Notas iniciais
Olá pessoas! De volta estou para trazer mais um capítulo pra vocês, migos. Espero que aproveitem e se puderem dar uma lida nas notas finais, vou ficar agradecida :3

O sol começou a adentrar o quarto de paredes claras e fez contato com os olhos da morena, sentada na cadeira próxima à janela. Em algum momento do fim da madrugada o choro dos pequenos foi ouvido e Regina foi ao encontro dos bebês com seus bracinhos se mexendo a procura do colo de alguém, mais especificamente o alguém que acontecia ser a mãe e provedora de seus alimentos.

Entre mordidas e sugadas em seus seios, fraldas sujas e um choro persistente, Regina não conseguia tirar o sorriso de seu rosto. Não era como no dia anterior em que sua mente estava pesada e preocupada. Uma certa paz havia voltado à sua vida. Não completa, porque isso dificilmente aconteceria, mas no momento, ela era capaz de se preocupar apenas com seus filhos.

Snow estava em um dos quartos do castelo e ainda sim, a morena se sentia mais aliviada. No momento em que sua enteada-ex de seu marido-avó de seu filho-mãe de sua enteada-inimiga abriu seus olhos e percebeu o que tinha acontecido, algo pareceu diferente em seus olhos verdes. A raiva tão perceptível havia dado lugar a surpresa e porque não dizer, gratidão. Ela poderia estar precipitada, mas se atrevia a pensar que aquele olhar era o mesmo que ela visto no primeiro encontro com uma Snow ainda pequena e inocente.

É, talvez algo tinha mudado.

Em movimentos lentos, Regina se levantou e após verificar Benjamin e Helena, que dormiam tranquilamente, foi em direção ao corredor do quarto em que Snow estava. Queria conversar com a mesma assim que ela acordasse.

Se no dia anterior ela queria desesperadamente manter Snow longe do castelo, agora ela considerava outras opções e queria expô-las novamente à mulher.

Passou em frente à porta de seu quarto e conversou com o guarda que a vigiava por alguns segundos. Pedira que depois que Snow acordasse e se arrumasse, fosse levada ao seu encontro. O homem diante à rainha concordou com um aceno de cabeça e observou a rainha desaparecer pelo grande corredor.

Regina voltou para seu quarto, onde Charming se espreguiçava e olhava ao redor à sua procura.

– Há quanto tempo você está acordada? – o príncipe perguntou coçando os olhos se ajustando à luminosidade que se adentrava a janela.

– Algum tempo. Por quê? – a morena o questionou.

– Nada. Eu só estou sentindo falta de acordar ao seu lado ultimamente – ele disse manhoso com um sorriso que fez o coração da morena palpitar um pouco mais rapidamente.

– Sei. Só de acordar? – ela provocou caminhando em direção ao loiro e se sentando ao seu lado.

– Você sabe que não. Eu estou realmente sentindo sua falta – o príncipe afirmou com um olhar malicioso.

– Bem, eu também, querido. Mas a Helena e o Ben não estão dando muita folga e você sabe que eu não confio os cuidados com eles a muitas pessoas – a morena disse inclinando seu corpo para o príncipe.

– Eu sei. E entendo, mas preciso de cuidados também.

– Isso está tão ridículo – ela disse sem conter uma risada.

– Talvez – o príncipe acompanhou a risada da morena para logo depois ficar sério e completar – Eu te amo.

– Eu te amo também, seu idiota – Regina afirmou pressionando mais seu corpo contra o príncipe e encontrando seus lábios macios em um beijo apaixonado, mas rápido.

– Você precisa me dar um pouco mais que isso, pequena – ele protestou enquanto observava a mulher sair da cama e ir em direção ao banheiro – Eu te odeio!

– Você acabou de dizer o contrário, querido – a morena concluiu com uma risada audível, fechando a porta do banheiro.

