Notas iniciais
Oi gente! Tudo bom com vocês? ~outra Sabrina feels~
Aqui estou de volta com um capítulo tão grande quanto o meu amor por vocês. Eu nem ia postar essa semana, mas recebi reviews tão lindas e inspiradoras que tive que escrever. Ah, obrigada por todos os desejos de melhoras para minha garganta. Nós agradecemos e informamos que tá tudo óh... uma beleza.

P.S: Queria agradecer de todo o meu coração as duas lindas que escreveram recomendações tão perfeitas para minha história. Evil Shay (rhyqueza de mi vida) e a Just a EvilCharming FanGirl. Vocês me emocionaram com suas palavras tão gentis e lindas! Ameeeei muito! Muuuuuuuuuito obrigada mesmo ♥

Trilha sonora: Por culpa de uma certa menina trabalhada na ozadia eu escrevi esse capítulo quase inteiro com uma música que não sai da minha cabeça então, aqui está ela: http://www.youtube.com/watch?v=6CvuyaKmLnw

Regina estava confortavelmente relaxada nos braços de Charming quando acordou durante a madrugada fria. Sua garganta estava seca e implorava por algo líquido. Ela procurou na cabeceira, onde sempre deixava seu copo d’água e ele estava completamente vazio. Merda. Ela xingou mentalmente, antes de criar coragem para levantar e ir até a cozinha.

Colocou seu robe e fez seu caminho preguiçoso até o cômodo que ansiava, quando seu pé se colidiu com um objeto pesado e ela teve que abafar um pequeno grito de dor. Assim que a iluminação da pequena casa permitiu que ela identificasse o objeto em que havia tropeçado todas as lembranças do dia anterior voltaram para sua mente.

O punhal usado por Snow agora estava em suas mãos. O brilho da lâmina invadia seus olhos e a fazia pensar o quanto aquele objeto poderia ter mudado a vida de todos os que amava. Um movimento a mais de sua inimiga e tudo estaria acabado. O que aquela garota mimada estava pensando? Alguns meses atrás ela arrancaria seu coração sem piedade e tudo estaria resolvido, no entanto, agora tudo era diferente.

Sem magia, Regina se sentia impotente. Ela não era tão forte, não era tão alta, não era tão suficiente... Ela era simplesmente Regina e só podia contar com suas palavras, que sabem fazer um belo estrago, mas não a mantém imune de ser perfurada por uma lâmina qualquer ou ser machucada de qualquer maneira.

Ela estava tão imersa em seus pensamentos que se esqueceu de tomar sua água. Ela encarava o punhal como se não houvesse outra coisa no mundo a ser feita.

Regina só percebeu que o dia havia amanhecido quando sentiu a mão de Charming repousar em seu ombro.

- Bom dia – a morena cumprimentou sem se preocupar em fazer contato visual com o príncipe.

- Manhã. Está tudo bem? – o loiro perguntou dando a volta pelo sofá e se sentando em frente à mulher distraída na sua frente – Regina... – ele tocou no joelho da morena trazendo-a de volta para a terra.

- Oh, sim. Está tudo bem eu só... Perdi o sono – ela forçou um sorriso.

- E decidiu ficar brincando com um punhal? – ele questionou novamente apontando para o objeto parcialmente escondido sob uma almofada.

- Gosto não se discute príncipe – a rainha manteve o sorriso forçado.

- É o punhal que a Snow usou ontem não é? – o príncipe afirmou examinando a arma agora em suas mãos.

- Sim, é ele – a morena admitiu.

- Eu dei isso à Snow no seu último aniversário antes da maldição – ele falou sem pensar e ao ver o corpo de Regina se contrair com os pensamentos sobre seu passado disse – Desculpa.

- Não é como se fosse um segredo ou algo do tipo, está tudo bem – Regina afirmou.

- Tem certeza que você está bem? Quero dizer, vocês – ele perguntou preocupado apontando para o ventre da morena.

- Nós estamos bem, só não sei por quanto tempo – a rainha disse desanimada desviando o olhar do príncipe à sua frente.

- O que você quer dizer com isso? – o loiro se preocupou ainda mais.

- Que nós nunca vamos estar seguros enquanto Snow estiver com tanto ódio dentro de si. Eu pude observar seus olhos quando ela ameaçava me matar, eles estavam como... Os meus – ela falou pensativa.

