Evil Charming - O Retorno À Floresta Encantada
27 Capítulo 27
Notas iniciais
Regina ainda tinha seu rosto enterrado na curva do pescoço do príncipe. Ela mantinha seus braços enlaçados ao corpo do loiro enquanto ele fazia um caminho lento com suas mãos por toda a extensão das costas da morena tentando acamá-la. Charming a segurava em um abraço apertado enquanto respirava calmamente contra o cabelo de Regina, deixando-a saber, que ele estava lá com e para ela.
Eles ficaram na mesma posição por mais alguns minutos até que Regina acalmou sua respiração e o príncipe saiu do aperto, colocando suas mãos nos lados da rosto da morena.
– Agora, você quer me contar o que aconteceu? – o loiro perguntou olhando fixamente nas orbes castanhas da morena.
– Acabou – ela afirmou seca.
– O que acabou? – Charming a questionou novamente sem soltar seu rosto.
– Snow – a morena disse o nome da jovem voltando a ficar com a respiração irregular.
– O que? Do que você está falando, pequena? – o príncipe não poderia estar mais confuso com os olhares secos da morena e tudo que ela dizia.
– Snow... Ela está... Morta – Regina afirmou sem conseguir encarar os olhos azuis do príncipe.
– Ela está o que? – por mais que ele tivesse ouvido o que a morena tinha dito com exatidão, Charming não conseguia e não queria acreditar no que acabara de ouvir.
– Ela está morta – a morena afirmou à medida que sentiu picadas em seus olhos sem entendê-las muito bem e por falta de uma reação do príncipe, repetiu – Morta.
– Mas... Como? O que aconteceu com ela? – ele perguntou ainda incrédulo com o que a morena acabara de dizer.
– Nós estávamos conversando e depois que ela tinha aceitado que deixar o reino seria o melhor para ela, ela... – Regina parou sua explicação por um momento e lembrando-se do pedido de Snow, continuou — ...ela escorregou perto da borda da ponte e caiu... Foi um acidente. Eu juro. E depois de ouvir o som do corpo dela atingindo as pedras eu entrei em pânico e vim aqui, e eu não sei o que fazer porque agora Snow está morta e é tudo minha culpa e Henry e Emma vão achar que é tudo minha culpa e essa é a verdade. Isso é tudo minha culpa e eu não queria que nada disso tivesse acontecido, mas aconteceu e agora... agora... – a morena já havia perdido o controle e seu corpo havia entrado em colapso a medida que cada palavra era dita.
– Agora você está comigo e nós vamos resolver isso juntos. Primeiro de tudo, você tem certeza que ela está morta? – o príncipe perguntou segurando o corpo da morena a sua frente.
– Sim... Eu acho – ela disse um pouco confusa com a pergunta do príncipe.
– Então você não sabe se ela está realmente morta? – ele continuou a questioná-la.
– Bem, se Snow sobreviveu àquela queda ela é realmente teimosa – a morena afirmou ficando cada vez mais confusa.
– Então você não tem certeza de que ela está morta? – Charming a perguntou mais uma vez.
– Eu não sei se você ouviu o que eu disse alguns minutos atrás, mas no momento em que ouvi o barulho do corpo dela atingindo o rio eu saí de lá feito uma louca – a morena afirmou.
– Escuta, de qualquer jeito, nós precisamos encontrá-la.
– Sério? Encontrá-la?
– Regina, eu amo e confio em você com todo meu coração...
– Humm...
– Mas sempre vai ter alguém que vai duvidar de você. E se alguém encontrar Snow, viva ou morta, e de algum jeito descobrirem que você foi a última pessoa a falar com ela?
– Eles vão acreditar em mim – ela disse categórica.
– Você tem certeza? – o príncipe questionou.
– Bem, eu acho que eles vão – a morena respondeu, deixando sua voz falhar um pouco.
– E você vai se contentar com suposições? – ele a perguntou novamente.
– Por onde começamos? – Regina perguntou de pronto.
– Indo até a única pessoa que pode nos ajudar a encontrar alguém – o loiro afirmou.
***
– Rumplestiltskin – a morena gritou ao mesmo tempo em que batia na porta da mansão com Charming ao seu lado.
– Regina? O que está acontecendo? – Belle perguntou depois de abrir a porta e encarar o casal com as faces um tanto transtornadas.
– Nós precisamos falar com Rumple – eles disseram quase juntos.
– E o que eu posso fazer pelo casal real? – o homem perguntou entrando na sala e escutando a última frase dita.
– Nos ajude a encontrar Snow – Regina se adiantou em dizer.
– Vocês não estavam mantendo-a presa no castelo?
