Evil Charming - O Retorno À Floresta Encantada
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Obs.: O de sempre. Muuuuuuuuuuuuuuuito obrigada pelas reviews. Cada review é uma chama de inspiração que se acende dentro de mim. Fico muito feliz mesmo!
Obs.²: Tô surtando porque a linda, perfeita, gostosa, maravilhosa da Lana Parrilla confirmou que vai na Comic Con. Sério, tô morrendo aqui em casa! Alguém traz o balão de oxigênio por favor!!! Ahhhhhhhh *-* *-* *-* *-*
Os raios do sol da manhã invadiam o quarto de Regina aos poucos. Os olhos preguiçosos abertos com dificuldade logo tiveram a visão de Charming terminando de se arrumar.
– Você já está indo príncipe? – a rainha perguntou com a voz rouca e sonolenta.
– É. Vou tentar chegar ao castelo antes que todos acordem – ele respondeu.
– Entendi – ela disse desanimada, fazendo um biquinho lindo.
– Não adianta fazer essa cara. Se pudesse eu ficaria com você o dia todo – o príncipe disse enquanto se inclinava sobre o corpo de Regina.
– Bom saber – a morena falou brincando com os cabelos na nuca de Charming com um sorriso nos lábios.
– Você fica ainda mais linda pela manhã – ele sussurrou diminuindo a distância entre eles e beijando suavemente sua rainha.
– Obrigada príncipe. Você também não fica nada mal – Regina retribuiu o elogio de seu jeito.
– Bem eu preparei um café da manhã reforçado para você – disse Charming se levantando.
– Espero que esteja melhor que sua lasanha... – provocações modo on.
– O quê? Minha lasanha estava maravilhosa e você sabe disso. Metade da travessa ficou por sua conta – o príncipe entrou no joguinho de sua amada.
– Eu não queria ferir seus sentimentos querido, mas a massa estava um pouco dura e o molho sem sal, vamos ser verdadeiros... – Regina continuou enquanto se levantava e ia em direção à cozinha.
– Tá fazendo desfeita, é? Se eu não tivesse aparecido com a minha lasanha, ainda que não tão boa, você teria ficado com fome – ele disse puxando a cadeira para que a morena se sentasse.
– Ah, sim! Até porque eu nem sei cozinhar, né? – Regina continuou provocando Charming sem tirar o sorriso de seus lábios.
– Eu não vou discutir com uma mulher enferma – o príncipe estava gostando da brincadeira.
– Vou fingir que não ouvi você dizer isso.
– Mas eu tenho uma coisa para dizer que tenho certeza que você vai querer ouvir – ele disse com um tom mais sério, observando sua amada se servir do café feito por ele.
– Jura? O que? – a rainha o questionou curiosa.
– Eu vou conversar com a Snow hoje – o príncipe disse.
– Sobre?
– Divórcio – Charming respondeu, enquanto Regina engasgava com o café que tomava.
– O quê? – a rainha o questionou surpresa.
– É. Nós não somos um casal há algumas semanas. Eu não a amo mais e acho que ela também não. Além do mais, assim que nós estivermos separados, nós dois poderemos ficar juntos – o príncipe se explicou.
– Você perdeu sua cabeça? Terminar seu casamento por minha causa? E se nós não ficarmos juntos? Acredite, eu tenho um dom incrível para afastar tudo que é bom em minha vida, quando o assunto é amor então... – Regina disse.
– Eu não perdi minha cabeça. Pelo contrário, você me fez a colocar no lugar. Não há motivos para eu ficar fingindo que amo Snow, se meu coração só se alegra quando eu vejo, toco, beijo, sinto você... E nós vamos fazer isso dar certo, porque nós nos amamos – o príncipe disse com o rosto de Regina em suas mãos -
– Eu te amo também, mas não posso deixar você estragar sua vida e sua reputação por minha casa. Você tem noção do que vão falar se souberem sobre nós? – a morena continuou com o olhar perdido na imensidão azul dos olhos de Charming.
– Eu não me importo. Eu vou terminar com Snow e nós vamos ficar juntos – o príncipe afirmou confiante com um sorriso nos lábios – Não é isso o que você quer?
