa nem nada.

– Sim, eu estou bem. — Ela não me reconheceu!– É que eu fiquei um pouco assustada com o navio que está atracado lá no porto. É muito colorido, além de bonito. Tem vários fotógrafos aproveitando, até.

– Ah, aquele navio? — pergunta. Segura o cabo da katana — É de um pirata famoso. Nós estamos tentando achá-lo na ilha, mas eles se escondem bem.

– Bom, boa sorte com a sua busca, Capitã Tashigi! — falo, saindo de perto. Ela vai perceber que sou eu!

– A senhorita poderia me falar seu nome? — pergunta. Eu petrifico.

– Eu vou comprar sakê, você não quer me acompanhar? — pergunto, mudando de assunto. Parece surtir efeito.

– Hm... Infelizmente eu não vou poder, me desculpe. Tenho um Vice-Almirante para acompanhar. — fala, sorrindo.

– Entendo... Bom, mesmo assim, obrigada pela ajuda. — falo, tentando sair dali. Entro em algumas ruas, seguindo o cheiro de álcool. Consegui despistá-la.

Procuro por mais algumas ruas e acabo chegando à avenida principal novamente. Ando um pouco, procurando a bendita loja. Paro numa banquinha. É um cara que vende colares.

– Com licença... Tem alguma loja de sakê por aqui? — pergunto. Ele me olha e abre um sorriso gigantesco.

– Se a senhorita seguir por essa rua na direção do Quartel General, encontrará uma ótima loja. — fala. Eu aponto para o lado do prédio da Marinha.

– Pra lá? — pergunto.

– Isso mesmo. — responde. Agradeço e começo a caminhar em direção ao prédio. Olho para os dois lados, mas não acho a loja. Merda. Se eu chegar perto demais a Marinha vai me ver!

Olho para a direita. Brook está saindo de dentro de uma lanchonete com duas mulheres bonitas penduradas no pescoço.

– Ah, Soul King! Fica mais um pouquinho! Só cante mais uma vez! — diz uma delas, jogando todo o charme em cima dele. Mulher oferecida é o capeta mesmo.

Me desculpem, senhoritas. Realmente tenho tarefas a fazer nesta cidade, mas... Vou deixar meu coração com vocês. — diz ele, sério. — Apesar de eu ser só ossos, Yohohohoho!

Ele continua conversando com as moças, e com a cara cheia de marcas de batom. Caminho um pouco mais e vejo Sanji. Rodeado por umas 15 mulheres taradas. De manhã ele diz o nome da Robin enquanto dorme, e agora tá paquerando 15 mulheres ao mesmo tempo? Ando um pouco mais rápido e tiro a Meitou da bainha. Atravesso o grupo de mulheres facilmente, com cuidado para não feri-las, e encosto a espada em seu pescoço.

– Olá, Sanji-kun. – falo, irônico. Ele olha para meu rosto. — Vejo que você sentiu bastante a minha falta.

– Zoro! — fala ele. Põe um sorriso envergonhado no rosto. — Não é nada do que você está pensando...

– Nada do que eu estou pensando? Eu estou vendo, não pensando. — respondo. Ele engole em seco. Meu estômago queima por causa da raiva. — O que a minha existência representa para você, afinal de contas?

– Né, Sanji-chan... Por que essa esquisita está falando assim com você? — pergunta uma morena. Eu guardo a Meitou e tiro a Kitetsu da bainha.

– Esquisita? — pergunto. Ela ri. Uma risada alta e escandalosa.

– Isso mesmo. Além de não ter um corpo decente, ainda tem essa cabeça de brócolis... — fala ela. Suspiro uma vez, tentando ter o controle das minhas emoções e ações.

– Brócolis? — pergunto.

– Isso mesmo!!

– Não é brócolis! O certo é MARIMO! MA-RI-MO! — corrijo. Ela sorri.

– Ah, entendi. Um marimo. — fala.

– Não, não é isso! Tá tentando me confundir, maldita!? — pergunto. Todas elas caem na risada. O que foi aquilo? Por acaso eu aderi àquele apelido tosco sem perceber?

