Evil Charming - O Retorno À Floresta Encantada
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Obs.: Mais uma vez, muito obrigada pelas reviews (cada vez melhores).
No castelo, Charming não conseguia dormir. Seus passos inquietos pelo quarto não o permitiam. Depois de ver Regina pela manhã, foi como se os sentimentos por ela só aumentassem. Ele pensou que se ficasse distante, tudo desapareceria, mas foi o contrário. Não poder vê-la só aumentava sua ansiedade para ouvir a voz, sentir o toque e a respiração da linda mulher que a cada dia ganhava uma parte maior de seus pensamentos.
O príncipe sabia que ir até a casa de Regina seria uma atitude perigosa, mas quando o assunto é amor, a razão acaba sendo colocada em segundo plano, e ele seguiu seu coração. Charming trocou de roupas rapidamente, pegou seu cavalo e estava prestes a sair do castelo quando ouviu a conversa entre dois soldados do castelo.
– Você acha que ele vai matá-la? – um deles perguntou.
– Ele poderia. Você já viu a raiva que o invade quando o assunto é ela? – disse o outro.
– Seria uma pena. A comida dela é deliciosa.
– Só a comida? – o soldado disse com malícia.
– Ela também, é claro – o outro homem concordou.
– Mas, falando sério. Eu espero que ele não faça nenhuma besteira ou...
– Ou o quê? – Charming perguntou, causando um tremendo susto nos soldados.
– Sua Majestade – os soldados disseram em coro.
– Digam. Quem vai matar quem? – o príncipe os indagou, começando a ficar preocupado.
– É... bem... eu não sei... é que – um dos soldados gaguejou, para a ira de Charming.
– Sem enrolação. Eu sou o Rei e vocês me devem obediência. Diga-me imediatamente quem está querendo matar quem – ele disse para receber o silêncio dos homens à sua frente como resposta – Não vão dizer nada? Tudo bem, Owen – o príncipe fez sinal para o soldado que estava um pouco mais distante – Prenda esses soldados na cela, sem água e sem comida até que eles decidam dizer alguma coisa – ele completou tentando aterrorizar os soldados para conseguir as respostas que queria.
– Não, senhor. Eu lhe conto tudo – um dos soldados disse, encarando o príncipe.
– Tudo bem. Comece a falar e não poupe nenhum detalhe. – Charming concluiu.
– Bem, o que está acontecendo é o seguinte: o soldado Alex nos disse que iria sequestrar e dar uma lição na Regina – o soldado disse sob os olhares de desaprovação do colega.
– O quê? Sequestrar Regina? Você não pode estar falando sério! – Charming disse se desesperando com a possibilidade do que poderia acontecer com Regina.
– É a mais pura realidade. E nós estávamos preocupados com o que ele pode fazer com ela.
– Mas quem deu essas ordens a ele? E o mais importante de tudo, para onde ele levou Regina? – o príncipe o questionou.
– Infelizmente, eu não sei a resposta para nenhuma dessas perguntas. Ele só disse que hoje à noite iria acertar as contas com a ex-rainha.
– Eu não vou o deixar fazer nenhum mal a ela. Vamos Owen! Vamos pegar esse verme e salvar Regina. – Charming disse, enquanto montava em seu cavalo – Quanto a vocês, não saiam daí e se o Alex aparecer prendam-no e me comuniquem imediatamente – o príncipe deu suas últimas ordens antes de sair em direção à floresta.
Enquanto isso, na floresta...
Aos poucos, os efeitos do éter foram passando e Regina foi despertando. Ela ainda estava um pouco tonta e teve certa dificuldade para abrir seus olhos e ver onde estava. Sua posição estava longe de ser a mais confortável do mundo. Ela estava com as mãos e os pés amarrados, além também ter seu corpo preso à uma árvore no meio da floresta.
– Quem está aí? – ela disse com dificuldade.
– Você não se lembra mais de mim, sua Majestade? – o soldado disse se aproximando de Regina.
– Querido, eu não me lembro de pessoas insignificantes e, sem ofensas, você parece ser o rei desse clube – Regina não deixava o sarcasmo de lado nem quando sua situação não era lá muito favorável.
– Sério? Vai fazer piadinhas nessa situação? Você tem noção de que posso te matar com um simples movimento do meu pulso, certo? – ele disse colocando uma das mãos em volta do pescoço da morena.
– Você tem certeza? Porque, sinceramente, você parece ser meio fraquinho... – ela disse com um sorriso sarcástico na face, que pode sentir o peso da mão do soldado em um soco que se tivesse atingido alguém mais fraco, poderia facilmente causar um desmaio.
– Agora você viu do que eu sou capaz? – Alex disse enquanto assistia Regina se recuperar da agressão.