Charming não demorou muito para se levantar. Ele mal teve tempo de trocar suas roupas e Regina já saia do banheiro com um sorriso calmo estampado em seu rosto.

– Eu gosto de te ver assim – o príncipe afirmou enquanto observava a morena se sentar em frente a penteadeira e começar a se arrumar.

– Assim como? – ela perguntou surpresa enquanto aplicava uma leve maquiagem.

– Com uma expressão mais calma, serena... O que aconteceu ontem te fez tão bem assim? – por mais que ver Regina sorrindo e calma fosse maravilhoso, ela era excelente na arte de tentar esconder seus sentimentos e mesmo após uma conversa sincera, não tinha como temer que ela não se abrisse com ele.

– Para falar a verdade, fez. Você se lembra de como eu disse uma vez que os olhos de Snow pareciam com os meus, quando eu a queria matar desesperadamente? – a morena questionou, enquanto continuava a se arrumar.

– Sim. Você ficou brava comigo por uma brincadeirinha de nada – ele disse divertido e recebendo um olhar sério da rainha, continuou – E disse que eles estavam a procura de vingança ou sei lá.

– Exatamente. Mas ontem, quando ela abriu os olhos eu não vi isso. Foi como se eu estivesse olhando para a garotinha assustada e inocente que uma vez eu salvei. Foi diferente – Regina disse encarando o nada como estivesse vendo a cena que descrevia em sua mente, como um filme.

– E como você vai ter certeza disso?

– Conversando com ela. Eu pedi ao soldado que está a vigiando, que traga Snow assim que ela acordar – a morena explicou se levantando.

– Você já decidiu o que vai fazer? – o príncipe questionou colocando suas mãos na cintura da esposa.

– Sim. Espero que você confie em mim, porque você só vai saber minha decisão depois – ela afirmou com um sorriso enlaçando suas mãos ao redor do pescoço do loiro.

– Eu confio, embora você tenha dito que nós iríamos tomar decisões juntos – Charming disse se inclinando e ficando a uma distância milimétrica dos lábios da rainha.

– Não essa, príncipe – a morena fechou a distância entre eles e o beijou apaixonadamente.

O casal ainda se beijava, quando a batida na porta do quarto foi ouvida e eles se separaram.

– Deve ser a Snow – Regina afirmou fixando os olhos azuis do príncipe.

– Tem certeza que você quer conversar com ela sozinha? – ele questionou pegando a mão da morena na sua.

– Sim. Obrigada por me deixar fazer isso – o agradecimento foi genuíno.

– Eu confio em você – Charming afirmou já saindo em direção a porta – Se precisar de qualquer coisa, grite.

– Você sabe que isso não combina comigo, príncipe – ela afirmou sorrindo.

– Não posso ser culpado por tentar – o príncipe completou já abrindo a porta e se deparando com a mulher que tanto conhecia. Ou assim foi um dia – Snow – ele a cumprimentou, saindo do quarto e permitindo que ela adentrasse o cômodo.

– Charming – o cumprimento foi devolvido com um sorriso talvez um por cento menos falso do que os últimos que ela dera.

A porta foi fechada e olhar entre as duas mulheres tão conhecidas se encontrou. Mais uma vez.

– Como você está se sentindo, Snow? – a morena foi a primeira a quebrar o silêncio ensurdecedor.

– Viva. Respirando. Bem – ela afirmou.

– Bom – Regina disse e antes que pudesse dizer qualquer coisa, Snow começou.

– Eu queria te agradecer pelo que você fez – a voz dela transparecendo uma sinceridade escassa nos últimos tempos.

– Não há necessidade, Snow. Eu fiz o que julgava certo. Independentemente da pessoa desprezível que você se tornou, você merece ter uma chance de mudar. Como eu tive – a morena disse soando tão sincera quanto a princesa.

– Não acho que as pessoas desse reino vão facilmente se esquecer de tudo que eu fiz contra você. Eu até sequestrei seus bebês. Eu sinto tanto por isso, Regina – ela afirmou. Lágrimas começando a se formar em seus olhos.

