Evil Charming - O Retorno À Floresta Encantada
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Obs.: http://www.youtube.com/watch?v=WMsKW4xEf6k Música da parte da dança.
Alguns dias depois, toda a população de Storybrooke se reuniu no centro da cidade para irem para casa: a Floresta Encantada. Regina tinha descoberto uma magia que abria um portal entre os dois mundos e não causava nenhum tipo de dano a ninguém que o atravessasse.
Todos estavam reunidos e se despedindo da cidade que foi sua casa por mais de 30 anos. Eles iriam sentir saudade, é claro, mas a vontade de voltar para casa era maior que esse sentimento.
Regina estava se preparando para fazer a magia e abrir o portal. Por ser pequeno, o portal permitia que apenas uma pessoa passasse por vez, por isso toda a população formava uma espécie de fila.
Logo que Regina abriu o portal, as pessoas foram passando, uma por uma pelo portal. Pouco mais de dez minutos se passaram e Regina era a única pessoa que ainda estava na cidade.
– Adeus, Storybrooke. – ela disse com lágrimas nos olhos antes de atravessar o portal e deixar de uma vez por todas sua cidade.
Chegando à Floresta Encantada, todos foram dando um jeito de encontrar um novo lugar para construir suas novas casas. Embora, antes eles não vivessem como uma comunidade, depois de tanto tempo convivendo e vivendo juntos, construir uma vila para que todos ficassem mais próximos fazia mais sentido.
E assim foi feito. Durante algumas semanas, todos estavam empenhados em reconstruir a Floresta Encantada. Cada um ajudava como podia: os homens ficavam por conta do trabalho bruto, as mulheres cozinhavam para seus amigos, maridos e filhos, o clã Charming era responsável pela organização da reconstrução e Regina junto com as fadas, e com o consentimento de todos, usava magia para acelerar o processo.
Desse modo, em menos de um mês, tudo estava em seu lugar. As casas construídas e mobiliadas, a Floresta com a vegetação protuberante e bonita e o castelo maravilhosamente reconstruído, era motivo de orgulho e admiração. Todos estavam felizes por estarem em casa novamente e com as obras terminadas, os Charmings decidiram dar uma grande festa de comemoração no castelo.
– Pessoal, todos estão convidados para uma grande celebração no nosso castelo — disse Charming em cima de um tronco de uma árvore – Nós temos muito o que comemorar!
Todos concordaram com o príncipe e foram se arrumar para a noite.
Charming já estava pronto para montar em seu cavalo e ir para o castelo quando viu Regina com uma cara nada agradável em frente à sua nova casa.
– Algum problema Regina? – Charming perguntou se aproximando da morena.
– Bem se você desconsiderar o fato de que eu vou ter que morar em um barraco, usar esses trapos, trabalhar de cozinheira para uma velhinha, não usar magia e ainda ter que aguentar a desconfiança de mais da metade das pessoas dessa vila, não, nenhum problema – Regina disse com o usual sarcasmo – Eu não sei onde eu estava com a cabeça quando aceitei passar por esse teste idiota – ela concluiu, passando as mãos por seus cabelos.
– Vamos lá, Regina! Você está exagerando – Charming disse com um sorriso nos lábios – Essa casa não é tão ruim assim e logo, logo as pessoas vão te aceitar e ver que você realmente mudou.
– Sério? Até parece que vocês acreditam que eu mudei... – ela disse desanimada.
– Eu não posso dizer por todos, mas eu acredito. De verdade. – ele disse olhando no fundo dos olhos de Regina – Eu vejo a diferença nos seus olhos. Você mudou, e eu acredito nisso.
– Obrigada Charming – ela se emocionou com as palavras carinhosas dele – Eu não sei se eu posso confiar nas suas palavras, mas pelo menos eu vejo que você está tentando acreditar em mim.
– Você pode confiar em mim, Regina – ele disse pegando em sua mão, o que poderia ser um ato normal, se ele não tivesse sentido um choque passar por todo seu corpo com o simples contato com Regina – Eu não vou ser falso com você. Eu acredito em você, tanto quanto eu acredito que nós poderíamos ser amigos. Você está se tornando uma boa pessoa e eu admiro isso.
– Bem, confesso que você fez eu me sentir um pouco melhor e ter um amigo da realeza pode ser bem útil – Regina disse com um sorriso, enquanto soltava sua mão da de Charming. No momento em que ele tinha pegado sua mão, seu corpo se comportou de uma maneira completamente diferente. Um arrepio percorreu seu corpo e o ritmo de seu coração acelerou de uma maneira indescritível e por mais que ela gostasse do contato com Charming, ela não estava nem um pouco confortável com aquela situação. – Agora, você não deveria ir para o “seu castelo” preparar a “sua festa”? – ela concluiu com uma dose bem grande de sarcasmo.
– É você está certa. Mas não é minha festa. Ela é de todos, inclusive sua. – ele disse apontando para ela – Você vai, certo? – ele perguntou.
