Exceed

1 Chapter Zero - Codename


Notas iniciais
1. As linhas escritas com são referentes aos bancos de dados, algumas vezes apareceram antes do inicio do capitulo, então não se assustem '--' 2. Existem algumas palavras em inglês na história, mais ssão algumas q todos conhecem por jogar jogos - por serem comuns - caso não entenda inglês, utilize o google o/

Acessando Banco de Dados...

00CX89SLF00-454 “Exceed”

Neo-Grenderhall, uma cidade prospera e futurística. Vários edifícios com seus vidros resplandecentes que refletiam a luz ao redor. Poucas pessoas sabiam como a cidade prosperou tão rapidamente em poucos anos...

Máfia, mais especificamente White Gentleman, a sociedade do alto escalão de Neo-Grenderhall que a governava nas sombras. Sem causar problemas a cidade e a financiando eles não viraram um grande problema...

Exceed, projeto da White Gentleman para criar guarda costas imbatíveis em varias formas de combate. O Projeto foi cancelado após o Incidente com a Cobaia 0077-13

Ver Dados....

....Dados das Cobaias

Cobaia 0077-13 “Kuro Jirou”

Um Exceed com grande potencial, sendo treinado desde o nascimento. Nome que o senhor Yoshimori deu a ele. No dia do Incidente ele matou vários de seus parceiros e fugiu do laboratório indo ao Mundo. Motivo de Rebelião Desconhecido...

...

ERROR!

ERROR!

Falha no Sistema! Fechando Terminais de Dados!

...

Chapter Zero — Codename

Yamada acordava para mais um dia de aulas, seus curtos cabelos ruivos estavam bagunçados por causa do longo sono. Coçou a nuca e levantou em direção ao banheiro. Seu apartamento era pequeno, mas era tudo que podia financiar com o salario de meio-período que fazia após as aulas. Três, quatro passos e já estava no pequeno banheiro do apartamento. Tomou seu banho matinal e escovou os dentes, logo já estava pronto para mais um dia no colegial de Grenderhall. Após Neo-Grenderhall ser fundada a antiga cidade fora abandonada e agora era onde viviam a “ralé”, como diziam os que moravam em Neo-Granderhall.

Já vestido com seu uniforme, Yamada fechou a porta de seu pequeno apartamento e a trancou, mais alguns passos e já estava em direção ao terminal de trem. Fazia calor naquela manhã então foi com sua jaqueta aberta.

Logo no terminal, Yamada entrou no primeiro trem que parou e já se preparava para uma viagem de trinta minutos, mesmo sendo um colegial na própria cidade onde mora, teria de esperar pelo trem ter de passar na Cidade Nova. Neo-Granderhall nasceu no centro da cidade de Granderhall. Na época os trens passavam cortando a cidade ao meio, passando pelo centro deixando executivos e outros trabalhadores, como continua sendo feito, mas, com receio. Após Neo-Granderhall, a sociedade foi dividida em dois, os Neo-Granderhall’s, vivendo na Nova Cidade e rolando em milhares de Yens e os Granderhall’s, pobres coitados sem poder aquisitivo, e consequentemente, sem poder.

Yamada parou por um instante de refletir quando chegaram a estação de Frendir, esperando por algo. As portas do trem se abriram e logo começou a entrar varias pessoas, colegiais como eles, mas em escolas diferentes — ou a mesma — executivos em seus ternos, suando com o calor, moças de meia idade indo fazer compras no centro. Sempre as mesmas pessoas, com sua mesma rotina e vida medíocre, mas algo que gostavam, então não havia muita discussão entre Yamada e sua consciência sobre como o mundo gira. Uma garota vestindo o clássico uniforma de marinheiro se aproximou dele, os detalhes do uniforme eram vermelhos, como o longo cabelo da garota. Yamada logo a reconheceu pela longa saia que usava e suspirou:

— Karin, nunca vai mostrar essas pernas...

— ha ha... — ela ri desferindo um soco na cabeça dele — Como vai Yamada, vendo que há debaixo das saias das garotas?

