Notas iniciais
a musica de tema da fanfic é da Adele - Skyfall. Sempre escuto ela para escrever os capítulos

Meses se passaram. Terríveis e torturantes meses. Nathanael assumiu que era inocente e que não sabia de nada, do que de fato era verdade. Quem poderia adivinhar que Ruby era tão malvada e que só queria destruir? Abelle se tornava uma criança forte, mesmo assim poderia se sentir a frieza em si. Shamira chorava todos os dias, e se culpava por não conseguir quebrar o feitiço. Miguel estava por uma metade tranqüilo, pois durante longas buscas, ele havia encontrado Ruby e tivera matado ela, o que de fato não mudava nada nem para Shamira, nem para o reino. Abelle continuava com a maldição e o reino todo se temia ao saber que ela iria crescer e que colocava todos do reino, em risco de vida.

.“Precisamos dar um jeito nela!”

“Eu sei. Eu sei”

“Não é culpa dela. É uma maldição. Só precisamos salvar a vida dela e de mais pessoas. Só tente entender, não é culpa dela!”

Vozes se ouviam por todo o castelo. O clima era tenso, e isso se estendia por todo o reino. As pessoas tinham medo somente em pronunciar o nome de Abelle, e passavam distantes do castelo. Avalon não era mais o mesmo. Ninguém ficava na rua até tarde, ao redor de uma fogueira. Pessoas mal saiam de casas, e quando o portão do palácio era aberto, todos se escondidos tenebrosos pensando que poderia ser Abelle. Eles tinham medo dela. Eles queriam distancia dela.

E foi o que Miguel fez. Mesmo amando sua filha, ele a prendeu no topo do castelo, no ultimo quarto de todos e no mais alto.

–– Aqui estará melhor. – ele sorriu, assim que acendeu uma pequena vela – Eu irei vim sempre aqui e sua mãe também.

–– Não precisa. – Abelle confirmou sem olhá-lo. Ele suspirou e continuou avistando a lua que transmitia uma luz admirável sobre a janela do cômodo. – Eu me sinto bem sozinha e espero que fique assim para sempre.

–– Abelle, não diga isto. Você tem a mim, seu pai. Você tem a sua mãe.

–– Mas disse que não precisa! – ela gritou, já elevando sua mão e ele se afastou. Abelle percebeu que pela primeira vez, seu pai estava com medo dela. Ela riu, e voltou a olhar para janela. –– Vá embora. Eu sei que está com medo de mim, eu sinto isso.

–– Abelle, eu sei que isso não é sua culpa. – Miguel admitiu, com uma pequena gota de tristeza em sua fala– Quando você era criança, em seu aniversario de um ano de vida, sua tia Ruby lhe deu uma maldição. – Abelle sentiu sua mão ferver e girou fitando seu pai– E você desde então se tornou do jeito que ela disse. Com o coração negro. Eu já procurei de todas as maneiras lhe tirar isto, sua mãe por ter magia também não conseguiu. A cada momento você se torna mais forte e mais poderosa. E ao completar seus vinte anos, você irá se torna imortal.

–– Você está querendo dizer que.. eu tenho uma maldição em mim?

–– Sim. – ele engoliu seco– Uma hora você teria que saber. E eu juro, que ainda procuro um jeito de lhe salvar.

–– Eu não tenho problemas. Eu não preciso que você me salve! – ela bateu com o pé no chão e todo castelo se tremeu. Miguel se assustou mais uma vez e a olhou– Eu só tenho poderes, igual a mamãe.

–– Você precisa acreditar em mim Abelle. – ele se aproximou dela, pondo a mão em seu coração. Ela a encarou seria. – Nenhum feitiço é 100% invencível. Há sempre uma solução, e eu vou achá-la para você.

–– Pare de tratar como um monstro! Eu não sou um monstro! Eu sou normal, eu sou que nem a mamãe, eu só tenho poderes! Porque ninguém entende isso?!

A raiva de Abelle foi tão grande, que seus poderes estavam a flor da pele, o que causou todo o castelo se estremecer. E tão depressa, tudo começou a cair. Miguel olhou para sua filha com os olhos lagrimejados e Abelle somente o encarava com tanta raiva, que nem se movia, mesmo com o castelo desabando.

–– Eu te amo querida. Sua mãe lhe ama. Todos nós só queríamos lhe salvar, todos nós só queríamos uma vida normal. E eu sinto muito por não fazer nada a você. Perdoe-me Abelle. – ele disse com o coração, tentando acalmar Abelle, todavia não estava funcionando. Os olhos de Abelle transmitiam fúria, e suas mãos saiam algo preto o que fazia o castelo ir ao chão. – Eu te amo muito, e acredito que um dia você possa ser normal e que toda essa maldição chegue ao fim. Eu acredito em você.