– Eles certamente não vão. Olhares cruzados, comentários baixos ou diretos, acusações, desconfianças e uma lista de coisas pelas quais eu tive que passar também. Não vai ser fácil, mas você tem motivos para mudar. Emma, Henry... Eles te amam – a morena afirmou.

– Eu sei. Emma foi até o meu quarto com Henry noite passada. Foi tão bom, você sabe, sentir como você importa para alguém. E obrigada por não ter contado o que realmente aconteceu a eles – Snow agradeceu com um sorriso calmo em seu rosto.

– Certas coisas devem ser guardadas, querida. E eu mudei, em grande parte, pelo Henry. Talvez você devesse fazer o mesmo – a morena disse complacente com a situação da mulher.

– Mas como eu vou fazer isso? – ela indagou curiosa com a postura da rainha.

– É exatamente sobre isso que eu queria conversar com você. Eu sei que ontem mesmo eu queria você longe daqui, desse castelo... Mas depois do que aconteceu, eu mudei de opinião. Se você estiver realmente disposta a mudar, acho que sei a melhor maneira de isso ocorrer sem muitos problemas – a morena começou a explicar.

– Você vai me ajudar? – Snow perguntou surpresa.

– Ajudar a todos nós.

– E como?

– Da mesma maneira que ocorreu comigo quando nós voltamos para cá – Regina disse e antes que pudesse dar os detalhes, foi interrompida pela jovem.

– Você quer dizer... – Snow divagou tendo quase certeza do que a morena queria dizer.

– Uma casa recentemente construída na floresta está vazia e tenho certeza que Granny iria adorar sua ajuda no restaurante – a morena afirmou.

– E você realmente acha que isso vai funcionar? Quer dizer, muitas pessoas que não exatamente meus fãs vão lá a todo momento – ela disse um pouco insegura com a opção da rainha.

– Eu já passei por isso, Snow. Além do que, Granny sempre tem sua besta à postos para proteger quem ela ama. Ela fez isso por mim, porque não faria por você? – a morena a questionou com um sorriso se relembrando do carinho com que a senhora acabou a aprender a ter por ela a medida em que elas se conheceram mais.

– Tudo bem, então. Que outras opções eu tenho, certo? – Snow disse com certa diversão em sua voz.

– Não muitas, para falar a verdade. Mas acredito que essa seja, de longe, a melhor delas – a morena replicou.

– Sabe, nós estamos conversando por alguns minutos e você ainda não me ameaçou de morte uma vez sequer. O quão estranho é isso? – ela questionou sorrindo.

– Posso dizer o mesmo, Snow. Você nem tentou sequestrar meus filhos. Muito estranho mesmo – Regina entrou no jogo da mulher à sua frente.

– Acho que o que eu disse antes de quase me matar está meio que se tornando verdade – Snow começou e ao perceber o olhar de confusão da morena, continuou – Nós conversando assim, se eu estivesse vendo essa cena de longe, diria que somos boas amigas.

– Você é pretensiosa, querida. Eu não usaria o “boas” nessa sentença.

– Então, apenas amigas?

– Talvez – a morena disse, antes de completar – Então, acho que estamos conversadas. Eu vou acertar alguns últimos detalhes com Charming, Granny, Emma e quem mais for necessário e você pode se mudar para seu novo lar.

– Certo. Acho que essa foi a deixa para eu sair do quarto, né? – Snow questionou se aproximando um pouco de Regina – Um abraço, talvez?

– Eu vou ter que passar, querida. Nós não somos tão amigas – a morena afirmou com um sorriso de canto, antes de continuar – Talvez no futuro.

– Acho que você está certa. Então, até mais, Regina – ela se despediu estendendo a mão na direção da rainha, que após uma pequena hesitação, a pegou.

– Até, Snow – Regina se despediu para logo observar a jovem deixar seu quarto.

