Notas iniciais
Olá pessoas! Demorei porque além da minha preguiça (que não é pouca) e da minha inspiração que foi passear pela floresta, tô fingindo que estudo e tals. Mas... Aqui estou eu com capítulo novo! P.S: Muitcho obrigada por todas as reviews lindas de mi vida que não respondi porque cês ficam escrevendo coisas tão perfeitas que eu fico sem palavras para responder (mas não precisa parar não, viu? Pelo contrário, saiam das sombras e mostrem-se para mama aqui :3). Mas vou responder, ainda hoje se possível :3 P.S²: Beyond the infinite, sá linda de mi vida. Muitcho obrigada pela recomendação linda, diva e fodástica. Amei! Como sempre falei demais... Então bora ler esse capítulo people Trilha sonora: http://www.youtube.com/watch?v=Vtp-p7qFI2I

O som do cavalgar do animal em que o príncipe estava era acelerado. Cada metro que o cavalo percorria só fazia aumentar a esperança e desespero de Charming. Esperança porque ele encontraria Regina e desespero por não saber o estado em que ela estava.

A floresta calma após a tempestade contrastava com a confusão de sentimentos que havia se instaurado no príncipe. Saber que sua Regina estava dando à luz e ele não estava ao seu lado sendo xingado e tendo seus dedos esmagados, como ela havia afirmado que seria por diversas vezes doía em seu âmago.

Ele precisava de sua família e no momento em que a bússola indicou a pequena caverna, seu coração diminuiu com a angústia que tomava conta do príncipe.

Charming desceu de seu cavalo rapidamente, seguido por Owen e entrou no pequeno local.

A cena diante dele era quase assustadora. Regina tinha seu corpo estirado e coberto por sangue. O vestido branco que usava contrastando com o sangue vivaz que o manchava. Os cabelos escuros espessos pelo líquido que escorria e se infiltrava nele.

– Regina – a voz do príncipe saiu em um sussurro enquanto ele se aproximava do corpo praticamente imóvel de sua mulher.

O príncipe virou o corpo de sua pequena e colocou sua cabeça em seu colo, deixando seus dedos percorrer os traços do rosto manchado de Regina. Ele nunca havia a visto tão pequena e frágil como naquele momento.

– O que aconteceu com você, pequena? – ele perguntou mais para si mesmo.

Charming continuou examinando os ferimentos pelo corpo de sua mulher. Pôde sentir o sangue que insistia em escorrer pelo corte de sua cabeça e seu coração foi partido em milhões de pedaços quando ele colocou a mão no ventre de sua morena e a rigidez causada por seus filhos não estava presente. Ela tinha o vestido manchado por sangue, assim como suas pernas, mas não havia sinal dos bebês ali. Eles tinham ido.

– O que aconteceu com nossos filhos? – o príncipe questionou mais uma vez pegando Regina em seu colo como se ela fosse uma criança que precisava de proteção e depositando um beijo no topo de sua cabeça sem se importar com o sangue presente.

– Charming... é você mesmo ou eu estou sonhando? – a voz quebrada e fraca da morena saiu.

– Sou eu, minha pequena. O que fizeram com você? Onde estão nossos filhos? – o loiro perguntou querendo aproveitar do momento de lucidez de Regina.

– Eles são... tão... tão... lindos – a morena afirmou com a voz ainda mais fraca sem conseguir impedir que uma lágrima solitária escorresse por seu rosto.

– Eu tenho certeza que eles são, mas onde eles estão Regina? – o príncipe a questionou novamente com uma urgência maior na voz percebendo que ela não iria ficar acordada por muito mais tempo.

– Snow... ela... ela... ela levou eles – Regina revelou com um sorriso que não poderia ser explicado.

– O quê?!? – o loiro disse chocado mantendo os olhos na morena de respiração irregular.

– Eu te amo, príncipe – a morena afirmou mantendo o sorriso em seus lábios lutando para manter os olhos abertos.