- Penetrantes, hipnotizantes, lindos? – o príncipe tentou aliviar o clima sem sucesso algum.

- Momento extremamente inapropriado para esse tipo de comentário, príncipe. Estou falando sério. Os olhos dela estavam cegos de raiva, à procura de vingança, alguém para culpar por tudo de errado que está acontecendo em sua vida e bem, eu sou a pessoa perfeita para ocupar esse cargo não acha? – a morena afirmou inquieta no sofá.

- Eu sei que você deve estar preocupada com a segurança de você e desses pequeninos, mas eu vou tentar fazer o meu melhor para cuidar de vocês – ele afirmou pousando sua mão sobre a de Regina.

- Charming, nós tivemos provas o suficiente de que você não é capaz de cuidar de tudo. Nós temos que encontrar um jeito de afastar Snow de nossas vidas ou nunca seremos felizes. Eu não quero viver com a sombra dela sobre nós, esperando seu próximo passo e o que nós teremos que fazer para nos defender – a morena afirmou séria sem perceber que estava na mesma situação em que colocou Snow e Charming quando eles estavam juntos.

- Eu sei exatamente qual é esse sentimento e não quero ter que passar por tudo isso novamente – o príncipe admitiu com um olhar triste.

- Eu sinto muito por todo o mal que causei príncipe, eu realmente sinto – ela disse colocando a mão sobre o ombro do loiro.

- Está tudo bem. Eu só quero que tudo dê certo dessa vez – o loiro afirmou tomando a mão de Regina nas suas e distribuindo beijos sobre ela.

- Eu também príncipe, mas nós ficarmos sentados aqui não vai resolver nada – a morena disse.

- E o que você sugere? – Charming perguntou.

- Não sei, mas nós temos que pensar em uma maneira de nos proteger contra Snow – ela afirmou.

- Talvez, agora, com a perda desse bebê Snow perceba que está cometendo um erro e volte atrás – o príncipe ensaiou uma defesa à ex-mulher e como resposta viu o corpo de Regina enrijecer e ela se levantar do sofá passando as mãos por seus cabelos.

- Eu não posso acreditar em você. Ela me acusou de ter causado seu aborto e me fez ser presa por isso. Você realmente acha que aquela mulher vai simplesmente nos esquecer, em um piscar de olhos? – a morena estava quase aos gritos balançando as mãos incontrolavelmente.

- Acalme-se Regina. Eu só disse que ela poderia, não estou afirmando nada – o príncipe foi ao encontro da rainha que logo se desvencilhou dele.

- Você é um idiota! Como você ainda pode acreditar nela, depois de tudo que ela fez? – ela cuspiu as palavras irritada.

- Da mesma maneira que eu acredito e confio em você. Ou preciso te lembrar de todas as coisas terríveis que você fez? – o loiro entrou no jogo de raiva da rainha.

- Sério? Então em todas as discussões que tivermos nós vamos voltar a esse tópico? Você vai jogar na minha cara tudo de ruim que eu fiz e pronto? Você é inacreditável! – a morena continuou com o tom de voz cada vez mais alto.

- Me desculpe Regina. Eu não quis dizer isso – o príncipe tentou se desculpar.

- Você sabe que está mentindo. Isso é exatamente o que você queria dizer e eu não quero me casar com um homem que vive no passado – ela ameaçou retirar a aliança que brilhava em seu dedo anular quando foi interrompida pelas mãos fortes do príncipe.

- Não ouse fazer isso. Você é minha mulher e nada vai mudar isso! – o príncipe falou sério encarando os olhos castanhos que o perfuravam.

- Eu preciso esfriar minha cabeça. Faça o que quiser – ela falou com a voz frágil antes de ir em direção ao banheiro e deixar o loiro sozinho na sala.

- Eu vou dar um jeito nessa situação – o príncipe falou para si mesmo antes de trocar suas roupas rapidamente e antes mesmo que Regina saísse de seu banho subiu em seu cavalo e foi em direção ao castelo.

No castelo

Tudo estava aparentemente mais calmo. Alguns poucos soldados no pátio do castelo, o que de longe lembrava a dia anterior e a confusão instalada naquele mesmo local. O príncipe estava pronto para entrar no local, quando viu a mulher loira sentada embaixo de uma árvore no grande jardim do local. Ele se aproximou calmamente e foi capaz de ouvir os pequenos soluços que a mulher liberava.

