Everything's Better With You

30 29 - Cuidado! O hóquei pode te dar muitas preocupações


Notas iniciais
Olá! Demorei de novo, eu sei. Mas dessa vez eu tenha uma boa desculpa: coreanos! Sim, você leu certo. Eu estou um "pouquinho" viciada em assistir doramas e escutar uma banda chamada CNBLUE (Muito boa! Super recomendo). Mas não se preocupem, eu vou terminar a fic! Estive planejando esses dias o que ainda quero botar em EBWY e acho que vai até o capítulo 40. Nada confirmado ainda. Ok, só queria deixar vocês informados mesmo. Boa leitura!

Prós e contras de assistir aos jogos de Hóquei da minha escola

PRÓS:

1- As mascotes dos times. Não é todo dia que você pode ver um urso polar brigando com uma Orca.

2- Estar com os amigos e torcer pelo time da sua escola. Mesmo se você não entender muito bem o que está acontecendo (meu caso), ainda assim é divertido.

3- Ver Kendall jogar (Nota: Nunca deixar ele ler essa lista para não ficar se achando).

CONTRAS:

1- Pessoas que não pararam de gritar, seja para encorajar o seu time ou xingar o outro.

2- Pessoas com buzinas deveriam ser proibidas de sentar na arquibancada (Estou falando com você, Maddie!).

3- Aquela máscara que os goleiros usam. Sempre penso no Jason de “Sexta-Feira 13”. Assustador!

4- Se você não gosta de coisas violentas, recomendo não assistir Hóquei. É muita pancadaria. Já vi na TV jogadores que perderam dentes!

***

— Você vai ao meu jogo amanhã, não é? — Kendall perguntou.

— Eu já disse que sim.

Era quinta-feira e, pela segunda vez, eu estava na salinha de limpeza com Kendall. Na última vez tivemos uma conversa tensa que eu não queria nem me lembrar. Mas hoje, estávamos aqui porque queríamos um pouco de privacidade.

Não me leve a mal, eu adoro passar o horário do almoço com os meus amigos. Mas Carlos estava sempre pegando no nosso pé, perguntando quando íamos “oficializar” o nosso relacionamento. Além disso, eu e Kendall não tínhamos muito tempo para nos ver durante o dia, apenas no almoço e na aula de Biologia — na qual nem podíamos trocar duas palavras que a professora já olhava de cara feia para nós. Então tínhamos que aproveitar quando tínhamos um tempo para ficarmos a sós. Nem que fosse nessa sala minúscula, repleta de vassouras e produtos de limpeza.

— Só queria ter certeza que você não tinha mudado de ideia.

— Não mudei.

— Que bom — ele sorriu e passou os braços em volta da minha cintura. — É muito importante para mim.

Sorri de volta. Eu podia detestar hóquei, mas faria esse esforço por ele. Afinal, em uma relação, não podemos fazer só o que gostamos, mas o que a outra pessoa gosta também.

— Eu adoraria ir aos seus jogos também — ele comentou. Sei que ele estava praticamente se auto convidando.

— Você não está perdendo nada — eu ri. Kendall juntou as sobrancelhas, confuso. — Sou reserva, lembra?

— Ah — ele assentiu. — Mas aposto que seria um jogo bem proveitoso. Quer dizer, todas aquelas garotas de short curtinho...

— Idiota — dei um soco no braço dele. Infelizmente, não com muita força.

Ele deu uma gargalhada.

— Eu estava brincando. Você acha mesmo que eu me importo com as outras garotas? — ele empurrou o meu corpo devagar até a parede mais próxima e deu um de seus melhores sorrisos. — Eu só tenho olhos para você.

Bastava algumas palavras e um sorriso para ele me deixar assim: com as pernas bambas e o coração acelerado.

Não pensei duas vezes e o beijei. Ele retribuiu de bom grado, pressionando o seu corpo ainda mais no meu. Uma de suas mãos ainda estava na minha cintura e a outra foi parar no meu pescoço. Soltei um gemido involuntário.

Continuamos nisso por algum tempo.