– É o que eu mais quero príncipe – a morena afirmou.
Mantendo o rosto de Regina em suas mãos, Charming diminuiu a distância entre eles e a beijou. O beijo foi repleto de amor. As línguas brigavam por poder e controle. As mãos do príncipe, antes no rosto, agora enlaçavam a cintura da morena, que correspondia o beijo com gemidos de aprovação. As bocas trabalhavam em sintonia. A cada beijo eles se pertenciam mais e mais.
Quando eles finalmente precisaram de ar, os braços do príncipe envolveram Regina como um escudo em um abraço amoroso. Era como se ela estivesse protegida de tudo e de todos. O perfume da morena invadia as narinas de Charming transmitindo a calma que ele necessitaria para o dia que acabara de começar. Regina, por sua vez, afundava a cabeça no peitoral de seu amado, como uma criança que precisava de colo.
Depois de alguns minutos assim, abraçados, unidos, Charming quebrou o silêncio que tomava a casa.
– Eu realmente tenho que ir agora – ele disse liberando a rainha.
– Ok – os olhos de Regina não paravam de brilhar enquanto observavam o príncipe.
– Fique bem, tá? Te amo minha pequena – o príncipe terminou, dando um beijo carinhoso na testa de Regina e indo para o castelo em seguida.
– Eu também, príncipe, eu também – a morena respondeu com um sorriso que insistia em se formar no seu rosto.
No castelo
Emma não havia dormido muito à noite. Seus pensamentos não deixaram. A possibilidade de Charming estar traindo Snow com Regina havia consumido sua mente. Ela sabia que o pai não havia dormido em casa novamente e isso só aumentava suas desconfianças. Assim que viu Charming chegar ao castelo ela foi falar com ele.
– Bom dia – Emma cumprimentou o pai, que passava pelo corredor na ponta dos pés.
– Bom dia Emma! Você me assustou – ele disse com a mão no peito se recuperando do susto.
– Você não dormiu em casa de novo? – ela perguntou com a desconfiança nos olhos.
– Eu tive que resolver uns problemas – Charming tentou disfarçar.
– De madrugada?
– É. Aproveitei que Snow está viajando para... – o príncipe ia formular suas mentiras quando foi interrompido por pela filha.
– Ficar com a Regina? – a loira acusou o pai.
– O que você está dizendo Emma? Ficou louca? – ele pegou a filha pelo braço e entrou em seu quarto.
– Não. Eu acordei para a realidade. Você e a Snow não são um casal mais. São frios, não se olham como antes... A magia que vocês tinham acabou – Emma disse se sentando na cama.
– É, você está certa. Depois que nós voltamos para casa a Snow não foi mais a mesma. É como se a mulher por quem eu me apaixonei tivesse desaparecido, dando lugar a uma mulher fria, egoísta... – o príncipe disse desanimado.
– Eu também percebi essas diferenças, mas traí-la com a Regina? Isso é absurdo demais – a loira disse.
– De onde você tirou isso? Eu não estou tendo um caso com a Regina – o príncipe mentiu.
– Eu não sou idiota. Depois do que fizeram com a Regina, ela não conseguiria voltar para casa sozinha e você não dormiu em casa naquele dia – Emma começou a falar.
– Isso não quer dizer nada. Qualquer pessoa pode ter a ajudado – o príncipe continuou mentindo.
– E o seu broche na casa da Regina? O chupão no pescoço dela? Os arranhões nas suas costas? Tudo no mesmo dia!?! São muitas coincidências. E esse cheiro? – ela falou sentindo o perfume que exalava da roupa do príncipe – Qual sua explicação para o perfume da Regina estar nas suas roupas? – a loira não ia desistir até saber toda a verdade.
A única resposta obtida pela loira foi o silêncio de Charming. Foi o suficiente.
– Sério? Você ficou louco? Ter um caso com a Regina? Você tem ideia da confusão que isso vai dar quando a Snow ou o Henry descobrirem? – a loira aumentou seu tom de voz enquanto dava voltas pelo quarto.