- Emma? – o príncipe chamou sua filha que não se moveu – Emma... – ele repetiu quase em um sussurro pousando a mão sobre o ombro da loira.

- Oh, Charming. Eu estava, apenas... um pouco.... distraída – Emma se atrapalhou com as palavras enquanto secava uma lágrima que insistia em escorrer por seu rosto.

- Está tudo bem? – o príncipe perguntou sabendo a resposta, se sentando ao lado dela.

- Sinceramente, não – a loira desabafou – Snow, ela não está bem.

- Mas Whale disse que iria levar um certo tempo até que seu corpo voltasse ao normal – o loiro tentou argumentar.

- Não é só isso. Ela está... meio fora de sua mente – a mulher se permitiu dizer.

- Como assim? – o príncipe perguntou curioso.

- Ela está falando coisas sem sentido, fazendo acusações sem fundamento... Eu tenho medo que ela esteja ficando louca – a loira afirmou não contendo mais as lágrimas que insistiam em se formar em seus olhos.

- Que tipo de acusações? – Charming começou a se preocupar.

- Ela disse que a Regina pegou o filho que ela esperava e colocou nela, algo do tipo – Emma disse um pouco confusa.

- Snow sabe que Regina está grávida? – o coração do príncipe parou por um segundo.

- Espere um momento, Regina realmente está grávida? – a loira se surpreendeu.

- Está. Nós descobrimos há algumas semanas atrás – Charming confirmou.

-Uau! Eu não estava esperando ouvir isso – a mulher afirmou ainda surpresa.

- Nem nós, mas vamos voltar à Snow. O que você pretende fazer com relação a ela? – o príncipe perguntou.

- Bem, nada. Não é como se ela fosse algum tipo de vilã que vai sair de casa e começar a matar todos nós – a loira disse em tom de brincadeira.

- Acho que isso prova o contrário – o príncipe afirmou retirando o punhal de Snow de sua cintura e o entregando à Emma.

- O que isso está fazendo com você? Snow ama esse punhal e jamais daria ele a você ou qualquer outra pessoa – Emma afirmou examinando o objeto agora em suas mãos.

- Ele estava na casa em que eu e Regina moramos. Snow o esqueceu – ele falou.

- Como assim esqueceu? E porque ela levou isso à casa de vocês? – a loira perguntou curiosa sem entender muito bem o que seu pai estava tentando dizer.

- Ela tentou matar a Regina com isso – Charming falou rapidamente.

- O quê? – a mulher se surpreendeu com o que havia acabado de ouvir.

- É exatamente isso o que você ouviu. Snow foi até Regina com isso para mata-la – o príncipe afirmou.

- Isso não pode ser verdade – a loira ainda não conseguia acreditar nas palavras de Charming.

- Mas é. E nós precisamos fazer algo sobre isso – Charming afirmou.

- E o que você pretende fazer? Acusar Snow de assassinato e prendê-la? – Emma disse em tom acusativo.

- Eu não poderia nem se quisesse. Ela é a rainha desse reino, tem súditos que a amam e jamais acreditariam se eu ou Regina fizéssemos qualquer acusação contra ela. Eu só preciso de tempo... É isso, um tempo – o príncipe afirmou confiante.

- Um tempo? Como assim? – a loira perguntou curiosa.

- Bem, uma outra casa foi construída um pouco mais distante do reino, certo? – recebendo um aceno de sua filha, ele continuou – Talvez Snow pudesse passar algum tempo nela, para se recuperar e assim, eu poderia pensar no que fazer quanto a nossa situação.

- Eu não acho que ela vá aceitar essa situação tão facilmente. E quem ficaria no comando de todo esse reino? – ela questionou seu pai, ainda confusa.

- Tente falar com ela Emma. Vai ser importante para todos nós e quanto ao reino, você poderia tomar à frente e eu poderia te ajudar por trás das cortinas – o príncipe defendeu seu argumento.

- Não sei não. Acho que essa sua ideia não vai funcionar muito bem – a loira disse ainda relutante.

- Não custa nada tentar. Faça isso pela nossa família, Emma. Snow foi uma grande parte da minha vida, mas se ela continuar colocando a vida da Regina e dos nossos filhos em perigo, eu temo que minha reação não será uma das melhores – Charming afirmou.