De repente, a porta se abriu e um cara barbudo e alto — com um esfregão na mão — nos encarou, surpreso. Era o zelador. Kendall rapidamente me soltou e se virou na direção dele.

— Bob! Amigão! — Kendall deu um sorrisinho. — Como vai a vida?

— O que eu te disse sobre trazer garotas para cá? — sua voz era grossa e ele tinha uma expressão um pouco assustadora. Talvez um pouco fosse por causa do seu tamanho. Sério, o cara deveria ter 1,90 de altura!

— Desculpe — ele encolheu os ombros. — Isso não vai se repetir.

— Foi a mesma coisa que você disse da última vez — Bob olhou para nós e então suspirou. — Vão logo.

— Valeu, Bob! — Kendall deu um passo na sua direção com os braços abertos para lhe dar um abraço, mas Bob segurou o esfregão como se fosse um bastão de guerra e lhe olhou sério. — Ok, ok, já estamos indo.

Kendall me puxou pela mão e eu dei um sorriso sem graça para Bob antes de sairmos da salinha.

— Acho que teremos que arrumar outro esconderijo — ele disse rindo quando já estávamos na metade do corredor. Eu não disse nada. — Não se preocupe, o Bob só tem aquela cara de malvado, mas é muito legal. Ele não vai nos dedurar.

— Não estou preocupada com isso.

— Então está preocupada com o quê?

— Nada — eu disse e soltei sua mão. — Vou ao banheiro.

Ele parecia um pouco desconfiado, mas assentiu. Entrei no banheiro que, felizmente, estava vazio. Apoiei as mãos na bancada, abaixei a cabeça e fechei os olhos.

Eu não queria dar uma de “louca ciumenta”, mas era praticamente impossível. Aquelas palavras não saiam da minha cabeça. “O que eu te disse sobre trazer garotas para cá?”

Só de pensar que ele já tinha levado outras garotas para aquela mesma salinha, que as beijou e lhes disse palavras semelhantes...

Era estranho pensar essas coisas, pois eu nunca tinha visto ele com ninguém além de mim. Ok, eu sei que Kendall é lindo e deve chamar a atenção de várias garotas da escola, principalmente por ser o capitão do time, mas eu realmente nunca tinha pensado nisso: no seu histórico amoroso. Será que sua lista era tão grande quanto a de James?

Escutei vozes e risinhos. Lavei o rosto rapidamente e passei por elas de cabeça abaixada. Quando saí, Kendall estava me esperando encostado na parede. Assim que me viu, tratou de endireitar a postura e veio na minha direção.

— Tudo bem? Você demorou — havia uma ruguinha no meio de suas sobrancelhas: preocupação.

— Estou bem — forcei um sorriso. Mentirosa.

— Que bom — ele soltou um suspiro de alivio. Começamos a andar.

Eu deveria perguntar logo. Não iria conseguir descansar sem esclarecer essa história direito.

­— Kendall —­ estalei os dedos para não demonstrar como eu estava apreensiva com a sua resposta —, eu sei que isso não é da minha conta, mas quantas garotas você já levou naquela sala de limpeza antes de mim?

— O quê? — ele me olhou surpreso. É claro que ele não estava esperando que eu fosse perguntar isso de forma tão direta.

— Eu só fiquei curiosa mesmo. — dei de ombros como se não fosse nada de mais. — Você não precisa responder se não quiser.

—Você quer realmente saber sobre isso? — ele parou. Parei também.

Céus, deveria ser um número muito grande! Por que eu fui perguntar isso? Por quê?

Não consegui encarar seus olhos, então olhei para o chão e assenti.

— Uma.

Olhei para ele a procura de algum sinal que acusasse que ele estava brincando, mas seu rosto estava sério.

— Espera, você está falando sério?

— Claro que estou.

— Hm, ok — foi só o que eu consegui dizer. Não estava esperando por essa resposta.

— Ela era minha ex — ele explicou. Assenti.

Então ele já teve uma namorada... Quer dizer, eu suspeitava que sim, mas era a primeira vez que ele tocava no assunto. Eu tinha uma pontinha de curiosidade para saber como ela era.