O castelo foi por fim. Miguel foi esmagado por uma grande pedra, e morreu no mesmo instante. Todos morreram, incluindo Shamira, que dormirá ao sentir pedras cair sobre seu corpo e não resistir. Uma proteção feita por ela mesmo,protegeu Abelle de qualquer pedra. Ela estava nervosa. Ela ainda não tinha controle sobre seus poderes. Ela havia matados todos e mesmo desejando, ela não se arrependia.

–– Abelle?! – seu tio, Nathanael, apareceu na porta do castelo assim que chegou de uma viagem. Desceu da carruagem, ao lado de alguns guardas, e encarou tudo desabado no chão. Havia muitas pessoas ao redor, e todos a olhavam espantados. – O que aconteceu? Foi você que fez isto? – ela não disse nada e apenas abaixou sua cabeça. Nathanael xingou mentalmente, e pensou tão pressa em uma solução. –– Guardas, a pegue. – ele a olhou novamente– Eu sinto por fazer isto com você, mas você será banida do reino e não poderá voltar nunca mais.

O reino parecia mais tranqüilo e seguro, logo após que Nathanael assumiu tudo, já que infelizmente seu irmão morreu, sucessivamente com muitas pessoas. Apesar de sentir sua mente pesada, ele ainda tivera dando uma chance a Abelle. Mas, em seu julgamento, todos votaram por ela ser realmente banida, e que de fato colocava todos em risco. Afinal, qual filha mataria seus pais e tantas outras pessoas? Nathanael sabia que teria feito o melhor, o bem para o reino. E assim, ele convocou alguns feiticeiros do reino, e juntos resolveram fazer uma proteção. Como uma capa invisível, que cobria todo o reino de Avalon. Ninguém saía do reino e ninguém entrava, tudo justamente por conta de Abelle, para que tivesse certeza que ela não poderia nunca mais retornar ao império.

Muitos anos se passaram, e esta historia foi contada por milhares de pessoas. Pais contavam ao seus filhos, avôs ao seus netos, todos diziam sobre o conto da princesa Abelle, da qual ninguém tinha noticias. Alguns acreditavam que era apenas mais um conto, e alguns acreditavam que era verdade, e que ela estaria viva até os dias de hoje. O que nesse caso se encaixava Josh. Joshua Ryan Hutcherson, apesar de ser apenas chamando de Josh. Por toda sua infância escutou seus pais lhe falarem dessa historia. Seu pai, Jeremy, achava engraçado ao recortar esse conto diversas vezes ao Josh. Ao contrario de sua mãe, Patrícia – muito chamada de Pattie– detestava falar sobre isto, ou até mesmo dizer o nome da princesa. Josh cresceu escutando o quando Abelle era mal, e que teria matado seus próprios pais. E do quanto ele deveria ficar distante dela.

No entanto, Josh mudou sua mente. Ele mudou a si mesmo. E dentro dele, se desenvolvia um desejo incrível de poder conhecer Abelle. Ele desejava isso, ele ambicionava isso. Não poderia explicar o porquê, mas ele queria poder vê-la de perto e realmente confirmar, que de tanto ouvir o quanto ela era malvada, ela existia. E com seu coração esperançoso, todos os dias, Josh andava milhares e milhares de quilometro em seu cavalo, até chegar na fronteira. Na floresta grande, precisamente de onde acabava o reino e assim onde acabava a proteção. Ele não conseguia ver a grande coisa que cobria o reino, pois era invisível, entretanto poderia sentir. Ela era forte, e transmitia energia. E assim que você a tocasse, você levava choques, que se tomados muitas vezes, poderia lhe levar a morte. E tão confuso em si, Josh já tivera tocado na proteção e já tivera levado no mínimo três choques, ao que, por um milagre, estaria vivo. Mesmo assim, ele se aproximava bem, e via do outro lado a floresta negra. Via campos, e distante o outro reino Airon. Ele queria poder destruir aquilo. Josh era somente um rapaz valente, e com sua mente jovem queria desvendar o grande universo, mas isso era algo impraticável.

–– Está escutando isto?! –– Josh parou do que estava fazendo, e olhou para Sophie, sua amiga de infância. Eles estavam na floresta grande, justamente na fronteira da proteção.

–– O que?

–– Escute Sophie. Observe o que os pássaros cantam.

–– Eles estão catando, cuidado. – Sophie disse, depois de um bom tempo.

–– Sim. – Josh sorriu. – Eles cantam isso, sempre que a feiticeira está por perto.