– Se ela estivesse lá, nós certamente não estaríamos aqui pedindo por sua ajuda – a morena disse sem muita paciência.
– Apesar dessa demonstração de toda sua educação, minha querida Rainha, eu preciso saber o que está acontecendo para ajuda-los – ele afirmou.
– Um resumo da situação é que a Snow caiu da ponte da divisa entre reinos e nós precisamos encontra-la – Charming explicou.
– Caiu? – Rumple perguntou em direção à Regina.
– Sim. Ela caiu. Então, você pode nos ajudar ou não? – a morena disse impaciente.
– De fato, eu posso, mas não tenho certeza se quero – ele afirmou.
– Tudo bem. Qual é o seu preço? Nós faremos o que for preciso – ela continuou.
– Se permite perguntar, porque a Rainha está tão interessada em encontrar a mulher que pouco tempo atrás quase a matou e levou seus filhos de brinde?
– Eu não estou fazendo isso por mim. Mas pare de ficar enrolando, você vai nos ajudar ou não?
– Oh, vejo que a Rainha está impaciente. Acalme-se, dear, eu vou ajuda-los. Venham comigo – o homem afirmou passando pelo corredor até chegar à grande porta de seu escritório e entrar no mesmo, seguido de perto por Regina e Charming.
Rumple fez sinal para que o casal se sentasse no sofá, enquanto caminhava até a parede e abria seu cofre, de onde tirou um pequeno frasco, que não passou despercebido pelos olhos do príncipe. O frasco lembrava muito o que ele e Snow haviam usado para encontrar Regina em Storybrooke.
– Isso deve funcionar – o homem afirmou ficando de frente para o casal e entregando o pequeno frasco à Regina.
– O que é isso? – ela perguntou analisando objeto em suas mãos.
– Um frasco – ele respondeu rapidamente.
– Sério? E como isso deveria nos ajudar a encontrar Snow? – a morena perguntou.
– Bem, dentro dele há uma lágrima de Snow.
– E?
– Nós precisamos de uma lágrima sua para que esse feitiço funcione – Charming interferiu surpreendendo a morena.
– O príncipe está certo, dear – Rumple afirmou.
– Como é que você sabe disso? – ela perguntou ao loiro sentado ao seu lado.
– Porque eu já fiz antes – o príncipe explicou.
– O que? Eu não estou entendendo.
– Quando Greg estava tentando te matar, Snow usou esse mesmo feitiço para encontra-la – o loiro afirmou.
– Oh... Então isso realmente funciona? – a morena perguntou mais uma vez.
– Sim. Deixe uma de suas lágrimas cair nesse frasco e nós partimos daí – Charming respondeu abrindo o objeto e segurando a mão da morena, em sinal de apoio.
E assim Regina fez. A morena foi até suas memórias mais escuras, tristes e sem esperança e logo seus olhos foram molhados por lágrimas que fizeram seu caminho até o pequeno frasco provocando um leve brilho no mesmo.
– E agora? – a morena perguntou.
– Quando colocar isso no seu olho, você vai estar conectada à Snow. Vai sentir e ver o que ela estiver sentindo e vendo no momento – Charming continuou explicando.
– E se ela estiver morta? – Regina questionou novamente.
– Rumple? – o príncipe direcionou à pergunta ao homem que os observava.
– Você não vai sentir nada e tudo vai estar só escuro – ele explicou.
– Tem certeza que vai fazer isso? – o loiro perguntou com o frasco em suas mãos.
– Se ela fez isso por mim, acho que posso retribuir o favor. E se ela estiver morta, eu não sou uma mulher que tenha medo da escuridão – a morena afirmou endireitando sua postura no sofá.
– Pronta? – o príncipe perguntou e ao receber um aceno de confirmação da esposa, pingou uma gota do frasco em seu olho.
Durante alguns segundos, nada aconteceu. A morena permanecia com um olhar confuso em seu rosto enquanto Charming a olhava do mesmo jeito e Rumple permanecia em pé observando os dois.
Mais algum tempo e Regina perdeu a consciência. Seu corpo caiu contra o sofá e ela parecia ter parado de respirar para o desespero de Charming, que a segurou pelos ombros a fim de ver qualquer reação, o que logo aconteceu.
A morena parecia estar sendo sufocada e passava suas mãos pelo pescoço a fim de retirar algo que não estava ali e que a impedia de respirar normalmente. Ela parecia estar sendo sufocada e não havia nada que o príncipe pudesse fazer que ajudasse a morena a voltar à sua respiração normal.
A cabeça de Regina caiu para trás mais uma vez e ela logo abriu seus olhos, preenchidos de pânico com a situação pela qual ela acabara de passar.