- Tudo bem, eu vou conversar com a Snow. Então, filhos, no plural? – a conjugação feita por seu pai não passou despercebida.

- Bem, Regina está esperando gêmeos – o loiro falou sem conseguir esconder o sorriso ao falar dos bebês que sua amada esperava.

- Vocês devem estar no céu – Emma falou com uma sinceridade digna de estranheza.

- Pode-se dizer que sim – o príncipe afirmou, desconsiderando a discussão de pouco tempo atrás.

- Estou feliz por vocês, pai. Vou conversar com Snow assim que ela acordar e depois te informo a posição dela sobre sua sugestão – a loira afirmou levantando-se.

- Tudo bem. Eu passo mais tarde por aqui – o príncipe repetiu o ato da loira, dando um leve beijo na bochecha da filha antes de ambos seguirem caminhos diferentes.

Regina ainda estava em casa remoendo as palavras trocadas durante sua discussão com Charming. Ela não era de se aborrecer tão facilmente com as besteiras ditas pelo príncipe, mas ter que ouvi-lo a acusando de todos os erros com os quais ela tinha que conviver todos os dias não era fácil. Ela reconhecia tudo que havia feito de errado, não era como se ela tentasse enterrar seus erros em um local profundo de sua alma.

O passado era um fantasma assustador o suficiente por si só e ela não precisava ter que viver sempre na expectativa do assunto sempre ser jogado em seu colo como uma bomba em toda discussão que tivesse com o príncipe não tão encantador no momento.

Pela segunda vez no mesmo dia, ela se via perdida em seus pensamentos. No entanto, o objeto que agora encarava havia ganhado formas mais delicadas. O lindo anel que enfeitava o dedo anular da mão direita que pairava sobre o ar era fitado pelos olhos da morena. Ela só foi tirada de seu transe ao ouvir a batida na porta da frente da casa.

A morena hesitou por um momento, antes de fazer menção de se levantar do confortável lugar que ocupava no sofá. No entanto, a batida incessante começou a irritá-la e ela fez seu caminho até a entrada da casa e teve uma pequena surpresa ao se deparar com a jovem à sua frente.

- Oi Belle. Está tudo bem? – a morena perguntou surpresa com a presença da jovem.

- Está tudo ótimo, Regina. Eu só pensei em passar aqui e saber como você está – Belle afirmou com um sorriso nos lábios.

- Bem, eu confesso que essa sua preocupação repentina é um pouco estranha – Regina disse desconfiada das atitudes da mulher à sua frente.

- Eu sei, mas faz um certo tempo desde que vi você e pensei se poderia ter acontecido alguma coisa, mas se você se sente desconfortável quanto a isso eu vou indo – a jovem fez menção de ir embora quando a uma mão delicada pousou em seu ombro.

- Não, está tudo bem. Entre – a morena afirmou abrindo espaço para que a jovem entrasse em sua casa – Posso te oferecer alguma coisa? Uma água, um café, um chá... – ela perguntou sendo o mais cordial possível.

- Um chá seria bom – Belle disse com a voz suave.

Durante alguns minutos um silêncio constrangedor tomou conta da casa. Regina preparava o chá de forma mecânica enquanto Belle examinava a casa de decoração simples e aconchegante que fazia parte da sala.

- Então, como está a gravidez? – a jovem foi a primeira a quebrar o silêncio instaurado.

- Está ótima. Desde que Rumple me ajudou eu não tenho sentido nada de anormal. Algumas tonturas fracas, um cansaço persistente, mas nada preocupante – a morena afirmou levando uma bandeja com dois pedaços de torta de maçã (clichê) e as duas xícaras fumegantes com o líquido que as preenchia.

- Fico feliz por você. A sensação de gerar uma vida deve ser incrível, especialmente quando são duas – a jovem afirmou se servindo com os itens da bandeja à sua frente.

- É, é verdade. Eu estou muito feliz com isso – a rainha disse com um sorriso nos lábios.

- E quanto ao Charming? Ele parece te amar muito. Quero dizer, os olhares preocupados e apaixonados que ele lançou sobre você na minha casa foram lindos – Belle afirmou.

- Ele ama. Aquele príncipe sabe ser um idiota, mas eu o amo muito também – a morena afirmou sem se importar se sua relação com Belle estava longe de ser tão próxima.

- Bem, vocês formam um lindo casal – a jovem disse mantendo um sorriso amigável em seus lábios.

