Notas iniciais
Olá pessoas! Cá estou eu, do fim do mundo, postando o novo capítulo. Não vou enrolar, porque esse calor tá me cansando por demais, então aproveitem.
P.S: Como sempre, sintam-se beijados e abraçados (virtualmente apenas, porque contato físico me incomoda) pela pessoa que vocês sempre causam taquicardias e afins, no caso, eu. Suas palavras são tão lindas e perfeitas que eu fico sem dignidade com as reviews que vocês deixam. Enfim, muuuuuuito obrigada pessoas lindas! ♥

Charming acordou com o corpo da morena enrolado ao seu. O rosto de traços marcantes apoiado em seu peito o permitia sentir a respiração quente em seu pescoço. Ele não conseguia se cansar de observar as feições da morena. Ela era linda e a cada novo olhar lançado, o príncipe identificava novos detalhes que o faziam admirar Regina cada vez mais.

As mãos do príncipe mantinham a morena em sua posição, naquele momento, era como que se ele estivesse a protegendo de tudo e de todos.

O príncipe não havia dormido muito naquela noite. Depois de acordar no meio da madrugada, ele ficou velando o sono de Regina e pensando em como tudo poderia ter acabado se Snow tivesse atingido seu objetivo. O pensamento de não ter a morena ou seus filhos perto de si era assustador.

Snow estava realmente diferente e ele precisava mais que tudo, proteger sua família da doente mulher. Sim, era a definição perfeita. Sua ex-esposa estava nutrindo um ódio doentio por tudo que ele estava construindo com Regina e algo tinha que ser feito, ela tinha que ser parada antes que conseguisse o que queria. A mulher mimada tinha que ser impedida e ele aceitaria essa função com prazer.

— Há quanto tempo você está acordado, príncipe? – a voz sonolenta e rouca de Regina o trouxe à realidade.

— Não muito – o príncipe mentiu, depositando um beijo na têmpora da morena.

— É ótimo acordar desse jeito – a morena afirmou se aconchegando mais no peito do loiro.

— É, é ótimo – ele disse intoxicado pelo cheiro da morena, antes de completar.

— Então.. – Regina quebrou o silêncio encontrando uma imensidão azul a fitando – Você decidiu o que vai fazer?

— Bem, eu vou conversar com Emma e ver se ela vai tomar alguma atitude – o príncipe afirmou penteando os cabelos da morena.

— E se ela não fizer nada? – a morena perguntou.

— Eu vou dar o meu jeito – o loiro disse confiante.

— Eu te amo – a rainha disse quase em um sussurro.

— Eu te amo – o príncipe repetiu o ato de Regina antes de enredar as mãos no cabelo da morena e a puxar para um beijo delicado.

— Então, acho que um café combinaria com meu marido confiante e corajoso – a morena falou saindo de sua posição e se sentando na beira da cama.

— Definitivamente. E acho que você deveria ir comigo falar com Emma – o príncipe disse se sentando ao lado da esposa.

— Eu? – ela perguntou surpresa.

— Sim. Eu vou ficar muito mais tranquilo se estiver com você ao alcance dos meus olhos – o loiro disse com a mão traçando círculos suaves pelas costas da morena.

— Eu vou – ela concordou.

— Você vai? Sem reclamar, dar mil razões para ficar aqui ou gritar comigo dizendo que eu sou um idiota? – o príncipe perguntou divertido.

— Sim. Você precisa de mim príncipe – ela afirmou se levantando e indo em direção ao cozinha.

— Eu, com certeza, preciso – o loiro disse seguindo a esposa e se preparando.

O dia definitivamente tinha começado.

Depois de tomarem seu café da manhã, Regina e Charming trocaram de roupa e foram em direção ao castelo. Eles tinham seus corpos conectados pelas mãos que não se soltavam e assim que chegaram ao seu destino, puderam ver Emma sentada na grande mesa de jantar acompanhada de Henry.

— Mãe! – o menino saltou de sua cadeira e foi ao encontro da morena que passou seus braços ao redor do corpo de Henry em um abraço maternal.

— Bom dia Emma – o príncipe cumprimentou a filha.

— Bom dia – a loira retribuiu se levantando e dizendo ao menino que agora depositava beijos na barriga da morena – Henry, vá para o seu quarto. Eu preciso conversar com a Regina e o Charming em particular.