– Eu te amo também, pequena. Mas concentre-se e me diga: onde estão nossos bebês? – ele perguntou repousando sua mão no rosto da morena.

– Eles são tão pequenos... e ela... ela simplesmente... os tirou de mim – lágrimas eram produzidas sem parar pela morena que mantinha um sorriso em seus lábios e seu pequeno corpo usou suas últimas forças pra convulsionar com a dor que havia tomado seu coração pela distância de seus filhos.

– Ei, tudo vai ficar bem. Eu estou aqui com você e tudo vai ficar bem – o príncipe tentou soar o mais confiante possível abraçando o corpo da morena em seus braços e depositando beijos no topo de sua cabeça tentando acalmar o corpo dela.

O príncipe ficou sem reação. Ele mantinha seus braços fortemente ao redor de Regina, a segurando como se sua vida dependesse daquele contato. Sussurrava que tudo ia ficar bem enquanto continuava depositando beijos por todo rosto da morena, sem se importar com as manchas vermelhas presentes. Seu coração se partira ao ver a dor que a mulher que ele tanto amava estava sentindo. Não a física, que não era pequena, mas a dor que foi perceptível em cada palavra que saiu fraca dos lábios de Regina.

O corpo da morena se acalmou depois de alguns minutos e sua respiração ficou ainda mais fraca, causando um aperto maior no peito de Charming.

– Regina? – o príncipe a chamou percebendo que ela havia perdido sua consciência novamente.

– Acho que é melhor nós voltarmos logo para o castelo – a voz de Owen ecoou pela caverna fazendo o príncipe virar sua atenção em sua direção – Não há nenhum sinal de Snow ou dos bebês, então é melhor levarmos Regina para o castelo o mais rápido possível.

– Você está certo. Ela... ela está tão fraca – o príncipe afirmou voltando seus olhos para a morena e a levantando em seus braços.

– Eu tenho certeza que ela vai ficar bem, assim como os bebês – o soldado afirmou percebendo o desespero que Charming em seu olhar.

– É o que eu espero – o loiro afirmou saindo da caverna com Regina em seus braços, para logo depois montar em seu cavalo e ir em direção ao castelo o mais rápido possível.


***

– O que diabos aconteceu com ela? – Emma perguntou observando Charming entrar apressado com a morena inconsciente e com diversas manchas de sangue em seu corpo.

– Snow. Snow foi o que aconteceu com ela – o príncipe afirmou sem parar sua caminhada em direção a seu quarto – Ela precisa de um médico ou da Fada Azul, ela só precisa de ajuda.

– O quê? Como assim Snow aconteceu com ela? E o Whale está aqui, eu já havia o chamado em caso de algo dar errado – a loira seguiu o pai.

– E onde ele está? A respiração dela está muito fraca e esse corte... Ela, ela perdeu muito sangue e... – Charming despejava todas as informações com claro desespero em seus olhos após gentilmente deitar Regina na cama do casal.

– A barriga dela está... Onde estão os bebês? – ela perguntou vendo o ventre da morena mais baixo e nenhum sinal dos pequenos.

– Snow os levou. E onde é que está a porra do Whale? – o tom de voz do príncipe era cada vez mais urgente.

– Eu estou aqui. Há quanto tempo ela está inconsciente? – o homem entrou no quarto verificando o pulso de Regina em seguida.

– Eu não sei. Ela conversou comigo por pouco tempo quando eu a encontrei e depois disso ela... ela não acordou mais – o príncipe explicou com visível desânimo.

– Espere um momento, Snow levou os bebês? – Emma interrompeu a conversa dos homens após processar a informação dada por seu pai.

– Sim, ela machucou e tirou os bebês dos braços de Regina. Isso é o que sua mãe se tornou – ele jogou as palavras rudes sem desviar o olhar de Regina e manter sua mão nos cabelos da morena.