— Nossa, será que eu já encontrei com ela em algum lugar? Ela já pode ter ido à loja onde trabalho. Ou talvez façamos alguma disciplina juntas. Isso seria um pouco constrangedor.

— Tenho certeza que não. Ela não estuda mais aqui faz dois anos. Na verdade, nem mora mais nos EUA.

— Ah, sim.

Sei que estou sendo boba, se ele está comigo agora é porque não sente mais nada por ela, mas mesmo assim me sinto mais aliviada em saber que ela está bem longe daqui. Fiquei curiosa para saber o país, mas resolvi não perguntar. Eu estava evitando falar sobre Will, então acho melhor não falar sobre a tal ex dele também.

— Estou com sede — mudei de assunto. Não era mentira, sentia mesmo minha garganta seca depois de tudo isso. — Vamos até a máquina, quero um suco.

— Você não vai derramar ele propositalmente em mim novamente, não é? — perguntou, fingindo estar preocupado. — Porque eu não tenho uma camiseta reserva hoje.

— Não vou — garanti.

— Ótimo. Porque, caso contrário, eu teria que andar sem camisa por aí. Eu sei que você ia adorar a cena, mas não quero correr o risco de levar uma suspensão.

— Se ache menos, Knight — revirei os olhos. — O mundo não gira ao seu redor.

— Ei!— ele segurou minha cintura, me fazendo girar e ficar de frente para ele. — Mas você tem que admitir que o “mundo Howard” sim.

Ele me deu um beijo rápido e depois voltamos a caminhar pelo corredor com as mãos entrelaçadas. Olhei para ele discretamente e não pude deixar de esboçar um pequeno sorriso.

Talvez, Kendall. Talvez.

***

E lá estava eu novamente em um jogo de hóquei.

Dessa vez, não era só Gabe que me fazia companhia. Maddie, Hazel, Kacey e — acreditem se quiser — Avery. Só foi ela me ver conversando com Kacey sobre o jogo que já perguntou se poderia ir junto. Pela cara que Kacey fez quando ela disse isso acredito que não era uma coisa que acontecia todos os dias.

Estávamos todos com as bochechas pintadas, duas listras horizontais, vermelha e amarela, e com os dedos de espuma. Exceto Maddie que estava com uma buzina irritante na mão — ela ficava muito empolgada em jogos, segundo Gabe — e tocava aquilo direto. Quem mais sofria era eu, que estava bem ao seu lado.

Toda vez que eu não entendia um lance, perguntava para Hazel e ela me explicava. Achei melhor não perguntar para Maddie já que ela estava ocupada demais xingando o time adversário. Eles se movimentavam tão rápido que era até difícil de achar os meninos. Mas Hazel me disse o número de cada um: Carlos era o 14 — mas por ser o goleiro era o mais fácil de achar —, Kendall era o 13, Logan o 15, e James o 12.

O primeiro tempo acabou e os Angry Bears estavam ganhando. Aproveitei para ir ao banheiro, pois havia tomado muito refrigerante. Infelizmente, a fila para os banheiros estavam enormes e, quando eu saí, já estava na hora do jogo voltar. Aproveitei e troquei de lugar (se eu ficasse mais um minuto no lado da Maddie iria ficar surda), sentando perto de Kacey e Avery agora. Fiquei surpresa ao perceber que Avery entendia bastante sobre hóquei, quem olhava para ela realmente não dizia isso. Em um determinado momento quando ela estava reclamando, acho que mais para ela mesma, sobre um possível lance ilegal do outro time, eu e Kacey nos entreolhamos e rimos.

— Fazia muito tempo que Avery não vinha em um jogo — Kacey cochichou. — Eu sempre a convidava, mas ela nunca aceitava.

— Bem, talvez ela tenha um bom motivo para ter vindo hoje — cochichei de volta.

— Acredito que esse motive se chame “James Diamond”.

— Também acho — sorri.

