Evil Well
6 Artigo sexto - A garçonete de laço rosa.
Sam não entendia direito o que estava acontecendo consigo. Só sabia que significava algo diferente, no mundo. Foi difícil abandonar os vícios que faziam seu sono voltar, mas assim ela fez. Sua tia Isis estava ensinando diariamente como ela deveria controlar seus poderes bons. Num campo folhado longe da cidade, ela dizia para Sam como respirar e meditar, enquanto Taylor só escutava.
— Você precisa manter seu corpo em paz Sam, em equilíbrio. Por conta de seus dois tipos de poder, suas emoções sempre precisam estar equilibradas para que a harmonia esteja sempre controlando o lado perigoso do seu ser. — Sam assentiu e fechou seus olhos buscando a calma. — Respire fundo, e inspire. Volte a sua lembrança mais calma, ao seu lugar mais calmo. Esse sera seu ponto de equilíbrio. O colar vai ajudar a controlar as coisas, mas e preciso que você se controle.
No fim do exercício de respiração, Tay chegou mais perto e se sentou ao lado de Sam.
— Ei, isso parece difícil em?
— Um pouco no começo. Mas na verdade eu to me acostumando. Consigo dormir uma noite e acordo bem de manhã. Recuperei o peso que perdi ... me sinto bem.
— Nossa, que mudança. É bom te ver bem. Eu cheguei a pensar que ...
— Chegou a pensar que me perderia pra sempre? que isso miga eu nunca vou te deixar — Disse Sam abraçando Tay sem obter resposta.
—Na verdade eu ia dizer que achei q ia ter q te internar num sanatório, mas ok, entenda como quiser.
Billie logo se recuperou felizmente, e assim que conseguiu se levantar foi até a delegacia denunciar seu ex chefe e dar seu depoimento sobre o que tinha acontecido naquela noite. Por incrível que pareça, o desgraçado só teve que pagar uma multa, consideravelmente alta, e ficou livre da culpa. Billie e Jhonny indignados sairão do trabalho e sabiam que teriam que se vingar de alguma forma. A gangue toda concordava com isso e Taylor, claro, pensava em algo.
—Seguinte precisamos fazer com que ele cague nas calças. — Disse Jhonny.
— Qual foi, eu quero ver ele sangrar — Disse Tay serrando os punhos.
— Não podemos matar ninguém Taylor, nem sermos presos. — Sam avisou.
— Certo, tive uma ideia. Vocês vão achar hilaria ....
No dia marcado pelo grupo, eles se encontraram na rua atrás do bar com 5 sacos enormes de esterco de vaca usado para adubo. Três latas menores com urina da gata de Taylor e Jhonny tinha um spray preto feito de ... Já devem saber. Como ladrões invadindo um banco, eles entraram pela janela dos fundos que estava meio solta e começaram a espalhar todo o adubo pelo chão, mesas, cadeiras, e principalmente na cozinha. Furtaram cervejas refrigerantes e salgadinhos. E como Billie sabia a senha de acesso as câmeras tudo foi apagado depois que a brincadeira tinha sido feita.
— Isso foi louco! imagina a cara do pé no saco, quando chegar amanhã e ver tudo enfestado de merda! — Jhonny disse rindo.
— Melhor vai ser ele entrar na cozinha e ler a frase que você escreveu Billie '' Seu merda!''. — Tay disse chorando de rir com os colegas, voltando pela rua correndo antes que alguém os visse.
— E se alguém pegar a gente? — Disse Sam.
— Qual foi Sam? fizemos tudo certo, nada vai ser descoberto. E ele mereceu, quase matou Billie.
—Sei disso Tay... Enfim, não me arrependo!
Sam e seus amigos passaram a sair novamente, como sempre foi. Apenas Tay sabia sobre seu segredo e ela sempre acompanhava seus treinos fielmente. Tay e Sam resolveram comer uma pizza no meio da atarde de um dia frio. A lanchonete estava vazia do jeito que elas gostavam e Taylor estava sempre de olho nas garçonetes do local.
— Ta vendo a loira? de laço rosa. — Disse ela disfarçando o olhar.
— Sei.
— Vou tentar com ela. Vou esperar até que ela vá ao ponto de ônibus.
—Porque não a chama ate aqui?
— Ta louca? Já paguei a Suzane, se ela me ver dando em cima vai querer fazer um escândalo e contar pra ela coisas sobre mim.
— Você quis dizer, verdades?
— O que eu faço e uma arte. Sou como um magico, a plateia tem que se iludir com meu show, se alguém conta o segredo, perde a graça. E no caso, menos uma vagina pra mim, sacou?
— Você é uma poeta cara.
— Eu sei. Tenho um dom. — Tay viu Suzane ( uma ex peguete sua q trabalha no mesmo lugar) se aproximando da mesa, com olhar de felicidade. — Ai não la vem a mala.
— Oi Tay... — Disse ela olhando fixamente para Taylor.
