Evil Twin.
1 Capítulo Único.
Edward estava andando em círculos pelo seu quarto, sem o que fazer.
Não, manolos, não é o Edward fadinha do arco-íris de Crepúsculo – que, por acaso, é um livro incrivelmente educativo e que todo adolescente descolado lê – essa fadinha de neón não tem nada a ver com a minha brilhante história. Tá?
- EDO!
Ouviu uma voz irritante.
Oh, sim, senhor Lord Max. Conhecia bem esse reles mortal.
Yeah, eu disse que não seria nada a ver com Crepúsculo. Mas o que eu tenho a ver se Edward tem essa mania de se achar o centro do universo? Isso já é psicológico e...
- QUÊ? Como assim? Quem disse isso? – Gritou Edo.
- Sua mãe, oras. – O Max colocou as mãos na cintura. — As mães são as heroínas que todos deveríamos ter! ~
Ele cantarolou essa última frase.
Mas não é a dona Cecília — mãe do Edo – que está narrando a história, tá?
Relevando o fato de todos termos mães... Continuando.
- Ai meu Deus!! E o que mais ela disse?
- Bom, ela falou também que você é neurótico, paranóico... E que tem uma pequena tendência ao Caos. – Sorriu Max.
- Bom, eu confesso... Realmente, tenho uma leve tendência ao Caos e...
- Ah! E que você tem problemas de auto-aceitação e auto-estima.
Isso mesmo, caros leitores, Edward é como um adolescente problemático que nunca falta em boas histórias. Tem um em One Piece (ou vários, talvez), vários em Naruto, em Ouran e lá vai cacetada. Até em Pokémon tem!
- Ai, meu Deus! E isso aí é grave? Como é que eu saro disso? Como é que eu saro? – Sua voz de pena e dor era visivelmente sentida e, então, Lord Max (ok, eu paro) resolveu amenizar a situação. O que fazer se o seu amorzinho era tão anta dessa forma?
- Simples! Comemorando seu aniversário! – Ele sorriu como se aquilo fosse a chave para todos os seus problemas.
Edward o olhou por um segundo antes de começar.
- Não.
- Mas... Mas... Por quê? – Seguiu o amigo, seja lá para onde estiverem indo, mas seguiu.
- Simples... Festas de aniversário são manifestações cafonas e emotivas de uma classe média brega que adora diversão barata e comida de graça. A única coisa que eu quero hoje é um bando de caroço que mora na nossa rua bagunçando tudo na minha casa. HUNF. – Enquanto falava isso, rodeava insistentemente o amigo, que começava a ficar irritado.
- Mas, oras bolas, vamos pelo menos comemorar juntos. Eu, você e a Lua. – Abraçou o amigo, que ficou vermelho como um pimentão. – Além do mais... Porque mais um ano se passou...
- Blá blá blá. Eu não acredito nisso. – Bufou, se soltando do amigo.
- Não acredita em quê? – Indagou, curioso.
- Em anos.
Ele falou aquilo com tal simplicidade como se fosse a coisa mais fácil de se aprender. Max o olhou com medo, assustado e tudo o mais que se refere à uma situação cabulosa.
- Você não acredita em “anos”? Como assim?
Enquanto Max indagava aquilo, ele facilmente levava Edward para fora de casa.
- A simples noção de “ano” é uma confusão total! Sem falar que atualmente existem mais de quarenta calendários diferentes no mundo! Como saber se estamos seguindo o correto? Ele foi criado pelos egípcios, seguindo um duvidoso e precário calendário solar, baseado nas encheste do Rio Nilo... – Ele falava aquilo teatralmente, como se fosse convencer Deus e o espaço solar de tudo aquilo. -... Ou seja... Não existe nenhum embasamento científico ou uma prova real que me diga que tenho que soprar uma vela a cada 365 dias. – Sentou-se na grama mais próxima.
Grama?
Opa, peraí, eles já estavam fora de casa.
Aonde Max o levaria?
- Ai, como você é enjoado. A gente não precisa de embalsamento pra comemorar aniversário! – Irritou-se.
- Embasamento.
- Ou isso! O que importa mesmo é passar o aniversário com as pessoas que gosta. E como eu sei que sou o único, a gente vai passar o dia fora daqui, dessa joça que você chama de covil-super-interessante-e-colorido...
- EU NÃO CHAMO O MEU QUARTO DISSO! E se não notou já estamos fora de casa. – Bufou, tentando se soltar das mãos do brutamonte que dizia ser seu amigo Max.
