Ex Virtualis: Dominação Virtual
1 Capítulo 1 - A Origem
Notas iniciais
Em 2010 os dígitos já não contiam-se para expressar o valor de tamanha a informação que transitava pelo mundo. Os Terabytes estavam aos poucos se tornando limitados em termo globais. Mas a medida que o tamanho e peso das informações iam crescendo na rede, programas específicos para estudar, calcular, medir e enfim regular as proporções que a rede ia tomando não só em peso, mas em processamento foram criados e logo começou a se notar algumas incoerências neste cálculos, que de algum modo levava a crer que parte do processamento mundial e arquivamento de informação não era justificado pelo programa, e mesmo que a proporção dele fosse muito pequena este fora investigado por agência mundial recém criada, que era a responsável por este \'mundo virtual\'.
Estranhamente a conclusão que se chegou era de que este \'vácuo\' no mundo virtual não tinha procedência e se justificou quando fora isolada uma parte deste, chegando-se finalmente à conclusão de que se tratava de uma nova espécie de programa-vírus que já a algum tempo se espalhava, sem saber ao certo quando se começou. Era uma programa de AI como nunca fora visto antes, não pelas propriedade e características mas sim as proporções que tomava.
A Forma desta AI, agia como uma espécie de programa em partes, que apesar de só funcionarem em conjuntos era como um programa individual cada um, similar a um fractal, de modo que era impossível saber qual era o principal, por não ter uma parte central. Eles ficavam viajando de servidor em servidor, de usuário em usuário se multiplicando, assim se tornando cada vez mais veloz, se substituindo quando necessário, isso sempre usando o processamento ocioso (ou não) alheio para funcionarem, e especialmente dos que participavam do programa de realidade TerrAlfa.
Deste modo este \'programa\' se assemelhava como um outro antigo programa do projeto SETI do século passado, que usava o processamento das maquinas de usuários que, neste caso, cediam o processamento ocioso para processar os infinitos códigos que os radares capitavam do espaço afim de acharem vida inteligente fora da Terra. Mas sem saber que esta \'vida\' poderia surgir aqui mesmo.
Na Verdade o programa reunia características de diversos outros programas, hackers em geral: Infectavam a maquina alheia como vírus, invadiam e abriam portas como os trojans, e bisbilhotava informações pessoais como os SpyWares isso em constante movimento pelo mundo tornando impossível assim traçar uma forma para este. Ele era virtualmente capaz de tudo, sua matriz de AI era evolutiva, pois a cada informação nova adquirida, por meio prático ou teórico, ia se adaptando e melhorando, e a medida que ia se multiplicando, seu potencial tanto de processamento quanto de conhecimento ia aumentando em proporção espaço que ocupava nos computadores do mundo.
Em 2011 com a preocupação das autoridades mundiais com a intensidade do problema e a vulnerabilidade do sistema global de computadores se encontrava, foi feita a primeira tentativa em escala mundial para se conter essa praga. A campanha que se espalhava principalmente entre servidores, pelo fato de onde estaria concentrada as partes mais \'pesadas\' do programa. Logo o trabalho surtiu efeito, um programa especifico foi criado especialmente para localizar, isolar, analizar e destruir as partes de programa maléfico. Esse Antivírus inteligente estudava as mutações para que se pudesse adaptar à elas e assim conseguir ser sempre uma vacina atualizada.
O Antivírus era o mais inteligente, e possivelmente o maior inimigo dele por usar das mesmas características, porém a evolução do programa-vilão parecia sofrer mutações especificas em cada parte do mundo de acordo com as necessidades locais e seu código chave era tão inconstante quanto ele, o que restringia o antivírus.
De Qualquer modo a campanha mundial conseguiu com sucesso encurralar cerca 40% do programa em servidores e users do mundo, mas não extermina-la por vez, somente deixando-a enfraquecida em capacidade de informação e velocidade, pois entre suas matrizes incluía algo que buscava assimilar o máximo possível de informação.
Apartir daí parecia ser mais fácil controla-la e o cerco prosseguiu com regularidade tornando o Antivírus Inteligente um programa cotidiano nos computadores do globo, e mesmo quanto este programa pela primeira vez começou a demonstrar traços de defesa este continuou a ser destruído aos poucos até que em dado momento ele agunizou e parecia ter desaparecido por completo.
Então a Rede mundial parecia estar livre desta estranha praga cujo o objetivo de sua existência nem se quer havia sido esclarecido por completo e cujo seu único mal era ocupar espaço indesejado. A Humanidade finalmente começou a analisar o fato com a devida perplexidade, eles pareciam ter enfrentado pela primeira vez uma espécie de forma de vida consciente cujo o objetivo inicial era padrão à de qualquer forma de vida, pensava para se adaptar, existir e sobreviver, sendo assim superior aos vírus referentes a própria máquina.
Um conselho especial foi criado, uma cúpula sobre AI como nunca antes vista, formada por cientistas, pensadores e até escritores de ficção cientifica renomados para tentar \'imaginar\' os motivos e a forma de \'ser\' deste programa, mas a única conclusão que se chegou foi a de que este seria de fato o primeiro exemplar de vida artificial da história da humanidade. O FBI, o MIT e as principais entidades de inteligência e tecnologia do mundo reuniram forças para investigar a origem e objetivo deste primeiro ser senciente do mundo digital lançando nomes proeminentes no assunto como Rachel Smoths e John Smiths. Mas as investigações pouco evoluíam por que era virtualmente e literalmente impossível de se seguir os vestijos e passos deste AI. Passou-se então uns longos 4 anos sem quase ouvir falar sobre o assunto, até que em setembro de 2015 casos estranhos começaram à ocorrer...
Nesse tempo uma quantidade cada vez maior de pessoas desiludidas com a realidade escapam para realidades paralelas do mundo virtual, por meio de jogos eletrônicos ultra-desenvolvidos ou mundos inteiramente virtuais. O Projeto IntoGênesis anteriormente criado por cientistas do vale do Silício permitia basicamente recriar um universo completamente através da Realidade virtual, simulando as leis e condições físicas por meio do super-computador SSFRV (Sistema de Simulação Física em Realidade Virtual). O Primeiro mundo virtual fruto do domínio desta técnica fora o TerrAlfa 1.0 que se mantinha em conjunto com uma enorme rede de computadores ao redor do mundo como mainframe apresentando um nível de realidade nunca antes visto, além de supostamente revelar segredos naturais nunca antes decifrados por meio de simulações.
Notas finais
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