- Por que você está fazendo isso? – o lado desconfiado de Regina finalmente se deixou mostrar.

- Isso o quê? – ela perguntou meio desentendida.

- Agindo como minha amiga. Você ficou trancafiada durante mais de 28 anos por minha culpa – a morena disse com estranheza.

- Eu não sei. Eu tenho ficado muito tempo em casa ultimamente e Rumple insistiu que eu saísse um pouco mais, encontrasse novos amigos e bem, depois de ver o que você fez para proteger sua família eu senti uma certa conexão com você – a jovem afirmou.

- Conexão? – Regina perguntou com linhas se formando na testa da mulher.

- É. Ver você em um momento tão sensível me abriu os olhos para perceber que você é um ser humano, com falhas e defeitos, mas que está tentando ser melhor – Belle disse.

- Fico feliz por saber que você tem essa impressão sobre mim – a morena afirmou com um sorriso nos lábios – Você quer um pouco mais? – ela perguntou observando a xícara vazia nas mãos da jovem.

- Oh sim. Está delicioso – Belle afirmou com uma pequena risada escapando depois.

Regina saiu em direção à sua cozinha e se permitiu aproveitar aquele momento. Ter uma amiga com quem confidenciar seus segredos e angústias seria bom e se Belle havia se predisposto a entrar em sua vida com essa denominação porque não, simplesmente aceitar, sem pensar muito e apenas aproveitar a sensação de ter mais uma pessoa que se importava verdadeiramente com ela. Era isso. Ela decidiu se permitir e abraçar a ideia de ser amiga da mulher de Rumple.

Mais tarde no castelo

Depois de passar a manhã e grande parte da tarde com Owen, Charming retornou ao castelo. Ele estava adentrando o pátio quando pôde perceber a filha acenando para ele do segundo andar do castelo. Sem conseguir ler seu semblante ele simplesmente desceu de seu cavalo e adentrou o local rapidamente.

- Então, Emma conversou com ela? – o príncipe perguntou antes de qualquer coisa.

- Eu conversei e por incrível que pareça, ela disse que era uma grande ideia – a loira revelou para a felicidade do pai.

- Isso é ótimo! Quando ela vai? – Charming questionou sua filha novamente.

- Bem, acho que no máximo amanhã. Eu vou leva-la até lá e depois volto para o castelo – a mulher continuou contando.

- Mas, como Snow aceitou isso tão facilmente? – por mais que seu objetivo tivesse sido atingido, a atitude de sua ex-mulher era de se estranhar.

- Eu também não entendi muito bem. Assim que expus a ideia, ela se mostrou super favorável e disse que eu estava certa e que ela precisava de um tempo mesmo. Para falar a verdade, eu achei muito estranho ela ter aceitado tudo de bom grado – a loira afirmou com um olhar confuso.

- Só espero que ela não esteja tramando nada. Bem, eu tenho que ir. Preciso contar isso à Regina – o príncipe afirmou se aproximando da filha e a envolvendo em um abraço carinhoso – Obrigada, Emma.

- Não foi nada. Acho que todos nós precisamos de uma folga de toda essa loucura que tem nos cercado ultimamente – a mulher disse se separando dos braços de seu pai.

- Você está certa. As coisas estão bem loucas mesmo. Ah, e antes de ir, como Henry está diante de tudo isso? Eu não o tenho visto muito por aqui – o príncipe disse.

- Oh, Henry está muito envolvido com seus cavalos e acaba cavalgando durante quase o dia todo. Ele pergunta por Regina, vocês deveriam levar ele para passar mais tempo com vocês – a loira disse calmamente.

- Tenho certeza que Regina vai adorar a ideia. Nós só precisamos de um lugar maior. Aquela casa pode ser confortável, mas é bem pequena e não há como hospedar ninguém confortavelmente, mas eu vou falar com Regina. Ela vai ficar feliz por saber que foi sua sugestão filha – o príncipe afirmou.

- Sei. Bem, você não tem que ir? Eu vou ajudar Snow com tudo para amanhã e o senhor, faça o favor de cumprir sua parte e vir me ajudar, tudo bem? – Emma disse brincalhona.

- Eu vou. Até mais Emma e mais uma vez, muito obrigado! – Charming disse dando um beijo no topo da cabeça da filha e saindo logo em seguida.

