Exchanged Sex.
4 Capítulo 4 - Esclarecimentos
Notas iniciais
Agradecimentos à: HinaLB, JúliaSan, TheDifferentGirl, May_Kuchiki, Roxell, e JkUchiha.
Acho que sem vocês não existiriam esses capítulos, sabia? Vocês são minha inspiração! Muito obrigada, mesmo! ♥
E aqui está o capítulo! Tá meio meloso, mas vocês vão entender o motivo!
Boa leitura!
P.S.: Abaixo está a foto da visita que Zoro recebe! Alguém aí conhece o Taka no Me?
Capítulo 4
Levanto o haltere mais uma vez. Depois mais uma, mais uma, e mais uma. Totalizando 500 levantamentos. Não consigo fazer com o mesmo peso de antes, então diminui os pesos.
Largo o haltere, sentando no sofá da cabine de observação e pegando uma garrafa d'água. Faz dois dias que eu não treino. Olho pela janela, virando a garrafa na boca. Que vida mais bagunçada, essa minha. Depois de dois anos treinando duro para superá-lo... Acabo virando mulher. Ainda por cima descubro que o único que pode tirar ela de mim é o cara que eu mais odiava.
Vejo algo se aproximando do navio. Puxo o microfone dos alto-falantes.
– Ei, pessoal... — chamo. Eles olham para cima — Tem alguma coisa perto do navio. Parece uma jangada com alguém em cima, sentado numa cadeira, com uma cruz nas costas.
– Hein? — pergunta Luffy, aparecendo no convés — Cruz? Ah, tô vendo!
Cruz... Nas costas? J-J-J-J-J-Jangada!? Cadeira? Não pode ser! Será? Não! Peraí... Ele usa um chapéu!! PELA. MÃE. DO. GUARDA. Me fudi!
– Eeeeeeeei! — grita Luffy. Estica o pescoço para fora do navio, enquanto Franky segura seu corpo. Em seguida, sua cabeça volta. — Pessoal, é o carinha da guerra do Shirohige*! Aquele que o Zoro não gosta!
– Luffy, fica quieto!! — falo, pelos alto-falantes. Ele me olha e sorri.
– Luffy, o que você tá gritando? — pergunta Nami, saindo da cozinha. De longe, vejo ele encostar no navio. Franky corre até a alavanca que desce as escadas, e ele aparece no convés, segundos depois. Isso mesmo: Dracule Mihawk, veio fazer uma visita.
– Ohayo. — diz ele, cruzando os braços. Ah, ele não muda nunca. — Incomodo?
– Taka no Me*? — pergunta Brook — Que emoção! Yohohohoho!
– Oi! E aí? Veio fazer o que aqui? — pergunta Luffy, sorrindo. Mihawk suspira. Franky busca um banco pro coitado sentar.
– Primeiro, quero parabenizar à todos. — diz ele, olhando para o capitão — Você realmente conseguiu, Mugiwara no Luffy*. Aliás, todos vocês.
– Ah, quê isso! — diz Luffy, dispensando o elogio — Então, quê mais?
– Eu queria dar mais uma olhada no garoto que fez o Akagami* perder o braço esquerdo. — fala Mihawk. Luffy sorri só pelo apelido de seu ídolo — Nós costumávamos lutar todas as vezes que nos víamos. Apesar de nenhum de nós ter ganhado nenhuma vez. Eu parei de lutar com ele por causa do braço, sabia?
– Nooossa! Você é forte igual ao Shanks? — pergunta Luffy. Eu reviro os olhos. Ele deveria estar surpreso pelo Shanks ter a força do Mihawk, talvez até mais. — Você é bom mesmo, hein? Sabe, eu nunca lutei contra você. Eu só me desviei. Ou tentei, pelo menos.
Mihawk ri um pouco.
– Realmente, o único integrante do seu bando que eu lutei foi o Roronoa. Também foi o único espadachim que já me deu alguma esperança da mudança do mundo... — fala. — Onde ele está?
– Zoro? Está lá no ninho do corvo! — fala o capitão. Vejo Nami ficar com raiva e lhe dar um tapa na nuca.
– No ninho do corvo... — murmura Mihawk. Olha na minha direção, abrindo mais os olhos dourados. Puxo o microfone dos alto-falantes novamente.