Sim, talvez ela pudesse se acostumar com a ideia de ser amiga da mulher com quem seu passado era ridicularmente conectado.

– Mãe? – a voz do menino percorreu o quarto fazendo a morena se virar na direção do som.

– Henry, entre – com todos os últimos acontecimentos, bebês, Snow e tudo o mais ela pouco tempo passava ao lado de seu filho.

– Eu vi Snow saindo do seu quarto. Está tudo bem com vocês? – Henry perguntou se aproximando mais da mãe.

– Parece que sim – ela afirmou e ao perceber o olhar confuso do filho, passou sua mão pelos cabelos do garoto e com um sorriso sincero em seu rosto, continuou – Não era isso que você queria? Nos ver todos felizes e talvez, amigos?

– Sim. Você está feliz, mãe? – o garoto perguntou já não precisando levantar muito sua cabeça para alcançar o olhar maternal da rainha.

– Eu não vejo como eu poderia estar mais feliz. Eu tenho você, seus irmãos e Charming... Uma família de verdade – ela disse com um sorriso ainda maior se abrindo em seu rosto.

– É tão bom ouvir isso. Realmente bom – Henry afirmou abraçando a cintura da morena e sussurrando – Eu te amo, mãe.

– Oh, meu pequeno príncipe, eu te amo também – Regina retribuiu emocionada com o carinho do filho – Então, eu tenho que encontrar Charming para decidirmos alguns detalhes sobre Snow. Você vai me ajudar ou não?

– É. Claro! – ele respondeu animado, logo saindo do quarto ainda preso à cintura da morena.

***

Quando a noite começou a cair e a calma parecia ter encontrado seu lugar no castelo, Charming passou pela porta do quarto de Benjamin e Helena e pôde observar a morena segurando os dois pequenos contra seu peito.

A noite caia lá fora, fazendo uma iluminação fraca bater no rosto de Regina, provocando um efeito quase transcendental. Assistindo àquela cena, a única vontade do príncipe era de fazer aquilo durar para sempre.

Alguns detalhes sobre o destino de Snow foram decididos e ela partiria pela manhã para a casa, que já estava sendo preparada para recebê-la.

– Alguma coisa errada, Charming? – em algum momento entre sua chegada e o exato momento, as orbes castanhas de Regina se voltaram para o príncipe com ela mantendo uma expressão serena e um sorriso nos lábios.

– Não. Tudo está perfeito – ele afirmou adentrando o quarto e ajoelhando-se diante dela.

– Me ajuda a colocá-los no berço? – a morena pediu em um sussurro, como se qualquer som mais alto fosse fazer tudo desmoronar.

– Claro. Venha aqui, minha princesa – o príncipe disse enquanto estendia seus braços para pegar a pequena de cabelos castanhos a apoiando em seu peito – Ela se parece tanto com você.

– É, ela é realmente linda – o sorriso de orgulho não saia de seu rosto – Por outro lado, Ben é a sua cara. Já posso até ouvir os clichês sendo disparados por esse pequeno – ela provocou Charming, enquanto se levantava com Ben confortavelmente deitado em seus braços.

– Acho que nós fizemos um bom trabalho com esses dois – ele afirmou, se aproximando de Regina e depositando um beijo no topo da cabeça do loiro de cabelos em um tom mais louro que o seu – Não acha?

– Sim – a morena concordou beijando o rostinho de Helena – Obrigada por me proporcionar isso, Charming.

– Obrigada você, minha pequena – o príncipe afirmou depositando um beijo de leve nos lábios da morena e sendo captado pela intensidade castanha direcionada a ele.

Regina e Charming se voltaram para os bebês adormecidos e com o cuidado de que qualquer movimento brusco ou suspiro mais audível fosse destruir aquele clima de paz tão reconfortante (e provavelmente iria), eles colocaram Benjamin e Helena em seus berços, tendo o cuidado de que eles tivessem confortáveis.