– Bem, ela não está em boa forma. O pulso está fraco, a frequência cardíaca também está e esse corte causou uma perda considerável de sangue. Você tem alguma ideia de como o parto foi feito? – Whale afirmou sem se importar com a conversa entre pai e filha que ocorria.

– Eu não estava lá, mas foi em uma caverna. Eu cheguei, ela estava jogada no chão e eu a trouxe pra cá o mais rápido possível. Regina vai ficar bem, certo? – o príncipe disse com sua preocupação crescente a cada segundo.

– Eu vou tentar meu melhor. E nós estamos em uma terra com mágica, então talvez seu próprio corpo se cure e nós não precisemos fazer muito. Mas, ela corre risco de ter uma infecção, assim como seus filhos – o homem afirmou se distanciando um pouco do corpo de Regina e se virando para encarar o príncipe.

– Você não pode sentar e esperar que a mágica dela a cure porque isso não vai acontecer – Charming afirmou.

– E como você sabe disso, Majestade? – ele perguntou novamente.

– Porque ela não tem nenhuma magia no corpo dela – o loiro disse.

– O quê? – Emma interferiu na conversa dos homens.

– No início da gravidez, Regina teve alguns problemas e descobriu que sua magia estava atacando nossos bebês e que podia os matar. Ela procurou Rumple e... – antes que pudesse concluir, o príncipe foi interrompido.

– Regina escolheu seus filhos – a loira completou.

– Isso. Ela desistiu de magia e esse é o porquê você vai fazer o possível e o impossível para que minha mulher fique bem, entendeu doutor? – Charming afirmou.

– Tudo bem – Whale concordou voltando-se para Regina.

– Você sabe onde está a Fada Azul? Talvez ela possa ajudar Whale a cuidar de Regina ou não sei... – o príncipe perguntou à Emma.

– Eu vou chama-la. E pai, tenho certeza que tudo vai ficar bem – a loira disse tentando reconfortar Charming.

– É o que eu espero. E pode me fazer um favor? – o príncipe foi logo perguntando à loira.

– O que você precisar – ela afirmou.

– Avise à Belle que Regina está aqui e acho que seria melhor não contarmos nada ao Henry ainda – Charming pediu saindo do lado da morena e saindo do quarto seguido pela filha.

– Eu concordo, mas porque você mesmo não faz isso? Está indo em algum lugar? – a loira perguntou curiosa.

– Eu tenho que encontrar meus filhos. Se Regina acordar e nossos pequenos não estiverem são e salvos aqui, ela não vai ficar nada bem – o príncipe afirmou.

– Snow realmente os levou? – Emma questionou sabendo a resposta, mas tentando não acreditar.

– Sim. Eu não consigo acreditar nisso e o pior de tudo: não tenho a mínima ideia de onde começar a procurar – ele disse com claro desânimo em sua voz.

– Talvez eu possa ajudar. Se eu tivesse tomado conta de Regina e a impedido de sair, nada disso teria acontecido, então acho que o mínimo que posso fazer é ajudar a encontrar os bebês – a loira afirmou.

– Você sabe de algo Emma? – o príncipe perguntou.

– Acho que sim. Snow estava montando um berçário e pode ser que ela tenha levado os bebês para lá – Emma explicou.

– Ela estava montando um berçário e você não achou importante mencionar isso uma vez sequer? – Charming perguntou novamente.

– Eu conversei com Archie. Ele disse que poderia ser a forma que ela encontrou de lidar com o luto, a perda do bebê que ela esperava. Como eu poderia imaginar que ela planejava roubar seus bebês? – a loira questionou o príncipe.

– Você está certa, me desculpe. É só que... Eu não posso perder Regina ou nossos filhos, não posso – Charming afirmou mostrando-se um pouco mais frágil.

– Eu sei. Então, vamos procurar meus irmãozinhos? – Emma perguntou provocando o primeiro sorriso de Charming desde que eles haviam começado a conversar.