Paramos de conversar e voltamos a prestar atenção ao jogo. Eu já conseguia entender algumas coisas, mas alguns lances ainda me deixavam confusa. Kacey também parecia um pouco perdida e isso me deixava mais tranquila em saber que não era a única. Acho que ter nascido aqui fez Avery uma entendedora melhor de hóquei, mesmo que não quisesse.

Lá do ringue, enquanto eles voltavam após uma pausa, um jogador acenou na nossa direção, sabia que era Kendall por causa do número 13 na manga do uniforme. Acenei de volta. Ele disse que faria dois gols para mim hoje e já tinha feito um no primeiro tempo.

Um jogador, que eu não conheço, passou o disco para Kendall e ele foi em direção ao gol adversário. Os jogadores do nosso time lhe deram cobertura. Quando ele estava quase na frente da trave e se preparava para dar a tacada final, um jogador do outro time apareceu do nada e lhe deu uma trombada, fazendo Kendall cair e bater com o capacete no gelo, em um baque.

Tudo pareceu correr em câmera lenta depois disso. O pessoal na arquibancada levantando e reclamando que aquilo havia sido falta. Senti um frio percorrer a minha espinha e não consegui me levantar, fiquei olhando fixamente para ele ainda no chão. Só voltei a realidade quando Avery tocou o meu braço.

— Stef! Stef! — ela parecia preocupada. Acho que já estava me chamando fazia tempo.

— Oi? Estou bem — consegui dizer. Olhei para o ringue e dois jogadores, um de cada lado, estavam ajudando Kendall a sair.

— Não se preocupe, não foi nada de mais — Avery sentou-se e segurou minha mão — É normal eles caírem, sempre acontece nos jogos. Daqui a pouco ele já volta.

Assenti, me sentindo melhor.

Mas passaram-se cinco, dez, quinze minutos e nada do Kendall voltar. Já até haviam colocado outro jogador no lugar dele.

Kacey e Avery trocaram um olhar e eu percebi que realmente havia algo de errado, não era só coisa da minha cabeça.

— Eu quero ir lá ­— eu disse. — E-ele deve estar no vestiário.

— Você não tem autorização para ir lá agora, Stef! — Avery arregalou os olhos.

— O que foi? — Hazel se esticou por cima de Gabe para tentar ouvir o que falávamos. Kacey, que estava no lado dele, lhe explicou rapidamente. — Vem comigo.

Levantei no mesmo segundo, ignorando o que Avery me dizia, e a segui. Descemos a escada até chegar ao primeiro degrau da arquibancada e fomos para a direita. Andamos até ficar atrás do banco de reserva, apenas o vidro nos separava. Hazel bateu o dedo nele, chamando a atenção de um dos jogadores e perguntou algo para ele, apenas movendo os lábios, ele respondeu algo que eu não entendi. Ela assentiu, fazendo um “positivo” para ele e olhou para mim.

— Ele disse que levaram o Kendall para a enfermaria.

— Ai, meu Deus! Foi tão grave assim? — perguntei, sentindo meu coração acelerar.

— Não sei, ele não me disse nada — ela respondeu. — Vamos lá.

Ela tomou a frente, mas segurei o seu braço.

— Não precisa, eu vou sozinha. Pode voltar para a arquibancada.

— Tem certeza? — Hazel me analisava com seus olhos esverdeados e grandes. Deveria ser proibido uma pessoa tão pequena ter esses olhos. Assenti. — Ok.

Saí do ginásio e corri pelos corredores da escola. Eu nunca tinha ido à enfermaria, mas tinha uma vaga lembrança de onde ficava. Felizmente, achei a sala rapidamente.

Parei na porta, tentando recuperar o fôlego. Uma mulher toda vestida de branco, sentada em dos banquinhos da sala de espera, estava lendo uma revista de fofoca e olhou para mim surpresa.

— Com licença, me disseram que Kendall Knight estava aqui.

— Ah, o jogador — os cantos da sua boca se repuxaram em uma careta. Ela não deveria aguentar mais cuidar de garotos que se machucavam por causa de um “jogo estúpido”. — Ele está descansando lá dentro. Você é namorada dele?

— Sim — respondi, mas só depois percebi o que tinha feito. Mas acho que seria estranho se dissesse que estávamos apenas saindo. — Posso vê-lo?