Após certificarem que eles estavam devidamente dormindo, se distanciaram até se encontrarem no centro do quarto, deixando seus corpos se tocarem.

– Eles parecem tão calmos agora – o príncipe disse com as mãos envoltas na cintura de Regina.

– Sim. Olhando assim, eu diria que eles não vão acordar nas próximas duas horas – ela afirmou reclinando sua cabeça e deitando-se na curva do pescoço do loiro.

– Isso foi uma dica? – ele perguntou sorrindo.

– Talvez. O que você acha? – os olhos da morena brilhavam quando ela se virou para Charming com um sorriso nos lábios.

– Que nós devemos ir para o nosso quarto agora – o príncipe afirmou dando um beijo estalado nos lábios carnudos de Regina, passando as mãos sobre a bunda definida da morena e saindo do quarto dos pequenos com a esposa em seu colo.

– Parece que você não é tão idiota, afinal de tudo – a morena disse se agarrando mais ao loiro.

– Realmente parece – um sorriso cruzou o rosto de Charming enquanto ele fechou a porta de seu quarto com o pé e tinha a morena agarrada ao seu corpo, com as pernas envoltas em seus quadris – Eu vou fazer amor com você.

– Isso é tão clichê – um beijo nos lábios do príncipe – Eu estou meio que me acostumando com isso.

– Bem, acho que isso vai acabar atuando a meu favor – ele afirmou segurando o rosto de Regina em suas mãos e a puxando para um beijo apaixonado.

– Você e sua mania de sempre falar demais, príncipe – a morena disse com a respiração alterada, passando a mão pela bainha da blusa do loiro, que logo levantou seus braços para facilitar o trabalho da rainha.

Assim que a peito do príncipe estava livre, Regina passou suas unhas por seus músculos definidos causando arrepios na espinha de Charming. O sorriso de prazer e realização da morena por fazer o loiro estremecer com os traços vermelhos que seus dedos deixaram por sua pele não poderia ser maior.

Antes que as mãos de Regina pudessem alcançar o cós da calça do príncipe, ele segurou seus braços. Sua boca pegou os lábios da morena em um beijo recheado de contusões enquanto suas mãos exploravam suas costas a procura do fecho do vestido que ela usava que foi prontamente deslizado quando encontrado.

Um suspiro deixou os lábios, vermelhos de serem beijados, assim que o príncipe deslizou o vestido que ela usava por seus ombros e começou a depositar beijos pelo colo e pescoço da rainha. A mordida em sua clavícula foi o suficiente para outro gemido, um pouco mais audível, sair como música próximo ao ouvido do loiro.

Charming se distanciou um pouco da morena para ser capaz de admirar o corpo moreno contrastando com o conjunto vermelho rendado que a rainha usava. A luminosidade provinda do luar deixando-a com uma figura ainda mais divina. Palavras não eram capazes de descrever a admiração do príncipe pelo corpo já recuperado da morena.

– Algum problema, príncipe? – a morena perguntou com um sorriso não muito inocente em seu rosto, e mesmo assim, tinha seu rosto corado com os olhares de adoração que o príncipe a direcionava.

– Não. Só estou olhando o quão linda você é – ele afirmou se aproximando e envolvendo os cabelos espessos de Regina em suas mãos.

Charming ficou perdido nos olhos castanhos da morena e logo encontrou sua boca novamente. Suas línguas dançando com a atmosfera de desejo e luxúria instaurada no quarto.

Sem interromper os beijos, Regina deixou suas mãos pelo abdômen do loiro até encontrar o cinto da calça que ele usava. O príncipe se distanciou o suficiente para permitir que a morena rapidamente deslizasse o objeto que prendia sua calça, que logo foi parar no chão, acompanhada de suas roupas íntimas.

O conjunto vermelho que Regina usava logo foi encontrado pelas mãos de Charming, que retirou peça por peça, enchendo o corpo da morena de beijos.