– Então... Você é uma espadachim, né? — pergunta, cheia de desprezo. Porra, e o Sanji estava paquerando uma pessoa dessas? Que mulher podre!– Eu... Poderia ver essa katana que você segura?

Ah, ela quer pegar a Kitetsu? Que ótimo!

– Claaaaro! Fique à vontade, por favor! — falo, entregando a espada em suas mãos. Ela segura o cabo. A espada começa a tremer em sua mão, e ela a solta, deixando-a cair com a ponta no chão. — Ah, Kitetsu. Por que você não a cortou de uma vez?

– O que tem nessa espada!?

– Nada... Só uma pequena maldição. — falo. Ela está com medo, agora. Pego-a do chão, e coloco na bainha. — Ero-Cook... Você realmente estava paquerando uma mulher dessas?

– "Mulher dessas"? Escuta aqui, esquisita cicatrizada! Você acha que eu sou o quê? — pergunta ela.

– Uma puta. — respondo, com a maior sinceridade do mundo. — Sua mãe deve ter vergonha de você. Some daqui, antes que eu faça alguma coisa ruim. Sanji-kun, você poderia ajudá-las a sair da minha frente?

Ele conversa um pouco com as moças e logo elas vão embora. Volta para perto de mim e acende o cigarro na boca.

– Eu...

– Venha comigo. — falo, pegando seu braço com força. Levo-o para uma ruazinha mais estreita e mais longe do centro. Entro num beco vazio. — Qual é o seu problema?

– Zoro...

– Fica quieto! — mando. Ele se cala. — Por que você sempre tem que paquerar aquele tipo de mulher?

– Me desculpe... Acho que eu não deveria ter feito aquilo. — fala.

– É! Não deveria mesmo! — grito, com raiva. Soco a parede, sentindo o tijolo quebrar e ceder. — É por causa do tamanho dos peitos? Do tamanho da bunda? Por que são mais experientes na cama? Das coxas? Das risadas escandalosas? Daquele perfume doce que dá vontade de vomitar?

– Zoro, você está bem? — pergunta. — Quer dizer, você parece com...

– Não, eu não estou bem! Eu estou com raiva! Muita raiva! — rosno. — Eu não sou o bastante? Por que se for o caso, eu posso chamar a Robin, e ela virá com aqueles peitões gigantescos dela consolar você! Filho da puta!

– Acalme-se! Por que você está falando da Robin-chan assim tão de repente? — pergunta. Eu juro que vou socar a cara dele. Juro.

– Você ainda pergunta? — falo. Ele parece confuso. — Quem é que estava sonhando coisas pervertidas com ela hoje? Eu? Não! Você! Murmurando o nome dela enquanto dorme!

– Ah, aquilo... — fala. Balança a cabeça de um lado para outro e solta um risinho.

– Qual é a tua, hein? Debochando de mim, é isso? — pergunto. Sinto lágrimas brotarem em meus olhos. — Quer saber? Eu vou deixar de ter expectativas em você, Kuro Ashi no Sanji*. Eu nunca mais vou lembrar daquela nossa noite juntos, e prometo que nunca mais vou ficar pensando naquilo!

– Me deixa explicar... — pede — Eu estava realmente sonhando com a Robin, mas... Não era um sonho pervertido. Eu comecei a dormir e comecei a sonhar com ela, mas... Só começou a ficar pervertido depois que eu senti seu cheiro muito perto.

– H-Hai...? — pergunto. Eu não tô entendendo mais nada.

– Aquilo na rua principal foi uma completa encenação. Alguns marinheiros me viram e eu consegui despistá-los, mas para tentar ficar ainda mais escondido, consegui atrair algumas mulheres. — explica. Tombo a cabeça para o lado, tentando entender. — Uma mulher que não se dá valor com certeza não chama a minha atenção. Prefiro as graciosas.

– Graciosas...? — pergunto — O que é uma mulher graciosa?

– Em minha opinião, mulheres difíceis são muito graciosas. — fala ele — E você, está além dessa categoria. Acho que você é... Super Difícil. E respondendo às suas outras perguntas... Peitos e bundas grandes são bonitos, mas eu acho que posso mudar um pouco. Afinal de contas, você é linda. Mais magra, mais delgada. É raro hoje em dia. E sim, eu amo isso.