– Eu não estou louco. Estou apaixonado! Eu amo a Regina – ele respondeu no mesmo tom da filha.
– Você o que? – Emma não acreditou nas palavras do pai.
– Eu amo a Regina. Ela se tornou uma mulher incrível, admirável e foi inevitável. Eu não planejei me apaixonar pela inimiga da minha mulher. Mas no momento em que eu admiti e assumi meus sentimentos por ela, consequentemente eu aceitei todos os desafios que eu vou ter que enfrentar para ficar com ela. E tenha certeza, eu vou passar por cada um deles com um sorriso no rosto porque ela vale a pena – o príncipe falou apaixonado.
– E você pretende enganar a Snow até quando? Você tem ideia do sofrimento que seu casinho com a Regina vai causar a ela? – a loira o questionou.
– Não é um casinho! Eu já disse que AMO a Regina! – o príncipe gritou irritado — E eu não vou enganar a Snow. Eu vou conversar com ela hoje, dizer que quero me separar – Charming terminou com a voz mais calma.
– Isso é um grande erro Charming. Pense bem no que você vai fazer – a loira falou com um tom mais suave.
– Eu já tomei minha decisão. Nossa vida é tão curta e eu não vou deixar de ficar com a mulher que eu amo com medo do que as pessoas vão dizer sobre mim. Eu quero e vou ficar com a Regina, com ou sem o seu apoio – o príncipe falou com um tom de voz sério.
– Eu quero o que é melhor para você. Se você realmente ama a Regina... O que eu posso fazer? Nós não controlamos por quem nós nos apaixonamos. Você é meu pai e eu te amo – Emma disse se sentando ao lado do príncipe.
– Isso quer dizer que? – ele perguntou colocando as mãos nas costas de sua filha.
– Que eu não vou ser contra seu relacionamento com a Regina. Só não faça a Snow sofrer, tudo bem? – ela pediu ao pai.
– Eu nunca faria nada para machucar a Snow, afinal de contas, ela me deu meu maior presente: você – o príncipe disse dando um abraço na filha.
– Então quer dizer que além de dividir a maternidade do Henry com a Regina eu também vou ter que aguentar ela como madrasta? – Emma perguntou sorrindo depois do abraço no pai.
– Parece que sim – Charming respondeu com um sorriso no rosto e um alívio no peito.
Pai e filha ainda ficaram conversando por mais alguns minutos e depois foram tomar seu café da manhã. Esse dia seria longo e traria grandes mudanças na vida de todos.
Enquanto isso
O desconforto causado pelos machucados sofridos por Regina estava a irritando. Ela não podia ir trabalhar, não podia nem ter sexo com o homem que amava. A fim de acabar com esse “pequeno problema”, a morena tomou uma ducha, colocou um vestido simples e saiu em direção à casa de seu “mui amigo” Rumpelstiltskin.
– Bom dia Belle – Regina disse em frente à porta da linda casa da princesa.
– Bom dia Regina. Em que posso te ajudar? – a jovem perguntou com um sorriso no rosto.
– Rumple está em casa? – a morena solicitou o “amigo” que logo apareceu.
– Olá dear! Eu gostaria de poder dizer que você está bem, mas eu estaria mentindo – Rumple a cumprimentou.
– Olá Rumple. Foi por isso que vim aqui. Preciso de sua ajuda – Regina disse.
– Entre Regina – Belle disse abrindo caminho para a morena, seguida por Rumple – Posso te oferecer alguma coisa para beber? Uma água, um chá, um café? – a jovem perguntou gentilmente.
– Oh não querida. Eu estou bem, só preciso ter uma conversinha com seu marido – a morena respondeu se sentando no sofá da grande sala.
– Tudo bem. Se precisarem de qualquer coisa, eu estarei na cozinha – Belle disse deixando Regina e Rumple a sós.
– Então, dear? Em que posso te ajudar? – o homem perguntou.
– Não é óbvio? Eu preciso de alguma coisa para ficar livre dessas dores e marcas – a morena disse impaciente.