– Luffy, deixa de ser burro! — falo. Por algum motivo, Mihawk segura uma risada — Não é para rir! Espera aí! Estou descendo!
Largo o microfone, pulando da janela e caindo agachado. Corro até ele, que levanta da cadeira.Fica bem maior do que eu, mas não chega a intimidar.
– Então é verdade... — murmura ele.
– O que era verdade? — pergunta Robin. Mihawk olha em sua direção.
– Está correndo um boato de que Roronoa Zoro trocou de sexo. Virou Okama*. — fala ele, olhando pra mim — Vejo que é verdade. Só não sei como fez isso tão rápido.
Ponho o dedo indicador em seu peito.
– Eu tenho cara de que faria um negócio desse? — pergunto — Você me conhece o suficiente, não acha?
– Hm... — resmunga ele, virando a cabeça para o lado. Por incrível que pareça, ele é uma pessoa amigável. Muito rígido quanto ao meu treinamento, e eu senti muita raiva pelas vezes que ele me disse que eu era fraco. Ele é sério, mas se eu ficava perdido naquele imenso castelo ele dava risada e me ajudava a achar o caminho certo. Ele agiu como um professor, afinal de contas. Apesar da arrogância. E das quase-mortes que sofri.
– Tá, o que você veio fazer aqui? — pergunto, pondo as mãos na cintura — Eu te chamei, por acaso?
– Fique calmo, Roronoa. Eu vim saber o que aconteceu. — fala ele. Eu suspiro — Mas você fica melhor assim. Sem aquela cicatriz esquisita aparecendo.
– Se você não se lembra, treinador, quem fez aquilo em mim foi você! Tá reclamando do quê? — pergunto, com raiva. Ele olha para mim novamente.
– Foi você quem pediu. Eu ia cortar suas costas, não lembra? — pergunta.
– Lembro! uma cicatriz nas costas é a vergonha de um espadachim. Penso assim até hoje. — respondo. Ele desvia os olhos novamente — Qual é o teu problema?
– Nenhum. É que ver você desse tamanho é esquisito. — fala ele. Sinto uma veia pular da minha testa — Ainda bem que você ainda tem cheiro de Roronoa Zoro.
– Tá tirando com aminha cara!? — grito. Não consigo me controlar, e soco a cara dele — Ué... Você não se defendeu?
– Eu teria defendido, mas... Estou impressionado demais. O navio de vocês é no mínimo interessante. — fala ele. — Além disso, não doeu.
– Filho da puta! Eu te mato! — falo, avançando para cima dele. Sanji me segura.
– Bom, eu já vou indo. — fala ele, virando as costas. Quase solto fumaça pelas ventas — Ainda tenho uma reunião com o Shanks.
– É? Vai fazer o quê? — pergunta Luffy. Ele somente vira a cabeça de lado, com um sorriso lateral.
– Beber. Até mais. — e pula na água, em cima do seu meio de transporte.
Ainda estou com raiva. Eu poderia socar mais alguém.
– Ei, Zoro. Calma. Você treinou desciplina, certo? — fala Sanji, no pé do meu ouvido. Por algum motivo, aquilo me acalma e arrepia. Será que é por causa daquela baboseira de escolhido?
– Sai de perto de mim! — grito, correndo de perto dele — Eu... Eu... Ah, merda...
Sinto meus olhos ficarem embaçados, e lágrimas escorrerem por meu rosto. Por quê? Por quê toda essa confusão tem qua acontecer comigo? Eu prometi ao Luffy que nunca mais choraria, não prometi? Então porque eu me sinto tão sufocado... Angustiado... Sensível...
Nami chega perto de mim, e Robin me abraça. Pouso minha cabeça em seu ombro, enquanto ela acaricia meus cabelos.
Sinto vários olhares em mim.
– Zoro, você está com algum tipo de dor? — pergunta Chopper. Eu nego.
– Eu tô meio estranho, só isso. — falo, apertando o corpo magro de Robin — Estou me sentindo um pouco enforcado.
– Nami... — sussurra Robin — Ele estava com raiva, agora está chorando, dizendo que está se sentindo sufocado... É o que eu estou pensando?
Ouço as sandálias de Nami batendo contra a madeira do navio, e olho para ela. Está de costas para mim, de frente para o pessoal do navio.