Minhas bochechas ficam muito quentes. O que é isso? Todos esses elogios... Como ele pode dizer isso em voz alta? Que vergonha!

– Então... Você me acha atraente? — pergunto. Ah, merda. Meu cérebro vai fritar. Como eu posso perguntar uma merda dessas?

– É mais do que isso. — responde. Seu braço agarra minha cintura e ele me encosta na parede. Joga o cigarro no chão, apagando-o com o pé. — O que eu sinto quando estou perto de você não é normal.

– Não entendi. — falo. Ele aproxima o rosto do meu e suspira. Seus olhos vão para meus lábios.

– Sinta isso. — fala. Pega minha mão e põe sobre seu peito, no lugar do coração. Muito acelerado. – Eu não sei o que é, mas por causa disso, meu desejo fica cada vez maior, até eu não aguentar e ter que usar o banheiro.

– Sanji, se nós dois conseguíssemos gostar um do outro... — começo — E eu voltasse a ser homem, como você se sentiria?

– Eu já pensei nisso. — fala. Seu cenho fica franzido. — E eu decidi que vou viver o presente. O futuro nós resolvemos quando for presente.

– Tenho mais uma pergunta. Por que as mulheres que você paquera ficam todas daquele jeito? Quer dizer... Tão seduzidas? — pergunta. Ele sorri um pouco.

– Eu nunca te paquerei, né? — pergunta. — Algum dia eu te mostro como faço.

– Mas eu quero saber agora... — falo. Ele abraça minha cintura, juntando nossos corpos.

– Tem certeza? — pergunta. Seus dentes roçam no lóbulo da minha orelha direita. Seu cheiro preenche meu nariz quando suspiro. Meu corpo fica estranhamente sem reação.

– Desgraçado... — murmuro. Ele cobre minha boca com seus lábios e conduz um beijo muito sensual. Sua língua roça na minha. O beijo é lento, o que o torna ainda melhor. O que me deixa mais confuso é o fato de eu não me sentir desconfortável beijando-o. E eu tenho CERTEZA que é por causa da maldição.

– Até que enfim você me deixou comandar. — murmura. Uma veia pula da minha testa.

– Mudei de ideia. — respondo. Ele ri.

– Você fica com um rosto muito fofo quando está com ciúmes. — fala. Ciúmes? Eu estou com ciúmes? – Mas agora... Está mostrando uma expressão bastante erótica.

– Cala a boca! — mando. Ele novamente me beija. Coloco minha mão em sua nuca, e ele me suspende no chão. Sou obrigado a prender sua cintura com as pernas. Suas mãos descem por minhas costas e param nas coxas, onde ele aperta. Solto um gemido involuntário.

– Pare com isso... Nós estamos no meio da rua... — peço. Ele para de me beijar. E logo agora ele quer me obedecer? Que merda! Espera... Eu fiquei desapontado!?

– Se você admitir que está com ciúmes, eu paro. — fala. Está sério e olha no fundo dos meus olhos. — Aí nós vamos fazer as compras.

– Eu... — começo. Merda! Eu tenho que dizer isso mesmo? Mas e o meu orgulho? — Eu... Estava com... Ciúmes.

– Obrigado pela sinceridade. Mas eu menti. — fala. Mentiu!? – Eu não vou parar agora.

Me beija avidamente, como se sua vida dependesse disso. Sinto o meio das minhas pernas começar a formigar, assim como meus peitos. Eu estou... Desejando o toque dele? Só de lembrar daquela noite... Meu corpo fica repetindo o quanto aquilo foi bom.

Ele me prensa na parede, e eu sinto sua ereção entre minhas pernas. Sanji interrompe o beijo e olha diretamente para meus peitos. Meu corpo está quente, assim como meu rosto. Ele apalpa meu seio esquerdo, estimulando meu mamilo com o polegar. Pelo tecido do top não ser muito grosso, é quase como se ele tocasse sem a roupa impedindo. Sinto a região do meu ventre se contrair de prazer, e eu começo a latejar.