– Regina? Você está bem? – Charming perguntou segurando o rosto da morena em suas mãos.
– Sim... Mas Snow não – ela afirmou lutando para normalizar sua respiração.
– Você viu onde ela está? – o príncipe a questionou novamente.
– Ela está morrendo... Mal está respirando e a visão dela está... turva, muito turva... Ela está na beira de um rio, lago, não sei direito... E tinha uma grande árvore, muito grande... Eu não sei dizer exatamente onde ela está, mas ela está morrendo e mesmo que nós cheguemos a tempo de encontra-la viva, não posso garantir que nós conseguiremos salvá-la – a morena falou ininterruptamente sendo atentamente ouvida por Charming e Rumple.
– Se eu posso interromper, tem um jeito de vocês conseguirem a salvar – o homem afirmou tendo os olhos do casal virados em sua direção – Só depende de você, minha querida Regina.
– De mim? – a morena perguntou surpresa.
– Sim, dear. Se você quiser trazer sua inimiga de volta, eu posso ajudar – ele continuou.
– Como? – Charming interferiu.
– Vocês se lembram disso? – Rumple perguntou enquanto trazia um conhecido livro ao campo de visão dos dois.
– Esse é o livro que você usou para tirar minha magia, não é? – Regina perguntou se levantando com o apoio do loiro e indo em direção ao objeto que o homem segurava em suas mãos.
– Exatamente – ele afirmou antes de continuar – E se você realmente quiser, ele pode ajudar a salvar Snow.
– Mas eu achei que minha magia tinha ido, não sei, para sempre? – ela continuou confusa.
– Ela não se foi, só foi aprisionada nesse livro – Rumple explicou.
– Mas você disse... – a morena começou, logo sendo interrompida pelo homem.
– Eu sei o que eu disse, mas eu posso ter escondido alguns pequenos detalhes de vocês – ele disse.
– O quanto você escondeu? – o príncipe perguntou ficando ao lado da esposa.
– Talvez alguns pequenos detalhes, como o fato de que se você quiser, pode ter sua magia de volta – Rumple afirmou se aproximando de Regina.
– Como isso é possível? – a morena perguntou ainda mais confusa.
– Como eu disse, sua magia não se foi, você apenas a aprisionou nesse livro – ele explicou.
– Então, eu posso tê-la de volta? – ela o questionou.
– Se você realmente quiser, sim, dear, você pode – Rumple continuou.
– E o que você estava dizendo sobre usá-lo para salvar Snow? – Charming interferiu ao ver que a morena ao seu lado estava pensando demais para formular qualquer frase.
– Oh, sim. Caso Regina não queira reaver seus poderes, esse livro mantem suas propriedades atuais – ele explicou.
– Que seriam... – o loiro disse.
– Um item mágico que pode ser usado facilmente para salvar a vida de sua querida ex – Rumple explicou sem retirar muito os olhos da morena pensativa – Mas essa é uma escolha que cabe à sua esposa, príncipe. Esse livro está conectado à Regina e ela é a única que pode usá-lo.
– E quais escolhas eu tenho? – a morena perguntou prestando atenção à cada palavra dita por seu antigo mestre.
– Não ficou claro, dear? Deus, você já foi mais esperta que isso – ele disse em tom de deboche antes de continuar – Você escolhe se recupera seus poderes ou salva a vida da sua querida Snow.
– E porque eu não posso ter os dois? Eu poderia facilmente recuperar minha magia e a usar para salvar Snow – Regina começou tentada a recuperar o que sempre a fez parecer mais forte.
– Bem, o porquê de você não pode ter os dois é muito simples, minha querida — Rumple afirmou antes de completar – Porque eu disse que você não pode.
– Você fez isso de propósito... Sabia que esse momento chegaria, não é? – a morena o questionou percebendo a calma com que ele lidava com a situação.
– Talvez – ele disse com um sorriso no rosto – E a conversa está muito agradável, mas se você tem qualquer intenção de salvar Snow é melhor se apressar. Ela não vai durar por muito mais tempo.
– E como eu uso o livro quando eu fizer minha escolha?
– É muito simples. Se você quiser seus poderes de volta, finque a pena no mesmo lugar em que escreveu seu nome. E caso você queira salvar Snow, escreva o nome dela na primeira página desse livro e o coloque sobre seu peito – ele terminou de explicar entregando o livro à Regina – Faça a escolha certa, dear.
– Eu tenho certeza que ela vai – Charming afirmou pegando a mão da morena – Obrigado por sua ajuda, Rumple. É sempre um prazer.