Quando eles estavam livres de qualquer peça, o príncipe voltou a beijar a morena enquanto a empurrava delicadamente até a cama. Ela se deitou e sua imagem, jogada entre os lençóis brancos, poderia facilmente ser comparada a uma deusa. O loiro pairou sobre ela, entrelaçando seus dedos enquanto depositava beijos e mordidas pelo pescoço e orelha da rainha. O sorriso predador que ela tinha em seus lábios era o suficiente para deixá-lo pronto.

Quando a boca do príncipe começou a descer pelos seios e abdômen de Regina, ela o parou. Usando suas pernas para puxá-lo e trazê-lo para mais perto dela, a morena fixou seu olhar nas orbes que adquiriram um tom mais escuro de azul e usou uma de suas mãos para encontrar o membro do príncipe e colocá-lo em sua entrada.

– Eu quero você agora – ela sussurrou antes de sentir o loiro forçar-se contra seu corpo, a preenchendo vagarosamente.

Com seus olhos conectados, assim como na primeira vez em que estiveram juntos, o príncipe se movimentava em um ritmo lento e prazeroso para ambos. Suas mãos entrelaçadas e beijos furtivos sendo trocados. A sensação de se sentirem depois de um bom tempo sem qualquer contato íntimo era incrível. Seus corpos se encaixando como peças de um quebra cabeça em que seus corações já haviam sido unidos há tempos.

Cada movimento entre seus corpos, cada respiração um pouco descontrolada, cada sorriso recheado de prazer... Deus, como eles se sentiam bem.

Por mais que naquele momento, a sensação de estar sendo tomada pelo príncipe fosse boa, Regina tinha a necessidade de ficar no controle. Com isso em mente, a morena deu seu jeito de fazer Charming sentar-se com ela em seu colo.

O loiro sugava e beijava seus seios, enquanto ela arranhava suas costas deixando as marcas de suas unhas e fazia movimentos que não deixavam margem para que aquele momento durasse por muito mais tempo.

Percebendo que a morena estava quase chegando a seu ápice, Charming enredou uma mão em seus cabelos enquanto mantinha a outra na base de suas costas, dividindo assim o controle daquele momento.

Com seus olhos perdidos um no outro, mãos procurando sentir a pele um do outro e suor já se fazendo presente em seus corpos, Regina começou a se movimentar com mais força e rapidez enquanto o loiro a penetrava profundamente. Mais alguns encontros e a morena começou a tremer em seu orgasmo, logo sendo seguida pelo príncipe.

Eles permaneceram na mesma posição por mais alguns segundos, com suas respirações em farrapos e os beijos que trocavam, de nada ajudavam em normalizar seus batimentos cardíacos.

Abraçando a morena e apoiando-se na curva de seu pescoço, Charming inspirou o aroma adocicado de seu corpo antes de deitar-se na cama, retirando-se dela e apoiando sua cabeça no peitoral da morena que arfava um pouco menos agora.

Rolou-os sobre a cama deixando-a deitada sobre seu peito.

– Eu senti tanto a sua falta, pequena – ele quebrou o silêncio entre os dois depositando um beijo em seus cabelos, enquanto traçava círculos com seus dedos pelas costas da morena – Você está bem?

– Sim. Você? – a morena afirmou se aconchegando mais ao corpo do príncipe, entrelaçando suas pernas na dele.

– Ótimo. Parece que tudo, finalmente, está entrando nos eixos – o loiro afirmou aproveitando a sensação do corpo quente da morena contra o seu.

– Sim. Eu estou tão feliz agora – ela disse se apoiando no peito do loiro e se inclinando para um beijo.

– Nós estamos – Charming concordou acariciando o rosto da morena – Eu só queria poder fazer isso durar para sempre – disse, beijando a morena novamente.

***

– Nós não podemos ficar aqui para sempre, príncipe – a morena afirmou preguiçosa.

– Eu sei. Mas eu adoraria – ele disse dando o sorriso que fazia seu apelido ter todo sentido.