— Não — ele passa a mão onde levou a pancada — Só estou pensando nessa rotina

— Pra mim você pensa é demais — ela respondeu rápido como um raio

— Pode ser... — Yamada se levanta e dá o lugar para um senhor que entrou na ultima estação

— Vejo que ainda tem os bons modos, viver naquele subúrbio não destruiu sua educação — Disse Karin vendo a ação do amigo.

— Só porque estou vivendo lá não quer dizer que vou viram um daqueles Gangsters — ele respondeu um pouco emburrado

Onde seu apartamento fica foi considerado um dos bairros com mais brigas entre gangues, a regente, por enquanto, de Hellion são os Gangsters, uma gangue utilizando os velhos princípios de colegial, mesmo assim fortes. Yamada deu de encontro com eles duas vezes na loja que trabalha de meio-período, mas não arranjavam briga por lá por ser a loja de um dos membros de alta patente.

O alto-falante do trem logo anunciou a estação de Sarden, onde Karin e Yamada desceriam para o colégio. Yamada apenas estuda lá por ter ganhado uma bolsa após os pais morrerem em um acidente na época do inicio da Nova Cidade. O carro onde eles estavam para voltar para casa fora alvejado por homem em ternos e óculos escuros, os Bodyguards, Seguranças de pessoas importantes como senadores, presidentes de firmas e pessoas Importantes para a vida da Nova Cidade. Karin, sua amiga de infância se mudou para da divisa entre ambas as cidades, onde as pessoas com o poder aquisitivo médio viviam, longe da baixa categoria quanto da alta. Já Yamada teve de se mudar para uma área mais funda da Velha Cidade por falta de dinheiro, com a morte dos pais começou a se virar sozinho no mundo tendo ele e si mesmo para cuidar.

Na entrada do colégio de Sarden, divisa entre a Nova e a Velha cidade.

Yamada e Karin sempre iam da estação até o colégio juntos, mesmo com os locais que vivem, continuariam sendo amigos íntimos — algo que causavam boatos sobre ambos.

Ao chegar ao portão principal, viu as sakuras caírem ao chão, Outono estava acabando e ele sentia que podia ser o aviso de algo novo que aconteceriam com ele. A entrada da escola e pela extensão dos muros existiam algumas sakuras, causando uma pequena chuva de rosa quando as flores caiam no fim de outono.

Em sala, Yamada ficava sentado, esperando o professor, que estava atrasado vinte e cinco minutos, seu segundo ano e ainda não havia se enturmado muito com a sala. Haviam cerca de vinte e quatro alunos em sua sala, por rumores que um aluno novo havia se atrasado para vir as aulas por problemas pessoais. Logo sua concentração se esvaiu quando o professor entrou na sala, acompanhado de um jovem. Todos na sala o encararam pela sua aparência, Olhos azuis como o céu sem nuvens, sem brilho, cabelos cinza e sem vida, como se tivessem sugado a vida toda dele e jogado para se virar em um bairro barra-pesada. O Professor tossiu duas vezes e todos se sentaram em seus lugares, tirando o espanto da sala quanto ao jovem:

— Bem... — começou o professor — este é o aluno que estava faltando na sala, se quiser se apresente...

O jovem olhou para os lados sem mexer a cabeça e abriu a boca

—... Kuro... — sua voz melancólica e fria deixou muitos petrificados ou com vontade de rir pela postura do aluno novo

— Preto? — disse um dos alunos querendo brincar com o calouro — mais você é mais pálido que um morto!

A sala não aguentou e começaram a rir, Kuro ficou parado, sem fazer algum movimento, uma estatua humana. Ao terminar as gargalhadas, ele apenas abriu novamente a boca.

— A escuridão Rodeia-me... Segue-me... Envolve-me... — pausou por um instante —... Posso me sentar... ?

O professor ficou calado por uns momentos até que alguém da sala tossiu, o fazendo ter novamente voz de comando:

— Sim, vejamos... Sente-se atrás da Karin, espero que não se distraia — o acento atrás de Karin era o único vago e ao lado da janela.