– Nós não precisamos ser tão falsos, pastor. E de nada – o homem disse observando o casal sair de seu escritório.
– Eu fui sério quando disse que confio na sua escolha – o loiro afirmou se virando para encarar Regina.
– Bom saber, porque eu não – ela disse usando a maior carga de sinceridade que podia.
***
Charming e Regina logo subiram em seus cavalos e foram à procura de Snow. As margens do rio sem muitas árvores facilitariam as buscas, uma vez que não seria tão difícil encontrar uma grande árvore solitária e consequentemente Snow.
O príncipe ia à frente não parando de pensar nas palavras ditas por Regina. Ela não estava falando sério, estava? Depois de tudo que eles haviam passado ela estava realmente considerando reaver seus poderes? Ele não conseguia e não queria acreditar nessa possibilidade. Em várias oportunidades ele afirmara que a protegeria e vê-la hesitando e considerando recorrer àquilo que tantas vezes destruiu sua vida, não era a melhor sensação do mundo.
De qualquer jeito, ele continuou com os olhos firmes em seu percurso enquanto sua mente vagava em seus pensamentos mais profundos e vez ou outra virava para trás e encontrava uma morena ainda mais pensativa e confusa.
Regina seguia o príncipe de perto. Ter que fazer tal escolha em um período tão curto de tempo não estava sendo fácil.
Reaver algo que tanto a fez sofrer e ao mesmo tempo a fazia se sentir segura e poderosa ou salvar a mulher que tentara a matar e roubou seus filhos? A primeira olhada, olhando apenas os fatos recentes, a escolha seria fácil. Ela poderia simplesmente deixar Snow morrer e seguir sua vida. Mas não era assim.
Uma história não pode ser contada apenas com as partes que interessam. Olhá-la por completo requer coragem e a capacidade de fazê-lo, passando por momentos de alegria e tristeza, dor e amor, tragédias e felicidades, por mais difícil que pudesse ser, era a única escolha plausível e de que Regina tinha certeza.
Sua relação com Snow era tão confusa que ela não conseguia sequer defini-la. Ela se lembrava da inocência nos olhos da pequena garota que uma vez ela salvou e também da raiva que a mesma provocou contando um segredo que tirou momentos ao lado do homem que ela amava. Também se lembrava dos olhos implorando por uma dose de maternidade, amor, enquanto os seus queriam vingança.
Regina a viu crescer e se tornar uma mulher. A viu perder seu pai, uma morte em que ela tinha um dedo e o resto de seu corpo também, e procurar consolo em seu colo.
Tentou mata-la repetidas vezes sem sucesso. Fora salva por ela, por mais de uma vez, segundo o que ela havia descoberto poucos minutos atrás.
Suas histórias eram conectadas e nada podia ser feito para mudar esse fato. A rivalidade entre Regina e Snow havia provocado sangue o suficiente. Daniel, Henry, Leopold, Cora... Já bastava.
Era uma história não de vilões e mocinhos, mas de escolhas certas e erradas e mais uma vez, era hora de criar um novo capítulo com uma nova escolha.
O grito de Charming, chamando sua atenção, indicava que era o momento. O corpo de Snow estava jogado na beira de um rio com uma grande árvore próxima, do jeito que a morena havia dito.
Eles rapidamente desceram de seus cavalos e foram em direção à mulher com seu corpo inerte.
– Snow... – o príncipe chamou pelo nome da ex esposa se ajoelhando e a virando, colocando o rosto de Snow em seu colo.
– Ela está morta? – Regina perguntou se aproximando com o livro em suas mãos.
– Ainda não – ele afirmou sentindo a respiração quase inexistente da mulher – Você fez sua escolha?
– Sim. Eu fiz – a morena disse se ajoelhando com o livro em mãos.
– Você tem certeza que fez a escolha certa? – o loiro perguntou olhando profundamente nos olhos da morena.
– Não, realmente. Mas eu acho que estou certa – ela disse abrindo o livro e segurando a pena com a mão trêmula.
Regina hesitou um pouco, abrindo no local em que seu nome fora escrito meses atrás a fim de garantir a segurança de seus filhos. Percebendo os olhos azuis confusos em sua direção, ela voltou a fechar o livro para abrir na primeira página do mesmo.
Ela direcionou seu olhar para Snow, que mal respirava, e com a pena em mãos, voltou seu olhar para o livro. Traçou o nome vagarosamente e fechou o objeto em seguida. Charming continuou a observando à medida que ela começou a abaixar o livro e coloca-lo sobre o peito de Snow.