- Eu não quis dizer o seu quarto, eu quis dizer a sua mente. – Ele riu.
- Mas a minha mente...
- Sei que você vai dizer alguma coisa mirabolante, mas pra mim ela é cheia de esterco. Por isso você tem essas ideias idiotas. É óbvio que todos sabem que existem quarenta e dois calendários. – Sorriu vitoriosamente.
Os dois logo chegaram ao local escolhido pelo próprio Max: Um Shopping. Pra quê?
- Mas o que vamos fazer num Shopping? – Indagou ele, surpreso.
- Ver filme. Comer pipoca e ficar juntinhos e abraçadinhos...! – Ele sorriu graciosamente, apertando a bochecha do menor.
Oh, pequeno Edo, não entende a magia do aniversário. Tsc, tinha de ser enrustido.
- Eca. – Mostrou a língua pelo comentário grotesco sobre “ficar juntinhos e abraçadinhos”.
- Não interessa, criança. Então... Vamos ver o que tem nessa sua cabeça estereotipada que adora Restart, sabe né, aqueles garotos que foram vomitados por um Arco-Íris...
- QUE? Eu não gosto desse lixo, tsc, eu gosto mesmo é de Justin Bieber. – Fez alguma coreografia grotesca que insistia em olhar para o céu, como se fosse um Chuck Norris da vida.
O que deixou Max muito triste. Desde quando coloca-se Chuck Norris numa mesma frase que contém Justin Bieber? E Chuck Norris, por acaso, é o homem mais foda do mundo. Ele contou até infinito três vezes. O Justin não sabe fazer isso. Não sabe nem o que é Alemão. Tsc, tsc.
- Daqui a pouco, vai virar o Michael Jackson. Michael era acusado de comer crianças, e o Justin, vai ser acusado de dar para outros. Então, é melhor você saber que ele tá lá preparado pra virar uma borboleta, esse é o sonho da vida dele. E aí aparece uma trupe de babacas e falam que o garoto é o novo \"Rei do Pop\"! A minha avó é mais \"Rei do Pop\" (cantando músicas do Padre Marcelo) do que o Justin.
- Depois EU que tenho esterco na cabeça, né? Não fale mal do Justin. Tsc.
- Certo. Certo. Você escolhe o filme... Enquanto eu compro as pipocas! – Suspirou, entrando na fila.
- Beleza. – Ele disse, sendo, finalmente solto pelo amigo grudento. Se afastou, e entrou na muvuca de adolescentes histéricos (como ele, vale lembrar) que idolatravam a Miley Cyrus no novo filme meloso e ridículo dela. – Que show! – Começou a falar consigo mesmo. – Passar o dia vendo filmes e comendo Pi....
Voltou correndo bastante inconformado para perto do Max.
- Que negócio é esse de “Pipocas”? – Bufou.
Max não sabia ao certo porque não se impressionara com a reação adversa do amigo. Quero dizer... Ele nunca gostou de comer pipoca. Ok, ele não gosta de comer quase tudo o que é normal.
- Não sabe o que são pipocas? – Indagou, fazendo menção à moça do balcão ao que realmente queria. Apontando para o pacote de pipocas grande e ao tamanho do refrigerante. — São umas coisinhas brancas e amarrotadas, feitas de milho e...
- Eu sei o que são pipocas!
- Então, porque pergunta? Garoto esquisito. – Pegou as pipocas da mão da moça e apontou para as marcas do refrigerante, enquanto todos os observavam tentando manter a expressão séria. Era realmente cômico dois adolescentes brigando, enquanto um deles parecia uma biba louca.
Digo... Um adolescente com voz de criança.
Ele estava modificando a voz, não tinha culpa, oras bolas.
- Tonto! Eu detesto pipoca, não sabia? – Indagou, irritado, muito irritado, ele queria xingar muito no twitter depois dessa. Sério.
- Ai, mais essa agora... E do que você gosta? – Indagou, irritando-se também, enquanto comia a pipoca.
- Bom, eu sou muito enjoado pra comer!
- Lógico.
Max não se impressionou com isso, também.
- Hunf. Eu gosto de arroz-doce cozido em suco de acerola.
- Isso não tem. Você vai ter que se contentar com a pipoca, mesmo. – Pegou os refrigerantes da moça, pagando-a logo em seguida. — Vem, criatura. – Chamou, sendo seguido por Edward.
- Ei! Você tá aqui pra comemorarmos o meu aniversário! Tem de fazer as minhas vontades!