— Vá Henry, depois nós conversamos mais – a morena disse impedindo que o menino protestasse de alguma forma o pedido de Emma.

— Tudo bem – o menino suspirou insatisfeito antes de subir às escadas e ir para seu quarto.

— Acho que é melhor nós conversamos no escritório. Vocês dois primeiro – Emma afirmou apontando para o cômodo em questão.

O casal fez o que a loira pediu e logo os três estavam sentados no escritório.

— Então Emma, o que você decidiu? – o príncipe não esperou muito e quebrou o silêncio.

— Snow vai ser banida do reino – a loira disse rapidamente.

— Como assim? – Regina interviu.

— Ela voltou para casa onde estava. Eu conversei com ela depois de vocês terem saído e deixei que ela escolhesse: desistir do reino e não voltar mais ou ser presa e deixar que todos soubessem de todas as atrocidades cometidas por ela – Emma explicou.

— E você honestamente acha que isso vai funcionar? – o príncipe perguntou.

— Sim. Eu vou garantir que isso funcione – a loira enfatizou.

— Posso saber como? Porque, você sabe, a partir do momento em que Snow desistir completamente do reino, como você está dizendo, isso significa que você vai ter que assumir a posição de rainha definitivamente e não é como se eu não confiasse em você, porque eu confio, mas você não parece ser tão apaixonada por tal função – o loiro argumentou.

— Bem, eu não vou ter que assumir nada porque você vai – Emma afirmou para a surpresa do casal.

— O quê? – a morena perguntou.

— Bem, eu vou me dividir entre ficar aqui com Henry e com Snow. Ela está doente e é a minha mãe, então eu não posso simplesmente abandoná-la. Mas não posso ser injusta e egoísta a ponto de deixar esse povo sem um líder e eu acho que você vai ser um ótimo rei – a loira continuou se explicando.

— Emma, eu estou casado com a Regina – o príncipe afirmou apontando para aliança em seu dedo anular.

— Eu sei. Eu estava lá e o casamento de vocês foi lindo – Emma afirmou intrigando o casal cada vez mais.

— E você sabe que se eu voltar a ser rei, Regina vai ser... – antes que o príncipe pudesse completar sua frase foi interrompido pela filha.

— Rainha. E tenho certeza que ela adoraria poder voltar a ter esse título e não sei, ser digna dele dessa vez – a loira afirmou e com o silêncio instaurado na sala, completou – Sem ofensa.

— Não tomada. Mas não tem como esse seu plano funcionar. Eu não vou voltar a ser rainha para ser odiada por todo esse povo novamente – a morena disse.

— Bem, o ódio ou amor deles vai ser decidido por você e suas atitudes. Eu não sei muito bem o que aconteceu, mas antes você queria vingança, seu coração estava mais escuro que nunca e agora.. Agora seus olhos estão brilhando tanto que eu estou com medo de queimar minha retinas se ficar em contato com eles por muito tempo. Você está feliz Regina e por mais que eu não goste de admitir, eu nunca vi Charming tão feliz desde que o reencontrei. Vocês estão felizes e esse reino precisa de felicidade e não de outra rainha cheia de ódio. Novamente, sem ofensa – Emma terminou seu monólogo, o casal cada vez mais surpreso com as palavras ditas pela mulher que há dois dias se negava a acreditar em tudo que sua mãe havia feito de errado.

— Novamente, não tomada – Regina afirmou se virando para Charming – Não vai dizer nada príncipe?

— Eu não sei o que dizer. Nossa vida já vai sofrer mudanças o suficiente com a chegada dos bebês e voltar a ser rei, com tantas responsabilidades... É complicado – o loiro disse.

— Na verdade não é. Nós dois sabemos que eu não fiz praticamente nada nesse tempo em que Snow ficou fora. Você se preocupa com o bem estar de todos desse reino e acho que isso é razão o suficiente para que você seja o rei e bem, sobre os bebês, venham comigo – Emma argumentou antes de se levantar, sendo seguida pelo casal e parando em frente à uma porta na ala dos quartos do castelo – Vão em frente, entrem.

No momento em que a porta se abriu, o casal pôde observar um quarto branco, praticamente vazio. A única mobília presente no cômodo eram dois berços.

— Emma, o que é isso? – o príncipe perguntou com um sorriso estampado em seu rosto.