A tão conhecida fumaça roxa saiu do objeto delicadamente colocado sobre o peito de Snow e começou a tomar o corpo da mesma. Seus olhos verdes abriram em surpresa enquanto ela puxava o máximo de ar em seus pulmões. Ela estava viva.
– Você... você me salvou – ela disse à Regina percebendo a mão da morena sobre o livro em seu peito.
– Sim – a morena afirmou tirando sua mão da posição em que estava e se levantando.
– Porque você fez isso? – Snow perguntou repetindo a ação da morena e se levantando com a ajuda de Charming.
– Eu não tenho certeza, mas espero que você não me faça arrepender.
– Mas... eu tentei te matar, peguei seus filhos e ainda sim, você não me deixou morrer. Eu não entendo – ela afirmou encarando a morena.
– Eu fiz o mesmo, até pior e estou aqui – Regina disse – Acho que há sangue derramado o suficiente entre nós.
– Sim, acho que há – Snow afirmou.
– Então... O que nós fazemos agora? –o príncipe se manifestou ficando ao lado de Regina.
– Vamos voltar para o castelo – a morena disse decidida já se preparando para subir em seu cavalo – Venha comigo, Snow.
Seguindo as palavras de Regina, Snow subiu na garupa de seu cavalo enquanto Charming montou no seu e eles voltaram para o castelo.
***
Após chegarem ao castelo, Snow foi colocada em um dos quartos de hóspedes para que pudesse se recuperar totalmente da quase morte. A história dita à Emma e Henry foi a mesma que Regina contou para Charming: Snow havia escorregado e caído no rio.
Quando ela já estava devidamente instalada, Charming designou alguns soldados para reforçarem a segurança do andar em que Snow estava. Ele logo seguiu para seu quarto onde tomou um banho e logo foi deitar-se na cama que dividia com sua morena.
Regina, por sua vez, cuidava de Helena e Benjamin com o maior cuidado. Ela dispensara a ajuda de Charming ou qualquer outra pessoa para que pudesse ter um pequeno momento de paz durante aquele dia.
Ela os alimentou e após uma relutância maior de Helena, os dois pequenos logo adormeceram. Regina deixou o quarto dos pequenos e foi logo tomar uma ducha.
Quando saiu do chuveiro, ela encontrou os olhos do loiro passando por cada parte de seu corpo com admiração.
– Eu amo essa sua camisa preta – ele disse com um sorriso bobo no rosto enquanto ela caminhava mais em sua direção – Você fica tão linda com ela.
– Obrigada, príncipe. Eu estou tão cansada que não sei nem se consigo pentear os meus cabelos – a morena suspirou sentando na beira da cama e cruzando suas pernas.
– Não tenho nenhum problema em fazer isso – o loiro afirmou pegando a escova que Regina tinha em suas mãos e começando a passa-la pelos cabelos da morena.
– Você é um ótimo marido – ela suspirou mais uma vez deixando sua cabeça cair até encontrar o peito do príncipe.
– Eu achei que não poderia te amar mais, mas você me surpreendeu. Novamente – Charming disse plantando beijos delicados no pescoço exposto da rainha.
– Tudo isso porque eu salvei sua ex-mulher? Sei... – a morena disse.
– Com ciúmes? – ele brincou passando a mão pelos cabelos de Regina.
– Você sabe que eu jamais admitiria.
– Eu sei. Mas como estava dizendo, ver você fazendo a escolha certa só me fez te amar mais.
– E quem garante que eu fiz a escolha certa? – a morena perguntou virando-se e encarando o príncipe.
– Você não acha? – o príncipe a questionou.
– Eu não sei. Vamos esperar pelo amanhã e você me faz essa pergunta novamente.
– Eu vou. E agora, vamos dormir. Você precisa descansar — ele disse levantando as cobertas para que ela pudesse se cobrir.
– Eu realmente preciso – a morena suspirou deitando-se.
Um choro baixo pôde ser ouvido do quarto ao lado.
– Ou não – ela disse se preparando para levantar e sendo impedida por Charming.
– Durma um pouco. Eles estão bem alimentados e eu acho que consigo lidar com algumas fraldas sujas – ele afirmou.
– Eu não vou recusar sua ajuda, príncipe. Seja cuidadoso – a morena o advertiu após receber um leve beijo nos lábios.
– Prometo que vou. Agora, vá dormir, pequena. Boa noite – ele disse se abaixando e a beijando mais uma vez, antes de sair de seu quarto e ir para o dos pequenos – Eu te amo.
– Eu te amo também – Regina sussurrou observando seu príncipe de armadura brilhante, no momento mais para um moletom, sair do cômodo e o choro logo ser silenciado.
Com o silêncio de volta, a morena fechou seus olhos e finalmente dormiu.
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