– Por falar nisso, o que aconteceu com você? Uma tropa de cavalos te atropelou? – Rumple perguntou usando o tom familiar da rainha.
– Ha, ha, ha... Muito engraçado! E o que aconteceu não é da sua conta. Você vai me ajudar ou não? – Regina não estava com um de seus melhores humores.
– Como não estou muito ocupado, eu vou te dar uma ajudinha – ele disse.
– A troco de quê? Tudo com você têm um preço – a rainha conhecia o homem com quem estava falando.
– Não dessa vez. Vamos dizer que é uma cortesia. Por conta da nossa amizade – Rumple surpreendeu a morena.
– Entendo. Então, o que você tem para mim? – Regina perguntou se levantando do sofá.
– Me siga, dear. Belle não gosta que eu pratique magia dentro de casa. Por falar nisso, porque você não usou um pouco quando seja lá quem for fez isso com você? – Rumple perguntou indo em direção a uma pequena cabana no jardim de sua mansão.
– Eu prometi ao Henry que não usaria – ela começou, mas quando recebeu um olhar de desconfiança de Rumple disse seu motivo maior – Além do mais, eu estou um pouco enferrujada no quesito magia. Fiquei com medo de que algo desse errado e acabei me dando mal, como você pode ver.
– Você não gostaria de uma ajudinha quanto a isso também? – o homem a questionou com as sobrancelhas levantadas.
– Voltar a usar magia? – Regina se surpreendeu com a oferta.
– É – ele confirmou.
– Eu não posso – as palavras saíram ferindo sua garganta. Magia a fazia se sentir tão poderosa, mas ela sabia que se concordasse com Rumple haveria consequências.
– Por que não, dear? Eu já te ensinei uma vez, posso te ajudar a relembrar – Rumple continuou com sua proposta, cada vez mais tentadora aos olhos de Regina.
A morena pensou por alguns segundos. Se ela usasse com sabedoria, a magia não faria mal a ninguém. Além do mais, ela estaria protegida de possíveis atentados contra ela. Com esse pensamento em mente ela respondeu à proposta de Rumple.
– Tudo bem. Eu aceito sua ajuda – ela respondeu.
– Então... vamos fazer isso, dear – Rumple disse terminando sua fala com uma de suas inconfundíveis risadas.
Regina e Rumple entraram na pequena cabana e... Show time, dears!
No castelo
Snow havia acabado de chegar de viagem. Ela foi direto para o banheiro que ficava em seu quarto. Lá ficou por um bom tempo. Tomou seu banho, trocou suas roupas e ao voltar para o quarto se deparou com Charming sentado na cama com um ar sério.
– Querido! Eu senti tanto a sua falta – Snow foi em direção a Charming e o abraçou.
– Eu também – ele disse sério.
– O que foi Charming? Algum problema? – a mulher percebeu que havia algo de errado com seu marido.
– Bem, nós temos que ter uma conversa séria. Eu preciso te contar uma coisa – ele falou encarando Snow.
– Ótimo. Eu também tenho que te contar uma novidade e acho que você vai amá-la – a mulher disse animada.
– Eu... é... – Charming tentava encontrar as palavras certas, mas era como se elas estivessem em órbita dentro de sua mente e ele não conseguia as capturar.
– Deixa que eu começo. Nossa família está prestes a aumentar – ela disse com um sorriso no rosto.
– O quê? Como assim? – o príncipe perguntou confuso.
– Eu estou grávida – Snow falou colocando as mãos do príncipe em sua barriga.
Naquele momento, a mente de Charming foi preenchida pela escuridão. Ele havia acabado de ouvir a novidade que deveria fazer dele o homem mais feliz do mundo, mas o choque o impediu de ter qualquer reação. Ele ficou com a boca aberta e manteve as mãos na barriga da esposa. Imóvel, estático, sem reação...
Charming havia acabado de ouvir a frase certa dita pela boca da mulher errada e isso estava o matando por dentro.
Notas finais
Bem, como sempre, reviews são muito bem-vindas com xingamentos, elogios, qualquer coisa...
Beijos e até a próxima *-*
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