– Pessoal, o Zoro está mal. — anuncia — Hoje ele vai ficar inconstante o dia inteiro. Ele pode ficar com raiva por qualquer coisa, ter crises existenciais, chorar, ficar feliz, perder a fome... Enfim. É a tão famosa TPM.
TPM? Que diabo é isso?
Solto Robin. Me sento no chão, olhando para o doutor. Ele nunca me apreceu tão fofo. Abro os braços.
– Chopper... — chamo. Sorri e corre para meu colo. Deve entender isso que eu estou tendo, no mínimo. Ele não corre para o colo de qualquer um do nada. Abraça meu pescoço, e eu o aperto. — Você é fofinho, sabia?
E eu dizendo uma coisa dessas... Mulheres são complicadas.
– Até parece que eu vou ficar feliz com esse elogio, sua vadia! — fala. Sinto vontade de sorrir, e assim o faço. Afinal, ficar com o cenho franzido o tempo todo chega a doer um pouco.
– Zoro... — murmura Nami — Você pareceu muito feminino, agora...
– Sinceramente... — falo, olhando para cima — Eu não sei se fico ofendido ou não.
– Vem. Vamos lá para dentro. — chama Robin. Eu me levanto, ainda segurando Chopper. Ao me esticar, sinto dor. — Que foi?
– Estou com dor de barriga. — respondo Chopper desce do meu colo e pergunta onde é a dor. Indico com a mão, e ele só suspira.
– Cólica pré-menstrual. — fala.
– E o que seria isso? — pergunto.
– É quando todo o sangue da menstruação quer sair ao mesmo tempo. Mas como o canal de saída é estreito, fica tudo acumulado. Isso causa a dor. — explica ele.
Menstruação? Tá zoando, né?
– Você tá me dizendo que eu vou começar a mijar sangue!? — falo. Nami ri.
– Não. Xixi é uma coisa que você tem controle. Que você pode prender e soltar a hora que quiser. Não tem como barrar a mentruação de sair. — explica novamente.
– É sério? — pergunto — Mas as minhas roupas vão sujar!!
– É para isso que existe o absorvente, Zoro. — fala Nami.
– Quem? — pergunto. Robin ri.
– Absorvente e o que impede você de sujar todas as suas roupas. Mas tem que ser trocado várias vezes ao dia. — explica ela. Ah, que confusão!
– Ah... — suspiro. Sinto sono. — Chopper, me dá um remédio?
Minutos depois já estou na rede, de remédio tomado e quase dormindo.
Tenho um sono sem sonhos. Não sei por quanto tempo dormi, mas sei que dormi bem. Quando abri os olhos, o quarto estava escuro. Então tento voltar a dormir, fechando os olhos. Ouço a porta ser aberta, e passos quase silenciosos. Inspiro o ar com força, e já sei quem é. Sanji.
– Hm... — resmunga ele, puxando uma cadeira e se sentando ao meu lado. Sinto-o pegar no meu cabelo — Uau. Seu cabelo ficou liso... Ou será que ele já era assim e eu nunca percebi?
Em seguida, ele passa a mão em meu rosto, acariciando. Arrepios correm em meu corpo.
– Sabe, Zoro... Pode não parecer, mas eu não sei como me comportar perto de você. -fala ele, achando que estou realmente dormindo — Você está com um corpo magnífico, um corpo feminino; mesmo assim, ainda é o mesmo Zoro que lutava comigo todos os dias. Mas também é o mesmo Zoro que quase morreu pela nossa tripulação, e é o mesmo Zoro que pode agora ser o Segundo Melhor Espadachim do Mundo.
Ele passa os dedos sobre a cicatriz em meu olho.
– Ainda é mesmo Zoro, que é um homem. E quando você voltar à sua forma original... Como vai ser? — pergunta — Eu sinto um pouco de medo quanto a isso. Sei que quando voltar a ser homem, vai me odiar ainda mais.
Ele pega minha mão, levando-a até os lábios.
– Eu sempre te admirei. — confessa. Fico surpreso. — Você foi o primeiro oponente que eu não consegui vencer, além do meu peimeiro mestre, o Perna Vermelha. Eu sei que você ficou mais forte, sei disso. Mas mesmo que você esteja mais forte... Mulheres são três vezes mais forte que qualquer homem. E eu sou mais fraco do que qualquer um perto delas... Então, Roronoa Zoro: considere-se vencedor.