– Sim, vamos recuperar esses pequenos – o príncipe afirmou antes de dar uma última olhada na direção de Regina, que permanecia imóvel enquanto Whale continuava a examinando e sussurrar, ainda que ela não pudesse ouvir “Eu te amo, minha pequena”

***

Emma e Charming logo saíram em direção ao caminho que a loira rapidamente indicou: uma pequena casa abandonada perto de um rio.

O coração do príncipe não poderia estar mais confuso. Ele queria estar ao lado de Regina, mas precisava recuperar e conhecer seus filhos. A raiva e repúdio que ele sentia por Snow só fez aumentar. Como ela foi capaz de roubar dois pequenos seres humanos inocentes? Quer dizer, eles não eram completamente inocentes na mente doente da mulher. Eles eram o fruto do amor de seu “final feliz” e de sua “querida madrasta”. Para Snow, eles eram o fruto do relacionamento que colocou sua vida de cabeça para baixo. Mas ainda sim, como a mulher com quem ele dividira importantes momentos e que ele acreditava ser a pessoa com quem passaria o resto de sua vida teve a capacidade de roubar seus bebês e quase matar a mulher que ele amava?

Charming não poderia estar mais confuso e ao ouvir o choro baixo de um bebê do lado de fora da casa que Emma indicara seu coração se apertou ainda mais.

– Está pronto? – a loira perguntou com a mão na maçaneta da porta, direcionando olhar para o príncipe.

– Sim – ele afirmou tentando passar à frente de Emma e sendo impedido.

– Vá com calma. Ela não pode estar normal depois do que fez – ela alertou o pai, preocupada com o que ele poderia fazer pelo olhar quase assustador que ele tinha agora.

– Tudo bem. Você vá primeiro – o príncipe concordou se afastando da porta e respirando fundo afim de não passar a lâmina da espada que tinha em sua cintura no pescoço de Snow.

Assim que o príncipe se distanciou um pouco, Emma girou a maçaneta da porta com o maior cuidado do mundo, como se qualquer movimento brusco ou que fizesse um barulho um pouco mais alto fosse assustar ou desencadear uma reação não muito agradável da mulher que era sua mãe, mas que poderia muito bem ser confundida como a vilã daquela história.

– Snow... – ela fez sua voz sair o mais suave possível e entrou com passos delicados, como se o chão fosse de ovos.

– Oi Emma – Snow cumprimentou a filha enquanto segurava um dos bebês em seu colo e o balançava na tentativa de acalmar o choro persistente.

– O que você está fazendo? – a loira perguntou se aproximando um pouco mais e observando o outro bebê deitado no berço em sono profundo.

– Ninando seus irmãos. Você quer os conhecer? – ela perguntou girando seu corpo e permitindo que Emma observasse os traços delicados do pequeno garotinho que Snow tinha em seus braços.

– Isso já basta! Me dê meus filhos, sua... – o príncipe que permanecia do lado de fora da casa ouvindo tudo pelas paredes finas do local entrou apressado e foi em direção da morena que mantinha um sorriso bobo enquanto segurava seu filho nos braços, sendo impedido por Emma.

– Você finalmente veio conhecer nossos filhos, Charming? – ela perguntou com o sorriso falso e irritante em seus lábios.

– Não. Eu vim levar os meus filhos pra casa – o loiro afirmou indo para mais perto de Snow e colocando os olhos sobre o bebê que ela tinha nos braços.

– Oh, querido, nossos filhos são tão lindos, não acha? – Snow questionou alheia a raiva que o príncipe expressava por ela em cada palavra que rolava por sua boca.

– O que deu em você, Snow? Perdeu sua mente? – o príncipe a acusou tentando a tirar daquele mundo em que ela estava.

– Não, eu estou perfeitamente bem. E como não poderia? – a mulher afirmou sem tirar os olhos do pequeno que não se acalmava em seus braços.