- É ruim, hein? Tsc, olha esse seu complexo de achar que é o centro do universo. De novo.
- AHN?
- Ok, eu não conto pra ninguém e deixo passar se você se calar e me disser que filme escolheu. – Ele sorriu.
- Ahn... Bem, eu gostei daquele da Miley Cyrus e...
- Pode ir tirando a mula da chuva. Eu não vou ver esse lixo, quem te educou assim? Credo, eu sei que não fui eu. Eu sempre fui um bom amigo durante todos esses anos e é assim que você me agradece? Gostando desses fantoches mal feitos? Até a Lady Gaga é mais macho que o Justin Bieber. – Enquanto dava lição de moral para o nosso querido Edo, ia comprar os ingressos para um filme bem mais legal e interessante. “O Gêmeo do Mal”.
- Quê? – Indagou Edward. – Que ridículo.
- Não, não é pior que Restart. – Bufou Max.
- Nisso você está correto. – Ele se tocou.
- Então vamos ver! – Puxou o amiguinho, já com os ingressos em mão.
Edward não fez nenhuma objeção, apenas seguiu Max.
Max resolveu arrastar Edward para a última fileira, só para poderobservar bem o filme. Não tinha ninguém ali, e a vista era incrível.
- Aqui é tão longe... – Preocupou-se Edward.
Antes de Max responder, ele colocou o braço da poltrona para trás.
- Pode ficar calmo, eu lhe abraço se sentir medo. – Disse aquilo, envolvendo o outro em seus braços.
Edward ficou vermelho, mas não respondeu.
- Olha, vai começar. – Sussurrou.
- Ótimo, ótimo. E as luzes vão desligar. – Sorriu malicioso.
- Hunf.
Desligaram.
E Edward sentiu a respiração do mais velho bem no seu pescoço. O que era aquilo? Estupro é crime hoje em dia. Tsc.
Resumindo a história pra ficar menos irritante e chata:
Eram cinco irmãos gêmeos: Hélio, Nélio, Arnaldo, Eduardo e Ronaldo. NÃO, Repito... Não os confunda com os Gases Nobres, por favor, eles se sentem devidamente entristecidos com isso. Mesmo que Eduardo não tenha nada a ver com Criptônio. Mas imagine, acho que nem a mãe deles seria tão audaciosa de colocar um nome grotesco desses num filho.
Enfim.
Numa noite de domingo seus pais desapareceram misteriosamente. Deixando a grande fortuna para os cinco gêmeos! E isso seria mágico se um deles não tivesse criado a audácia de chamar o Avegado. Avegado? Oh, sim, ele era uma ave metade vaca! Super lindo, né? Sim sim, é politicamente correto hoje em dia criar quimeras desconhecidas pela ciências. E o que é muito sábio que esses Avegados irão sumir cedo ou tarde, mas isso já é outra história.
Sem falar que esse Avegado ao invés de possuir aqueles óculos super fashion, ele possuía uma gaiola em volta da cabeça. E como ele era, tipo assim, incrivelmente grande a gaiola só cobria a cabeça mesmo.
VOLTANDO.
Ele também tinha uma linda pasta de courino italiano. O Avegado disse que a herança seria dividida entre os irmãos. Mas se algo acontecesse a um deles e, misteriosamente, um destes sumisse, a grana toda ficaria com o que ficasse.
Finalmente, tudo resolvido, sim?
Oh, não. O mais interessante era que... Infelizmente os vários gêmeos foram sumindo misteriosamente, um depois do outro, como se fosse um serial killer super badass.
E, então, o ultimo que sobrou foi... Eduardo! Oh, sim, mas é isso que a história quer que vocês pensem!
Diz na história que João Hélio, na segunda-feira seguida do domingo, uma coisa horrível aconteceu com este daí! Ele estava no quintal do castelo, brincando com sua pipa! Só que sem ele perceber, alguém amarrou a rabiola dela no pé de um dos patos da Lagoa. E, para piorar, naquele dia os patos resolveram migrar para o Sul! E acabaram levam o pobre João Hélio junto!
E como foi dito... É isso que eles querem que você pense. Na verdade os patos que levaram a pipa na Segunda-Feira eram cearenses!
- Vixe! — Uma das avez gritou, atordoada.
Em vez de voarem para o Sul, voaram para o Nordeste brasileiro... Onde a dona Cecília achou o pequeno Hélio e o criou como se fosse seu filho!
E o filme acabou!
