Exaltação

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Hoye~. Como estão? xD Já vou desejar um feliz natal e ano novo para todos um pouco adiantado, já que não sei se vou aparecer por aqui mais alguma vez antes dessas datas. Ressaca Friends chegando e estou vagabundeando, dormindo pakas e escrevendo, então... É isso. -q Essa Fanfic é dedicada à Luluca. Espero sinceramente que goste e também me perdoe pela demora imensa que levei a escrever. ;u; Perdão. Desculpem os possíveis erros, revisei umas três vezes, mas pode ter escapado algum. Avise caso ache e melhore a leitura para todos! Boa leitura~ /revisada

Podia-se dizer que ele estava ansioso.

Nem antes dos jogos sentia nervosismo daquela forma ou deixava sua indiferença tornar-se falha. Kuroko sabia muito bem como não transparecer um sentimento por meio de feições, na verdade nem precisava preocupar-se com isso, pois era natural de sua parte.

Mas ao lado do ruivo tudo se tornava mais complicado, principalmente o detalhe de não deixar visível o que sentia e o que queria. Akashi conseguia ver, por trás de toda indiferença, seus olhos percebiam.

Era a quarta vez que desviava um contato visual naquela tarde e perdera a conta de quantas vezes sentiu seu rosto esquentar. O azulado ainda não se acostumara com o fato de que estavam saindo e que havia mesmo um sentimento entre ambos totalmente diferentes da amizade superficial que mantinham.

Era vergonhoso.

Sugou o canudinho sentindo o líquido doce do Milk Shake de baunilha umedecer seus lábios, olhando Akashi pelo canto dos olhos enquanto andavam lado a lado pelo Shopping.

Havia mais companhias atrás de si, as que já estava acostumado com a presença.

Kagami e Aomine discutiam novamente qualquer coisa irrelevante, mas sua atenção estava devota somente ao ruivo e aquele sorriso.

Qual seria o motivo deste?

Era singela até mesmo a causa do mesmo. Estar com ele bastava, não? Assim eram os seus pensamentos e o que achava.

Contudo, às vezes pequenas coisas tirava seu foco dele, que não era tão explícito como os olhares trocados. Aqueles dois só podiam estar de brincadeira. Calar a boca era tão difícil assim? Parar com agressões infantis para dois caras daquele tamanho era tão impossível quanto pensava?

Shintarou já reclamava vez e outra, assim também como seu olhar heterocromático passava sobre eles, censurando suas ações em meio a tantas pessoas. Eles estavam num local público, o mínimo de decência deveriam ter, não?

— Kagamicchi, Aominecchi. Está tudo mundo olhando... Vão resolver essa tensão em outro lugar, ssu. — Ryouta comentou, expondo que até mesmo ele estava um pouco irritado com isto.

O que era uma surpresa, ele dificilmente se incomodava. O porquê era até simples, com as brigas que eles faziam e acabavam por chamar a atenção das demais pessoas, os outros notavam o modelo, e suas fãs consequentemente iam até ele, pedindo fotos e autógrafos.

Isso era cansativo, bastava fazer no horário de trabalho.

— Esqueça isso, Kise. A mentalidade é o que falta para esses dois evoluírem, nanodayo. — Midorima proferiu a já arrumar seus óculos mais que o de costume.

Estava lhe afetando também, já que tinham que esperar o loiro acabar com sua sessão de fotos e atenção para as garotas. Ninguém merece, não dava para sair e ter um dia comum? Sempre o loiro tinha de atrapalhar em algo.

Fora visível nas feições de Kagami que aquele comentário verdadeiro, apesar de ter apenas o intuito de soar como uma ofensa causou-lhe uma irritabilidade.

— Hãn? O que disse quatro olhos? — Em seus lábios havia um sorriso no canto apesar do cenho estar cerrado, assim como o punho. Péssima mania sua.

A mão de Aomine logo apertou o ombro do ruivo maior buscando novamente sua atenção.

— Não vire as costas para mim quando estou falando com você! — Aquele diálogo era rotina, já estava tornando-se exaustivo e até o azulado mais a frente podia ouvi-los e criar uma conclusão óbvia a respeito.

— Aomine-kun, se quer tanto a atenção de Kagami-kun não é assim que irá conseguir, apenas seja sincero e lhe diga o que sente. — Fora mais uma provocação, dessa vez por parte de Kuroko que geralmente mantinha-se excluso daquelas briguinhas sem reais motivos.

Mas era necessário por um fim naquilo e de certa forma as coisas se aquietaram um pouco quando vira Aomine calar-se após seu comentário e virar o rosto emburrado. Sorriu discretamente com aquilo voltando a chupar seu canudinho.

Paz, finalmente?

Por que com aquela fala Daiki ficou quieto? Não diga que...

Ah.

A cabeça de Ryouta levou certo tempo para chegar àquela conclusão, acabando por tomar uma atitude ainda mais idiota. E que somente traria de volta o clima de antes.

Que bosta, Kise!

— Ah! Aominecchi gosta do Kagamicchi então?! É por isso que sempre estão brigando? Não me diga que a tensão de vocês é aquela? — Por que logo ele fora abrir a boca para alguma coisa? Que ser insuportável.

Seijuurou suspirou, cansado.

Tá. Não se meteria naquilo, já que sabia que Aomine não deixaria comentários passarem nesse nível para cima de si. Contanto, teriam que aguentar um loiro choroso por apanhar depois disso. Era completamente complicado tudo isso. Ele bem que merecia para realmente cair na real e parar de ser tão inconveniente.

Seu olhar pousou dessa vez uma primeira vez em Tetsuya de maneira direta, não desviando como notava com facilidade que ele realizava isso em si.

— Quer alguma coisa? — Não havia lhe dirigido a palavra muitas vezes, já que ambos eram extremamente discretos.

Não era necessária tanta afobação.

E também não sabia muito que falar. Já saíram algumas vezes juntos, mas isso era no caso somente ambos, sem esse grupinho junto para piorar as coisas.

Com os outros olhando ficava difícil ter uma aproximação a qual queria. Já que também não forçaria alguma coisa que o deixasse constrangido, assim também como si – mesmo que achasse impossível isto.

Ficar a sós com você, seu pensamento logo formulou uma resposta nada conveniente. Por sorte não deixara escapar.

— Estou bem. — Aproximou-se mais dele lhe estendendo o copo e oferecendo sua bebida.

Kuroko era alguém sincero, tentava nunca mentir para si mesmo e não tinha dúvidas quanto ao que sentia. Totalmente diferente de certo moreno que havia desferido um tapa na cabeça de Kise e já arrumava outra briga.

Por hora ignoraria eles como o mais novo ao seu lado.

Olhou para o chão e então para as mãos que se moviam minimamente lado a lado. Seus dedos aproximaram-se dos dele, retendo o movimento e fechado contra a palma.

Não queria usar de desculpas com ele ou atitudes que espelhassem outras no fim. Todavia, via como ele ainda não estava preparado para uma abordagem dessas em público. Sabia respeitar e continuaria assim, porém, poderia utilizar isso de momento por enquanto.

Eram todos bem chegados uns aos outros ali, eles enxergariam como apenas coleguismo. Apesar de esse termo deixá-lo um tanto quanto limitado e até mesmo não lhe apetecendo.

Terminou de aproximar sua boca do canudinho que ele estava sugando há segundos, tomando entre seus lábios e repetindo o mesmo, de forma lenta, a fitá-lo nisto. Tomou de forma leve, para apenas trazê-lo mais um pouco, sua mão que notara que ele tentava aproximar, desistindo de outrora.

Estavam andando num ritmo completamente lento, então somente parou alguns segundos, acariciando seus dígitos e os entrelaçando brevemente. Afastou a boca do canudinho, lambendo o lábio inferior, a sorrir minimamente a ele.

— Obrigado — agradeceu a manter a posição.

Quando se manteria à vontade para tomarem as mãos? Já estavam juntos fazia um tempo. Há quase um ano.

Kuroko segurou novamente o canudinho, colocando-o entre os lábios e passando a língua dentro de sua boca, por este. Uma troca de salivas tão comum e simples, mas que ao pensar no que fizera, chegava à conclusão que tinha realmente uma visão a respeito nada inocente. Estava privando-se de algumas vontades por conta da vergonha. E isso não era a coisa certa a fazer. Começou a perceber que o caminho que agora faziam era em direção ao cinema. Fora a ideia inicial que reunira todos ele ali para então irem ao Shopping.

Porém, pela cabeça do menor, ideia alguma surgia sobre o filme que iriam assistir. Terminou com o conteúdo do copo soltando um barulho baixo de satisfação, já podendo ver a entrada do cinema.

— Que filme iremos ver?

— Cartas pra você, ssu. — Ryouta comentou a já entrar na fila para a compra dos bilhetes, recebendo uma feição de cada um dos presentes.

Todos os quais, cada um a sua forma de lhe olhá-lo com até mesmo raiva. Que nome estúpido, era romance?!

— Kise, não diga que você nos trouxe até aqui para assistirmos um filme com o gênero de romance como principal? — Shintarou mexeu em seus óculos por um momento, igualmente desacreditado.

Os presentes sabiam dos gostos do modelo e sabiam muito bem como aquela cabeça estúpida funcionava, mas isso chegava a ser um tanto demais para eles aturarem.

Akashi evitou começar um discurso breve que o faria mudar de opinião em segundos, indo para a fila para comprar as costumeiras besteiras para o filme. Ou melhor, o tempo que o trailer levava para passar. Morreria de tédio, ótimo. Ainda bem que estava com a companhia certa em tudo isso, ou iria fazer Ryouta pagar por seu tempo desperdiçado.

O filme escolhido também não era da preferência de Kuroko. Na verdade não era a de nenhum deles, apenas Kise e sua personalidade que atraía filmes do gênero era capaz de assisti-lo com gosto.