Ela pareceu pensar no assunto e deu um suspiro longo. Levantou-se e pegou uma prancheta em cima do balcão.

— Só assine aqui — ela me entregou a prancheta e uma caneta, eu escrevi meu nome e a data de hoje. — Ele está na primeira maca da esquerda.

— Obrigada.

Fui até lá e puxei a cortina. Encontrei Kendall deitado, ainda com o uniforme, dormindo. Seu cabelo estava encharcado e grudava na testa, estava mais branco do que o normal, mas tirando isso parecia bem. Desmoronei na cadeira ao seu lado e segurei sua mão.

— Você me deixou preocupada — falei baixinho, beijando os nós dos seus dedos. — Por favor, não faça mais isso.

Estava me sentindo exausta. Fiquei acordada até tarde procurando coisas sobre hóquei na internet, vi até uns vídeos de alguns jogos. Queria entender o motivo de ele gostar tanto disso, mas acho que nunca vou conseguir entender. O importante é apenas eu aceitar e respeitar o seu amor pelo hóquei.

Aproximei mais a cadeira da maca e coloquei os meus braços, apoiando minha cabeça. Ia fechar os olhos só um pouquinho enquanto esperava.

Senti uma mão em meu cabelo e abri os olhos. Kendall estava sentado na cama, com as costas apoiada em um travesseiro, e olhava para mim.

— Ah, você acordou! — sorri, endireitando meu corpo. Tive que reprimir uma careta, não era confortável ficar nessa posição.

— Falou quem estava dormindo agora — ele riu.

— Eu não estava dormindo, estava apenas descansando os olhos — expliquei.

— Sei — ele ironizou. — Que eu saiba quando a pessoa fica mais de cinco minutos, imóvel, com os olhos fechados, está é dormindo.

— Você ficou me observando? Seu pervertido! — bufei.

Kendall deu uma gargalhada.

— Pelo jeito você já está ótimo, acho que posso ir — levantei e fingir sair, mas ele tocou meu braço.

— Por favor, fique.

Dei de ombros, e ele fez sinal para que eu sentasse na ponta da cama.

— Como você está se sentindo? — resolvi perguntar.

— Melhor agora que você está aqui — ele deu um sorrisinho torto. Revirei os olhos. — Eu estou bem agora, Howard. A pancada foi forte e eu fiquei tonto, mas tomei um remédio para dor de cabeça e dormi. Estou pronto para outra.

— Não fale isso nem brincando, seu idiota! — comecei a bater no peito dele, mas ele prendeu minhas mãos juntas, como se estivessem algemadas.

— Pode dizer: Você ficou muito preocupada comigo — aquele sorrisinho continuava ali.

— Eu não! — falei como se ele tivesse dito uma coisa muito estúpida. Ele não precisava saber a verdade, ia se achar mais do que o normal. — Só resolvi vim ver como você estava, já que você não voltou para o jogo.

Ele não disse nada, mas sei que não tinha caído nessa e soltou minhas mãos. Sua expressão mudou de repente.

Desculpe.

— Pelo quê? — perguntei.

— Eu não fiz os dois gols que tinha lhe prometido.

— Não faz mal — sorri. — Você fez um, vou deixar passar.

— Vou fazer três na próxima vez.

— Quê? Você acha mesmo que eu vou a outro jogo? — exclamei. — Acho que a pancada foi muito forte, você está ficando louco!

— Qual é, Howard. Eu não vou me machucar de novo — ele disse confiante. Juntei as sobrancelhas. — Ok, sei que não posso garantir isso, mas vou tentar!

— Vou pensar no seu caso.

— Valeu — ele sorriu e me puxou para mais perto. Me desequilibrei e tive que colocar minhas mãos em seu peito para não cair. — Ei, e o meu beijo?

— Não sei se você está merecendo... — mordi o lábio. Estávamos muito perto um do outro e conseguia sentir seu hálito quente bater em meu rosto.

— É para eu melhorar logo — ele fez biquinho.