– Bem, você sabe que a qualquer momento... – antes que pudesse completar sua frase, foi interrompida.

Mamãe!!! – a voz do garoto foi ouvida diante da porta.

– Isso aconteceria – Regina disse sorrindo e já se preparando para levantar – Eu estou indo, Ben – gritou para o garoto.

– Porque eles sempre têm que acordar tão cedo? Deus – o príncipe resmungou com um sorriso, enquanto também se levantava – Aposto que Helena aprontou de novo.

– Concordo totalmente com você – ela disse, acabando de se vestir e abrindo a porta para encontrar o pequeno de cabelos loiros e olhos tão azuis quanto os de Charming com lágrimas nos olhos – O que aconteceu, meu querido?

– Helena – ele disse entre soluços – Ela jogou meus brinquedos pela janela – Benjamin completou abraçando as pernas da morena.

– Eu disse que seria ela – o príncipe afirmou.

– Hele... – a morena começou a chamar pela garota que logo apareceu.

– Eu estou aqui, mamãe – a pequena disse com a voz baixa.

– O que você fez? – Regina perguntou calmamente enquanto pegava Ben no colo, a fim de o acalmar.

– Nada – ela disse e com o olhar da mãe em sua direção, continuou – Os brinquedos dele caíram, mas eu não joguei nada.

– É mentira, mamãe! A Helena está mentindo – o pequeno gritou próximo aos ouvidos da morena se agarrando mais a ela.

– Tudo bem, Ben. Não precisa gritar. Venha com o papai e vamos procurar esses brinquedos de uma vez – o loiro afirmou pegando o pequeno dos braços de Regina e saindo de seu quarto.

– Mamãe, eu juro que não fiz nada. Os brinquedos do Ben estavam em cima da janela, eu tentei pegá-los e eles caíram lááá em baixo – a pequena disse fazendo gestos incessantes com seus braços enquanto explicava.

– Nós já conversamos sobre isso antes, Helena – a morena afirmou se ajoelhando e trazendo a menina com seus cabelos castanhos bagunçados para perto de si.

– Eu sei, mamãe. Me desculpe – Helena disse fazendo beicinho.

– Isso é golpe baixo. Venha aqui, minha princesa – Regina disse pegando a pequena no colo – Promete que não vai mais fazer isso?

– Sim, mamãe. Eu prometo – a garota afirmou abraçando e beijando a mãe.

– Tudo resolvido. Já pegamos os brinquedos e conversamos certo Ben? – o príncipe perguntou para o garoto em seu colo, fazendo cócegas em sua barriga.

– Helena prometeu que não vai mais fazer isso. Estamos resolvidos, então? – ela perguntou para ouvir um sonoro sim dos filhos – Ótimo. Agora peça desculpas e dê um abraço bem apertado no Ben, Helena – a morena disse colocando a pequena no chão.

– Me desculpe, Ben – ela disse envolvendo seus pequenos braços ao redor do irmão.

– Está tudo bem, Helena – o pequeno afirmou a abraçando de volta – Vamos brincar, agora?

– Não, não. Vocês vão se trocar e descer para tomar um café da manhã bem gostoso. Depois nós brincamos – o príncipe interferiu bagunçando o cabelo de Benjamin.

– Tudo bem, papai – eles já estavam saindo quando foram impedidos pelo príncipe.

– Onde foi parar o meu beijo, hein? – Charming perguntou ficando na altura dos pequenos que o encheram de beijos.

– Nós te amamos, papai – Ben e Helena disseram ao mesmo tempo, antes de se virarem para Regina e repetirem o processo recheado de beijos – Nós te amamos, mamãe.

– Oh, meus bebês, nós te amamos também – a morena retribuiu os beijando – Agora, vão logo antes que fique muito tarde – ela disse para ver os dois correndo em disparada em direção à seu quarto.