Aomine já teria sua ocupação para as próximas duas horas. Tiraria um bom cochilo. Kagami não ficaria tão mal assim, tinha pipoca além da companhia do moreno. Cada um com um afazer que os desconcentrasse do desenvolver chato do filme. O que não seria difícil.

Não demorou muito para a companhia de Taiga se fazer presente junto à do outro ruivo na fila. Este não perderia oportunidade alguma em poder comprar bastante pipoca para se entupir durante o tempo todo que perderiam ali com aquilo. Por um momento sua visão voltou para o albino, notando ele se desfazer do copo vazio de sua bebida favorita.

— Quer outro? — Sabia que ele não iria comer pipoca, assim também como si.

Não tinha muitos gostos que geralmente ficavam fáceis de aparecer em público. Com isso vinha comentários desnecessários, acusando-o por ter o dinheiro e aquilo lhe estragar. Ah. Generalização até para cima de si, francamente.

— Sim. — Um mínimo e sincero sorriso tomou conta de seus lábios.

Não negaria algo dele, ainda mais sua bebida favorita. Kagami havia comprado sacos de pipoca, era quase impossível acreditar que ele fosse comer tudo aquilo sozinho. O azulado já estava acostumado com tal cena, não era nenhuma novidade que era mesmo capaz disso.

Esperou o pedido que o ruivo fizera, enquanto não muito distante podia ver Kise aproximando-se com os ingressos que havia comprado.

— Você vai se sentar junto comigo, não é, Kurokocchi? — Ryouta já praticamente engatou no braço do azulado, sorrindo animado com a ideia disto.

E claro, esta sendo algo errado para todos ali, em principal certo ruivo. Contudo, este não demonstrara nem o mínimo, pegando apenas uma pequena embalagem de um chocolate e o Milk Shake de baunilha do menor, pagando por isto e logo voltando para seu lado e lhe estendendo a bebida.

Ele simplesmente não enxergava ou fazia isso de propósito? Era mais que inacreditável que alguém pudesse ser inconveniente nesse nível.

— Na verdade não. Vou me sentar ao lado de Akashi-kun. — Kuroko fitou o loiro de forma séria, deixando a sinceridade e vontade própria clara. Não guardava sua opinião para agradar alguém, principalmente quando tratava-se de Kise. As palavras saíam de sua boca de forma fácil e direta. — Kise-kun não aperte tanto, posso acabar derrubando o Milk Shake.

Os braços de Aomine circundaram o pescoço do loiro, puxando-o um pouco.

— Deixe o Tetsu em paz. — E um olhar foi lançado a Kagami no decorrer do ato.

Aquele era seu mais novo tipo de provocação? Uma tentativa de causar ciúmes?

Aquilo ficava ridículo a cada momento que se passava. Quanto tempo faltava para o filme começar e evitar mais uma sessão de garotas ou ações infantis? As palavras do menor soavam de forma tão agradável, mesmo aquilo ter sido uma recusa digna de possível pena. Um sorriso pequeno trajava suas feições, tendo os olhos fechados numa expressão satisfeita.

Não. Não tinha dó quando a pessoa era Kise.

—Aominecchi vai sentar comigo então?! — Ryouta já propôs a ideia de forma animada, esquecendo-se do fora que levou em segundos e largando mais Tetsuya.

Ele nem mesmo notava o clima que acabava criando, não é? Claro que não, parecia um cachorro no cio. Já balançava a cauda e orelhas invisíveis, que só sua pessoa conseguia causar nos conhecidos, se achegando a abraçar o moreno.

Aquilo passaria de romance para tragédia e horror se aquela cena continuasse, por favor...

— Não. — A mão do moreno atingiu a testa dele, empurrando-o para trás com a voz preguiçosa e indiferente. Já estava acostumado com tais atitudes.

Kagami passou por ambos sorrindo satisfeito sem ao menos esconder.

— Vamos antes que o filme comece.

A cada passo em direção à sala a qual passaria o filme, podia-se ouvir o som dos trailers.

— Isso foi cruel, ssu. Aposto que nem vão assistir o filme... — comentou a murmurar com um biquinho enorme dessa vez.

Ah. Sr. Gênio Kise Ryouta? Alguém busque o troféu para ele, está merecendo. Qual de seus amigos perderia tempo com tal gênero para um filme? Pelo amor.

Até que o modelo tinha alguns gostos respeitáveis, mas esse tinha ultrapassado o ridículo em níveis alarmantes. Com todos a ignorarem essa sua última fala, já estavam adentrando após entregarem os bilhetes a uma das jovens que trabalhavam perto das portas, logo sendo tragados pela escuridão que inundava a sala.

Não parecia estar muito cheio. Claro... Quem perderia tempo com aquilo? Francamente. Era melhor ter ficado em casa, não? O tempo teria sido melhor aproveitado, com toda certeza. Dessa forma, eles tinham livre escolha para pegarem os lugares desejados. Todos, bem longe do loiro.

O fato de o lugar não encontrar-se tão cheio assim deixava Kuroko um pouco decepcionado. Não sabia bem o exato motivo. Iriam querer que sentassem todos juntos e o menor tinha outros planos que, pela vergonha, não incluíam olhares de seus amigos. Queria um tempo com o namorado, afinal, era um clima que combinava, não?

Começaram a subir as escadas a procura de uma fileira. O azulado encontrando extrema dificuldade em visualizar os degraus, tropeçou logo atrás de Akashi. Suas mãos apoiaram-se em suas costas, puxando um pouco a blusa que este usava.

Caso Seijuurou não tivesse tomado certo cuidado, acabaria por ter de empurrado Midorima, e este dar a sequências nos seguintes. Não seria nada agradável uma fileira de garotos caídos nas escadas de acesso a fileiras do cinema.

Aproveitou para parar ali seus passos, deixando que o resto deles seguissem para os lugares, até então escolhidos por Kise, se distanciando de ambos. Virou-se para Kuroko, visualizando seu rosto brevemente, tomando sua mão a sua própria e caminhando numa direção oposta, escura e bem longe dos outros.

Praticamente a segura fileira de cima da direita do cinema. Não tinha ninguém numa zona de seis fileiras de distância, ficariam bem isolados dessa forma.

— Tudo bem? — Antes de se sentar indagou um pouco preocupado.

Sabia que ele estava bem porque não teve uma queda, mas não custava perguntar, também a sua bebida por ter caído. Não tinha imagem correta dela com a escassa iluminação.

— Eu... Estou bem. — Havia levado um breve susto, contendo qualquer barulho que denunciasse sua queda.

Mas estava feliz, pois ao olhar melhor onde haviam sentado, podia chegar à conclusão de que era um ótimo local em que não teria maiores preocupações com os outros.

O filme havia começado, e somente a tela do cinema iluminava a sala e parcialmente as pessoas. Por isso Kuroko só percebera sua blusa ao tocá-la, ajeitando-se melhor na cadeira. Havia derrubado um pouco do Milk Shake fazendo o tecido tornar-se úmido e gelar minimamente a pele.

Soltou um som baixo, afastando a blusa, tentando visualizar melhor a situação em que ela se encontrava.

Isso não era nada bom. Já havia ar condicionado no cinema por demasiado, tornando tudo um tanto quanto gélido demais, ficar molhado mesmo que em uma pequena parte traria uma consequência não desejada. Os olhos heterocromáticos vagaram nas próprias rapidamente. Não seria um problema.

— Vamos trocar — proferiu a já abrir o zíper de sua blusa, revelando a camisa escura que trajava por baixo desta. Notou o olhar confuso dele, e aquele o fez rir por um momento. — Não vou deixar que fique com uma roupa nessas condições. Vamos, tire — pediu a terminar de descer o zíper, retirando o primeiro braço da manga comprida, esperando ele também realizar o mesmo.

O que Akashi estava fazendo? O local não era nada apropriado para algo do tipo, mesmo que nenhuma atenção estivesse voltada aos dois. Se bem que por outra linha de pensamento, não havia problema, ou havia?

— Aqui? — O menor pousou a mão em sua coxa, apertando-a levemente na tentativa de parar com os movimentos dele. — Mas Akashi-kun terá que usar essa...

— Aonde mais seria? — Seu tom estava com até mesmo leves indícios que parecia se divertir com aquilo. Para si não era nenhum problema, secaria alguma hora, não era incômodo algum. Tirou a outra manga, o fitando a notar que ele ainda estava um pouco receoso. — Eu não me importo. Agora, você tira ou quer que eu faça isto por você? — indagou com um timbre até mesmo malicioso, apesar de encobri-lo, a repuxar minimamente os lábios.

Também não via problema nisto, faria com maior gosto.

O menor rapidamente desviou o olhar para seu peito, evitando pela quinta vez o contato visual naquele dia, e isso era somente uma suposição. Separou os lábios, ficando pensativo quanto aquilo, ainda tomado pela vergonha ao ouvir as palavras.

— Não tenho certeza. Seria um incômodo... — Voltou a fitar seus olhos heterocromáticos, sentindo o peso de sua ordem.

E era natural assim como as feições de indiferença em sua face... Simples olhares, simples palavras, vindo de sua pessoa tinha um efeito totalmente diferente, principalmente para Kuroko. Aquele olhar...

Levou a mão até a barra de sua camisa, ainda receoso para levantá-la.

O sorriso se alargou um pouco mais, não sendo perceptível nem por si mesmo tal reação. O que podia fazer? Eram as reações de Tetsuya que lhe causavam isso, a sua maneira a agir com mais frequência. Tudo com um propósito bem simples.

Observou-o erguer lentamente a camisa, após se decidir da forma correta ao que realizar, notando sua barriga aparecer e em seguida seu peito. Estava se privando dos toques mais simples para com ele havia já muito tempo, ainda mais para sua pessoa. Não seria problema certo?

Suas mãos seguiram aos dele, ajudando a tirar a camisa por completo, a manter os braços um pouco levantados e a peça passar para sua posse com um puxar de dedos leves.