— Esse é o quarto para os meus irm.. quer dizer, seus filhos. O quarto estava vago e quando eu comecei a pensar em devolver o reino à você decidi que ter um lugar para os bebês poderia pesar na decisão final – a loira se explicou.

— E há quanto tempo você está pensando nisso? – o príncipe perguntou surpreso com as palavras da filha.

— Desde que Snow saiu. Eu sabia que ela não estava bem e quando tentei encarar a realidade comecei a pensar que esse reino merecia líderes que realmente se importassem com ele – a loira completou.

— Isso é lindo da sua parte Emma. Realmente, lindo – a morena afirmou passando as mãos vagarosamente sobre o delicado berço.

— Então.. vocês aceitam minha proposta? – Emma perguntou depois de um sorriso simpático.

— Eu ainda estou um pouco indeciso. O que você acha Regina? – o príncipe questionou a esposa.

— Bem, você se importa muito com esse reino e todo esse povo. E eu estou realmente gostando do resultado de segundas chances – ela afirmou com um sorriso nos lábios.

— Você acha que eles vão nos aceitar Emma? – o príncipe perguntou à filha.

— Eu tenho certeza, sua majestade – a loira afirmou fazendo reverência em tom de brincadeira.

— Você vai voltar a ser rainha, pequena – Charming afirmou com as mãos de Regina envoltas às suas.

— Você vai ser rei – a morena afirmou sem retirar o sorriso de seus lábio, envolvendo seus braços no pescoço do príncipe antes de sussurrar – E eu nunca deixei de ser uma rainha.

—Concordo. A diferença é que você era minha rainha e agora vai voltar a ser de todo esse reino, sua majestade – o príncipe afirmou com a voz baixa, antes de se separar dos braços da morena e se virar para Emma – Então, quando nós começamos?

— Em breve. Nós só precisamos ajustar alguns detalhes e logo o reino vai voltar a ser de vocês – a loira afirmou.

— E você tem certeza que está bem com isso? – o príncipe perguntou.

— Absoluta. Tenho certeza que vocês vão se sair muito bem. Tanto com os bebês quanto o reino – Emma disse mantendo um sorriso sincero.

— Obrigada Emma – o casal falou praticamente junto com sorrisos estampados em seus rostos.

***

O grande dia havia chegado. Regina estava em frente ao grande espelho do quarto que agora ela ocupava no castelo ao lado de Charming terminando de se arrumar. O vestido bordado de vermelho ressaltava a protuberância no ventre da morena que crescia mais a cada dia.

Ela já havia estado naquela posição antes, mas em circunstâncias totalmente diferentes. Na primeira vez em que foi rainha, a morena se casou sem querer nada além de vingança. Se submeteu à um casamento sem amor achando que assumir tal posição a ajudaria a ter sua vingança contra a mulher que culpava por ter perdido seu grande amor, Daniel. E ela não podia estar mais errada.

Durante seu reinado, tudo que ela fez foi tentar por fim à vida da jovem que ela culpava e ver o povo que deveria amá-la, nutrir ódio e repúdio por ela e suas atitudes.

Mas não dessa vez. Agora tudo era diferente.

Seus bebês cresciam saudáveis, seu amor por Charming aumentava a cada “eu te amo” trocado... E agora ela teria tudo. Ela era esposa, mãe e estava prestes a voltar a ser rainha. Regina estava se permitindo ser feliz e não havia nada melhor do que ter seu coração aquecido pelo sentimento de felicidade que a consumia cada vez mais.

A morena terminava os últimos detalhes de sua suave maquiagem ao ouvir a voz da animada jovem atrás dela.

— Eu não posso acreditar que você vai voltar a ser rainha! – Belle disse animada — E é impressionante o quanto essa gravidez está lhe fazendo bem. Você está linda!

— Obrigada Belle. E não se importe em puxar meu saco só porque eu vou voltar a ser rainha – a morena afirmou bem humorada.

— Tudo bem. Até porque nós duas sabemos que eu sou sua melhor amiga e você sempre vai me dar alguns privilégios, certo? – a jovem de olhos claros afirmou.

— Você está sendo muito pretensiosa querida – a ex-futura-rainha respondeu.

