Everything Is Not What It Seems
15 Capítulo 13
Notas iniciais
Capítulo 13
Domingo, 10 de Outubro de 2011, 17h32
Havíamos acabado de chegar na escola. Tínhamos cerca de uma hora para nos arrumarmos para o jantar.
Entramos pela janela, guardamos a corda dentro da minha mochila de P & Cl e destrancamos a porta. Cam ficou quieta durante todo o caminho, mas não parecia estar brava como no dia em que salve... Salvamos, Jacob.
- Vou tomar um banho – falou. – Estou muito cansada. Acho que não vou jantar.
- Tudo bem. Vou sair para caçar e depois comerei alguma coisa lá embaixo. Se quiser, te trago alguma coisa.
- Obrigada. Mas acho que não vou querer nada.
- Está bem. Até já.
- Tchau, Ness.
~*~
Domingo, 10 de Outubro de 2011, 18h03
Eu estava vagando por uma floresta a uns 15 km ao Norte de Londres. Já havia me alimentado de dois alces, mas ainda estava com um pouco de fome.
Não estava muito concentrada em minha caça, por isso, nem percebi o urso que se aproximava.
- Ah, merda – sussurrei.
Ele não vinha rapidamente, mas, se eu me movesse, com certeza, me atacaria.
Coloquei um pé para trás. Nenhum movimento do urso. Olhei para cima e vi um galho ligeiramente “gordo”. Provavelmente aguentaria meu peso. Dei mais um passo para trás e saltei, segurando no galho.
Um estalo. O urso virou-se para mim e veio correndo em minha direção.
- Merda, merda, merda – falei.
Forcei meus braços a me puxarem para cima e agachei-me na árvore. Saltei para uma outra árvore, um pouco mais distante, a tempo de ver o urso derrubando a árvore onde eu estava há alguns segundos.
- Nunca vi você fugir de uma caça.
Virei-me em direção a voz conhecida e me deparei com meu pai.
- Ah, oi pai... Estão todos aqui?
- Não, apenas eu e Carlisle. Viemos para um congresso aqui na cidade e decidi vir atrás de você.
- Entendi. Estão todos bem em casa?
- Sim. Todos morrendo de saudades, mas...
- Também estou com saudades de vocês. Mas eu ainda não posso voltar para casa.
- Eu sei. Passei na escola atrás de você. A sua diretora disse que você está fazendo um ótimo progresso.
- Você passou lá? – perguntei surpresa.
- Sim. Você, teoricamente, estava no seu quarto. Foi sua colega de quarto, Cameron, que abriu a porta.
“Merda”, pensei. Papai me olhou feio e suspirou.
- Ela disse que você estava no banho. Quando a diretora nos deixou, ela me contou aonde você tinha ido.
- Entendi.
Ele colocou a mão em seu bolso e puxou um cartão.
- É só você ir retirar lá. Vá. Cameron precisa de você.
- Obrigada, pai – falei abraçando-o.
Desci da árvore e olhei para cima. Ele já tinha partido.
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