— Um incômodo para quem, Tetsuya? — A indagação era totalmente proposital. O rosto havia se aproximado do dele restando uma distância quase nula. Só um pouco... — Tiraria por completo. — Não era uma ideia, era algo que iria acontecer.

Sentiu um leve arrepio por sua pele e esta adquirir um calor súbito. Podia sentir a respiração quente de Akashi não muito distante de seu rosto. E como aquela proximidade ocorreu de forma tão rápida?

Seu coração... Batia forte, mas não sabia explicar o motivo, não era incômodo. Será que ele sentia o mesmo?

— Sua vez... — sussurrou enquanto movia as mãos lentamente a sua blusa, entrando com uma por baixo desta e tocando o início da pele. Queria fazer isso por ele.

Estava finalmente mostrando indícios de ao menos um mínimo interesse, hm? Os olhos azuis mudavam, de forma sutil, porém repentina. Apetecia-lhe aquilo, já estava a mostrar um pequeno lado guardado que somente Seijuurou pode ver. E apreciar.

Deixou a camisa dele terminar de escorregar de seus dedos para o braço e lado da poltrona, sendo agora que uma de suas mãos fora para o peito levemente úmido. Tocou com a ponta do dedo, este a fazer um pequeno círculo, não desviando a atenção de seus orbes.

Já a outra tomou o toque em um de seus dorsos que já premeditavam também um ato.

— Faça. — Não era preciso ser dito. Mas adorava e tinha um prazer estranho em ordená-lo.

E com prazer suas ordens eram bem vindas a Kuroko. O azulado sorriu, de seu jeito, mínimo, quase imperceptível porém cheio de sinceridade e interesse em fazer o que lhe fora ordenado. Antes de segurar à camisa a puxando para cima, a mão que tocava sua pele explorou um pouco mais o abdômen.

Usando a ponta dos dedos fora a cintura, cessando o toque ali e começando a puxar a blusa com as duas mãos para cima. Quando esta cobriu seu rosto, parou o movimento ali, soltando um risinho imperceptível. Os braços dele estavam levantados, e segurava a camisa naquela posição para que ele não se movesse.

Antes que alguma pergunta fosse lhe questionada, Kuroko aproximou-se de seu rosto coberto pelo tecido. O cheiro do perfume fez seu corpo arder mais ainda, sentindo a face ficar vermelha à medida que terminava de quebrar a distância.

Por cima da blusa, pressionou os lábios aos dele, respirando lentamente aquele cheiro o qual amava.

Geralmente era uma pessoa bem calma e levaria aquilo até o último segundo da maneira a qual ele queria. Contudo, Tetsuya já havia feito joguinhos demais por uma noite. Aproveitou o contato um tanto indireto o qual suas bocas tiveram, terminando de pegar em suas mãos a camisa e puxá-la devagar, retirando de maneira que aquela distância nem fosse totalmente quebrada.

Os lábios agora se encaixavam, mas os olhos prosseguiam abertos de começo. Queria captar algumas expressões de seu Tetsuya. Acabou por deixar a peça cair junto da outra o qual algum canto ficaria e não seria mais vista por um tempo.

Sua mão seguiu para a nuca dele, segurando levemente os fios ali a ter um contato mais profundo, separando as bocas a encaixá-las novamente, iniciando um ósculo o qual vinha sentindo vontade fazia horas.

A outra tomava posse e contato de sua cintura de momento, não parando ali quieta por muito tempo e tendo um toque a sua coxa. As bocas emitiam pequenos estalos, tendo o contato de suas línguas a se afagarem de maneira lenta, aproveitando o beijo, um dos primeiros a ter com ele ali.

As mãos do menor foram ao pescoço do outro, pousando-as ali, subindo até a lateral de seu rosto e descendo, acariciando-o com os polegares. Não acreditava que aquela situação estava mesmo ocorrendo consigo. Akashi tinha presença diferente de sua pessoa, ser percebido podia ocorrer e somente imaginar, o assustava um pouco.

Lambeu seu lábio inferior, puxando-os levemente entre os dentes. Não tinha intenção nenhuma de parar o beijo mesmo com tais pensamentos. A perna juntava-se uma a outra e a barriga se comprimia mais com cada toque em sua nuca.

Os dedos acariciavam o local várias vezes, sendo notável que pelo passar de seus dígitos de uma maneira rente à pele e quase completamente superficial, ele se arrepiava todo facilmente.

Apartou o ósculo com as respirações a nem serem muito ofegantes. Teria muito de sua boca a aproveitar ainda. Os lábios desceram a roçarem os dele, dando pequenos beijos no canto de sua boca, queixo, puxando de forma leve seus fios a nuca, entrando com os dedos por ali, tendo o queixo erguido.

A boca prosseguia, tomando posse de cada pequeno local de sua tez pálida, tendo pequenos estalos após sugar de maneira fraca alguns locais. A vontade de fazê-lo era imensa, mas não era muito aconselhável o mesmo.

A língua se expôs a tocar a pele do pescoço, entrando mais ao meio das coxas de Tetsuya com a mão, tendo os lábios a fecharem naquela parte da pele com mais força de sucção. Sua blusa esconderia qualquer coisa.

— A-Akashi-kun... — Sua voz falhou um pouco, soando baixa. Odiou-se por isso. — O que está fazendo? — Se ele prosseguisse daquela forma seria praticamente impossível parar e estavam em um ambiente público.

Qualquer tom mais elevado, ou talvez um movimento errado podiam chamar atenção. Mordeu os lábios, cerrando com força os olhos. Não queria que ele parecesse, mas a consciência dizia outra coisa. As mãos de Kuroko desceram por suas costas, seguindo até a barriga novamente, tomando um caminho cada vez mais abaixo.

Ele se fazia de ingênuo muita das vezes. E adorava seus sons de surpresa. Os dedos roçaram dessa vez a virilha, liberando um risinho um tanto sacana com isto. Soltou à tez de seus lábios, deixando um longo beijo a marca feita ali. Demoraria um bom tempo para sair.

— O que parece ser. — Não faria rodeios, estava disposto aquilo de uma maneira não pensada.

Sujeitando-se ao risco totalmente.

Queria, e quando almejava algo, tê-lo-ia sem contestação alguma. A mão passou dessa vez por cima de onde estava sua intimidade, fazendo uma leve massagem ali. E ele era o principal dessa participação.

Uma arfada pelo contato fora perceptível, até alta demais. Levou rapidamente a mão à boca, tampando-a e olhando para baixo e seus movimentos. Mexeu o quadril lentamente, contribuindo com a massagem. Mas, não lhe era o suficiente, queria aquele sentimento também.

A mão em seu quadril contornou a coxa subindo até o cós da calça e descendo a intimidade, pressionou-a apertando lentamente com os dedos até o zíper. Se ele queria daquele forma, teria. Apostariam seus limites. Havia de ter um, não?

Exatamente como tinha de ser. Uma pena que, tal limite para si não existia em algo assim. Um som de visível prazer saiu rouco por sua garganta de forma contida, resultando ao ruivo capturar novamente os lábios de Tetsuya, dessa vez, com bem mais fervor. Não precisava da visão para o que iria realizar, a prática lhe servia e muito.

Os dedos tomaram o zíper entre eles, abaixando o mesmo, logo tomando a liberdade de abrir o botão da calça. A mão arranhou a barriga levemente a subir, descendo até o baixo ventre e pousando sobre a ereção a se formar nos panos.

Massageava com mais vontade, num intuito de querer despertá-lo e não somente provocações enquanto suas bocas tinham os beijos a apartarem e voltarem. E não seria algo rápido mesmo com tão pouco espaço e tal lugar não fornecer muito do que precisavam.

A ponta do nariz do azulado percorreu a bochecha de Akashi, seguindo até o pescoço, deitando o rosto ali com os lábios roçando a pele desnuda. Permitiu-se tomar uma parte entre os dentre, mordendo-a e puxando. Suas mãos tinham o mesmo rumo que a dele.

Após abrir sua calça revelando a box, começou a desejar bem mais que aplicá-lo apenas uma massagem. A boca salivou, fazendo-o buscar seus lábios novamente. Sim, queria exatamente aquilo.

— Akashi-kun... Peça-me... — sussurrou contra seus lábios tendo a respiração totalmente desregulada.

Aquilo era impossível de conter. A excitação lhe subia totalmente com tais atitudes, o jeito, era tudo para lhe tirar resquícios de sanidade. Ele sabia muito bem como realizar isto com pequenas palavras e ações. Como se Seijuurou pedisse algo na vida...

— Chupe-me, Tetsuya. — Os dentes pegaram seu lábio inferior com gosto, dando um aperto mais intenso na ereção já mais formada. Ele nem precisava de muitos toques para isso. O olhar do ruivo já queimava no albino, e era evidente que sentia igualmente aquilo. — Agora. — Ordens, como sempre.

Eram suas formas de acordo, dando um jeito em sua maioria com apenas trocas de olhares. Ou quando a excitação estava em níveis a ainda a crescer, um lado de cada um para complementá-la.

Outro sorriso nos lábios de Kuroko de puro desejo por aquele garoto e satisfação ao receber sua ordem. Beijou seus lábios uma última vez.

— Como desejar. — Lentamente moveu-se daquela cadeira, ajoelhando-se no chão gélido, em frente à sua poltrona.

Pequeno detalhe que não percebera. Tinha foco no que iria fazer, somente. O rosto aproximou-se do abdômen, beijando-o, e roçando os lábios úmidos deixando algumas marquinhas vermelhas. As duas mãos nas coxas dele lhe davam certo apoio enquanto apartava mais o espaço entre o membro e sua boca.

Primeiramente seu nariz percorreu a extensão por cima da box, cheirando disfarçadamente e prendendo o tecido entre os dentes. Puxou-o para baixo deparando-se com seu membro, totalmente desperto.

Atos que jamais passaram e passariam despercebidos por Seijuurou, conhecendo bem os atos do albino durante o ato. Tetsuya o enlouquecia dessa maneira. Uma das mãos era praticamente o reflexo seu, ir diretamente para suas madeixas claras, tomando o controle daquilo. Não o forçava, jamais, mas a posse, o desejo de sempre estar no controle da situação o cobria.

