Notas iniciais
HEEY Leitores. Quando eu escrevi o capítulo anterior e esse capítulo eu ficava pensando em quais musicas colocaria, aí eu pensei que poderia ter alguma coisa ligada aos apelidos deles e na hora pensei em Red da Tay Tay e depois em Yellow. E EU AMO ESSAS MÚSICAS. Então sem mais demora. A música do capítulo é Yellow - Coldplay Link aqui ---> https://www.youtube.com/watch?v=yKNxeF4KMsY Espero que gostem ♥

Olhe as estrelas

Veja como elas brilham para você

E para tudo que você faz

Sim, e elas eram todas amarelas

Eu progredi

Escrevi uma canção para você

E para tudo que você faz

E ela se chamava "amarelo"

~ POV Scorpius

O natal passou tão rápido que eu nem pude perceber. Na verdade o tempo que eu passei com a minha família eu estava totalmente aéreo a tudo, não ouvi uma palavra de ninguém. E agora eu teria que ir naquela festa estúpida de ano novo do ministério, me faz lembrar a do ano passado onde eu apresentei Rose aos meus pais.

Podia ver que o meu pai estava preocupado, eu não estava no meu melhor estado, a minha mãe estava preocupada, estava triste por mim. No dia em que eu dormi em um dos cantos do quarto o meu pai me carregou até a cama, a minha mãe me cobriu enquanto chorava baixinho, eu me encolhi mais na cama e abracei as minhas pernas. Os meus pais se abraçaram e perceberam que eu tinha acordado, com um movimento de varinha as coisas estavam voltando para os seus lugares. Meu pai se sentou no chão e encostou na parede, puxou uma das minhas mãos e ficamos de mãos dadas enquanto a minha mãe se sentou a beira da cama e acariciou os meus cabelos e começou a cantar baixinho.

Somente feche seus olhos

O sol está se pondo

Você ficará bem

Ninguém pode te machucar agora

Ao chegar a luz da manhã

Nós ficaremos sãos e salvos

Eu apertei com mais força a mão do meu pai e ele retribuiu. Eu fico me perguntando como Rose está se sentindo, se ela está aprendendo a lidar com isso, eu estou falhando...

É estranho pensar em Draco e Astória Malfoy fazendo esse tipo de coisa com um filho, sendo amorosos, principalmente quando ele já tinha dezessete anos e não precisava ouvir essa música a pelo menos seis. Afinal eles eram Malfoy e Draco um ex comensal, mas eles sempre foram assim comigo, sempre foram o que eu precisei e naquele momento eram quase tudo o que eu precisava. Mas eu ainda precisava da Rose.

~ Flashback ON

— Yellowhead, não acha melhor adiarmos isso ? Eu vi o seu pai estava conversando com algum dos medibruxos e eu não quero atrapalhar.

— Eu não posso acreditar que Rose Weasley está nervosa – ele riu.

— Não vamos repetir a conversa do natal né ? – perguntou revirando os olhos.

— Definitivamente não – ele disse guiando a garota na direção de seus pais.

Diferente de Rose, Scorpius não contou aos pais o sobrenome da namorada então quando os olhos do Malfoy mais velho encontraram os de Rose ele ficou um pouco... estático. Já Astória sorriu instantaneamente ao ver a Weasley, ela era linda e parecia fazer bem a Scorpius, quando voltou para casa ela notou a mudança no humor dele e até na forma como se dirigia a ela, mais carinhoso.

Draco olhava para a filha de Ronald Weasley, sorridente, feliz e até... brilhante, parecia com a mãe mas os cabelos ruivos lembravam o pai, a diferença é que o ruivo dela é lindo, diferente do cabeça de cenoura. Mas o mais difícil era se lembrar que foi ela que trouxe uma felicidade diferente ao seu filho... Mas uma Weasley ? Que ironia.

— Mãe, pai, essa é Rose Weasley. Red, esses são os meus pais.

— Red ? – Astória perguntou sorrindo.