- Até! – a loira retribuiu antes de fazer seu caminho para dentro do grande corredor em direção ao quarto de sua mãe.

Na casa de Regina

O dia havia passado rapidamente. Belle havia passado a tarde toda fazendo companhia à Regina. As duas mulheres acabaram se conectando com uma rapidez impressionável e as horas que passaram juntas foram surpreendentemente agradáveis. Risadas enchiam a casa durante a conversa animada em que estavam.

Do lado de fora de sua casa, Charming podia ouvir as quase gargalhadas que a voz familiar de sua mulher soltava. Ele se surpreendeu, mas logo adentrou a casa e encontrou Regina e Belle sentadas no sofá como se elas fossem amigas de infância.

- Hei – o príncipe as cumprimentou sem saber o que dizer direito.

- Boa tarde Charming. Eu passei só para ver como Regina estava – a jovem se justificou sem saber ao certo o porquê daquilo.

- Está tudo bem. Vocês parecem estar se entendendo, então eu vou só deixar vocês à vontade – o loiro afirmou dando um olhar para Regina que ainda não havia trocado uma palavra com ele enquanto saía em direção a seu quarto.

- O que foi isso? – Belle perguntou se direcionando à Regina.

- Isso o quê? – a morena tentou se fazer de desentendida.

- Esse clima entre vocês dois. Houve alguma briga ou algo do tipo? – a jovem perguntou curiosa.

- Não foi nada. Nós tivemos uma pequena discussão essa manhã, mas nada grave – a rainha confessou.

- Bem, eu não vou ficar no caminho de vocês – ela afirmou se levantando do sofá.

- Você não está no caminho de ninguém, Belle – a morena disse.

- Sei. Mesmo assim eu tenho que ir. Já está ficando tarde e eu preciso voltar para casa. Obrigada pela tarde tão agradável Regina – a jovem afirmou sinceramente dando um leve abraço em uma surpresa Regina.

- Eu que tenho que agradecer Belle. Espero que você volte mais vezes – a morena disse correspondendo o abraço de Belle.

- Tenha certeza que eu vou. Melhor torta de maçãs que eu já provei – a jovem disse arrancando um sorriso dos lábios da mulher à sua frente.

- Fico feliz por ouvir isso. Fique bem Belle – a morena afirmou abrindo a porta da frente da casa para a jovem.

- Você também Regina. Nos vemos em breve – Belle se despediu com um sorriso cativante.

Assim que fechou a porta, Regina se deparou com a figura sexy de Charming encostado no balcão da cozinha usando apenas uma calça de moletom e uma t-shirt branca. A água nos cabelos do príncipe deixava a visão ainda mais encantadora.

- Quer um babador querida? – o príncipe a provocou.

- Não vai ser necessário – a morena afirmou fazendo seu caminho para seu quarto até que foi interrompida pelos braços fortes de Charming.

- Nós precisamos conversar Regina – ele afirmou imprensando o corpo da morena contra a parede.

- Para quê? Você jogar todas as coisas ruins que eu fiz mais vez? – ela o provocou de volta.

- Você não pode se esconder de seu passado querida – o príncipe disse entrelaçando suas mãos às de Regina e colocando-as contra a parede a fim de impedir qualquer tentativa de fuga da morena à sua frente.

- Eu não estou fazendo isso. Eu, mais do que ninguém, tenho que conviver com os fantasmas de todas as coisas que eu fiz me assombrando durante todos os dias. E não preciso de um príncipe bonitinho para ficar jogando isso na minha cara quando ele bem entender – a morena disse se perdendo nos olhos que haviam atingido uma coloração de azul mais escura a fitando sem parar.

- Não foi minha intenção, mas você sabe como irritar uma pessoa – o loiro disse sem pensar.

- Bem, você deveria voltar para sua mulherzinha então, talvez ela aceite colocar seu cabresto – a rainha provocou ainda mais.

- Você é tão idiota – o príncipe afirmou agora fitando os lábios vermelhos da morena, seu membro começando a dar sinais de vida com situação toda.

- Estamos quites então príncipe – ela falou quase em um sussurro.

- Eu te odeio muito às vezes – o loiro afirmou quase perdendo o controle.

- É a primeira vez que ouço isso de um homem que está se segurando para parar de bancar o fortão e me beijar, arrancar minhas roupas e me comer aqui mesmo – a morena começou a sentir a ereção do príncipe, que em nada era disfarçada com o moletom usado pelo príncipe, contra seu núcleo.