–– Você realmente acredita que este conto seja verdade? Pelo amor de Deus Josh. – revirou os olhos por fim

–– Obvio que sim! – Josh preparou seu arco, em seguida sua flecha, finalizando seu olhar em um pássaro– Toda minha infância escutei essa historia, e de como ela foi amaldiçoada. Eu tenho curiosidade de saber se ela existe, e como ela é.

–– Você é louco! – Sophie berrou, fazendo o pássaro voar e tirando a concentração de Josh. Ele a fuzilou e ela sentou-se numa pedra, exausta.

–– Você acabou de fazer meu jantar voar! Palmas Sophie! – ele falou bravo, abaixando sua flecha.

–– Foi mal. – ela riu– Mas, Josh..?

–– Sim?! – ele respondeu, procurando por mais algum alimento.

–– Você acha mesmo que ela exista?!

–– Claro que sim Sophie. Ela é imortal. Ou esqueceu a parte do “com seus vinte anos, se tornara imortal?!”

–– Eu não esqueci! Somente, isso é bobagem.

–– Não deveria pensar assim. – ele parou e olhou– Ela ainda está viva. Ela circula aqui perto. Pois, toda vez que os pássaros cantam “cuidado”, significa que ela está por perto. Eu me escondo naquela árvore. – ele apontou e ela seguiu sua indicação– Eu espero por ela, mas simplesmente ela não parece. Eu um dia vou vê-la. Nem que pra isto, eu espere toda minha vida.

–– Você só pode esta flertando.

Josh gargalhou –– Um dia ela ira aparecer para mim Sophie. Você verá só.

–– E este dia você estará morto. Você esquece do quanto ela é malvada?!

–– Eu estarei na fronteira Sophie. O poder dela não poderá me atingir, porque irá alcançar a proteção e não a mim. Ou você esqueceu que o reino está protegido?

–– Por este lado você tem razão. – ela mordeu o canto da boca.

Josh encarou o outro lado e avistou o por do sol. Os pássaros voados entre as nuvens, refletidos com a pequena claridade. Ele gostava de apreciar aquilo, ele se sentia bem ali.

––Melhor irmos embora. – disse afastando seu pensamento, e pegando todas suas flechas– Já vai anoitecer.

Sophie assentiu e eles foram de volta à vila, em pleno silencio. Sophie não suportava aquilo, e tentava puxar assunto, mas Josh em seu lado grosso evitava a responder e acelerava seu cavalo, para que fosse mais ligeiro.

–– Ryan! – Josh disse assim que desceu do cavalo, vendo seus amigos parado no bar, perto de sua casa. – Ein men, você está sumido! – Josh se aproximou dele, e deu um abraço bom, mas não tão longo. E antes de cumprimentar seus outros amigos, ele escutou um assobio. Olhou para trás e viu Sophie no cavalo, parada em frente ao bar. Josh fez um sinal para que ela continuasse sua jornada e ela sorriu de canto. Josh gostava de Sophie, mas as vezes ela era grudenta, e ele não curtia muito isso.

–– Você mudou Josh! Nem parece mais aquele garotinho de antes! – Ryan disse em um tom de brincadeira, fazendo todos rirem, inclusive Josh.

–– Estive investindo em muitas coisas. – ele sorriu malicioso, e olhou para bunda de uma garçonete passando– Mas diga men, onde você estava?

–– Estava na outra vila, logo atravessando o rio.

–– Ah, – Josh deu uma pausa– Nunca fui pro lado de lá.

–– Também, nem tem muito por onde ir, estamos trancados. – Charles gargalhou, logo após de dar mais um gole em sua bebida.

–– Isso è verdade. – Josh disse serio– E de fato, já estou cansado disso, sem poder sair.

–– Sabe que é pro bem de todos. – Ryan confessou

–– Eu sei, mesmo assim. Tenho direito de sair.

–– Ninguém tem direito de nada Josh. – Bill falou, o afrontando– A proteção nunca vai acabar.

Josh bufou –– Talvez. Porque definitivamente, preciso de mulheres novas.

–– Falando em mulheres, sua amiga Sophie ta gostosinha. – Ryan disse cutucando Charles.

–– Podem pegar a vontade, não faço caso.

–– Aquela dali é de casar . – Charles proferiu, e Bill riu.

–– O que eu não quero tão cedo. – Josh riu pelo nariz– Tenho apenas vinte e quatro anos, quero mais é curti.

–– Chega mais ae Josh, vamos aproveitar hoje à noite. – Bill disse, passando uma cadeira pra Josh, que se sentou.