— Como vai Suh? — Disse ela acendendo um cigarro.
— Bem! Escuta... eu esperei você me ligar...
— Ah, desculpa querida estou sem celular.
— Ah, claro, eu deveria ter esperado mais tempo... Enfim eu posso pegar seu e-mail ou algo assim?
— Na verdade estou sem internet sabe, estou de mudança e sabe como são essas coisas e a bagunça... Mas não se preocupe eu te ligo amor. Tenho saudade.
— Fico feliz em saber... Sabe que eu também... Enfim, tenho que trabalhar, espero sua ligação... — Taylor lhe deu uma piscadela e garota saiu toda esperançosa. Sam olhava para Taylor com cara de reprovação.
— O que? Ela tem pernas bonitas. Sem contas que me manda chocolates.
— Essa que manda chocolates? gostei, pega ela.
— Gorda. — Quando foram pagar a conta, a garota nova estava no caixa, os olhos de Taylor explodiram ao ver o decote que ela usava, ela mal se controlou quando começou a falar.
— Credito ou debito senhora? — Disse a moça.
— Nossa meu bem, você pedindo assim eu dou sua gorjeta ate em barras de ouro.
— Desculpe... ? — A moça disse constrangida.
— Me perdoa, eu não consegui me controlar. Mas falando serio ...
— Amanda...
— Amanda... falando serio, como você pode não ter uma aliança nesse seu dedo?
— A sabe, eu e meu namorado ainda não falamos em casamento. — Ela rio tímida. O sorriso de Taylor desapareceu na hora em que a palavra '' namorado'' saiu dos lábios da garçonete.
— Entendi... Burro ele. Ahn... Escuta amei teu cabelo, pode me dar teu numero pra me levar aonde cortou ele?
— Claro! — A moça passou seu celular pra Taylor, na inocência, elas pagaram e logo saíram da lanchonete.
— Cabelo, ahn Taylor? — Disse Sam com ironia.
— Quando eu quero uma ppk, eu tenho uma ppk.
— A mina namora ...
— Não ligo. Se eu quero eu quero.
— Ok ...
No dia seguinte, Taylor logo ligou para Amanda mercando o encontro para irem ao '' cabeleireiro''. A moça mal sabia de que tudo que Taylor precisava, era um tempo sozinha com ela, e longe das vistas de Suzane. Quando se encontraram na praça, Taylor deu a desculpa de que tinha esquecido seu dinheiro, e que infelizmente não poderiam ir ao salão, e para compensar o tempo de Amanda, ela lhe pagaria um drink num barzinho ali próximo. Amanda pareceu não se importar, e simpaticamente aceitou seu convite. Chegando la, Taylor foi fazendo sua magica, e no final do dia as duas estavam se despedindo no motel. Ela correu ate a casa de Sam, pra contar seu feito a amiga.
— Quer cheirar meu dedo?
— Vai se f*der Taylor!
— Mano! eu sou uma Deusa, que isso.
— Eu mereço.
— A mina so precisava ouvir umas palavras de incentivo.
— Cara como você faz pra pegar mulheres ''não lésbicas'' ?
— A maioria das mulheres tem essa curiosidade. As que tem, eu apenas apresento a elas, ué.
— Você não existe... — Algumas semanas depois, voltaram a mesma lanchonete, mas no horário em que Tay sabia que Suzane não estava. Mesma mesa, mesmos pedidos.
— Oi Tay... — Disse amanda servindo maliciosa.
— Mandy, oi... — Disse ela sorrindo. — As duas começaram um papo insinuante, Sam foi ao banheiro por estar envergonhada. Sem que Tay percebesse, Suzane saiu pela porta da cozinha, e ao ver Taylor e Amanda de mãos dadas, imediatamente foi pisando firme em direção a mesa delas. E um surto de raiva e ciume, agarrou os cabelos de Amanda, e começaram ali a briga com gritos e pontapés.
— Deu ruim... — Disse Taylor apreensiva.
As duas se pegavam e rolavam no chão, trocando unhadas e tapas, Taylor se abaixou na mesa, e saiu de fininho para atrás do balcão de bebidas. Sam saiu do banheiro para ver o estava acontecendo ali, viu taylor filmando discretamente as duas loucas no chão, e logo correu pra tira-lá de la.
— Vamo em bora! — Ela puxou Taylor pela blusa, que queria ficar pra gravar mais, porém cedeu aos puxões da amiga. Na casa de Sam, uns minutos depois, Tay se jogava na cama rindo toda vez que reprisava o video no celular. — Cara, qual seu problema? porque você faz isso com as meninas?
— Ihh, sem bronca hoje mamãe.
— É serio Taylor.
— Olha, eu queria, eu peguei, não quis mais... é simples.
— É por causa da Sara né?
— Tchau Samantha. — Taylor pegou suas coisas e se retirou de cabeça baixa. Aquele assunto não podia ser tocado, e Sam desobedeceu essa regra.
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