Kuro avançou e sentou-se. Karin, do jeito que ela é tentou alguma amizade com o aluno novo... Nada além de silencio da parte de Kuro.

Noite, Edifício God Hand

Edifício God Hand, o edifício central da Neo-Grenderhall. Controlado por uma das grandes corporações controladoras da Nova Cidade, Izzumi. As Indústrias Izzumi Industries são grandes fornecedores e fabricantes de 90% da tecnologia usada na Neo-Grederhaal de forma que o prédio central é o mais alto da cidade. Seu fundador Namorou Yoshimori, fez com que a Indústria crescesse de tal ponto que ficou conhecido em livros de história como um dos cinco fundadores e planejadores da Neo-Grenderhall.

Esta noite a reunião mensal dos que governam a cidade pelas sombras, sendo reconhecidos apenas como grandes financiadores da Nova Cidade, estava sendo realizada no edifício. White Gentleman sempre realizava essas reuniões com os cinco representantes das corporações fundadoras e um representante do prefeito para passar as decisões da reunião pessoalmente para o prefeito. Das corporações fundadoras, quatro de seus representantes estavam na sala. Hein Technologies com seu representante nacionalizado alemão, com cabelos loiros jogados para trás e olhos cianos que fitavam seriamente à frente, rival da Izzumi no ramo da tecnologia, mas utilizada na Engenharia Civil. Yuto Motors, uma das fabricantes de veículos para a Nova Cidade, o representante era calvo, olhos escuros com olheiras e uma barriga avantajada e o terno aberto. Juonka, uma empresa de escritório comum, financiadora da maior parte dos gastos com a Nova Cidade, seu representante possuía cabelos negros repartidos ao meio, um óculos retangular e possuidor de olhos verdes. Suimara, uma empresa de segurança e vigilância, poucos sabiam por que esse tipo de empresa estaria envolvida, ao publico foi mostrada como criadores do auto sistema de vigilância da Nova Cidade, com portas que abrem por visão de retina e uma amostra de digital da palma da mão, fora o conhecimento do publico, pouco se sabia do que tramavam, representante um tanto controverso em relação aos outros, cabelo com um topete espetado e óculos escuros. E por fim, o representante do prefeito, sem muito do que dizer dele, aparentava ser jovem para o ramo, entre vinte e cinco e vinte e sete anos, tinha cabelos igualmente jogados para trás, com tonalidade negra e olhos azuis.

Logo, demostrando irritação, o representante da Hein Technologies disse:

— Onde está o Senhor Kenji? — disse pondo as mãos inquietas na mesa de reuniões

— Acalme-se, Senhor Lins, sabe tanto como nós da White Gentleman que o Senhor Yoshimori está com problemas de saúde — disse o representante do prefeito

— O Senhor Hiro tem razão, Senhor Lins, a não ser que você também queira adoecer... — retrucou o representante da Yuto Motors

Logo ao término do comentário do representante da Yuto Motors a grande porta e entrada da sala se abriu, de lá entrou um homem, dentro de seus vinte e três anos, cabelos castanho escuros um pouco para cima em um terno negro. Ele então redigiu a palavra:

— Senhores, perdoem-me por meu atraso, o Senhor Yoshimori teve algumas complicações, mas já descansa em seu quarto.

— Espero que ele melhore, é um bom homem... — disse o representante da Suimara

— Era... Até o Incidente — Retruca rapidamente Lins

— Ora, Senhor Lins, como vai o Senhor Vlad? — Disse o homem parado em frente à porta

— Muito bem... Senhor Kenji — Lins Responde com um tom amargo

Kenji se sentou numa cadeira vaga e então começaram a reunião

Do lado de fora da sala de reuniões estava dois Bodyguards, de guarda para que a reunião não seja interrompida de forma alguma, logo um ofereceu um cigarro ao outro:

— Não é permitido fumar aqui...

— Hm... Pelo jeito tu é novo no trabalho — respondeu o Bodyguard com o cigarro na mão, que automaticamente foi para a boca — esses chefões nem ligam com isso por aqui, afinal passam horas dentro dessa sala, até lá posso traga alguma coisa.