Naquele ato não era nenhum pouco diferente. Acabava por tomar os fios azuis em meio aos seus dedos de maneira até mesmo carinhosa, tendo pequenas arfadas curtas, baixas e cortadas pela respiração quente dele bater de encontro a seu pênis já rijo.

Pulsava a antecipar o toque que já estava tão próximo, já duro pelos outros contatos compartilhados. Desejava fazer aquilo durar e muito, Kuroko tinha mais que tempo de sobra a ficar ali a lhe agradar, tendo um bom cuidado em seguida por si.

As reações, seus toques, a mão de Akashi em seus cabelos e a sutileza que dispunha apesar das ordens. Amava tudo aquilo nele. Seu rosto percorreu pelo falo rijo, deixando os lábios fazerem uma pequena pressão na pele. Ao olhar para ele, mesmo ao praticar tal ato, não podia deixar de corar.

Expôs a língua repetindo o processo e lambendo-o da base à glande, a qual circundou lentamente, deixando um mais um beijo e colocando o quanto conseguia dentro de sua boca. Gemeu baixinho, sentindo membro quente pulsar dentro da cavidade, exercendo movimentos em volta dele, apertando cada vez mais sua coxa.

Suspirou pesadamente, a iniciar um movimento de seus dedos entre as madeixas e um pouco ao topo da cabeça dele. Seu falo dentro da boca de Kuroko acomodando-o enquanto o estimulava, tinha de se segurar muito para não perder o controle ali mesmo. Era muito cedo para isso, e tinha que ter de sobra ainda mais por aquele ser o local o qual faziam tal obscenidade.

A cabeça pendeu levemente para trás, tendo os dentes a morder o próprio lábio de forma leve, apenas para evitar algum som chamativo lhe escapar. Incentivou os movimentos, tomando de volta seus dedos a nuca de Tetsuya, sabendo como tocar e mexer ali nele, liberando um ofegar e gemido um pouco rouco a ele tomar mais gosto pelo oral.

Uma lástima terem de se segurarem tanto, mas só de realizarem o ato dentro de um cinema se tornava extremamente perigoso. Abusar já estavam, agora tinham de maneirar minimamente.

As mãos do azulado subiram pela coxa, uma auxiliando-o ao segurar o membro, masturbando ao mesmo tempo em que chupava. Liberava alguns sons de sucção e outros gemidos baixos de prazer, eram impossíveis de se controlar e também não estava fazendo muita questão disto.

A língua desceu até os testículos, sugando a pele e lambendo enquanto massageava mais acima. Fazia tudo de olhos fechados, abrindo vez ou outra para reparar suas expressões. Já não se importava mais, iria até onde conseguisse.

Os olhos cerraram por aquele tempo, destinado a somente escutar os sons baixinhos que ele proferia, sentir o seu toque, a sua boca em sua intimidade a lhe dar o prazer que tanto queria. A mão em sua nuca acompanhava levemente os movimentos de sua cabeça, prendendo em seus fios claros quando ele mudava o ritmo ou pressão do oral.

De seus lábios apenas saíam baixas arfadas, que se tornavam mais frequentes, porém, não denunciando o ápice próximo. Queria tê-lo.

— Tetsuya, pare — ordenou em uma voz sendo notável o timbre embriagado de prazer, rouco e perdendo um pouco a postura sempre firme. Era difícil com Kuroko a fazer aquilo.

Tetsuya... Amava o modo como o ruivo o chamava. O timbre baixo da voz embriagante, sedutora lhe causava leves arrepios pela pele. Mas não queria cumprir tal ordem, não queria parar agora por mais que a frase tenha saído daqueles lábios. Sua vontade era prosseguir, contrariando-o.

E acabou estendendo um pouco mais aquilo, descendo a cabeça e subindo, sugando o membro enquanto olhava para cima prendendo-se em deu olhar. Retirou-o da boca, ofegante, enquanto mantinha sua mão exercendo movimentos lentos.

Eram poucas as vezes que ele decidia contrariá-lo, e esta era uma das únicas a qual não pode desgostar de sua atitude por completo. Todavia, não era motivo para deixar aquilo simplesmente passar em branco.

A mão em sua nuca passou para frente de seu rosto, segurando o queixo de forma firme, mas apenas que lhe tomasse mais a atenção e o menor se levantasse.

Recebeu-o em seu colo, tomando os lábios de forma breve, encarando os orbes claros de maneira profunda.

— Sabe que tem de se redimir por isto — sussurrou rente aos lábios finos, passando sua outra mão das costas ate chegar a suas nádegas, aproveitando da posição receptiva do azulado para roçar os dedos entre elas. Interessado em um ponto em especial que lhe pressionava.

Uma pequena arfada escapou pelos lábios de Kuroko, tornando respiração mais ofegante e necessitada. O baixo ventre formigava e em excitação que estava visível através de seu membro desperto, pedinte por atenção.

Roçou os lábios em seu pescoço escondendo seu rosto. Era vergonhoso mesmo assim e o local em que praticavam tal ato deixava-o ansioso, com certo receio em serem descobertos, somente a ideia parecia péssima.

Virou um pouco a face em direção à fileira que os outros estavam sentados, captando com o olhar um por um deles. Subiu a mão pelas costas de Akashi novamente, passando-as para os fios vermelhos de sua nuca.

— Seja gentil, Akashi-kun.

Seja gentil? Ah, sério? Não se recordava de vezes que este pedido fora feito pela parte do azulado, nem vezes que talvez fora cogitado de ser feito pelo ruivo. Deixava o menor com uma aparência um tanto frágil, e não era bem assim que realmente as coisas ocorriam.

Conhecia-o suficientemente bem, talvez ate bem mais do que ele devia imaginar, nenhuma de suas máscaras lhe fazia efeito. Deixou um beijo no pescoço exposto e próximo de Kuroko, tomando ambas as mãos nas laterais de sua calça.

— Faça por merecer a minha gentileza — proferiu com os lábios a sua orelha, puxando o elástico da roupa, fazendo este bater de encontro à tez e ecoar um barulho no mínimo alto.

Ah, havia se esquecido por alguns segundos que com Akashi as coisas eram extremamente diferentes, e seu verdadeiro eu transparecia como nunca diferente de para com outros.

Kuroko soltou um riso baixo, mordendo a pele de seu pescoço e levando o tronco um pouco para frente, fazendo sua intimidade roçar no abdômen dele. Sentia seus dedos e a súbita vontade de apressar aquele ato, de estar em seu domínio o quanto antes. Isso era o mais prazeroso, não conter-se com aquela pessoa, pois ela simplesmente o conhecia.

— Eu sempre a mereço, não, Akashi-kun? — Segurou seu rosto com as duas mãos, fitando-o nos olhos, amava-os. Apesar de serem diferentes de quando começou a nutrir seu amor por ele, amava-os.

Riu nasalmente com aquilo, mordendo o próprio lábio diante das palavras dele. Com certeza aquele garoto não merecia sua gentileza, por mais que esse fizesse tudo para si. Suas palavras ocultas eram simplesmente o contrário que ele queria de Seijuurou.

— Claro... — A ponta de seu dedo que de outrora estava a acariciá-lo por cima da calça, fez novamente uma pressão, desejando explicitamente aquele local.

Com as mãos ali, empurrou as nádegas de Tetsuya, como consequência de seu corpo, roçando mais ainda o pênis dele em seu peito desnudo e o deixando erguido sobre si. Sem pensar muito, os dedos puxaram ambas as peças que ainda estavam no corpo dele para baixo o máximo que pudera, deixando agora ele bem exposto.

A luz fraca que ainda os alcançava naquele quase fundo de sala de cinema deixava a traseira de Kuroko mais evidente, dando mais vontade de possuí-las.

Uma arfada escapara dos lábios de Kuroko, perdendo a respiração por alguns segundos com a atitude do outro. Esta fora de fato inesperada e vergonhosa, pois agora se o olhasse, o que não era muito provável, o conteúdo do que estavam fazendo era mais do que óbvio.

Mas não podia mais esperar, já estava mais que excitado, o pré-gozo havia sujado sua peça íntima ao apenas praticar o ato de outrora.

Kuroko levou uma das mãos em sua própria nádega, puxando-a e separando, para dar melhor mobilidade para os dedos de Akashi e o ato que já sabia estar por vir. Enquanto a outra estava apoiada em seu ombro, e os lábios próximo a sua testa, abafando os sons da respiração pesada.

Dois dedos foram aos lábios do ruivo, umedecendo com a língua a passar envolta deles, fitando a boca entre aberta do azulado de baixo, adorando-o ver de tal posição. Logo os direcionou para sua entrada, roçando-os nos gomos contraídos do orifício, notando ele terem uma nova contração pelo ato de momento, mas logo relaxando e dando espaço para si.

Apesar de não ser lá muito carinhoso, não desejava em nenhum momento que o prazer a sentir durante o sexo fosse somente seu, e ainda utilizando disto e machucá-lo. Sabia muito bem como dar prazer a Tetsuya, e o caso seria um pouco mais diferente do que ali.

O primeiro dígito deslizou para dentro, sendo de fácil acesso, já realizando longos movimentos de vai e vem, sentindo as paredes internas do albino macias e quentes, inserindo um segundo dedo sem muito tardar e repetindo o mesmo processo.

De começo era extremamente incômodo quando o segundo dedo penetrava-o, ainda não havia se acostumado completamente, pois não fazia muito tempo que sua vida sexual dera início. Mas com o passar do tempo, apenas prazer estava sendo proporcionado a ele, cada roçar era mais um incentivo para desejar mais.

Era viciante, delicioso e provocava apenas a vontade de ter algo maior dentro de si, não bastava apenas aquilo, queria-o por inteiro. As unhas curtas arranharam de forma lenta e quase superficial a pele de seu ombro, descendo o rosto para capturar seus lábios, encostando-os brevemente.