– Esses bebês não são seus Snow. Você sabe disso. Eles são meus filhos. Meus filhos com Regina – ele afirmou confiante e pôde observar o corpo da mulher se encolher na pronúncia do nome de Regina.

– Não. Ela só deu à luz. Esses bebês são meus. O pagamento por tudo que ela fez para desgraçar a nossa vida. O nosso recomeço – Snow afirmou direcionando o olhar para o príncipe.

– Recomeço? Você realmente acha que eu vou querer ter alguma coisa com você, com o que você se tornou? Está louca? – o loiro disse ainda mais exaltado.

– Não, eu não estou louca. E não sou assim, Charming, você me conhece. Isso é tudo culpa da Regina. Ela é a responsável por todas as coisas ruins que eu fiz. E nós podemos recomeçar... Eu te amo – ela se declarou com olhos marejados.

– Não, nós não podemos. Eu amo Regina e não tente a culpar por seus erros. Você é a única culpada por eles. Não seja tão baixa a ponto de ficar colocando sua culpa nas costas de outra pessoa, colocar a culpa em Regina. Não faça isso – ele afirmou com a raiva crescente em sua voz.

– E você Emma? Vai só ficar do lado do seu pai e daquela mulher e ficar calada? — a morena desviou o foco da conversa observando a loira que se apoiava contra o berço enquanto observava a pequena bebê, alheia à discussão que ocorria.

– Eu vou ficar do lado de quem está certo. Você roubou os bebês de uma mulher que ficou sem reação após receber seja lá qual golpe for de você. Regina estava morrendo e você simplesmente tirou os bebês de seus braços. Eu não posso ficar do lado de uma pessoa que faz tal atrocidade, ainda que ela seja minha mãe – a loira afirmou.

– Ótimo, nem mesmo minha filha está do meu lado, simplesmente ótimo – Snow suspirou.

– Você perdeu Snow. Se entregue e talvez eu pense em aliviar seja lá qual for a pena que você pegar – o príncipe disse.

– E se eu não quiser fazer isso? – a morena tinha os olhos fixos no príncipe e só notou a proximidade de Emma quando o metal gelado tocou a pele de sua garganta levemente – O que você está fazendo, Emma?

– Salvando meus irmãos – a loira afirmou sem conter uma lágrima solitária escorrer por seu rosto. Por mais que Snow estivesse errada, por mais coisas horríveis que ela vinha fazendo, ela ainda era sua mãe. E ter que usar de violência contra ela definitivamente doía na loira.

Ao ouvir as palavras de Emma, Snow virou seu olhar para Charming dando permissão para que ele se aproximasse e finalmente pegasse seu filho nos braços.

No momento que viu o príncipe pegar o bebê dos braços de sua mãe, Emma tirou o punhal que mantinha contra o pescoço dela e a envolveu em um abraço.

– Eu não queria ter que chegar a esse ponto. Me desculpe – a loira disse emocionada com os braços envoltos ao corpo de sua mãe que também tinha lágrimas escorrendo por seu rosto.

– Ei, vocês dois – alheio à cena entre Snow e Emma, o príncipe agora tinha seus dois pequenos milagres contra seu peito. A respiração e os pequenos grunhidos que os pequenos deixavam sair de suas pequenas bocas enchiam o coração de Charming de amor. Era tudo tão genuíno, tão natural. Os olhos marejados não eram capazes de esconder a emoção que tomava conta do príncipe por segurar a materialização e os frutos do amor que ele e Regina tinham.

O príncipe passou alguns momentos assim, perdido no contato dos pequenos corpos de seus filhos contra seu peito, deixando-os saber que seu pai estava com eles e que tudo iria ficar bem.

– Acho melhor nós voltarmos logo para o castelo. Tenho certeza que há muitas pessoas que também querem conhecer esses dois pequenos – Emma interrompeu o momento e o príncipe pôde ver que ela tinha amarrado as mãos de Snow.