— Você disse que já estava bom — sorri. Eu adorava provocá-lo.

— Hmm, acho que estou começando a sentir uma dor na cabeça novamente... — ele fez uma cara de quem estava sentindo muito dor.

— Bobo — eu ri, balançando a cabeça.

Ele sorriu e passou a mão pelo meu pescoço, me puxando ao encontro da sua boca.

— Estamos atrapalhando os pombinhos?

Me soltei rapidamente de Kendall e saí da maca, ficando em pé. Avistei James, Logan e Carlos, perto da cortina, nos olhando com sorrisinhos maliciosos. Eles estavam de banho tomado e com roupas limpas.

— Ótima hora, rapazes — Kendall ironizou.

— Eu ia perguntar se você está bem, mas acho que já tenho minha resposta — Carlos disse. James e Logan bateram nele.

— Como foi o jogo? — Kendall mudou de assunto.

— Vencemos! — Logan disse animado. — Estamos nas finais!

— Eu fiz o gol da vitória — James se gabou.

— Ótimo! Fiquei preocupado de vocês não conseguirem se virar sem mim para liderar aquele time.

— Olha só que convencido — Carlos apontou para Kendall, parecendo incrédulo. — Não acha, Stef?

— Sim — concordei. Eles sorriram satisfeitos.

— Não tanto quanto James — Kendall se defendeu.

James abriu a boca, pasmo, e olhou para mim.

— James, querido, você é muito narcisista.

— Não sou, não! — James praticamente gritou, o que fez Carlos murmurar “Shhhh!” para ele. — Eu não concordo com o que Hitler fazia.

— Ai, não — Logan bateu na própria testa. — James, ela não disse “nazista”.

— Não? — ele parecia confuso.

— Não. Eu disse narcisista. Significa que você se importa muito com a própria aparência.

— Ah! — ele assentiu, aliviado. — Obrigado.

— Você sabe que isso não foi um elogio, não é? — Carlos perguntou. Mas James nem estava mais nos ouvindo, começou a arrumar o cabelo no reflexo do celular, comprovando o que tínhamos acabado de dizer a ele. — Esquece.

A cortina se abriu e a enfermeira de antes apareceu.

— Será que dá para vocês falarem mais baixo? Isso aqui é uma enfermaria, caso vocês tenham esquecido.

— Desculpe, Tania — James disse, passando o braço pelo pescoço dela. — Você sabe que somos bons garotos.

— Tenho minhas duvidas — ela tirou o braço dele. — E é sra. Jenkins.

— Ok... — ele levantou os braços em rendição.

— Vou te que pedir para vocês esperarem lá fora. Só preciso dar uma última olhada nele, se tiver tudo certo, já o libero.

Assentimos e ficamos nos bancos da sala de espera. Logo depois, a enfermeira apareceu, com Kendall logo atrás dela e fomos embora.

— Tenho que pegar minhas coisas no vestiário — Kendall lembrou quando estávamos no corredor.

— Já peguei — Logan disse. — Deixei sua mochila com a Kacey.

— Valeu, amigão — Kendall e ele trocaram um aperto de mão.

James revirou os olhos e fingiu vomitar.

— Ciúmes? — fiz biquinho.

— Por favor — ele bufou. — James Diamond não sente ciúmes de ninguém. Além disso, eu tenho o Carlos. Não é, Garcia?

— Claro! — Carlos deu um sorrisão e eles trocaram um “high five”.

Balancei a cabeça, rindo.

— Vocês são umas figuras.

Notas finais
E aí, o que acharam? *SPOILER* No próximo capítulo, teremos o Show de Talentos! #Finalmente. Que música vocês acham que eles vão tocar? (DICA: Faz parte do primeiro album). Ok, gente, era isso. Espero vocês nos comentários! (Fantasminhas, apareçam, por favor. Eu sou legal). #Favoritem #Recomendem #MovimentoFaçaUmaAutoraFeliz Até mais, gente! õ/ XOXO BLOG: http://mari-fanfics.blogspot.com.br/ GRUPO NO FACEBOOK: https://www.facebook.com/groups/MariFanfics/