– Bem, como eu não tenho muito o que fazer, eu vou sim. Vai ser bom poder ver Henry e me divertir um pouco. – ela disse concordando e correspondendo às expectativas de Charming.
– Te vejo lá então, “amiga”. – Charming se despediu com um tom divertido, enquanto montava em seu cavalo e seguia para o castelo.
– Até lá, “amigo real”. – Regina disse acenando para o príncipe. – Então, aqui vamos nós lar doce lar – ela disse se virando e adentrando sua modesta casa.
Não que fosse um barraco, longe disso, a casa construída para Regina era simples, mas não deixava de ser bonita e aconchegante. O problema era que Regina não estava acostumada com aquela simplicidade. Para ela, uma casa deveria ser grande, com muitos cômodos e espaço, e não uma casinha no meio da floresta com um quarto pequeno, uma sala minúscula conjugada com a cozinha e um banheiro bem humilde. Não era a casa dos sonhos de Regina, mas ela estava disposta a se acostumar com a simplicidade de sua nova morada por Henry.
– É hora do show – disse Regina abrindo seu guarda roupa e escolhendo um vestido preto, daqueles que ela usava em Storybrooke, com um decote nas costas. – Nós vamos arrasar nessa festa. – ela completou enquanto ia para o banheiro se preparar.
Enquanto isso, os convidados começaram a chegar para a festa no castelo. Granny, Ruby, o Grilo Falante, os sete anões e todos da vila estavam se divertindo e apreciando a nova casa dos Charmings. Todos estavam dançando, comendo e bebendo e a festa era um verdadeiro sucesso, mas havia uma presença que estava sendo sentida por Henry.
– Onde está a minha mãe? – Henry perguntou à Charming – Você não disse que ela viria?
– Henry, foi o que ela me disse – ele disse colocando a mão no ombro do menino – Talvez ela tenha mudado de ideia ou só esteja atrasada.
– Eu espero que ela venha. Estou com saudades – Henry a cada dia amava mais sua mãe.
– Eu também – Charming falou com sinceridade e ao perceber a cara de espanto de Henry com o que tinha dito, tratou de se justificar rapidamente – Vai ser bom ela ter esse contato com todos da vila.
Avô e neto ficaram conversando por mais alguns minutos, até que Regina chegou à festa. Henry foi à seu encontro e lhe deu um abraço apertado, observado por Charming. O príncipe estava hipnotizado com Regina. Enquanto ela era a Evil Queen, ele via que ela era uma mulher bonita, mas agora, que ela tinha se tornado uma pessoa melhor, era muito mais fácil admitir e admirar sua beleza estonteante. O vestido preto delineava o belo e curvilíneo corpo de Regina, que tinha os cabelos soltos e uma maquiagem simples, apenas com um batom vermelho, que chamava a atenção dele para seus lábios carnudos e sua sexy cicatriz. Ela estava deslumbrante e ele tinha um pouco de medo de admitir para si mesmo, quão sexy ela estava naquela noite.
Charming se aproximou de Regina e Henry e foi logo dizendo:
– Você veio mesmo, “amiga” e está muito bonita.
– Obrigada, príncipe. Não é porque eu estou pobre que deveria vestir trapos para vir a uma festa – Regina não perdia a oportunidade de destilar seu veneno e ser sarcástica.
– Você está certa. – ele disse com um pequeno sorriso nos lábios. Agora, que ele estava se acostumando com o jeito de Regina, era mais fácil achar graça de suas falas cheias de segundos sentidos e sarcasmo, com uma dose bem grande de veneno.
Eles estavam conversando e se divertindo, quando Snow e Emma se aproximaram e foram cumprimentar Regina.
– Boa noite, Regina – Snow e Emma disseram quase ao mesmo tempo.
– Boa noite, Mrs. Swan e vossa realeza Snow – Regina não escondia que Snow estava longe de ser sua melhor amiga.
– Você está linda, Regina – Emma reconheceu.
– Eu sei – Regina estava impossível – Eu me olhei no espelho antes de sair de casa e tive a mesma opinião.
– E como está a nova casa? Já se acostumou? – Snow não escondia sua satisfação por ter conseguido manter Regina longe do castelo e a provocou.
– Na verdade, “querida” Snow, eu consegui me acostumar bem facilmente à minha nova situação – ela disse enquanto servia uma taça de vinho – Eu sou uma pessoa bem adaptável e ter uma casa pequena tem suas vantagens.
– Jura? – Snow estava a fim de irritar Regina. Era como se ela quisesse que a Evil Queen voltasse à tona para ter um bom motivo para manter Regina longe de todos, em uma cela.
– É claro – Regina começou, tomando um gole do vinho de sua taça – Tudo fica ao meu alcance e a limpeza fica bem mais fácil também.
– Sei – Snow disse, sorrindo de uma forma que em outros tempos, Regina teria arrancado seu coração.