– Então, isso é como o nosso felizes para sempre se parece? – o príncipe perguntou enlaçando seus braços na cintura de Regina e beijando seu rosto.

– Não. Isso é como o nosso felizes por hoje se parece – ela afirmou.

Felizes por hoje? Você sabe que isso perde toda a magia, certo?

– Sim. Mas é mais real – a morena completou.

– É. Talvez seja – ele concordou – Agora vamos atrás desses dois antes que eles aprontem mais – Charming completou dando um sorriso para a morena.

– Eu já disse que te amo hoje? – ela perguntou com o mesmo sorriso do príncipe.

– Sim, mas nunca é demais ouvir isso – o príncipe afirmou voltando-se para a morena e pegando seu rosto em suas mãos.

– Eu te amo, príncipe – a morena sussurrou pairando sobre os lábios do príncipe.

– Eu te amo, pequena – o loiro retribuiu puxando a morena para um beijo apaixonado.

No meio do corredor, sem se importar com quem passasse e os encontrasse ali, Charming beijou Regina como da primeira vez. Sem pressa, explorando sua boca com calma... Três anos depois e seu amor por aquela mulher só aumentava.

Ele aprofundou o beijo à medida que suas mãos envolveram os cabelos castanhos de Regina e só se separaram quando o ar foi necessário. Uma mordida no lábio inferior da mulher que amava e um grito veio do fundo do corredor.

– Ew! Que nojo! – Ben e Helena disseram em sintonia enquanto usavam suas mãos para não mais assistirem, o que para eles, era um show de horrores.

Regina e Charming só conseguiram sorrir com a reação dos filhos e logo foram atrás dos pequenos.

E assim a história entre a vilã e o mocinho chegou ao fim. Entre sorrisos e muito amor entre todos os envolvidos na não muito tradicional família. E como a própria morena disse, não era com seu felizes para sempre que ela estava preocupada. Eles continuavam fazendo o possível para ser felizes por hoje e assim fariam nos amanhãs que dividiriam.

Talvez para sempre. Talvez, no final das contas, felizes para sempre.

Notas finais
Então, pessoas, é isso. Último capítulo dessa história que começou do nada na mente da minha pessoa e que acabou se tornando em algo muito maior que eu poderia imaginar. Foi um prazer imenso escrever essa fanfic durante esses meses. Nunca vou ser capaz de agradecer suficientemente por todos os sorrisos que cada review recebida colocou em meu rosto. Por cada surto, quando recebi seus elogios e ameaças de morte (sim, eu ameeeei cada uma delas). Por cada crítica, que me fez tentar melhorar. Sou extremamente grata à todos vocês! Em especial, queria agradecer às pessoas que sempre comentam: Laraxlb, minha linda que acompanha desde o início, foi a primeira a comentar, deixou recomendação e quase me mata com suas reviews; a Evil Regal Jú, que sempre me mata com suas reviews e foi a responsável por eu não excluir essa fic; à Mirella Vieira com suas palavras carinhosas; MiLady com suas reviews perfeitas e detalhistas; Natalí Rempel Drews e Millettic por sempre acompanharem. Às migas, Gaudium (Lets, rhyqueza de mi vida) e Beyond the infinite (Anne). E mais especialmente ainda, queria agradecer às putas do M.D.O, Anny Rodrigues e Take me up Wonderland (tia Milles). Cês são muito importantes pra mim, gatas, sério. Amo cês duas (mesmo com as tretas que sempre rolam) ♥ Muuuuito obrigada mesmo à todos que acompanharam pelas sombras, que comentaram, recomendaram, ameaçaram. Valeu mesmo! Enfim, falei como uma matraca. Quem puder, deixe suas reviews com elogios, críticas... Quem nunca comentou, quem sempre comenta... Ficarei muito feliz em ler tudo e qualquer coisa que vocês escreverem para a minha pessoa. E se você teve a paciência de ler até aqui, mais uma vez, obrigada. Beijos na alma e até logo!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!