– É? Bom, então eu aceito a vitória. — falo. Ele se assusta. — Ouvir isso tudo foi meio esquisito, pode apostar. Mas foi encorajador ao mesmo tempo.
– V-Você ouviu tudo? — pergunta. Eu assinto.
– Sanji. — chamo. Ele me olha — Se você está confuso, eu devo estar umas mil vezes mais. Essas reações que eu tenho quando estou perto de você são completamente estranhas. Eu virei mulher, mas te enxergo quase do mesmo jeito que antes. Só não sinto a mesma raiva e não tenho vontade de implicar com você o tempo inteiro. Assim como você não sente vontade de me chutar.
Ele balança a cabeça, mostrando que está acompanhando o raciocínio.
– E apesar de você ser o cozinheiro mais pervertido que existe... — falo. Não acredito que vou falar uma coisa dessas!– Se for para me livrar disso, eu aceito que você seja o escolhido. Mesmo tendo consciência de que vou voltar a ser homem alguma hora, sei que vou entender o que aconteceu.
– Você... Me aceita? — pergunta ele, descrente.
– Não me faça repetir! Droga! — respondo. Ele sorri. — Só... Vamos devagar, ok?
– Eu aceito ser aquele que arranca essa maldição de seu corpo; apesar de acharque assim está melhor — fala ele, se levantando — Ah, sim. Prometo não ser muito grudento também.
– Assim está melhor. — respondo. Ele me ajuda a sair da rede, fazendo uma pose de mordomo depois.
– Tenho que me controlar para não ter um sangramento ou alguma outra reação, então, se puder, não fique usando roupas que provoquem muito. — pede ele — Não estou deixando minha personalidade nem nada, mas assim será mais fácil. E eu tenho a Robin-chan e a Nami-san, não se preocupe.
Alguma manivela no meu cérebro trava. "Eu tenho a Robin-chan e a Nami-san" Como assim?
– Eu sou acostumado a levar pancadas da Nami-san, então se acontecer algo que ela ache ofensivo, com certeza eu vou apanhar. Não se preocupe. — fala. Ah, então é isso. – E assim não vou ficar de olho em você o tempo todo, já que elas duas também são lindas.
Desgraça de desconforto!
– Concordo. — falo. Ele olha em meu rosto.
– Você não está com ciúmes, está? — pergunta. Meu rosto fica quente.
– Ciúmes? Eu? Ah, tá! Nunca! — falo, virando o rosto — Afinal, elas são mais bonitas que eu, mesmo. Têm mais peito, mais bunda...
– Eu não disse que elas são mais bonitas que você. Eu disse que elas também são bonitas. É diferente. — responde. Merda! Por que ele tem que ser tão gentil e educado?
– Bom, então eu vou sair. Vou polir minhas katanas. Ja ne. — falo, andando na frente, deixando-o para trás. Subo até o ninho do corvo, pegando minhas katanas e descendo até o subsolo do navio, onde fica a oficina, e na maioria das vezes, Usopp ou Franky estão ali. Pego um pano especial para isso que comprei, subindo para o convés.
Me sento na grama, desembainhando a Wadou. Começo a passar o pano com cuidado, deixando-a brilhando. É a espada que a Kuina deixou para mim... Se ela soubesse o que está acontecendo, com certeza riria da minha cara. Ai, ai.
Sinto que a tal cólica passou, pois não sinto mais a dor de antes. Passo para a Shuusui, e depois a Kitetsu. Quando termino com as três, me levanto e sinto algo escorrer pela perna. Porque eu fui inventar de colocar um short logo hoje!?
– Ei, Zoro! Você se cortou? — pergunta Luffy, correndo até mim — Está sangrando!
– Ah, não é nada, capitão! — falo, tentando esconder o sangue — Falando nisso, cadê a Nami?
– Alguém se machucou? Tô sentindo cheiro de sangue... — fala Chopper, saindo de sua sala. Ele olha para mim, e se assusta. — Vai para o banheiro, Zoro. Eu chamo as meninas.
E quando fui até o banheiro, tive que tomar um banho de chuveiro. Sério, acho que nunca tomei tanto banho na minha vida.
Quando termino, Nami me ajuda a colocar aquele negócio que parece uma fralda, só que menor. Não chega a ser desconfortável, mas é esquisito. Ela amarra meu cabelo todo para trás e me entrega uma camiseta e uma bermuda, que eu coloco depois de pôr o sutiã.