O Bodyguard acendeu o cigarro e começou sua pequena diversão no fumo, puxava o fumo, soltava fumaça. Logo o outro acostumou com a ideia e pediu um ao outro.

Ficaram fumando até seus cigarros acabarem no filtro, com isso se passaram trinta minutos, ao que parecia a reunião mal começara.

— Vou buscar um café, já vai se acostumando com isso novato, você vai madrugar hoje — disse o Bodyguard mais velho indo pega o café numa maquina no fim do corredor.

— Tudo isso sem fazer nada...

O outro riu com o comentário do novato enquanto esperava a maquina encher os copos. Ao terminar de encher, ele pegou ambos os copos e deu meia volta para voltar ao posto. Neste instante o elevador fez um beep mostrando que alguém chegou ao andar. Rapidamente o Bodyguard mais velho deixou os copos na maquina e começou a caminhar até o elevador, tenso com a situação, pôs a mão dentro do terno caçando sua Pistola Automática. Ao encontra-la foi para a quina do corredor com a pequena passagem ao elevador. Virou um pouco a cabeça para ver quem estava dentro, mas não havia ninguém, apenas o elevador parado no andar.

— Parece que alguém está azarado hoje... — ele disse se sentido idiota. desencostou da parede e guardou a pistola de volta ao terno, subitamente ouviu sons de tiros ao longe. Rapidamente virou-se e saiu em disparada com a pistola nas mãos.

A sala de reuniões estava em choque, um tiro ecoou e o silencio ficou no ar. Kenji se levantou, cansado de todos calados:

— Eu irei ver o que acontece... — a porta rangeu e Kenji paralisou diante do que via a sua frente, um garoto, aparentemente com 16 anos vestido em um sobretudo marrom com uma placa de metal grudada na manga direita, cabelos cinza e olhos azuis que o encaravam em um rosto serio e entediado, a única coisa que o fez se mover novamente era a inscrição na placa, “0077-13”

— Então o filho volta para tentar encontrar o Pai, como está, Jirou-kun? — ele disse com um sorriso no rosto enquanto erguia a mão direita.

— Desculpe, mas, quem é Jirou-kun? — o garoto logo abriu um pequeno sorriso e apontou a pistola que possuía em mãos para trás e disparou. Logo se viu um bodyguard caindo ao chão com uma perfuração no meio da testa, o garoto pôs-se a falar novamente:

— Darei uma pista a vocês antes de perderem um membro importante deste conselho — ele saltou, passando por cima de Kenji e seus 1,70 metros facilmente pisando na mesa e indo ao lado oposto caminhando calmamente como se ninguém fosse poder impedi-lo, logo apontou a pistola prateada na cabeça do representante do prefeito. Os outros membros levantaram-se de suas cadeiras em pânico, quando o garoto novamente falou:

— Codename: Ikarashi...

O som do tiro fez-o novamente se calar, o representante estava morto e sua cadeira caia contra a gigantesca janela de vidro por suas costas. O vidro quebrou com o impacto da cadeira com o representante e logo ambos estavam caindo, lançados aos ares do maior edifício da Neo-Grenderhall. O garoto olhava pela janela vendo o corpo cair quando se virou e ficou de costas para a abertura. Cinco bodyguard’s se aproximavam armados e os membros estavam preparando-se para tramar algo.

— Sinto por ter de deixar esta reunião senhores, mais terei de sair... Voando daqui — o garoto nomeado Ikarashi jogou seu peso para trás caindo do edifício, Kenji avançou ate a janela quebrada, mas ao chegar não havia sinal do garoto de cabelos acinzentados. Kenji ficou intrigado com a placa, sabia que era Kuro... Mas algo não estava certo...

— Tentando começar uma revolução, garoto? — Kenji diz em voz baixa enquanto as luzes azuis e vermelhas piscantes começam a aparecer na avenida abaixo, onde estava o corpo do representante morto totalmente desfigurado.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.