–– E como quero aproveitar. – Josh mordeu os lábios e olhou pra bunda de uma mulher passando, que logo seus olhares se encontram.

Ryan gargalhou –– Aquela dali já ta pronta pra ti.– Ryan deu um tapa no ombro de Josh, e Josh o olhou rindo.

–– Mas então, você ainda anda procurando a .. você sabe quem. – Bill sussurrou nas ultimas palavras e Josh bufou um pouco estressado. Ele não entendia o grande problema, o porquê ninguém poderia pronunciar o nome dela.

–– Abelle? – Josh disse serio, e Charles deu um soco no braço dele.

–– Fale baixo! – Chaz falou olhando de um lado a outro– Sabe que não se pode pronunciar o nome dela.

–– Grande besteira. – Josh fitou Charles, mas desistiu de revidar o soco. Esticou-se na cadeira, e pos as mãos em cima da mesa.

–– Regras é regras. Se o rei disse que não se pode pronunciar o nome dela, não pode Josh. – Ryan estava mesmo serio.

–– O rei agora quer mandar em minha boca? – Josh gargalhou fraco – Eu só não saio daqui, porque infelizmente, tem a proteção.

–– Você mudou mesmo men. – Ryan disse o analisando.

–– Só estou usando minha mente, e não quero que ninguém mande em minha vida.

–– Amor platônico pela você sabe quem. – Charles disse rindo.

Josh o encarou com pouco caso –– Não é amor. Eu somente gosto da historia. Eu tenho curiosidade de vê-la.

–– Dizem que é ela é muito bonita. – contou Bill

–– Quem disse isso? – Josh perguntou.

–– Sempre falam. Pelo ou menos, lá no castelo falam.

–– Você ainda trabalha como guarda do castelo Bill?

–– Sim. – Bill confirmou– E apesar de tantos anos, o clima ainda é pesado.Creio que todos se lembram do dia do ocorrido. As pessoas olham pr castelo reconstruído e cochicham de como ele foi caído.

–– É. – Ryan deu um gole na bebida. –– Vamos mudar de assunto. Não gosto muito de falar sobre ela, parece que ela sempre esta atrás de nós, nos ouvindo.

–– Também sinto isso. – Charles disse por fim–

Josh sorriu, e se esticou para chamar alguma garçonete. E sem escutar nada, ainda pensando em coisas em vão. Ele escutou um leve sopro de pássaros cantarem “cuidado”. Justin parou. Suspirou e focou sua audição nos pássaros, que apesar do grande barulho no bar, e de uma pequena banda a tocar, ele escutou mais uma vez os pássaros cantarolarem “cuidado”. Josh sorriu contente, e se ergueu da cadeira.

–– Ei cara, pra onde você vai? – Charles perguntou, assim que Josh estivera se levantando.

–– Vou dar uma saída. Nos vemos depois.

Josh deu dois tapas de leve no ombro de Bill e caminhou rapidamente até seu cavalo. Subiu depressa, e foi cavalgando tão rapidamente, que era apenas uma folha no vento gelado. O coração de Josh estava disparado. Já era noite, um pouco tarde, e ele não poderia acreditar que a feiticeira estava por perto. Ela nunca vinha nesses horários, porque os pássaros nunca cantarolam a esse horário, tão tarde da noite. Eram apenas de manha cedo ou logo ao por do sol.

Josh diminuiu o ritmo assim que foi chegando a fronteira. A noite estava mais escura que o normal, e lua se escondida atrás das nuvens. E cada vez mais que Josh se aproximava, os pássaros param de cantar. Ele, silenciosamente, amarrou o cavalo em um galho, e foi lentamente detrás de uma arvore. Escondeu-se ali, olhando pro outro lado, esperando algum sinal dela. Josh tremia em si, mas não de medo, na verdade, talvez fosse.

Impaciente e nervoso, ele continuou seu olhar para o outro lado da floresta negra. Bufou, e passou a mão em seus cabelos, ao sentir algo subindo pela sua perna. Josh tomou um grande susto, e deu um pulo pra trás, mas se acalmou, ao ver que era apenas uma formiga. E depois do grande susto, ele começou a rir, ao tentar se sossegar, e..

–– Quem está ai?

Josh ficou paralisado. Totalmente paralisado. Ele observou para todos os lados, e não via nada.

–– Quem está ai? É melhor que apareça.

E depois de tantos seus olhos procurarem. Ele a encontrou. Era ela. Josh não poderia acreditar. Ela era. Meu Deus, depois de tanto tempo, ele finalmente tinha a achado. Era ela.

Notas finais
também posto essa historia no social spirit, quem quiser ler http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-justin-bieber-evil-princess-2042645
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.