– Sinceramente? Não. Você bate como uma garota. – ela o provocou e ia fechando os olhos em antecipação de um próximo soco, que foi contido por uma voz bastante conhecida da rainha.
– Pare Alex! Nós não viemos aqui para matá-la – Snow White disse, saindo de trás de uma árvore.
– Você!!! – Regina disse com a voz mais cheia de raiva impossível.
– Eu! Surpresa? – Snow a provocou, enquanto se aproximava.
– Você é tão baixa – a morena disse com desprezo — Finge ser uma pessoa boa e no próximo momento está tentando matar alguém.
– Jura Regina? Você realmente disse isso? Se existe uma assassina entre nós, é você! Ou já se esqueceu de todas as pessoas que matou?
– Eu não esqueci o meu passado, querida. Mas existe uma grande diferença entre nós: enquanto eu era Evil Queen, eu nunca precisei fingir que era uma pessoa boa, como você faz. Pelo contrário, eu sempre fiz questão que todos soubessem do que eu era capaz, diferente de uma certa pessoa... – Regina disse olhando nos olhos de Snow.
– Mas eu não sou uma pessoa má...
– Você matou minha mãe! – Regina gritou – Você me fez perder Daniel! Você não é uma pessoa boa. Você finge ser, o que é muito diferente e de uma falsidade incalculável.
– Quem é você para falar de mim? Você é não é uma pessoa de coração! Você é má e sempre vai ser! – Snow a acusou, cada vez mais próxima.
– Bem você deve estar falando com a mulher errada então, porque eu sou uma pessoa de coração. Até alguns meses eu tinha até uma coleção deles – ela destilou seu veneno.
– Você é inacreditável! – Snow disse.
– Eu sei. Às vezes eu também penso nisso. Como pode haver uma pessoa tão perfeita como eu? – Regina estava cutucando a onça com vara curta – Mas se não for incômodo, você poderia saciar uma dúvida que não sai da minha cabeça?
– O quê?
– Pra que você me trouxe aqui? Não que eu esteja desconfortável, porque essa árvore é de uma maciez inimaginável... – ela disse com um olhar sarcástico.
– Eu teria dito antes, se você não tivesse ficado fazendo tantas piadas sem graça. Mas, eu vou direto ao ponto: eu quero dizer que sei que essa nova Regina é uma farsa, um teatro e eu vou fazer com que todos saibam disso
– Sério? Você me trouxe aqui para dizer, o que você vem falando desde, deixe-me ver, SEMPRE? – a morena disse sem acreditar no que sua “adorada” Snow havia dito.
– Bem, sim.
– Então, é só isso? Você não vai me matar, torturar, prender... Não vai fazer nada?
– Não.
– Vá se fuder! Você fez essa florzinha me sequestrar, me amarrar nessa árvore, me ameaçar “assustadoramente” para nada?
– Eu vou te mostrar quem é florzinha aqui! – Alex disse partindo para cima de Regina e mais uma vez, sendo contido por Snow.
– Não faça isso. Eu não quero que ela morra... Por enquanto. – Snow disse interceptando o soldado furioso – Antes eu quero que ela sofra, seja humilhada, perca o amor de todos e eu prometo que quando chegar a hora dela, você vai poder fazer o que quiser.
– Era para eu ficar assustada? – Regina disse com descaso.
– Não. Alerta, é a palavra certa – Snow disse olhando nos olhos debochados de Regina – Eu tenho que fazer isso – ela disse batendo no rosto da morena.
– Ouch! Essa doeu tanto que eu acho que vou te contratar para me fazer massagens faciais – por mais dor que estivesse sentindo, Regina não poderia perder a oportunidade usar seu sarcasmo em Snow.
– Bem, recado dado. Tome cuidado Regina! Ninguém sabe o dia de amanhã – Snow a provocou – Brinque um pouco com ela e depois jogue-a na estrada — Snow deu as ordens a seu fiel soldado, enquanto montava em seu cavalo e fazia seu caminho de volta ao castelo.
– Agora somos só nós dois, Majestade – Alex disse antes de acertar mais um soco no rosto, que já tinha as marcas das agressões anteriores, da bela rainha.
– Isso mesmo! Florzinha... – ela disse quase em um sussurro antes de voltar a ser agredida mais e mais vezes, até que depois de mais alguns socos no rosto e estômago, ouviu a voz familiar e reconfortante de Charming.
– Se você encostar mais um dedo nela saiba que vai ser a última vez que os verá. – o príncipe disse descendo de seu cavalo e correndo em direção à mulher totalmente entregue, com sangue escorrendo pelos traços fortes e lindos de seu rosto.
– Majestade, me descul... – o soldado tentou se desculpar, mas antes que ele pudesse terminar a frase sentiu a mão pesada do príncipe em seu rosto, o que o fez cair imediatamente no chão.