— Akashi-kun... Eu preciso...

A língua serpentou levemente os lábios de Tetsuya, sugando seu inferior a fitá-lo com uma maior intensidade devido ao prazer sentido e não sendo satisfeito. Apesar de somente tê-lo daquela maneira ali era o que precisava para ficar extremamente excitado, tendo um toque a mais para poder chegar ao seu ápice.

— Precisa do que, Tetsuya? — Um pouco mais alto, sim? Não custava mostrar a ele com mais força e querer o que ele realmente precisava. Para si era um almejar mais que necessário.

Os dedos se abriam, realizando investidas com os mesmos de forma rápida, ficando meramente fincados nas paredes internas próximas a sua entrada, os curvando ali, deixando ter o toque de somente movê-los naquele local em vez de estocá-lo.

Os lábios do menor separaram-se consideravelmente, soltando um gemido sôfrego com a intensidade que o toque passara a ter. Fechou os olhos, mordendo seu lábio inferior com força para conter os sons obscenos. Não gostava de quando eles escapavam contra sua vontade, muito menos de quando soavam alto.

Voltou a fitá-lo, pedindo praticamente com o olhar. Ele entendia-o, não? Akashi percebia. Então perceba que é difícil falar!

— De você... Dentro, por favor... — Talvez as últimas palavras o privassem de continuar, por que era complicado proferir por conta da vergonha.

Recusaria realmente só pelo fato dele não ter especificado corretamente o que desejava. Todavia, estava igualmente com vontade de possuí-lo, e não se privaria do toque, da vontade de estar logo dentro.

Aproveitou da posição dele já separar as nádegas, a somente endireitar seu membro ao tirar os dedos da entrada, inserindo a glande, tendo um ofegar visível por isto. Já era acostumado em saber muito bem que Tetsuya era apertado, ainda mais pelo fato de não transarem sempre, mas só pelo fato disso o prazer já vinha antecipado por isto.

Tomou em mãos ambas as nádegas dele com certa firmeza, puxando-o para seu colo de maneira lenta, proveitosa e minimamente cuidadosa.

Curtos gemidos escapavam da boca do menor que tentava ao máximo tentar não deixá-los soarem mais alto do que já estavam. Os lábios pressionaram os dele enquanto ia descendo seu corpo lentamente, obtendo o membro inteiro dentro de si.

As paredes internas comprimiam-se e relaxavam, acostumando-se aos poucos com a invasão. Porém mesmo imóvel, sentia o imenso prazer fluir por seu corpo assim como o calor intenso do toque de Akashi. As mãos foram às costas do ruivo, agarrando-as, enquanto o quadril subia novamente sentindo o deslizar do outro dentro de si.

As bocas acompanhavam as investidas ainda fracas e lentas, tendo o contato dos dentes de Seijuurou morder os lábios avermelhados de Tetsuya, sentindo e recebendo os gemidos contra a sua boca, enquanto que a do ruivo liberava somente arfadas rápidas e pesadas.

Akashi captava todas as feições do menor, tendo o prazer de receber o prazer dele em todos os aspectos. As mãos seguiam o corpo a erguer-se e voltar de encontro as suas coxas, ajudando-as a elevar, mesmo que minimamente, o ritmo das estocadas.

Não desejava apartar aquilo tão cedo, o tinha em mãos mais do que nunca, o contato era mais profundo, mesmo que fosse claramente mais carnal. Momentos de preferências assim eram necessários. A vontade de fazer sentir o pequeno corpo de encontra o seu mais bruscamente já lhe subia, e sabia de ter o controle em dados momentos.

A cada segundo, cada estocada levava o garoto a um prazer inexplicável, inconfundível. Caía sempre na mesma incógnita do porque não fazerem aquilo mais vezes, queria que tal momento durasse o maior tempo possível.

A aproximação do ápice era cada vez mais indesejada. As mãos apoiavam-se em seu ombro e braço, conforme subia e descia no colo de Akashi em um ritmo mais intenso, fazendo suas nádegas chocarem sobre suas coxas e como consequência criando um som repetitivo e um pouco alto.

Tinha sorte de na sala de cinema, as vozes e barulhos do filme abafavam o que o ato que praticavam acarretava.

A mera sorte a qual tinham era de ser que o filme estava em um momento agitado, centros. Infelizmente Seijuurou não podia ignorar todos os fatores por mais que quisesse se concentrar no ato, então vez e outra estava ciente do que ocorria a tudo em seu arredor.

Os dedos entravam na pele dele de sua cintura, puxando o quadril com força a cada vez que ele subia, resultando em investidas mais fortes. Seus lábios desceram para seu pescoço, prendendo os dentes em sua clavícula, recusando-se a soltar enquanto sentia o pênis receber o merecido agrado em sua excitação somente crescente.

Forçava as presas no osso levemente exposto dele, mordendo o local conforme ele se contraia e movia de maneira diferente.

Ao descer com o quadril, Kuroko rebolou sobre o membro de Akashi, soltando um gemido entrecortado. As mãos haviam subido aos cabelos vermelhos, enterrando os dedos nos fios, enquanto diferenciava seus movimentos à medida que os exercia com maior velocidade.

Exatamente naquele ponto, sentindo o membro do ruivo ser certeiro, o tom de sua voz elevou-se, fazendo as costas se arquearem quando sentiu sua próstata ser tocada. Levou rapidamente a mão à boca, vendo também o quanto estava quente seu rosto. Os olhos azuis nublaram não somente pelo prazer extremo, mas também pelo decorrer de uma série de motivos.

A fricção de seu membro e as paredes internas dele era maior quando ele se remexia de tal forma. Os dedos se firmaram de maneira com que fizesse que ele prosseguisse, soltando seus lábios e dentes do corpo dele, deixando liberar a leve rouquidão de seu prazer a arranhar sua garganta.

Uma das mãos saiu de sua cintura, chegando a seu membro e tomando ele entre os dedos, iniciando uma masturbação diferente do ritmo de suas investidas. Totalmente lento e longo, sendo a pressão necessária, ainda a dar uma atenção em sua glande a rodeá-la entre dois dedos a formar um círculo. E somente contribuiria para seu nirvana.

Kuroko não queria chamar atenção, mas com o rumo daquilo, seu ápice não chegaria a um total silêncio e sua falta de presença se tornaria falha pela primeira vez. Queria uma liberdade para não conter-se, liberar sua voz e desfrutar mais da dele.

Seus lábios encostaram a orelha de Akashi, descendo mais o corpo e mexendo apenas o quadril, não o subindo mais com auxílio das coxas. Seguidas estocadas naquele mesmo local, a mão a masturbar seu pênis... Estava perdendo a sanidade, soltando suspiros pesados e sentindo seu orgasmo próximo.

Queria vê-lo, ouvi-lo, senti-lo chegar ao ápice diante de si, por ser sua pessoa a fazê-lo ter tais prazeres, justamente a dar para Seijuurou esse gosto. O seu nirvana não estava tão próximo, conseguia incrivelmente se segurar diante de tantos estímulos mais diretos do que os indiretos.

Somente a voz falha dele em seu ouvido lhe fazia esvair qualquer resquício de controle. A mão aumentou meramente a masturbação realizada, retesando também a outra para subir por suas costas lentamente, sentindo a pele se arrepiar completamente diante daquilo.

— Tetsuya... — ofegou o nome com uma fraca rouquidão, realizando isto perto de sua orelha já quente. Amava tudo nele, ainda mais o fato de saber que aquilo era um início.

Fora o cúmulo, somente a voz de Akashi lhe despertava os mais fortes sentimentos e sensações. E seu nome ao ser dito daquela forma, por aqueles lábios...

Kuroko sentiu o arrepio por suas costas com o toque das mãos, o corpo não podendo mais controlar os movimentos, subindo e descendo sobre o colo à procura do seu limite próximo.

As mãos contornaram suas costas, seguindo ao abdômen e subindo ao pescoço. Tocou seu rosto o puxando para um beijo que contivesse o seu gemido longo assim que atingira o ápice.

A língua adentrou a boca do ruivo de forma sedenta, fazendo um filete de saliva escorrer por seu queixo, enquanto ia de encontro ao seu corpo pela última vez, comprimindo as paredes internas e deixando o fluído finalmente sair.

Akashi aproveitou da fragilidade momentânea do mais velho, afagando sua língua a instigá-la para fora de suas bocas. Separou-as com uma distância mínima de rostos, tendo a dele ainda a acompanhar a sua. Chupou a sua pontinha que escorria certa saliva, contornando-a lentamente, dando certa falta dos movimentos para seu próprio prazer lá embaixo.

Fez o azulado levantar de suas coxas com a mão que voltou em sua cintura, ficando com uma distância que saísse somente seu pênis completamente ereto e a necessitar extremamente de se desmanchar.

Usou o sêmen que envolvia parte de seus dedos e palma para dar uma mera lubrificada em seu falo, soltando a língua dele nesse momento a fitá-lo com uma malícia ainda maior.

— Segure-se — ordenou num sussurro sedutor, beijando o pescoço pálido.

Virou Tetsuya de costas para si com as duas mãos, mas não parou simplesmente ali. Fez o mesmo ficar de pé, assim também como si atrás dele. Ah, que ninguém olhasse para trás nos próximos minutos.

Fez o tronco de Kuroko se abaixar na poltrona da frente, segurando novamente em seu quadril e movendo as ancas para frente, penetrando-o totalmente em um único movimento. Desta vez, tendo controle de todos. Que ele seguisse bem o que lhe fora dito caso não quisesse ser pego assim.

A mão do mais velho novamente fora a própria boca o quanto antes, mordendo-a com força para que nenhum som se tornasse evidente. Sentiu a dor na pele, ao cravar os dentes ali, mas também ao de ser penetrado daquela forma bruta, rápida e que simplesmente lhe proporcionava mais prazer, uma perfeita junção. Gostava daquilo.