— Sim, o cabelo dela é vermelho, ela é a Redhead. Eu sou Yellowhead – disse sorrindo e pode ver Draco sorrir de lado.

— É um prazer conhecê-la Srta. Weasley – Astória disse abraçando a garota levemente.

— Pode me chamar de Rose, Senhora Malfoy.

— Não faça com que eu me sinta velha. Me chame de Astória.

— Sr. Malfoy – Rose acenou e lhe lançou um olhar penetrante, Draco sorriu internamente, ela era tão igual a mãe, nem mesmo se intimidou – é um prazer conhecê-lo.

— O prazer é todo meu – respondeu e ela sorriu, Scorpius olhou para ela como um bobo e parecia que iria babar mas não poderia comentar nada a respeito, Draco tinha certeza que as vezes olhava Astoria da mesma forma, nunca pensou em ver o filho apaixonado por uma Weasley, o silencio se tornou desconfortável – desculpe, eu ainda estou assimilando.

— Entendo, considerando o fato de que quando eu contei para o meu pai ele ficou meia hora me encarando e as próximas duas assimilando eu fico feliz que o senhor esteja pelo menos conseguindo falar – Draco sorriu internamente, queria ser uma mosca para poder ver a reação impagável do cabeça de cenoura. Rose não contou que depois das duas horas assimilando ele passou mais uma hora xingando Scorpius.

— Sinceramente ? – ele perguntou e Rose acenou para que ele prosseguisse – eu preciso de Whisky.

Rose sorriu divertida e sentou na mesa reservada para os Malfoy, Scorpius mostrou a câmera que ganhou de natal e tiraram algumas fotos juntos, em alguns momentos que Rose se distraia enquanto sorria e conversava ele tirava fotos disfarçadamente mas isso não passou despercebido por seus pais que sorriram ao ver como ele era bobo perto dela. A conversa fluiu entre eles, ela poderia ser irritante com Scorpius mas ele não podia negar que era bem carismática. Adoraram a inteligência dela e sua mãe achou-a linda e elogiou o cabelo da garota uma centena de vezes. Draco e Rose conversaram sobre quadribol e poções, afinal ela era boa na maioria das matérias e por ironia do destino na preferida de seu pai, que no final, gostou muito da garota. Ele disse que deveriam ter mais Weasley como ela assim não brigariam na época de escola, Rose gostou do que ouviu mas rebateu dizendo que os Malfoy poderiam ser mais como Astória, Draco gargalhou dessa vez ao perceber que o filho também a irritava e percebeu que ela era perfeita para o temperamento de Scorpius, até arriscaria dizer que se daria bem como uma Malfoy. Perto da meia noite houve a valsa onde o dançaram juntos e Scorpius não pode conter o sorriso.

— Está linda essa noite – Rose corou com o que ele disse – e a propósito, mandou bem com o senhor Malfoy, o meu pai só ri daquele jeito comigo e com a minha mãe.

— Fico feliz em saber que ele gostou de mim. Acho que eu tirei a sorte grande – ela disse rindo – eu não sou muito de fazer elogios mas o meu namorado é muito bonito.

— Então pensamos a mesma coisa sobre ele Redhead – os dois riram e depois a valsa acabou.

Porém eles eram Rose Weasley e Scorpius Malfoy. E é claro que acharam algum motivo para discutir faltando dois minutos para meia noite. Os Malfoy e os Weasley encaravam os dois discutirem.

— Onde eu estava com a cabeça para ter te beijado aquele dia no campo ?

— Onde eu estava com a cabeça para ter correspondido ? – a ruiva revirou os olhos – e onde eu estava com a cabeça para ter te beijado aquele dia na saída do vestiário ?

— Onde eu estava com a cabeça para ter correspondido ? Sua cabeça de fogo irritante.

— Doninha albina – retrucou e a família de ambos começaram a rir.

— Sabe o que mais me irrita ? Você fica tão linda quando está irritada que me da vontade de te beijar – ele se virou de costas e cruzou os braços.