- Você é muito pretensiosa querida. Eu não quero fazer isso – ele afirmou com suas atitudes o traindo quando sua respiração ficou difícil, assim que Regina começou a se movimentar contra seu membro.

- Diga que você não me quer príncipe – a morena sussurrou no ouvido do príncipe mordendo seu lóbulo e beijando toda a extensão do pescoço dele.

- Eu não quero – o príncipe disse com dificuldade.

- Oh, tudo bem então – Regina parou seus movimentos completamente e tentou se desvencilhar dos braços do loiro.

- Eu preciso – ele afirmou segurando a morena com mais violência e invadindo sua boca sem aviso prévio.

O beijo não era lento ou delicado. Era carregado do mais puro desejo. Charming tomava os lábios de Regina e invadia sua boca com a língua percorrendo cada centímetro dela, que retribuía com vigor. Ele investia contra ela, de modo que eles quase fundiram seus corpos à parede.

O loiro logo começou a se desfazer das roupas de Regina. Sem deixar o beijo de lado, ele girou seus corpos mudando suas posições e logo encontrando o zíper do vestido que ela usava. Ele o tirou rapidamente e o deslizou pelos ombros revelando a pele da morena que logo foi saudada pela boca do príncipe.

Regina só fazia gemer com o toque de seu noivo. Ela ensaiava tomar algum tipo de controle da situação, mas logo Charming dava um jeito de demonstrar que era ele quem iria comandar aquele show. Ela pode sentir as mãos viris daquele homem percorrer todo seu corpo enquanto o vestido que usava era deixado no chão, a deixando usando apenas um sutiã preto de renda com a calcinha combinando.

- Deus, você é tão linda – o príncipe afirmou enquanto depositava beijos por todo o corpo da rainha.

O loiro continuou despindo à mulher envolta em seus braços. Retirou-lhe o sutiã e a colocou contra a parede novamente. Com os seios da morena expostos ele logo foi ao seu encontro. Sua boca os tomava sem delicadeza. Como resposta, a morena soltava gemidos cada vez mais audíveis.

Enquanto uma de suas mãos e boca trabalhavam nos seios da rainha, sua outra mão fez um caminho vagaroso e perigoso pelo abdômen dela. Desceu um pouco mais e ela logo encontrou seu objetivo, onde começou a traçar círculos sobre o centro úmido com a calcinha como empecilho.

- Pare de me torturar príncipe – a voz da morena saiu mais rouca e áspera do que ela podia esperar completamente carregada de desejo.

- Nunca – o loiro afirmou agora, deslocando a tecido que o impedia e enterrar dois dedos no centro da morena.

- Ohh... – a rainha gemeu ao ser invadida onde tanto ansiava.

O príncipe continuou. Seus movimentos friamente calculados enlouqueciam a mulher à sua mercê. Ele começou a invadi-la com agressividade maior e os gemidos da morena logo aumentaram.

Mais alguns beijos, algumas mordidas, algumas invasões a mais e ele pôde sentir as paredes da morena se apertarem contra seus dedos e o corpo dela começou a convulsionar.

- Isso mesmo, baby. Goze para mim – o príncipe disse segurando os cabelos de Regina enquanto ela soltava um sonoro gemido e se liberasse, quase escorregando pela parede com as pernas quase derretidas.

Ela mal teve tempo de se recuperar e Charming já havia voltado a seus trabalhos. Tirando a calcinha que a morena ainda usava e a camiseta e calça que vestia, o príncipe já estava nu e ansiando por invadir o núcleo de sua mulher, quando sentiu duas mãos pequenas envolverem seu membro e começaram a fazer movimentos perigosos por toda a extensão dele.

Ele tentou recuperar o controle, mas a rainha logo tratou de encaixar seu membro na entrada de seu centro úmido e ir ao encontro dele, com as pernas enlaçando sua cintura. Os dois gemeram completamente entregues à situação.

O príncipe recuperou seu controle ao segurar as mãos da morena e começar a investir contra seu corpo com violência. Com a parede dando o suporte necessário ele não era gentil. Seu pênis invadia cada centímetro da morena com rapidez e necessidade. Suas costas podiam sentir as unhas de Regina sendo cravadas sem piedade, com urgência. Palavras não eram trocadas, apenas o olhar era compartilhado. Suas pupilas dilatadas com desejo e seus corpos em total sintonia.