De seus olhos lágrimas brotaram e um sorriso de canto fora quase imperceptível, enquanto fazia o máximo se esforço para não deixar que seus sons os denunciassem. De novo sentia-se excitado, principalmente com a ideia de que estava proporcionando prazer a ele e recebendo daquela forma.

Perguntava-se às vezes se o menor era algum tipo de masoquista. Fora poucas as vezes que utilizou atos mais brutos, e todas elas ele tinha uma excitação crescente no meio do ato, mesmo tendo chegado ao fim ou estar a começar.

Era ótimo, realizar da maneira a qual mais lhe apetecia, sendo prazeroso ainda mais a ele. Na posição alcançava o máximo do que podia obter de Tetsuya, sendo difícil escolher ir devagar para somente não ecoar mais sons.

O próprio tronco curvou-se sobre as costas dele, roçando a ponta de seu nariz na pele desnuda, chegando a sua nuca e a parar ali, inalando de forma profunda seu odor. Uma fragrância totalmente equilibrada de seu costumeiro cheiro suave junto do outro que eles começavam a ficar devido ao sexo, igualmente inebriante.

Dos lábios de Kuroko um som baixo fora proferido assim que seus dentes soltaram a própria mão revelando o machucado.

— M-mais... Mais forte. — Conseguiu dizer por fim, falhando com o início de sua frase, mas concluindo-a fiel a seus desejos.

Queria mais força, mais rapidez, senti-lo indo fundo, possuindo-o, preenchendo-o de prazer. Os olhos tinham a completa visão de muitos daquela sala, via seus amigos e as demais pessoas todas com a atenção devota ao filme.

Akashi riu, de forma tão gostosa que poderia culpar o prazer do momento. A luxúria o invadindo da melhor maneira, pouco a pouco, mais que apenas excitando-o, ganhando-o, vencendo-o naquilo.

Puxou ambos os braços do mais velho, trazendo seu tronco para colar em sua peito, tornando o corpo totalmente ereto. A cintura de Seijuurou se movia dessa vez de maneira um tanto mais violenta, somente se importando de lhe dar o queria, ecoando perigosamente o estalar alto de suas coxas contra as nádegas.

— Assim, Tetsuya? — A voz já estava em completo êxtase com tudo, quase declarando o ruivo estar fora de seu juízo sempre perfeito.

Pelo cansaço devido à primeira vez que gozara naquela noite, as pernas de Kuroko já estavam fracas, o corpo já não dispunha de tantas forças para uma posição como aquela. Porém manteve-se firme, levando os braços ao seu pescoço e virando o rosto de encontro ao seu, acabando por roçar os lábios em seu queixo.

— Assim... Akashi-kun, mais... — A fala era cortada por alguns gemidos baixos que odiava ter que maneirar no tom. Seu membro já estava desperto novamente e gozar pela segunda vez não estava longe de acontecer.

Assim também como para Seijuurou, o nirvana existia maneiras de ser tardado e motivos a querer isso, mas o que lhe eram postos, o prazer a comandá-los apenas os fazia prosseguir. Mais? Tetsuya aparentava outro a não conhecer limites, e esse tipo para se ultrapassar era deveras estimulante e o que dava um querer a mais para ambos.

Sua cintura em momento algum diminuía o ritmo, a força, a maneira a qual fazia os dois se deliciar naquilo. Enterrava-se na cavidade que se comprimia de Kuroko, buscando seu ápice, desejando vê-lo preenchido por si até o fundo, nem passando pela cabeça o fato de que isso traria problemas depois.

Quem ligava de momento? Estava já próximo o suficiente a ter a mente a se esbranquiçar de tudo.

Não iria conseguir mais conter-se. Pela segunda vez, ao ser atingido no mesmo lugar, de forma seguida e contínua, juntamente da pequena dor que agora se esvaía contra sua vontade, tornava-se impossível aguentar.

Puxou seus cabelos, gemendo dessa vez, alto e em um tom de voz tremendamente perigoso, novamente expeliu o líquido sujando a poltrona à sua frente, o chão e parte de seu corpo.

Vergonha descrevia. Cansaço também, mas ainda faltava seu ruivo.

Akashi usufruiu de uma força enorme em não querer mudar de posição novamente e continuar com o sexo ali durante mais um tempo. Seriam notados, a certeza para si aumentou após o mais velho ter chegado ao ápice pela segunda vez. Sentia os dedos dele desprenderem de suas madeixas vermelhas, relaxando apesar de ainda tê-lo dentro de si a mover-se.

Suas investidas prosseguiram, levando isso até gozar dentro dele com sua última estocada, parando naquela posição, jorrando sua semente no interior quente e ainda receptivo. Arfava pesadamente, a apertar as laterais de Tetsuya de maneira forte, recuperando-se sem sair dele ainda, tendo os lábios roçando na tez do pescoço, quase a se apossar dali.

Agora dava para notar... Aquele filme não havia acabado ainda?

O corpo do menor não resistia mais ficar em pé. Não tinha como. Moveu-se, apoiando as mãos na poltrona à sua frente para que o outro saísse de dentro de si. E assim que fora feito, deu alguns passos para trás empurrando-o para que se sentasse em seu assento.

Sentou em seu colo, percebendo o líquido escorrer entre suas pernas, sujando parte da coxa dele. As duas mãos de Kuroko abraçavam o pescoço de Akashi, deitando sua cabeça em seu próprio braço.

Exaustivo era a palavra que podia definir bem o ocorrido. Ele não cansava? Olhando para o filme, suspirou acomodando-se melhor.

— Kise-kun tem um péssimo gosto.

É. Aquilo de fato era indiscutível. Um mau gosto que superava qualquer coisa existente. O corpo ainda quente dele em contato consigo, era maravilhoso. Parecia relevar bem o fato de terem transado ali, e isso era bom.

O ruivo o abraçou, acariciando suas costas e sua nuca de forma demorada, já tendo boa parte das energias recobradas. Fora uma vez só para si, e não teve de realizar muito, suas condições eram as melhores.

— Tetsuya, quer sair primeiro que eles? — Era uma pergunta até mesmo um tanto vaga de se fazer.

Qualquer coisa era melhor do que ficar ali e assistir aquilo. O que fizeram foi um ótimo passatempo. E também meio que precisavam dar uma limpada em seus corpos, ainda mais Kuroko.

Apesar de que podia deixá-lo sem resquícios nenhum de seu sêmen de uma forma bem prazerosa.

— Com certeza — respondeu de forma vaga, puxando sua cueca e calça, prontificando-se para saírem daquele local o quanto antes.

Era extremamente incômodo ainda sentir o líquido e o quão melado estava sua peça de roupa e intimidade. Porém não havia o que fazer no momento, apenas irem ao banheiro para amenizar mesmo que minimamente as condições em que se encontravam.

Segurou sua camisa, após deixar um último beijo nos lábios de Akashi.

Um sorriso permaneceu no rosto dele após isto, enquanto pegava as roupas de Tetsuya, como havia escolhido antes. Não o deixaria usar uma peça daquela forma. Vestiu-a, não se sentindo muito incomodado por isto, apenas levantando-se com ele dali e saindo logo pela porta após as escadas a descer para a saída da sala.

Os corredores estavam vazios devido ao horário de filme de todos ainda estar acontecendo. Os banheiros para quem fazia pausas durante os mesmos ficavam virando dois corredores, e não demoraram a chegar lá, encontrando o mesmo vazio.

Como ele faria? Queria poder aproveitá-lo um pouco mais.

— Akashi-kun, acho que não fiz por merecer sua gentileza... — O albino começou, parando atrás do ruivo e deixando o rosto apoiar-se no ombro deste. Os lábios percorreram seu pescoço, chegando à mandíbula. — Deixe-me mostrar como ser gentil.

Kuroko mordeu o local com um pouco de força, recebendo um barulho baixo de dor consequentemente. A mão percorrera seu corpo por cima do tecido da blusa, passando os dedos por um de seus mamilos e beliscando-os levemente.

Era sua vez.

Gentil? Suas gentilezas eram iguais, e não era uma novidade entre eles que acontecia isso. Seijuurou tinha de estar muito disposto, até porque esse tinha a preferência a ser quem dominava sempre.

O rosto se virou brevemente para apenas terem o contato de seus lábios em um novo ósculo, trazendo a outra mão dele para fazer um mesmo serviço no outro botão. Sua traseira se movia sem um resquício de pudor, estimulando-o já novamente com pequenos e simples movimentos.

Esperava que ele estivesse ciente de estarem na entrada do banheiro, onde alguém podia abrir e porta e se deparar com aquilo. Inclusive um de seus amigos. Agora era Tetsuya a quem tinha parcialmente o controle, ele sabia muito bem tudo a ser feito.

O garoto não conteve o aperto naquela área, mordendo em seguida o lábio inferior de Akashi. Consigo era um pouco diferente e do contrário de sua aparência e como era julgado pelos outros, um cuidado e delicadeza para com Akashi não existia muito.

Queria-o de qualquer forma, de qualquer modo, provocando-o sons dos mais obscenos. Com o canto dos olhos pode ver uma das portas abertas, descolando as bocas e começando a puxá-lo para dentro da cabine.

Fazer aquilo dentro de um banheiro público, e ainda por cima de um Shopping não era muito que apeteceria qualquer um. Contudo, apartar por apenas mero luxo do local não se passava na cabeça de nenhum dos dois.

Após adentrarem, o mais novo tentou fechar a porta de forma desleixada, não ligando muito se fez isso corretamente e apenas dando continuidade aos toques. Pelo visto fora uma perda de tempo ter colocado as roupas de volta.

Seijuurou o fitava de frente, e não ficou simplesmente esperando uma ação. Sua mão já massageava o membro encoberto, mordendo o lóbulo de sua orelha, não sendo tão simples lhe manter o posto. Iriam divertir-se um pouco, sem superioridade. O conhecimento e toques certos definiriam.