— O mesmo pra você, imbecil – ela também virou as costas e cruzou os braços.

— Espera... Era um elogio ou uma ofensa ?

— Um pouco dos dois – concordou lentamente mas todos pararam de prestar atenção quando fogos de artifício foram disparados e o ano novo foi anunciado — dizem que a pessoa que você beijar a meia noite vai beija-lo o resto do ano.

— Vamos nos beijar ? – ele perguntou se virando de vagar e enlaçando a cintura dela.

— Parece ótimo para mim Sr. Malfoy – disse rindo antes de se beijarem no exato momento em que os outros voltaram a prestar atenção aos poucos neles.

~ Flashback OFF

Eu estava na festa do ministério e os meus olhos procuravam atentos por Rose até que eu avistei a sua cabeleira vermelha no meio das outras pessoas. O cabelo não parecia brilhar como brilhava antes, ela estava pálida e seus olhos fundos apesar de disfarçados por maquiagem, e ela havia perdido peso... Mais peso.

Nossos olhares se encontraram e seus lábios abriram levemente, eu deveria estar mal também. Os pais dela perceberam que ela estacou no caminho e não se mexia, seguiram o olhar dela e encontraram a mim, eles pareciam surpresos ao me ver ali e no olhar deles eu pude ver um certo pesar. Os meus pais acenaram e eles retribuíram, nos sentamos na mesa e eu não conseguia tirar os olhos dela, ela me encarava de volta. No ano passado ela estava tão linda e tão radiante, era capaz de carregar a vida no olhar mas agora era como se estivesse sem nada. Pude sentir que naquele instante estava retirando o pouco de luz que ela ainda tinha.

Quando a valsa começou todos se levantaram fui até a mesa e se sentou ao lado dela, olhamos os casais que dançavam.

— Me desculpe – fiquei surpreso com o quão rouca a minha voz estava, não a ouvia a dias.

— Eu aceito as suas desculpas – também fiquei surpreso com o som da voz dela, era como se algo tivesse se perdido – mas sabe que isso não muda o fato de que ferramos tudo.

— Eu ferrei tudo.

— Nós. Isso tudo deu errado, você não fez nada sozinho – ela alcançou a minha mão e entrelaçamos os dedos, correntes elétricas atravessaram ambos e Rose deitou a cabeça em meu ombro – me desculpe pela primeira carta, eu fiquei com raiva mas eu realmente achei que você iria pedir desculpas antes. Achei que estaria lá.

— Me desculpe por ser um idiota. Me desculpe Red, eu sei que deveria ter dito tudo antes – ele beijou a cabeça dela de vagar enquanto uma lágrima caiu.

— Não faz ideia do quanto eu preciso de você Yellow – falou baixinho – Mas você sabe que...

— Mesmo eu precisando de você para respirar não é o certo agora – completou. Por algum motivo que nenhum de nós realmente sabia não podíamos ficar juntos, não agora – quem sabe quando voltarmos a Hogwarts...

— Quem sabe – ela me cortou. O relógio bateu meia noite e os fogos puderam ser ouvidos.

— Red, eu posso ? – perguntei acariciando o rosto dela que acenou de vagar.

Eu iniciei o beijo e senti as famosas correntes elétricas, foi um beijo simples e rápido mas terno, calmo e eu pude sentir tudo o que sentia por ela.

— Responda a minha carta – pedi ainda com as nossas testas encostadas – eu preciso continuar a falar com você Red.

— Tudo bem Scorp – respondeu – mas agora...

— Eu sei. Fique bem Rose, eu amo você.

— Eu também amo você Scorpius.

Sua pele

Sim, sua pele e seus ossos

Transformaram-se em algo bonito

Você sabe?

Você sabe que eu te amo tanto

Você sabe que eu te amo tanto

Notas finais
E aí gostaram ? Expressem a opinião de vocês. Até a próxima - BJUUS do Yellowhead e da Redhead