— Bem, a partir do momento em que eu fui a primeira pessoa a saber que você voltaria a ser a rainha, além de ajudar a organizar o seu casamento, sim eu sou sua melhor amiga. E se me permite dizer, sua majestade, eu estou muito feliz por você – Belle terminou com um sorriso sincero estampado em seu rosto.

— Não tenho como argumentar contra isso – a rainha soou mais emocionada do que pretendia.

— Você está... Chorando? – a jovem perguntou surpresa assistindo Regina lutar para não deixar que suas lágrimas rompessem a barreira que ela tentou impor.

— Eu? Claro que não, é só um cisco que entrou no meu olho – a morena tentou disfarçar.

— Você está! Isso é tão fofo – a mulher de olhos claros afirmou e dando um abraço na morena emocionada.

— Eu não acredito que eu estou fazendo isso. Esses malditos hormônios! – Regina disse depois de se soltar dos braços da amiga.

— Está tudo bem, Regina. Eu não vou contar a ninguém que a rainha é humana – a jovem afirmou sem tirar um sorriso divertido de seu rosto.

— Rá, rá... Muito engraçado Belle – a morena afirmou um pouco sem graça, limpando seu rosto.

— Estou incomodando? — a voz de Emma pôde ser ouvida enquanto ela adentrava o quarto.

— Não. Eu estou terminando de me arrumar e Belle está me fazendo companhia, eu acho— Regina afirmou veemente antes de se voltar para o espelho e se recompor.

— Ela me ama – Belle afirmou divertida.

— Eu só vim para avisar que a cerimônia vai começar em poucos minutos – a loira explicou.

— Tudo bem. Eu já estou pronta – a morena disse se levantando e ficando de frente para as duas mulheres.

— Você está linda Regina e tenho certeza que vai dar tudo certo – Emma disse positiva.

— Obrigada por tudo Emma e é o que eu espero – Regina afirmou.

— Então, como está a rainha? – as três mulheres mudaram sua atenção para o loiro encostado na porta do cômodo.

— Acho melhor nós deixarmos vocês sozinhos. E não se atrasem muito – a loira afirmou saindo do quarto, com Belle a seguindo.

Os olhos de Charming e Regina se encontraram e nenhuma palavra foi trocada. O príncipe simplesmente deu os passos necessários para ficar em frente ao pequeno corpo da morena.

O loiro segurou o rosto da mulher à sua frente, que tinha seus braços envoltos ao corpo dele, e depositou um suave beijo em sua bochecha. Ele sentia que a morena estava nervosa e a única coisa em que podia pensar para acalmar sua esposa era envolver seus braços ao redor do corpo dela e a proteger. E foi exatamente isso que ele fez.

O coração de Regina logo se acalmou e adquiriu a mesma frequência que o órgão do príncipe. A respiração dele contra seu cabelo, os braços a protegendo como um escudo, seus corpos moldados, seus espaços pessoais invadidos da melhor maneira possível, o calor que irradiava e aquecia sua alma... Naquele momento, ele era o transmissor da calma que ela tanto precisava. Ele era tudo.

— Eu estou bem príncipe – a morena suspirou se soltando dos braços do príncipe e o encarando.

— Eu sei – o loiro afirmou.

— Obrigada – ela agradeceu sem saber exatamente o porquê.

— De nada – o príncipe respondeu sem precisar saber ou perguntar o porquê daquilo.

— Você está pronto? – a morena perguntou com os olhos conectados com os de Charming

— Sim. Você está pronta? – o loiro repetiu a pergunta.

— Sim. Vamos fazer isso – ela afirmou com os olhos brilhando e seu coração sorrindo com o amor que o príncipe demonstrava traçando um trajeto sinuoso por sua bochecha antes de depositar um leve beijo em seus lábios.

***

— Está pronto – a morena suspirou com a cabeça apoiada no ombro do príncipe no meio do cômodo delicadamente decorado.

— Sim, está perfeito – o príncipe repetiu a ação com as mãos sobre o ventre da esposa.

O quarto em questão era o dos pequenos bebês que em breve estariam o ocupando. Com 8 meses de gravidez, a barriga de Regina estava enormemente linda. Os pequenos se mexiam sem parar, sempre estampando sorrisos nos rostos dos papais orgulhosos.

Charming e Regina estavam no comando do reino há alguns meses e o resultado não poderia ser melhor.