Apesar de envolto em tamanho prazer, deixando a mente vagar sem ter um raciocínio lógico e rápido, Kuroko conseguiu tatear a porta trancando-a. Assim que o fez, empurrou com certa grosseria o corpo do outra de encontro a ela.

Seu lábio tornou aos dele, mordendo levemente um pouco mais abaixo, em seu queixo. Trilhando beijos pela mandíbula, pelo contorno de seu rosto. As mãos adentravam a blusa, sentindo a pele, a textura, o abdômen e arranhando com as unhas curtas a extensão.

Um gemido rouco coçava em sua garganta, sendo proferido de forma rápida e cortada, fazendo o mesmo que ele, tomando posse do corpo pequeno à sua frente e logo o tocando por baixo de suas próprias vestes do corpo alheio.

Não iria se aguentar muito tempo em ficarem em preliminares novamente, por mais que as da primeira tivessem sido poucas devido ao local. Muitos ruídos não eram permitidos da mesma maneira ali, e demorar muito também era de certo modo um problema.

Pegando entre os dedos, a camisa dele fora retirada, apartando meramente seus toques. Segurou em sua cintura de maneira firme, grudando seus quadris, fazendo-o rebolar para si ao mesmo tempo em que suas excitações se formavam e roçavam em seus movimentos contínuos e nada castos.

A língua de Kuroko contornou seu próprio lábio inferior, nele dispunha um sorriso que fora oculto completamente do olhar do mais novo. Começou a dar leves mordidas, chupando a tez exposta, tingindo-a com um tom mais carmesim.

Apartou este contato apenas para poder tirar a blusa dele pela segunda vez naquele dia, odiando o quanto aquela peça era incômoda e o privava de muitas coisas. Investiu mais seu quadril contra o dele, pressionando e esfregando ambas as intimidades ainda cobertas.

Queria-o.

Riu de forma extremamente audível, deixando suas mãos escorregarem pelo quadril o qual tinha posse, desabotoando a calça dele sem mais esperar, abaixando a mesma e restando apenas a peça íntima no corpo esguio do mais velho. Como amava qualquer visão dele.

Fez suas ereções novamente se roçarem, no prazer do toque, tendo as ancas num vai e vem lento e que ia para cima e para baixo. Sentia que não podia mais muito com tudo isso, já que a vontade era de fazer o mesmo em outro local.

Os dedos pressionaram fortemente nas coxas expostas, apertando-a de maneira em que as marcas ficassem totalmente visíveis, abaixando seu tronco e afastá-lo minimamente para apenas lhe alcançar um dos mamilos.

Passou a ponta de sua língua pelo mesmo, deixando sua saliva quente no botão róseo e a enrijecê-lo. Uma arfada breve escapou dos lábios do mais velho, fazendo-o segurar os fios vermelhos, enterrando os dedos nos mesmos.

— A-Akashi-kun... — Suspirou não podendo conter a voz, muito menos as reações de seu corpo. Mas não seria daquele jeito, não iria permitir.

As mãos não se contiveram indo às costas do ruivo e arranhando-as até o final, chegando ao início de suas calças, puxando-as para baixo juntamente da box. Ao fazer isso, abaixou-se da mesma forma ficando novamente com o rosto na altura do seu rosto, deixando um beijo no canto de seus e lábios e ajoelhando-se ali mesmo.

Não pode prever muito esses movimentos, tendo o azulado a já começar a estimular seu membro com a mão, tendo o mesmo já parcialmente rijo. Os lábios tiveram uma leve passada de seus dentes por cima, mantendo-o durante pouco tempo e logo soltando junto de um arfar arrastado.

— Tetsuya... — O corpo estava suficientemente quente para qualquer toque dali em diante ser correspondido de maneira automática.

Não havia lhe permitido nem de terminar os toques em seu corpo... Ele estava bem decidido quanto aquilo, mas não era como se fosse também se render tão fácil. Estariam de igual para igual. Seus dedos se prenderam nos fios claros, os puxando com certa brutalidade. Não havia permitido aquilo.

Grunhiu com o ato de Akashi, olhando-o para ele com uma feição séria. O ruivo podia ver que estava irritando-o, não? Pois deixava visível para ele. Ignorou completamente o toque em seus cabelos, aproximando os lábios da coxa e mordendo-a com força. As marcas de seus dentes formaram um belo contorno avermelhado, dando-lhe a satisfação que queria.

— Vire-se, Akashi-kun. — Era uma ordem? Estava ficando louco? Talvez.

Puxou com mais força ainda, fazendo o mesmo desgrudar os lábios de sua pele e voltar a fitá-lo, com o rosto na altura de seu peito. Não se incomodaria nenhum pouco no momento, não aceitava ordens, não obedecia a pedidos.

Com quem Kuroko achava que estava falando naquele momento? Podiam ser muito bem namorados, mas tinha coisas que não mudariam. E uma delas era que o azulado sempre iria seguir as coisas de acordo com o que queria.

— Tetsuya... Por que você não experimenta virar? — Estava sério igualmente. Havia partido para um lado tanto quanto pessoal aquilo, não deixando de apetecer muito bem ambos.

Um dos dedos do menor tocara o queixo do ruivo, levantando-o e roçando os lábios ali.

— Porque essa não é minha vontade. — Falou baixo no mesmo tom calmo e suave da voz, expondo a língua e voltando a apalpar as coxas com as mãos. — Nee, Akashi-kun, você não quer? — Escondia um sorriso em meio às palavras.

Não lhe dava ordens, lhe fazia pedidos e estava completamente entregue a ele, submisso, para acatar ao que lhe fosse ordenado. Mas tinha suas vontades.

A mão suavizou o toque lentamente no aperto que fazia nos fios azuis. Não lhe apetecia muito dar as costas para Kuroko, esse era ainda mais baixo que si em muitas de suas ações. Queria. Estava excitado e sua vontade não era somente de permanecer como alguém que ficasse por cima, afinal, tinha igualmente seus desejos por algo diferente vez e outra.

Apetecia-lhe ao mesmo tempo em que lhe causava algo que não aceitava. A mão desceu da cabeça para seu rosto, desenhando a lateral com os dedos a tocá-la, aproximando ambas as bocas de forma delicada, totalmente contrário do que praticava.

— Aproveite. — Da maneira que conseguisse, pois sabia que não seria fácil novamente. Soltou-o, não dando para notar o ligeiro e rápido rubor que surgiu na face, virando-se de costas para o mesmo, não tendo nem o interesse de olhar para trás naquele momento.

Era dele agora.

Kuroko amava simplesmente aquele jeito, aquela forma de falar e como suas palavras soavam. Roçou o rosto no início de suas costas, abraçando-o por trás por meros segundos. De seus lábios pequenas palavras foram murmuradas, mas estas não foram escutadas nem mesmo por sua pessoa.

Voltou a beijar a tez, pressionando os lábios e fazendo uma pequena sucção conforme descia, distribuindo as marcas por suas costas. A mão vagou pelo peito, tocando um dos mamilos, e passando os dedos por ele de forma contínua e movimentos circulares.

Arfou somente com esse simples toque, sentindo aquela tensão em seus músculos de momento parar de pouco em pouco. Suas mãos eram colocadas na porta à frente de si, num intuito de manter no mínimo uma distância de seu corpo dela.

Aquilo queimava em si igualmente, e ele estava enrolando justamente por saber que em algum momento Seijuurou perderia a paciência e iria desejar que começassem logo. Apesar do fato de acabar não ser algo cogitado mesmo consigo em tal posição.

Já estava praticamente despido, sendo notável seu corpo agora exposto totalmente para ele, ainda mais pela maneira que se encontrava. Os olhos cerravam-se, buscando somente sentir os dedos em botão, tendo um leve e quase imperceptível rebolar com o contato, encostando um pouco de sua testa a porta.

O corpo correspondia muito bem a toques devido à sensibilidade alta, e isso piorava um pouco a imagem sempre firme e autoritária que mantinha. Não ligava, não naquele momento. Queria recebê-lo em si, era isso o que somente se passava em sua cabeça.

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Deixou a ponta de seu nariz percorrer a extensão das costas de Akashi, assim como havia feito quando este estava de frente para si. Seus lábios percorreram o início de uma das nádegas, havendo o deslizar da mão de seus mamilos até o baixo ventre.

O corpo estava quente da mesma forma, sentia um formigamento e como consequência seu membro já estava duro novamente, pedinte por atenção. Separou os lábios, e vendo aquela pele branca e macia à sua frente, cravou os dentes ali, não podendo conter tal desejo.

O punho do mais novo deu uma breve cerrada, batendo contra a porta em um ato que chamou a atenção somente naquele momento, sendo audível o som de sua garganta em excitação praticamente rasgando a mesma ao sair. Droga.

Seu pênis latejava somente com aquele toque, tendo de levar uma de suas mãos para o mesmo, passando sua palma e dedos ao redor da glande, sentindo o pré-gozo em excesso denunciar sua necessidade mais que demasiada por aquilo.

O fato de estar desprovido de sua visão, dependendo totalmente do tato aumentava consideravelmente o que sentia, tendo arrepios a passar por seu corpo, gemendo de forma nada contida.

Kuroko soltou um riso nasal, gostando das consequências de seus atos. As duas mãos, uma em cada nádega, apertaram a carne com certa força como de outrora, separando-as e curvando o rosto para frente novamente.

O ruivo com certeza sabia do conteúdo dos pensamentos do menor, então não era esperado surpresa alguma quando a língua do menor tocou pouco acima do orifício, circundando a entrada e umedecendo-a.

Fora inevitável não ter se contraído de início, não tão acostumado como Tetsuya em ficar nessa posição. Mas que droga... Não podia evitar e nem mentir para si mesmo que aquilo lhe apetecia mais do que comer o menor.

Sentia uma vontade imensa de enfiar seu rosto contra aquela porta a qual sua testa já pressionava fortemente, gemendo de forma audível até demais. Os punhos cerrados abriam e fechavam vez e outra, passando pela extensão da porta, mas não se contentando muito em ficar em um objeto inanimado.