Charming continuou seu movimento durante mais um tempo e ao ver que Regina estava se aproximando de seu ápice deu uma estocada mais forte e não se segurou mais. Uma última investida e ambos soltaram um gemido sonoro chegando ao orgasmo juntos com um beijo apaixonado e agora, lento, sendo trocado.

Eles permaneceram imóveis por algum tempo até que Charming com Regina ainda envolta em seu corpo fez um caminho lento até o sofá onde se deixou cair, com ela se deitando em seu peito. Seus corpos estavam iluminados com a camada de suor que havia se formado em suas peles.

- Eu te odeio tanto às vezes Regina – o príncipe foi o primeiro a quebrar o silêncio.

- Eu sei. Eu também me odeio às vezes – ela falou incapaz de retirar o sorriso que havia se formado em seus lábios.

- Mas nós realmente temos que conversar agora – ele falou com um tom mais sério.

- Se isso é uma maneira de pedir uma segunda rodada, saiba que não vai rolar. Eu já estou grávida e isso foi cansativo o suficiente – a morena completou com a respiração se normalizando.

- Eu estou falando sério Regina – ele disse se virando para ela – Nosso problema está resolvido, em parte.

- Que problema? – ela perguntou.

- Com Snow. Ela vai ficar longe do reino por um tempo – ele revelou se alegrando ao ver um sorriso se formar nos lábios de sua noiva.

- Você está brincando comigo príncipe – a rainha disse sem conter sua felicidade.

- Não estou. Emma conversou com Snow e ela concordou em ficar um tempo afastada – o príncipe continuou.

- Oh, um tempo. Achei que ela tinha encontrado outro soldado e decidido fugir com ele para um mundo bem distante daqui – a morena falou.

- Não. Ela vai ficar afastada tempo o suficiente para que nós possamos decidir o que fazer para manter você e nossos filhos sãos e salvos – o loiro continuou.

- Bem, é melhor que nada. Ficar uns dias sem ter que pensar naquela pessoa adorável vai ser ótimo – ela disse sarcástica.

- É vai. Ah, eu também queria pedir desculpas pelas idiotices que te disse nessa manhã. Eu sinto muito – o príncipe continuou pegando a mão de Regina e depositando um beijo nela.

- Só não faça isso novamente. Ter que conviver com meu passado é difícil o suficiente para eu ter que ver você me acusando sempre que tiver alguma coisa errada entre nós – a morena afirmou.

- Eu sei. Prometo que não vou fazer isso novamente, sua majestade – o loiro disse em tom brincalhão.

- Acho bom ou eu terei que suspender suas regalias seu inseto – ela retribuiu no mesmo tom.

- Sexo é considerado uma regalia, minha rainha? – ele questionou.

- A primeira da lista – a morena continuou.

- Serei o seu súdito mais aplicado então – o príncipe continuou pairando sobre a boca da morena.

- Do jeito que eu gosto – a rainha disse fechando a distância entre eles e dando-lhe um beijo apaixonado.

- Bem, parece que nós vamos ter que dividir o chuveiro – ele tentou alguma coisa.

- Hoje não querido, vá você primeiro – a morena afirmou e enquanto observava o príncipe se levantar e fazer seu caminho até o banheiro e pôde perceber os estragos que suas unhas tinham feito nas costas do loiro – E príncipe, tome cuidado na hora de lavar suas costas, ela podem arder um pouquinho mais.

- Deus Regina! – ele exclamou do banheiro onde observava diante do espelho as linhas vermelhas abertas pelas unhas da morena – Você precisa controlar seus instintos mais selvagens, pequena.

- É mais forte que eu príncipe – ela afirmou com um sorriso brincalhão.

Pelo resto da noite, o clima entre o casal não poderia ser melhor. A felicidade estampada em seus rostos e demonstrada com suas atitudes. A paz havia voltado a reinar no lar de Regina e Charming. Pelo menos por agora...

Notas finais
E ai gente? Gostaram, odiaram, repudiaram, amaram? Vamos continuar presenteando a colega que vos escreve com suas reviews divônicas com opiniões, sugestões, dúvidas, xingamentos ou um oizinho tá valendo.

Beijos na alma e até o próximo capítulo (que eu não tenho a mínima ideia de quando sai) *-*