– Bem, como você pode perceber você não vai conseguir me irritar, então pode ir conversar com os outros convidados. Ah, tente ser um pouco menos falsa com eles. – Regina disse dando às costas para ela e indo em direção ao centro do salão.
– Essa mulher, ainda me deixa muito desconfiada – Snow falou em direção à Charming – Você não?
– Na verdade não. Eu conversei com ela hoje duas vezes e ela me pareceu ser bem verdadeira em tudo que ela disse. Além do mais, você a provocou – Charming disse com um tom de acusação.
– Você agora, está do lado dela? – Snow perguntou com um leve tom de revolta.
– Eu estou do lado de quem está certo e ultimamente, ela não fez nada para lhe deixar desconfiada. – Charming concluiu.
– Eu não acredito em você. – Snow disse deixando Charming sozinho.
Durante grande parte da festa, Charming ficou observando Regina. Ele não sabia por que, mas parecia que seus olhos eram atraídos por ela. Seu corpo, seu sorriso, seus olhares... Ele estava ficando preocupado com aquela fixação nela, e ficou mais ainda quando ela se aproximou um pouco alterada dele.
– Essa festa está incrível Charming – Regina disse, sorrindo – Mas você não parece estar se divertindo tanto. Onde está sua esposa?
– Snow foi deitar. Ela ficou um pouco irritada comigo e preferiu deixar a festa mais cedo. – ele disse, tentando não prestar atenção na mulher bêbada à sua frente.
– E por isso você não pode se divertir? Vamos lá, vem dançar comigo. – ela disse pegando em sua mão e caminhando para um canto do salão. – Se solta príncipe, me mostre seus movimentos.
– Eu não sei dançar Regina. Sou totalmente desconjuntado – ele disse ficando parado, apenas observando os movimentos que ela fazia e pensando em quão sexy ela estava.
– Fala sério! Um príncipe que não dança é como um paraquedista que tem medo de altura. Vamos lá – ela insistiu, quando a música animada foi trocada por uma bem lenta. Por um momento ela parou de insistir. Dançar com o corpo dele tão próximo do dela poderia ser bem perigoso.
– Essa música eu sei dançar – ele disse pegando Regina pela cintura e se aproximando dela.
No momento em que seus corpos se aproximaram, algo mágico aconteceu. Os dois sentiram uma corrente elétrica passar por seus corpos. Seus corações adquiriram um ritmo acelerado e pulsavam como se fosse um. Por um momento, foi como se não existisse mais nada no mundo. Regina passou suas mãos ao redor do pescoço de Charming, que deixava suas mãos descansarem sob o quadril dela e inspirava o doce perfume que saia de seus cabelos, uma vez que ela repousava sua cabeça no peito forte e viril do príncipe. Eles estavam perdidos no momento. E com o contato de seus corpos, a excitação foi inevitável para eles. Regina podia sentir sua calcinha ficar umedecida com o líquido que escorria de seu núcleo e Charming fazia o possível para disfarçar a rigidez que estava tomando conta de seu grande membro dentro de suas calças. Os dois sabiam que a situação estava ficando cada vez mais perigosa e foram salvos pela música que parou e logo foi substituída por uma eletrônica. Seus corpos ainda demoraram um pouco para se separar totalmente. A falta de contato fez com que eles sentissem uma dor real tomar conta de seu corpo.
– É melhor eu ir embora – Regina disse tentando se recompor e disfarçar o estado de excitação em que seu corpo estava. – Já está ficando tarde e eu tenho que acordar cedo amanhã. Ótima festa príncipe. Boa noite! – disse se preparando para deixar o castelo.
– Você está certa, a floresta pode ser perigosa à noite, têm muitos animais selvagens — o príncipe concordou com ela, tentando fazer com que seu corpo de acalmasse – Boa noite, Regina! – ele terminou enquanto via-a deixar o salão.
Chegando em casa, Regina foi logo para o banheiro, tomar um banho gelado para se acalmar. Aquela dança não saia de sua cabeça. Ela ainda podia sentir seu corpo em contato com o de Charming e as reações que foram despertadas em seu corpo. Ela tentava se esquecer do que havia acontecido, quando se lembrou que a única vez que um homem conseguiu despertar aquelas sensações em seu corpo, fora Daniel, seu grande amor.
Eu não posso estar me apaixonando pelo príncipe Charming! Isto não pode estar acontecendo. Ela pensou consigo mesma, enquanto se deitava e tentava de todas as maneiras limpar sua mente e dormir, o que acabou acontecendo quase pela manhã.
Enquanto isso no castelo, os mesmos pensamentos passavam pela cabeça de Charming, que depois de tomar um banho, dormiu no quarto de hóspedes para evitar Snow White.
Eu não posso estar me apaixonando pela Regina! Isto não pode estar acontecendo. O mesmo pensamento que passava pela cabeça de Regina, tomava conta da mente de Charming.
Mas era inevitável, a partir daquele dia, daquela dança, nada nunca mais seria o mesmo, entre Regina e Charming.
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