Passou para seu próprio corpo, chegando ao pênis rijo, sujando os dedos com o pré-gozo brevemente, passando de seu baixo ventre e subindo pela barriga e peito, parando ali. O dedo indicador pressionou o próprio mamilo, notando-o já duro, assim o fazendo ficar levemente úmido pela própria excitação.

Não se conteria mais, era um prazer compartilhado, motivo para se restringir não era necessário.

Kuroko realmente estava se divertindo com o rumo das coisas. Sexo com Akashi era sempre uma surpresa, desde as reações até a mais nova no momento, que seria aquele local o qual praticavam o ato. Eram insanos, sabiam disso.

A língua do menor entrou no orifício de forma vagarosa, preocupando-se em lubrificá-lo o suficiente. As mãos desciam de sua bunda até as coxas, apertando-as e percorrendo até a frente.

Sentia-me molhado em ambos os cantos e estes necessitando do mesmo rumo. Mais toques. Fazê-lo finalmente estar absorto em completo prazer. Os dedos beliscaram o botão o qual estimulava, relaxando de uma forma incrível, dando a Tetsuya a passagem em seu canal mais facilmente assim como também dando um novo rebolar contra o rosto dele.

Não tardaria muito até se tocar para poder se satisfazer, estava num limite do que podia suportar.

Moveu um dedo em direção ao orifício, passando em volta e por cima antes de inseri-lo de uma única vez. Seus lábios tocaram de forma sutil sua lombar, começando a movimentar o dígito.

O segundo não demorou muito para penetrar a cavidade, dessa vez com um pouco mais de dificuldade. Seu interior era quente e apertado, somente a ideia de estar dentro dele, mexia com seus pensamentos provocando mais o desejo urgente de ir rápido com aquilo.

Doía minimamente a invasão, mas já estando ciente completamente que aquilo não seria nada. O corpo ainda estava em uma excitação enorme, não seria isso que o faria parar. Seu pênis rijo agora era coberto a glande pelos dedos da mão que não estimulava o próprio mamilo, tirando o pré-gozo, dando leves movimentos de vai e vem, formando as estocadas almejadas pelo prazer.

Em sua mente somente se passava a ideia de tê-lo dentro, a mover-se, deixando a posse de seu corpo ser dele por alguns minutos. O quadril se moveu num rebolar significativo, se contraindo no momento e notar os dedos voltarem um pouco ao expelir os mesmos.

Queria-o, agora.

As ordens de Akashi eram absolutas. Não iria contrariá-lo em uma transa, nem mesmo queria, apenas estar dentro, sentindo a pressão, movimentando-se e deliciando-se com cada pedaço de seu corpo, era importante.

Levantou-se, indo diretamente ao pescoço de Akashi, beijando de forma demorada o local, segurando seu membro e levando-o a entrada. Penetrou com a glande obtendo certa dificuldade em prosseguir, ele era apertado, já tinha conhecimento disso.

Um som de sua garganta em leve dor soou aos ouvidos de ambos, com o mais novo a morder os próprios lábios com certeza força. Não era acostumado nessa posição no relacionamento, diferente de Tetsuya, e como se encontrava ali não era nada favorável. De costas, praticamente vulnerável, sem muitas escolhas.

Tomou uma das mãos do menor, levando esta para seu pênis, tendo a permanecer o contato. Precisava de uma distração, e o toque dele era o melhor para isso. Queria ver suas expressões, mas se recusava a deixá-lo notar as suas. Um primeiro impasse, que quebraria de alguma maneira.

Deixou seu membro adentrar totalmente aquele interior de forma lenta, seguido de arfadas pesadas próximas a orelha de Akashi. Era realmente apertado, as paredes comprimiam seu pênis, massageando-o no momento em que fizera o primeiro movimento.

Sua mão envolveu-o, subindo e descendo pela extensão do pênis do ruivo, masturbando-o em um ritmo semelhante à de suas investidas.

Demorou alguns minutos com o início de tudo para finalmente se sentir mais relaxado e confortável com a movimentação, possibilitando até mesmo um deslizar mais fácil. Seus dedos acompanhavam na masturbação, sentindo o corpo sendo jogado para frente toda vez que ele investia contra si, fazendo-o ter um leve carmesim a face, começando a liberar sons em prazer.

Sua outra mão alcançou os fios azulados às suas costas do mais velho, pegando de maneira um tanto bruta ao mesmo tempo em que de qualquer jeito. Aproximou as faces, tomando sua boca, tendo sua língua a invadir a boca dele num mesmo segundo, não conseguindo evitar ter um batimento mais forte ao notar a porta do banheiro ser aberta.

Um murmúrio foi escutado junto de um barulho de passos e o baque da porta.

— Aho... — Dessa vez ambos puderam reconhecer a origem das palavras.

A voz era extremamente familiar e não somente ela fez-se presente, como também barulhos de estalos, beijos sendo conduzidos por mais duas pessoas no local.

Kuroko sorriu, escondendo os lábios no pescoço de Akashi. Saiu de dentro do garoto, virando-o de frente para si e puxando sua coxa na altura da cintura.

— Concentre-se somente em mim, Akashi-kun...

Esse pedido era um tanto complicado, sua situação, a situação do que acontecia bem ali do lado deles. Não imaginava que aqueles dois teriam a coragem de fazer o mesmo que eles. Estavam aproveitando igualmente o cinema então, hm?

A perna de Seijuurou enlaçou a cintura do mais velho, deixando o corpo de maneira que fosse fácil a penetração novamente, sentindo-o adentrar de forma rápida, voltando às suas costas terem uma leve batida contra a porta.

O sorriso em suas feições voltou, mantendo-se firme agora que ele podia notar suas expressões, retornando a gemer, de maneira em quase sussurros.

— Bakagami... Tire essa porcaria logo. — O jeito rouco de ordenar de Aomine fora visível, já em excitação com o que praticavam ali.

Eles não faziam questão nem mesmo de disfarçar para caso alguém entrasse ali?

A relação dos outros dois estava mais que visível aos olhos de Kuroko, e aos de Akashi também, era muito provável. Não entendia o porquê de conterem-se tanto, sempre acarretava no limite de um dos dois e ali estavam às consequências de quando chegavam ao ápice do autocontrole.

— Idiota, fale mais baixo... — Kagami sussurrava, mas de forma áspera e audível, talvez nem tivessem percebido que havia outras pessoas no local.

Kuroko levou uma das mãos aos lábios de Akashi, fazendo questão de separá-los puxando o inferior para baixo. O ritmo de suas investidas também aumentou, não contendo força em estocá-lo causando o som do choque de seus corpos.

Os dentes de Seijuurou pegaram de forma ágil o dedo de Tetsuya, mordendo com força enquanto esboçava um sorriso até mesmo divertido, assim podendo conter os gemidos ao mesmo tempo em que fazia um agrado no menor.

Suas costas já batiam com mais frequência na porta, e foi notável a risada na outra cabine, denunciando que eles sabiam que tinham descoberto. Nenhum dos dois casais podia sequer falar algo a respeito, cometiam o mesmo delito.

Logo o som de sucções rápidas acompanhadas da saliva de uma das bocas fora ouvido por Akashi e Kuroko, resultando do mais novo aliviar a mordida no dedo dele e trazer para dentro de sua cavidade, chupando-o.

Uma de suas mãos seguiu ao peito pálido, não podendo deixar de estimular o mamilo dele, querendo suas faces em prazer pela mera submissão que Seijuurou ainda conseguia fazer em si mesmo nessa posição.

As mãos de Kuroko apertavam com força sua cintura, investindo em um ritmo que alternava vez ou outra, indo fundo, saindo e penetrando-o novamente. Sentia seu membro roçar contra as paredes internas, lhe provocando as melhores das sensações. A boca arfava contra a de Akashi, aproveitando também do prazer de ser estimulado por ele nos mamilos, um local sensível de seu corpo.

Era uma junção de prazeres inigualáveis, que o levavam cada vez mais próximo ao seu limite. Uma das mãos foi até o membro do ruivo, começando a masturbá-lo lentamente, enquanto aproveitava dos diferentes sons baixos que ecoavam no banheiro.

Os lábios cerraram-se com o início dos espasmos em seu corpo, denunciando o ápice eminente. Os sons que não eram de Tetsuya ou os seus eram ignorados por seus sentidos, apenas a gemer de forma contínua. Seus dedos beliscaram com certa força o botão o qual estimulava, sentindo e até mesmo ouvindo seu gemido, assim como as estocadas serem mais fortes dali em diante.

O corpo não aguentava muito mais, e em poucos minutos com o ritmo a ecoar em todo o banheiro e acabar voltando para seus ouvidos, Seijuurou se desfez nos dedos e palma de Kuroko, sujando também o próprio abdômen. Sentia-se a tremer levemente, ainda pulsando por conta de gozar desta maneira.

As últimas estocadas no interior do ruivo fizeram Kuroko chegar ao ápice não muito tempo depois. Apertou com forças as coxas do garoto, criando possíveis machucados em sua pele, respirando de forma ofegante, ao sair lentamente de dentro dele, vendo o líquido espesso pingar ao chão.

A mão fora a própria boca, lambendo os dedos e limpando cada resquício do outro. Estava exausto, completamente cansado pela primeira vez naquele dia.

Com Akashi não era muito diferente, sendo notável em suas expressões o semblante meio vulnerável, o que lhe deixava de maneira bem adversa do usual. Ambos começaram a observar, também escutando os sons de gemidos e estocadas na outra cabine.

Eles sabiam bem como aproveitar uma noite no Shopping.

Notas finais
Espero que todos que chegaram até aqui a ler tenham gostado. ♥ Principalmente você, Luluca. Deixem um review com suas opiniões, se gostaram ou não, o que acha que deve melhorar. Isso ajuda muito, e também faz saber que estão apreciar (ou não). xD Kissus da Tia Sociopata e jya nee~!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!