Ex-amigos

1 Capítulo 1 - Laila


Notas iniciais
Esse capitulo vai explicar a história e descrever um pouco o físico dos protagonistas. Eu sei ainda estou montando o psicológico deles, não fiquem bravos comigo. Espero que vocês gostem e por favor não se apaixonem pela delicia do Lucas.

– Kaleb … — Ela olhou nos olhos do alto rapaz de cabelos loiros e razoavelmente longos. – Eu gosto muito de você, mas já estamos juntos há dois meses e dês de então eu vejo você se esforçar muito pra manter nosso namoro e nós dois sabemos que agora, apesar dos teus esforços, não podemos mais continuar com isso.- Ela se afastou e de costas disse. – Eu estou apaixonada pelo Lucas... Eu sei que vocês eram meio que amigos, mas não quero que fique magoado, a gente não manda no que sente.

O rosto de Kaleb se encolheu de raiva. Ele queria matar Lucas. Eles foram amigos até a sexta série, onde o loiro tinha se apaixonado pela primeira vez, por uma gracinha de cabelos alaranjados: Julia. Infelizmente Julia já era apaixonada por Lucas, que dês de pequeno já era o amor de grande parte das meninas que conheciam. Com o tempo eles deixaram de se falar. Kaleb sempre quieto, ouvindo um bom e velho rock, como sempre, com suas roupas escuras e suas tocas frouxas.

Lucas nunca se interessou realmente por alguém, mas sempre foi muito bom com flerte e conseguia conquistar, sem muitos esforços, qualquer pessoa. Muitas garotas já riram ou choraram por Lucas, inevitavelmente. Seria difícil o contrario já que ele se destacava em tudo que fazia, podia ser ligado a arte ou a esporte, ele era o melhor em tudo mesmo, o que dava a ele um pequeno defeito: um pouco de prepotência.

De qualquer forma Kaleb já tinha tomado uma decisão. Ele é alto e forte, mas ai querer brigar com Lucas, que era dez ou quinze centímetros mais alto que Kaleb e três ou quatro vezes mais forte também, já era um pouco absurdo. Mas Kaleb já estava cansado de ter suas namoradas roubadas pelo ex-amigo. Ele estava inseguro, mas precisava bater em Lucas, pelo menos pra demonstrar o que estava sentindo.

Kaleb foi até a garagem, pegou sua bicicleta e pedalou devagar até a casa de Lucas.

– Lucas! – Gritou o loiro em frente às fortes costas do ex-amigo, que lavava o carro na rua.

Assim que Lucas se virou, recebeu o soco mais forte que Kaleb poderia dar, machucando um pouco o próprio punho.

– Ai... – Disse Lucas se apoiando no carro. – Caralho Kal, você melhorou mesmo essa merda de soco, não?!

– Fiz isso por você. – Kaleb sorriu sinicamente.

Assim que Kaleb virou as costas para Lucas, este o puxou pelo ombro e quando estavam frente a frente, Lucas retribuiu o golpe, mas com sua própria intensidade, o que fez o menor cair.

O loiro esfregou as costas da mão sob o nariz e esta se encheu de sangue.

– Merda. – Bufou Lucas, incrédulo com o que acabara de fazer.

Kaleb o encarava com lagrimas presas na beira dos seus inigualáveis olhos azul-marinho.

– Ah não, não faz isso, eu não agüento quando você faz isso. – Disse Lucas ajoelhando ao lado do loiro.

Kaleb tremia um pouco e uma longa e ininterrupta lagrima escorreu até sua covinha.

– Merda! – Lucas socou a grama. – Eu não agüento ver você chorar, nunca gostei disso, que lixo Kal, por que você tem que ser tão mocinha?!

Lucas ajudou Kal a se levantar. Ele ainda estava zonzo pelo soco, então eles entraram na casa, mesmo contra vontade do menor, para tomar um copo de água e constar um pouco do estrago.

– Eu quero ir pra minha casa...

– Cala boca Kal. Eu não posso deixar você ir pra casa assim. – Suspiro. – A sua mãe morre. – Silencio. – E me mata... Sabe Kal, eu não sei o que deu em você, mas eu realmente gostaria que você explicasse o porquê de nos últimos cinco anos, toda vez que me procura é pra me agredir, física ou psicologicamente.

Kaleb desviou os olhos.

– Você ta falando sério? – Disse Lucas. – Meu melhor amigo de infância para de falar comigo, quando me procura é pra me bater e quando eu te peço só uma explicação você vira a cara? – Supiro. – Qual seu maldito problema Kal?

Ele não queria admitir que sempre perdia pra Lucas, Kaleb sempre foi orgulhoso demais pra isso.

– Eu sei que você e a Laila estão apaixonados e tal... – Kaleb levantou os olhos. – Eu tava feliz com ela, já fazia um tempo que a gente tava junto e eu achava que ela gostava mesmo de mim, mas parece que até ela você me tirou, igual fez com a Julia, Debora, Raquel , a Paty e agora a... – Suspiro. – A minha Laila.

Lucas riu.

– Olha, eu realmente não sei o que a Lail disse pra você, mas até aonde eu sei, eu nunca fui apaixonado por ela... – Risinho. – Ela não é bem o meu tipo...

– Então vocês não estão juntos? Digo, ficando? E que porra é Lail? – Kal arregalou os olhos.

– Lail é o apelido dela, tipo, só a família chama ela assim... – Ele riu.

– Só a família e você é da família dela agora? – Kaleb estava irritado.

– Ah... Bem, como posso dizer... – Ele revirou os olhos. – Ela é minha prima... – Ataque de riso.

Kaleb corou e abaixou a cabeça.

– Vou ter que conversar com os pais dela. – Pensou Lucas em voz alta.

O loiro mantinha a cabeça baixa. Lucas levantou a cabeça de Kal pelo queixo e olho nos olhos do menor.

– Nunca mais me deixa te bater ta?! – Ele sorriu gentil.

Kaleb estava constrangido demais pra falar qualquer coisa, então só desviou o olhar. Lucas pegou uma gaze, molhou com água oxigenada e passou com cuidado sob o nariz do loiro.

– Ta doendo? – Lucas perguntou sorrindo.

– Você ta brincando comigo, né?! –Perguntou Kal sínico, expressando assim negação.

– Que bom, então se concentra que vai doer. – Lucas segurou e colocou o nariz de Kaleb no lugar que gritou de forma que seria realmente incomodo descrever.

Eles ficaram se encarando por um tempo, então sem mais uma palavra Kaleb saiu, com aquela lagrima presa na beira dos olhos, aquela que Lucas odiava, mas constantemente causava.

– Kal! – Lucas foi até a porta.

Kaleb se virou pra ele.

– Volta aqui amanhã... – Disse o moreno um pouco sem graça. – Não quero que você me odeie pra sempre.

O loiro concordou com a cabeça e foi embora.

Notas finais
Se tiver algum erro é normal, eu sou péssima em ortografia e regras e depois das duas da manhã, que é quando eu estou no ápice da historia e do sono, a concordância também fica meio merda. Desculpa e fiquem à-vontade pra me corrigir. Beijinhos. Comentem por favor!