O casal era admirado por seus súditos. A morena havia conseguido o que queria, ela era amada. Todos amavam a rainha que circulava pela Floresta Encantada livremente, que procurava ajudar quem precisasse e estava sempre disposta a ouvir os conselhos das mães que se aproximavam para falar sobre os bebês. Regina havia voltado ao trono e com congratulações por parte de todos.

O loiro estava no mesmo patamar que sua esposa. Ele comandava o reino com pulso firme e era admirado por todos. Homens, mulheres, crianças... Charming sentia o amor de seus súditos e isso alegrava o seu coração.

Emma se dividia entre o castelo e as visitas regulares à Snow, que cumpria fielmente o que havia combinado. Ela não ultrapassou os limites que foram delimitados em nenhuma ocasião e passava grande parte de seus dias lendo embaixo de uma grande árvore que se encontrava próxima ao lugar que definia o seu “lado” e tinha uma visão privilegiada do reino.

Henry morava com suas mães e avô e mal podia esperar para conhecer os irmãos que não demorariam muito a nascer. O menino não podia estar mais feliz.

Regina e Charming estavam cada vez mais apaixonados. Discussões sobre o sexo, nome e quarto dos bebês surgiam vez ou outra sempre sendo terminadas com beijos e provocações bobas. Eram duas crianças grandes que se amavam e estavam à espera dos frutos de seu amor.

Depois de algumas brigas e opiniões de Belle, Henry e até Emma, o quarto dos gêmeos estava pronto. As paredes em um tom de bege claro, as cortinas um pouco mais escuras e os móveis de tons igualmente escuros. O local era harmoniosamente bonito. Os berços idênticos, prateleiras com pequenos objetos nas paredes e uma confortável poltrona próxima à janela onde a morena poderia alimentar, cantar e brincar com seus pequenos. O grande tapete em tom claro terminava a decoração.

O quarto era extremamente e minimamente delicado. O lugar perfeito para se colocar as duas pequenas vidas que em breve chegariam nesse mundo para bagunçar ainda mais a vida da nada simples família Mills Nolan.

— Você realmente tem que ir príncipe? – a morena perguntou inspirando o suave aroma do quarto e mantendo seu corpo em contato com o do loiro.

— Você sabe que eu tenho pequena, mas eu volto ainda hoje. Prometo – Charming disse em um tom baixo fazendo uma massagem circular e delicada pela extensão do ventre da mulher encostada em seu corpo.

— Eu realmente não queria que você fosse hoje – ela disse desanimada.

— Bem, estamos na mesma. Se pudesse, eu ficaria o dia todo assim, sentindo nossos pequenos se mexerem sem parar e sentindo seu cheiro – o príncipe afirmou se intoxicando com o perfume dos cabelos da morena.

— Promete que volta rápido? – a rainha perguntou com uma fragilidade que causou certo estranhamento no loiro.

— Você está se sentindo bem pequena? Porque se tiver qualquer coisa errada... – ele foi interrompido pela morena.

— Eu estou bem – ela disse nada convincente.

— Porque será que eu não consigo acreditar em você? –o príncipe perguntou virando o corpo da esposa em seus braços.

— Não é nada... Eu só estou com, não sei, um pressentimento estranho, angustiada, como se algo ruim estivesse prestes a acontecer – a morena afirmou.

— Você quer que eu fique? – o loiro perguntou com o rosto da esposa entre suas mãos.

— Quero, mas você tem que ir. Só tenha certeza de voltar ainda hoje, tudo bem? – a rainha disse quase em uma súplica.

— Tudo bem. E se você sentir qualquer coisa, não esconda, pelo seu bem, dos nossos filhos e o meu – o príncipe afirmou.

— Seu? – ela perguntou com um sorriso nos lábios.

— Claro. Se acontecer alguma coisa com qualquer um de vocês eu não sei o que faço – o loiro disse antes de depositar um beijo na testa da morena.

— Agora vai príncipe. Quanto mais cedo você for, mais cedo estará de volta – ela afirmou com um sorriso desanimado.

— Tudo bem. E vocês.. – o príncipe se ajoelhou ficando na altura do ventre da morena — .. se comportem. Fiquem ai dentro, onde é quentinho e aconchegante e não ousem deixar a mamãe de você até o papai estar de volta, ouviram? Eu amo vocês meus pequenos – ele concluiu dando um beijo carinhoso na barriga da esposa.

— E a pessoa que está carregando os seus pequenos você não ama? – Regina protestou divertida.