– O que você fez com ela? Seu verme! – ele disse olhando com desprezo e ira para o homem caído à sua frente – Owen leve-o de volta ao castelo, prenda-o e fique tomando conta da cela. Não lhe dê água ou comida. Quando eu chegar ao castelo, eu decido o que fazer com ele.
– Tudo bem. Mas, Majestade, o senhor não precisa de ajuda com Regina? – Owen disse, enquanto amarrava as mãos de Alex.
– Não. Eu vou cuidar dela. – Charming disse dando o olhar mais amoroso para Regina, enquanto a desamarrava – Ah, não conte o que aconteceu a ninguém, e se Snow perguntar onde eu estou, diga que fui resolver alguns problemas e não sei quando volto.
– Sim, Majestade. – o soldado disse enquanto montava em seu cavalo e ia para o castelo, com Alex sendo puxado pela corda que tinha prendendo suas mãos.
– O que aquele monstro fez com você? – Charming disse enquanto terminava de soltar as mãos de Regina e tomava-a em seus braços.
– Charming... é você mesmo ou eu estou sonhando? – Regina disse com dificuldade, se aconchegando nos braços musculosos do príncipe.
– Sou eu. Você está bem? – ele disse tirando uma mecha do cabelo da morena para ter uma melhor visualização dos machucados que ela tinha em seu lindo rosto.
– Bem, se você desconsiderar o fato de que eu estou com sangue em todo meu rosto, é, estou bem – ela disse sarcástica, para logo depois mudar o tom de sua voz, enquanto olhava nos lindos olhos azuis do homem à sua frente – Obrigada por me salvar.
– Se tem alguém que precisa fazer algum agradecimento aqui, sou eu: obrigado por não morrer. – ele disse com os olhos vidrados em Regina, deitada em seus braços.
– Morrer? Com aquele cara me batendo? Ele não conseguiria tão façanha nem em um milhão de anos. Ai! – ela continuou com o sarcasmo, até que ao tentar se levantar sentiu uma forte dor em seu estômago.
– Pare de bancar a durona. Eu sei que você está com dores. Deixe-me te levar para casa. – Charming disse enquanto levantava Regina gentilmente e a pegava em seu colo.
– Você não precisa fazer isso – ela tentou resistir aos cuidados do amado – Eu posso me virar sozinha.
– Eu sei disso, mas eu quero cuidar de você e eu vou fazer isso, você querendo ou não – o príncipe concluiu enquanto colocava Regina com cuidado em seu cavalo e ia na direção da casa de Regina.
– Alguém já te disse que você é muito convencido? – ela disse enquanto sentia os braços de Charming ao redor de sua cintura.
– Bem, provavelmente. Mas agora eu só consigo ter o pensamento em você e nós precisamos limpar esses seus ferimentos, o mais rápido possível. – ele concluiu enquanto guiava seu cavalo até seu destino.
Ao chegar à casa de Regina, Charming amarrou seu cavalo e a retirou gentilmente do animal. Ele a pegou em seus braços e entrou na pequena casa.
– Chegamos. Você já pode me colocar no chão – Regina disse enquanto Charming a deitava com extremo cuidado no sofá. – Muito obrigada por me salvar e me trazer até aqui, mas agora você já pode ir.
– Você realmente acha que eu vou te deixar aqui, machucada e sem ninguém?
– Você deveria. Seu lugar é no castelo, com sua família e não aqui cuidando de mim.
– Não. Meu lugar é onde meu coração está, e agora, neste momento, ele está aqui nessa casa, com você – o príncipe disse, enquanto olhava profundamente nos olhos da morena.
– Bem, acho que eu não posso argumentar contra isso – ela foi baixando a guarda com os olhares carinhosos que recebia do príncipe.
– Você está certa – ele disse se afastando e pegando um copo com água para a morena – Aqui, tome.
– Obrigada. Você pode pegar aquele espelho para mim? – ela disse entre um gole e outro – Nossa! Eu estou um trapo – ela disse enquanto olhava os machucados e cortes que tinha no rosto.
– Você é e está linda – Charming disse com um olhar apaixonado.
– Sei. Eu preciso tomar um banho e me limpar. Você vai me esperar aqui? – Regina falou e quando ia se levantar sentiu uma grande tontura, que se não fosse pelo príncipe teria causado uma queda.
– Aparentemente, eu vou tomar um banho com você – o príncipe disse enquanto a levava em seus braços para o pequeno banheiro da casa.
– Acho que eu também não posso argumentar contra essa decisão – a morena disse se sentindo segura nos braços de Charming.
Notas finais
SPOILER: Estou sentindo cheiro de, como diria meu amigo Dr. Sheldon Cooper, coito no próximo capítulo.
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