Purupurupurupuru... — ouço. É uma porcaria de um Den Den Mushi. Sanji mexe nos bolso e tira o caracol bebê de lá. — Kacha.

– Moshi Moshi. — atende ele. Está ofegante, e suas bochechas estão vermelhas.

Sanji-kun? – chama. É a Nami.

– Ah, Nami-san. — responde ele. Minha respiração está toda desregulada. Encosto meu nariz em seu pescoço totalmente exposto, sentindo seu cheiro delicioso. Encosto os lábios, e em seguida dou uma mordida leve. Em seguida, dou um chupão forte. — Ha...

Você tá bem? – pergunta ela.

– Estou. Pode falar. — diz ele. Olha profunda mente para mim, e penetra a língua na minha boca, me beijando profundamente.

Nós precisamos terminar as compras logo, ouviu? A Marinha já sabe da nossa presença aqui, e se demorar mais, nós teremos problemas. Principalmente por que aqui tem um Vice-Almirante. – ouço-a dizendo, mas estou ocupado demais com essa boca maravilhosa para compreender.

– Hm... — ele suspira. — Nós iremos mais rápido, pode deixar.

– Ok. Ja ne. – fala ela, e desliga. Sanji enfia o caracol no bolso e se volta para mim. Aperta minha bunda.

– Você me deixa louco. — murmura. Esfrega sua intimidade contra minha, e eu solto um gemido.

– Sanji... Eu quero fazer. — falo. Ele assente.

– Nós iremos. Mas não agora. — fala. — Precisamos terminar as compras, Zoro. Mesmo que eu esteja muito duro, não posso fazer uma coisa dessas nesse lugar sujo.

– Entendi. — falo. Solto sua cintura, colocando os pés no chão. Suspiro mais uma vez. Acho que vou precisar de um banho de água gelada. – Vamos logo... Antes que eu te ataque.

Começo a andar na frente. Ele me chama.

– Se nós virarmos aquela rua, chegamos na avenida principal. — fala. Sigo suas instruções, e realmente chego na avenida principal. E a loja de sakê bem na minha frente.

Entro e compro todo o sakê bom que encontro. Sanji me ajuda com as sacolas e as caixas. Depois entramos numa loja de temperos e depois numa banca de frutos do mar. Ele compra os ingredientes para o bolo.

– Vamos voltar para o navio e guardar as coisas, Sanji. — falo. Ele concorda. Chegando ao navio, subimos e guardamos as coisas na cozinha. Ah, merda. Eu ainda estou muito excitado. Quero continuar o que nós começamos...

– Sai de perto de mim!! — grita Luffy, do lado de fora. Saio para o convés e olho para fora do navio. Ele está no meio de vários fotógrafos. — Não, eu não vou dar minha comida pra vocês!

– Luffy! Cadê o resto!? — grito. Ele olha para cima e sorri.

– Ah, Zoro! — grita, acenando para mim.

– IDIOTA! NÃO GRITE MEU NOME EM PÚBLICO! — grito. Ele parece confuso. Os caras que o rodeiam olham para cima e começam a tirar fotos de mim. Saio de seu alcance. Ouço barulho de porradas, e quando olho novamente, os fotógrafos estão todos desmaiados.- Arigatou, Luffy!

– Que nada! — diz ele, sorrindo. Olho mais para frente, e vejo um dos fotógrafos correndo.

– Um deles fugiu, capitão. — fala Sanji. Luffy dá de ombros e entra no navio.

É, acho que esse fotógrafo não nos dará problemas... Ou dará?

Notas finais
*Kuro Ashi no Sanji - Sanji da Perna Negra.
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Uau! Que foi isso, hein? E num beco! KKKKKKK
Gostaram? Espero que sim!
Amanhã começam as minhas aulas, então talvez - muito talvez - eu possa demorar mais com o capítulo. Espero que me perdoem!!
O próximo terá o aniversário da Robin, e um liiiiindo hentaaiii!!! Yupiiiii!!
Beijos, espero reviews!
*3*