– Você está certa. Vamos para casa, meus pequenos – Charming concordou com a filha, depositando beijos no topo da cabeça dos bebês que carregava gentilmente em seus braços e sair da pequena casa.

Era hora de voltar para casa. Voltar para Regina.

***

Logo na entrada do castelo, Charming pôde ver um fluxo consideravelmente grande de pessoas. Elas provavelmente ficaram sabendo dos acontecimentos daquele dia e estavam lá para os apoiar. Um sorriso foi formado em seus lábios à medida que ele adentrou no castelo e ele pôde perceber que nem todos mudaram suas feições abatidas para felizes ao ver os bebês que ele cuidadosamente carregava em seu colo.

Emma estava ao lado de Snow. A mulher que era rainha até não muito tempo atrás agora recebia olhos de desprezo por grande parte das pessoas que a observavam. Os comentários e insinuações de minutos atrás foram confirmados quando ela passou por eles com as mãos amarradas e foi levada pela filha em direção à prisão do castelo.

Charming continuou sua caminhada pelo castelo, sem se importar com os olhares quase de pena direcionados a ele. A alegria de poder contar à sua Regina, que seus filhos estavam bens e salvos só fazia seus passos ficarem mais rápidos.

Ele subiu as escadas e ao chegar no corredor principal encontrou rostos familiares. Belle estava cabisbaixa diante da porta do quarto onde ele havia deixado Regina pouco tempo atrás.

Seu coração se apertou mais quando Rumple saiu do quarto seguido por Whale e pela Fada Azul. O homem simplesmente balançou sua cabeça em negação e lágrimas tomaram conta do rosto de Belle.

– Belle? O que está acontecendo aqui? – o príncipe fez sua voz soar alto o suficiente para que o pequeno grupo em frente à porta de seu quarto se virasse em sua direção.

– Você recuperou os bebês – a jovem afirmou ainda mais emocionada.

– Sim. Um casal. Eles são um casal – Charming revelou se aproximando ainda mais.

– Isso é maravilhoso! – ela disse animada com lágrimas rolando ainda mais por seu rosto.

– É. Regina me disse que eles eram lindos, mas eu não tinha noção do quão sério ela estava falando – o príncipe disse depositando beijos nos pequenos.

– Eu tenho certeza que eles são – Belle disse convicta.

– Mal posso esperar para ver a cara de boba que ela vai fazer quando me ver entrar no quarto com nossos pequenos no colo. Posso vê-la agora? – o príncipe perguntou.

– Eu temo que isso não seja possível, dear – Rumple interferiu sem a voz pretensiosa ou provocante que lhe é tão familiar.

– Por quê? Ela está dormindo ou descansando? Porque se for por isso tenho certeza que ela não vai se impor... – Charming foi interrompido por Rumple.

– Não, dormindo não é bem a palavra certa – o homem afirmou.

– O que? Eu não estou entendendo. O que está acontecendo com Regina? – o príncipe questionou com clara preocupação em sua voz.

– Ela... está em coma – Rumple afirmou tentando soar o mais complacente possível.

– Ela o que? – o coração do príncipe se apertou e a única coisa que ele podia fazer era esperar que ele tivesse ouvido errado.

– Regina está em coma – o homem afirmou.

Porque é que Regina tem que ter essa atração perigosa pela escuridão? Era o que Charming queria saber e era o que havia colocado seu mundo ao chão... Outra vez, naquele dia que parecia não acabar nunca.

Notas finais
Antes que cês falem que eu fumei ou que bati a cabeça em algum canto, lembrem-se que eu sou bipolar e na minha cabeça fez sentido. Masssss.. Se quiserem dar dicas, me xingar, ameaçar deixem reviews que eu vou ler e levar tudo em consideração com muito grado :3 E mais uma coisita, se tiver ficando chato podem dizer também que vou fazer o que puder para melhorar a fic procês Enfim, beijos na alma e até o próximo capítulo pessoas lindas *-*