– Né, Nami... — chamo. Ela se vira e olha para mim — O que você acha do Sanji?
– Hm... Ele é pervertido, pervertido e pervertido. — fala. Em seguida, sorri. – Mas, além disso, é um cavalheiro, cozinha muito bem e é educado com as mulheres. Além de também ser bonito, apesar das sobrancelhas.
– Você... Gosta dele? — pergunto, sentindo o rosto quente e quase morrendo de vergonha.
– Gosto. — responde. — Como um amigo. Apesar do porte físico e das qualidades interiores, não o vejo e nunca o vi como alguém para namorar. Por quê?
– Bom... Você ouviu ontem na cozinha, né? — pergunto. Ela assente — Então... Se eu tiver que realmente fazer uma coisa dessas com ele, seria ruim para você...
– Ah, entendi.
Um silêncio constrangedor surge no ambiente. Não tenho mais coragem para perguntar essas coisas. Eu não tenho muita força mental. Vocês devem saber disso. Alguns minutos passam, e ela anda até a porta.
– Mas sabe, Zoro... — fala, suspirando em seguida — O Sanji-kun é o melhor de todos aqui dentro. Ele é um bom "escolhido". Pense bem: o Luffy é uma criança, o Franky é um ciborgue, o Brook é um esqueleto, o Chopper uma rena que não tem interesse em mulheres humanas, e o Usopp... Bom, o Usopp é o Usopp.
– Pensando por esse lado... — falo. — Mas Nami, pensa pelo meu lado. Até quatro dias atrás eu era um homem! E eu ainda tenho uma cabeça de homem, apesar do corpo. Eu tenho muita aversão a esse negócio de que eu tenho que transar com ele, mas é o único meio de tirar isso de mim! Eu me sinto encurralado!
Ela olha para a janela do quarto. Parece pensar no que dizer.
– Olha, Zoro... — fala. Eu fico atento — Eu nunca passei pelo que você está passando, então não entendo muito bem o que você pode estar sentindo. Entrar nessa tripulação foi uma escolha que eu fiz aqui...
Ela coloca a mão sobre o coração. Em seguida, põe a mão na cabeça.
– E não aqui. — termina. — E o seu coração, Zoro? O que ele te diz? Talvez seja a hora de você dar uma chance ao seu coração, e parar de tomar decisões pela cabeça o tempo todo.
– Nami... — falo. Não consigo conter um sorriso — Arigatou!
– Por nada. — responde ela — Só uma última pergunta: o que você sente quando está perto dele?
– Eu não sei bem. — respondo — Sinto vontade de ficar perto dele, e acho sua presença agradável. Mas não consigo parar de pensar que vou voltar a ser homem...
– Isso não importa. Você agora é mulher. Suas reações e as sensações que você tem quando está perto dele prova que você se sente atraído. Não precisa ficar se martirizando, pensando que virou gay e essas coisas. Afinal, você é uma mulher.
Suspiro. Essa mulher virou psicóloga? Se virou, ela é muito boa... E ela tem razão em tudo que disse.
– De qualquer forma, pense mais um pouco sobre isso. Mas antes de tomar qualquer decisão, pense também que ele é muito bom. O Sanji-kun é como você, Zoro. Daria a vida para proteger a tripulação.
– Eu sei disso. Tenho certeza. — respondo. Ela sorri. Me sinto mais leve. — Arigatou, Nami. Você me ajudou muito.
– Não esquenta. — fala — Afinal, você vai me pagar depois!
– O QUÊ!? — grito, com o susto. Tudo pra ela tem dinheiro envolvido?– SUA MERCENÁRIA!
Ela me mostra língua, saindo do quarto.
É, acho que eu posso tentar fazer isso tudo dar certo. Talvez dê certo.
Talvez.
Notas finais
*Taka no Me - Olhos de Falcão.
*Mugiwara no Luffy - Luffy do Chapéu de Palha.
*Akagami - O Ruivo.
*Okama - Travesti.
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Gostaram? Espero que sim!!!!
Olha só: eu quero saber o que vocês acham de no próximo capítulo ter o primeiro hentai. Porque o Zoro já está quase decidido, então eu pretendo fazer uma pequena passagem de tempo... O que acham?
Outra coisa: o próximo capítulo pode atrasar um pouquinho, tá?
Espero as respostas!
Beijos, amo vocês!!
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