Everything Starts At The End.
3 Capítulo 3
Era uma área enorme e tinha varias gavetas umas atrás das outras, no paredão fora a fora, ate que eu comecei a notar e finalmente comecei a perceber que eram lapides, era gente morta que estava enterrada em cima do nossas cabeças e ninguém nem desconfia disso, fiquei admirada enquanto Carlos começou a explicar sobre o lugar.
– Bom, aqui é tipo um cemitério onde todas as pessoas que morrem aqui nesse lugar vão parar aqui, assombrosos não é mesmo?
– Muito assombroso, mas são pessoas que morrem aqui? – perguntei, ainda chocada com a situação –
– Sim, muitas pessoas nunca conseguem se curar simplesmente morrem aqui, alguns de velho, outros que não suportam a solitária. Acho que eu não te contei ainda mas, aqui na escola, quem cometer algum delito muito grave mesmo, vai para a solitária fica 7 dias lá, eles te dão água uma vez somente ao dia e comida também, na verdade é simplesmente torturante, você pode simplesmente imaginar qualquer coisa terrível, mas a solitária é pior muitas dessas pessoas morreram na solitária – dessa vez foi Penny que me explicou e tudo aquilo me deu muito calafrios, logo quando íamos saindo dali, James Fez uma pegadinha trancando eu e o Carlos dentro daquele cemitério, eu comecei a berrar para tentar sair dali e comecei a ficar desesperada, até que senti o Carlos tentando me tranquilizar, ele me abraçou e eu comecei a ficar mais calma, De repente James abriu a porta e deu um grito:
– PEGADINHA DO MALANDRO! – Disse enquanto ele e Penny riam que se acabavam, até que olharam para o meu estado e na hora pararam de rir e vieram me acudir, eu estava chorando descontroladamente, eu odiava cemitérios, eu lembrava dos meus pais, daqueles dias horríveis do motivo de eu estar ali, me lembrava do Trevis me lembrava de tudo que eu tinha sofrido nessa vida e isso me desesperava, me desesperava muito. Todos eles continuavam me acolhendo e eu ainda estava nos braços acolhedores do Carlos, aquilo me fez tão bem, estava me sentindo segura, mas infelizmente depois de alguns minutos, eu tive que me distanciar daquele abraço já estava mais calma .
– Katelyn serio me desculpa, não queria que você ficasse assim, só queria ter feito uma brincadeira , mil desculpas mesmo – Disse James com uma voz tanto desesperadora –
– Esta tudo bem James, eu soube que era uma brincadeira mais eu tenho um certo receio de cemitérios, então por isso que me desesperei, mas esta tudo bem agora –
– Esta tudo bem mesmo Katelyn? – Dessa vez foi a Penny e o Carlos que perguntaram juntos, fazendo todo mundo cair na gargalhada –
– Sim ta tudo bem, vamos indo se não a gente chega atrasada para a aula – fomos indo agora todo juntos, descemos aquela escadaria e eu quase morri de tão cansada, mas mesmo assim aquele episodio do cemitério tinha mexido muito comigo, eu relembrei novamente e senti aquele desespero tomar conta de mim, e eu odiava ter que lembrar daquela noite, mas ela não saia da minha mente. Quando chegamos a aula de química que já tinha começado, sentamos no nossos devidos lugares e esperei passar aquela longa tarde naquela escola, sai da aula e já fui direto para uma consulta que eu tinha com a psiquiatra da escola, era no 2 andar do prédio e enquanto estava chegando perto da porta, esbarrei em alguém de novo, mas dessa vez não era aquela garota, era dois meninos, um deles era loiro e tinha os olhos verdes e o outro tinha cabelos e olhos pretos e tinha um topete, eles eram realmente bonitos e pelo que me lembro estavam na minha sala, finalmente percebi que tinha que pedir desculpas afinal fui eu que esbarrei neles.
– Desculpa , eu tenho essa mania de não olhar pra frente e acabo batendo nas pessoas – Falei enquanto dei um sorriso para eles , tentando não demonstrar minha vergonha –
– Esta tudo bem, nos também não estava olhando para frente se tivéssemos nos não tinha esbarrado em você, bom meu nome é Kendall – disse o loirinho , enquanto abriu um sorrisão -
– Ah e o meu é Logan, muito prazer é nova aqui certo ?
– Entrei faz dois dias , e o meu nome é Katelyn, mas então tenho que ir que eu to atrasado pra consulta, sabe como é, mas foi um prazer falar com vocês – os dois me deram tchau e eu sai apressada para ir a psicóloga quando cheguei lá ela estava me esperando já .
– Bom Senhorita Somerhalder, esta um Pouco atrasada não é mesmo ? – ela tinha uma voz muito fina, mais ela era um senhora bonita, aparentava ter uns 40 anos. Ela logo fez sinal pra mim sentar e começou perguntando sobre meu primeiro e segundo dia de aula e o que eu estava achando da escola, eu respondi que estava gostando e que já tinha feito algumas amizades e conversamos mais um pouco, até que ela me liberou, quando estava voltando resolvi explorar a escola estava sem sono mesmo, comecei a andar ,já estava quase todo mundo dormindo, coloquei meus fones e botei T.N.T do AC/DC e fui cantando pelo caminho, até que cheguei no jardim e escutei alguém chorando, comecei a procurar até que vi um garoto lá no canto do jardim, quando cheguei mais perto, notei que era o Carlos cheguei perto dele e me abaixei, ele estava com a cabeça abaixada.
– Carlos? Carlos por que você ta assim, desabafa comigo é bom desabafar – peguei suas mãos, tirei a do rosto e levantei sua cabeça, ele estava com os olhos muito vermelhos, já devia estar horas ali.
– Você não ia me entender, ninguém me entende.
– Como você sabe que eu não ia te entender se eu nem sei do que você esta falando – foi quando ele suspirou, passei a minha mão no rosto dele para limpar as lagrimas, até que ele começou a desabafar.
Fale com o autor