- Ei, eu vi alguma diferença entre o Eduardo da história e eu? Até minha mãe tem o nome de Cecília! – Indagou Edward, esperando Max terminar de babar na sua bochecha. – ECA, SEU NOJENTO, NÃO BABE EM MIM! – Ele gritou, recebendo a atenção de todos.
- Ugh. Seu malvado, tsc. Mas é isso mesmo! Você é o João Hélio, tsc. É lamentável, realmente, você é cearense? Tsc. Oh xente, homi! – Ele riu.
- Mas e o verdadeiro Eduardo? Meu gêmeo do Mal? O que aconteceu com ele? – Desesperou-se, quase caindo da escadinha do cinema.
- Ora... Ele quer se livrar de você pra ficar com a grana! Não é óbvio? – Falou Max, com aquela voz assustadora quase igual ao Vincent Price do clipe do Michael Jackson, Thriller.
- IRC! E onde tá o tal de Eduardo? – Indagou curioso.
- Ele tá... Tá...
Foi cortado.
- Ei, vocês, saiam daí, estão assustando as crianças! – Uma jovem senhora irritante e destruidora de infâncias gritou lá debaixo, na saída.
- Mas ele não me contou o final da história!
- Mas isso é mentira, amorzinho, deixa de ser bobo, criatura. Você não percebeu que a história tinha um furo enorme? – Indagou, rindo pacificamente, enquanto desciam a escadinha.
A senhora Jackson finalmente saiu dali.
Quero dizer... A senhora destruidora de infâncias.
Acho que dá no mesmo.
VOLTANDO À HISTÓRIA.
Edward ficou muito curioso no caminho de volta à sua casa com Max o abraçando sem sua permissão. Não ligou também para a Rena falante que insistia em cuidar de seus ferimentos, muito menos no Pikachu que não evoluía do outro lado da esquina.
Sem contar também a chinchila manca, laranjada com bolinhas roxas e que adora um picolé de tamarindo.
Aonde eu fui, meu Deus? O que sabemos é que Edward ficou curioso. Muito curioso.
Já na porta da sua casa.
- Oh, Edward, essa foi uma de nossas melhores noites!
- Você diz isso como se tivéssemos transado.
- E eu mal posso esperar por esse dia! – Sorriu, beijando a bochecha de Edward, que ficou vermelho com aquilo.
- Para, homem! Meus pais já devem ter chegado!
- Não ligo, tá.
- Certo. Tsc. Mas a história tem mesmo um furo? – Indagou.
- Seu bobinho, é tudo invenção minha e do diretor do filme que não tem nada a ver comigo. Por isso eu te amo. – Agora ele realmente se inclinou para beijar o pequeno Edo.
Mas como isso é uma história que eu vou considerar o mais livre possível, eu não vou aprofundar nos detalhes, tá?
Edo entrou em casa incrivelmente nervoso e, sua irmã Anne mal se inclinou a irritá-lo ou lhe parabenizar pelos dezesseis anos de vida pelo calendário Cristão. Além do mais, ela sabia que ele viria com esses comentários ridículos e mirabolantes.
Edward seguiu até sua mãe que estava fazendo comida.
- Mamãe! Eu tenho irmãos gêmeos?
- É claro que não, Edward. Que imaginação!
- Você tem certeza de que o meu nome não é João Hélio?
- Tenho, filho, de onde você tira essas ideias?
- De lugar nenhum, tsc. Eu vou dormir. – Sua expressão era cansada.
- Até amanhã. – Sua mãe, Cecília, beijou sua bochecha.
- Até! – Sorriu, subindo as escadas para seu quarto e logo se deitando e se cobrindo. Desligou as luzes – Que tonto eu sou! Acreditar numa bobagem dessas! – Suspirou, ainda inconformado. — Mas e o furo da história? Qual é o furo da história?
- Ora! A resposta é óbvia, meu caro João Hélio! Avegados não trabalham aos domingos! – O Avegado da história apareceu bem ali, na sua janela, sorrindo.
Fim. ~
Notas finais
O que acharam? ~
Eu fiz com amorzinho! E eu cumpri minha promessa Shinobu! *w*
Espero receber pelo menos uma review. *olhar assassino para o usuário citado acima* cof cof.
EAE
REVIEWS? ~
Obs: Qualquer citação maldosa contra Justin Bieber, Restart ou Crepúsculo (POR FAVOR!) não deve ser levado para o lado pessoal, eu só os usei como motivo de descontração emocional, pessoas, não venham brigar comigo ou tirar uns pontinhos. Pois a Super Nanny está de olho!
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