— Mais que tudo – o loiro afirmou enredando seus dedos no cabelo da morena e a beijando com paixão.

— Só volte para nós, tudo bem? – a morena falou com a respiração descompassada.

— Eu não estou indo para nenhuma guerra pequena. Eu só vou participar dessa reunião chata e volto, são e salvo para vocês, prometo. Não há motivos para se preocupar tanto – o príncipe disse envolvendo o pequeno corpo da esposa em um abraço.

— Eu te amo príncipe, mais do que você possa imaginar – ela se declarou.

— Eu também pequena. E você tem certeza que vai ficar bem? – o loiro perguntou preocupado.

— Tenho. Agora vai – a morena se despediu com um selinho, empurrando o marido porta afora e o observando sair em seu cavalo acompanhado de Owen e um segundo soldado.

Depois que Charming saiu, Regina se sentou na confortável poltrona perto da janela, que permitia que alguns fracos raios solares adentrassem no cômodo.

— Então, esse vai ser o quarto de vocês meus pequenos. Se vocês tivessem ideia do quanto eu quis isso. Um marido que me ama, amigos que se importam comigo e pequenos seres que eu terei o prazer de fazer o meu melhor para ensinar tudo que eu sei, aprender tudo que vocês vão me ensinar a cada dia, sorrir a cada vez que meus olhos encontrarem os seus. E eu mal posso esperar para ver como vocês serão. Não que eu me importe com a aparência de vocês, porque eu não me importo, eu só quero dar um rosto aos meus sonhos que se tornarão realidade. Porque sim, é isso que os senhores, as senhoras ou o senhor e a senhora, são. Vocês são a realização de um sonho, o sinônimo de felicidade, o início do resto da minha vida. E tenham certeza que vocês serão muito amados. O papai e a mamãe prometem fazer o seu melhor para amá-los e criá-los da melhor maneira que pudermos. E nós amamos vocês... Nós amamos vocês... Nós amamos vocês... – a morena estava repetindo seu mantra quando a realidade caiu sobre ela ao ouvir a batida delicada na porta.

— Regina... – a voz de Emma saiu suave.

— Sim, pode entrar – a rainha disse se recompondo e endireitando sua postura.

— Charming me disse para ficar de olho em você, então se precisar de qualquer coisa, só fale comigo tudo bem? – a loira perguntou e ao receber um aceno de Regina e deixou sozinha no quarto novamente.

Depois de mais algum tempo no quarto de seus pequenos, a morena comeu alguma coisa, pegou um livro e decidiu sair um pouco a fim de aproveitar o lindo dia.

— Onde você está indo Regina? – Emma perguntou ao ver a rainha saindo em direção à porta.

— Eu vou caminhar um pouco. Estou me sentindo disposta e o dia está muito lindo para eu ficar sentada dentro de casa, no caso castelo, mas você entendeu – a morena se explicou.

— Quer companhia? Eu posso ir com você – a loira disse prestativa.

— Não, está tudo bem. Eu só vou caminhar um pouco, não vou demorar muito e não vou muito longe também – a rainha se justificou saindo pela porta.

— Só tenha cuidado – Emma alertou a morena que não podia mais ser vista.

Regina caminhou por alguns minutos até encontrar uma bela árvore, com uma agradável sombra onde ela se sentou confortavelmente. A morena recostou no tronco da árvore e começou a ler seu livro com a leve brisa e o som dos pássaros a acalmando ainda mais.

Ela estava tão concentrada em seu livro, que não percebeu os passos lentos em direção à ela. A morena só notou a presença de uma segunda pessoa no local, quando os raios solares que atingiam seu corpo foram impedidos pelo corpo que agora estava à frente de Regina, causando surpresa e um certo medo no rosto de morena.

— Oi Regina...

Não era um sonho, e sim, pressentimentos devem ser levados à sério.

Notas finais
Então, pessoas... Atualmente eu me encontro no topo das árvores de papel machê de OUAT in Wonderland, mas saibam que lá tem internet e se vocês quiserem deixar reviews, xingamentos, ameaças de todos os gêneros e/ ou enviarem pipoca ou guaraná (tá quente para baralho) não reclamarei.
Beijos na alma de todas vocês, pessoas lindas que eu tanto amo ♥
Até o próximo capítulo, folks! *-*