Everything Has Changed
34 Capítulo XXXIV
Notas iniciais
Nós precisávamos ir até a casa dos gritos, afinal Voldemort estará lá com a Nagini, e seria a melhor chance de mata-la e destruir todas as horcrux, rapidamente corremos até o jardim e uma grande batalha já estava acontecendo do aqui.
Para o meu completo terror, encontramos Greyback, ele estava em cima de uma garota com cachos loiros e uniforme da grifinória, facilmente reconhecida como Lilá Brown,minha antiga companheira de dormitório, eu simplesmente congelei, porque vendo ela daquele jeito, me voltou a memória de quando era eu no lugar dela.
Fui tirada das minhas lembranças pelo som de vidro se estilhaçando, e vi que a professora Trelowney jogou uma bola de cristal na cabeça do Greyback fazendo-o desmaiar. Rapidamente ela e as gêmeas Patil foram ajudar Lilá.
Olhei para o lado e percebi que os meninos já estavam bem a minha frente, então comecei a correr em direção a eles, conseguindo alcança-los pouco antes de chegarem ao salgueiro lutador.
Seguimos em silêncio pelo íngreme caminho que leva até a casa dos gritos, e nos surpreendemos ao ver o professor Snape lá também.
–Sabe Severo.- Voldemort sibilou chegando mais perto do nosso antigo professor.- Você sempre foi muito fiel a mim, mas a varinha não tem respondido muito bem aos meus comandos já que foi você quem matou o Dumbledore.
–Mas senhor, eu entreguei a varinha ao senhor, eu dei ela ao senhor.- Snape falou se aproximando cada vez mais da parede que nos escondia.
–Eu entendo isso, mas prometo que vai ser rápido, em compensação a sua lealdade.- Você-Sabe-Quem disse com um sorriso sobre seu rosto.- Ele é todo seu Nagini.
A cena que veio a seguir foi simplesmente terrível, mesmo com tudo que o professor Snape fez, não dava para não sentir pena dele.
Tive que conter um grito de horror quando a cobra alcançou Snape, instintivamente me aproximei dos meninos que pareciam tão chocados quanto eu.
–Acredite Severo, é uma pena perder um seguidor tão esforçado como você.- Voldemort falou ficando pouco a frente do professor.- Vamos Nagini.
Assim que aquele monstro desapareceu com a sua cobra, nós três corremos em auxilio do Snape. Quando chegamos perto dele foi possível ver as marcas deixadas pelas presas em seu pescoço, e uma única lagrima que escorria pelo seu rosto.
–Pegue-a.- Ele falou fracamente, e o mais rápido que pude encontrei um frasco na minha bolsa para armazenar a lágrima.- Você tem os olhos da sua mãe Harry.
Aquelas foram suas ultimas palavras, as ultimas palavras de um professor que nunca deiixou de nos atormentar, as ultimas palavras de um traidor, mas ainda assim as ultimas palavras de um homem que morreu nos meus braços.
Mesmo não querendo deixar ele ali, nós não tínhamos tempo para tira-lo, tínhamos que voltar para Hogwarts. Seguimos em silêncio na passagem secreta, e foi completamente assustador ver todas aquelas pessoas mortas no jardim, algumas até mesmo nossas conhecidas, como por exemplo Collin Crevey, que não passava de uma criança, e mesmo assim não foi polpado por esses monstros.
–Porque o Snape pediu para pegarmos a lágrima?- Rony perguntou depois que entramos no castelo.
–Ele queria que víssemos suas lembranças, mas onde vamos encontrar uma pensseira aqui?- Perguntei já sem esperanças de encontrar uma solução para isso.
–Tanto o Snape quanto o Dumbledore tinham uma, então provavelmente deve ter alguma na sala do diretor.- Harry falou.
Rony e eu assentimos e rapidamente começamos o caminho até a estátua de grifo que serve como porta para a diretoria.
Estávamos quase chegando na sala quando vimos Percy e Fred, eles estavam lutando contra um comensal, se não me engano o que esta trabalhando como ministro da magia. Só por vê-los ali, vivos, já era incrível, saber que estavam bem.
Repentinamente um feitiço atingiu a parede que estava atrás deles, eu tentei gritar avisando para eles, mas já era tarde demais, toda a parede já tinha desabado em cima dos dois.
Eu e os meninos saímos correndo na direção dos dois, uma poeira imensa tinha se levantado impedindo que a gente conseguisse ver qualquer coisa na nossa frente.
O terror por não saber onde eles estavam me consumia completamente, cada segundo que não encontrávamos eles parecia mais provável que eles estivessem mortos.
–Socorro.- Ouvi um grito abafado perto de mim que logo reconheci ser Percy.
Comecei a procura-lo seguindo a sua voz, e não demorou muito para encontra-lo sob os escombros. Quando consegui tirar todas as pedras de cima dele a poeira já tinha desaparecido quase completamente, então fomos procurar o Fred, mas independente do quando chamássemos por ele, não vinha resposta alguma.
–Não, não, não.- Percy começou a gritar um pouco a minha frente, no começo eu não entendi o motivo, mas então eu vi o corpo inerte do Fred em seus braços.
Corri o mais rápido que pude em sua direção, e tive que me segurar para conter as lágrimas que já transbordavam dos meus olhos.
Tentei usar todos os feitiços de cura que eu conhecia, mas já era tarde demais, ele estava morto. Todas as lembranças felizes que eu tinha dele e todas as conversas que tivemos voltaram a minha mente, e eu já não podia segurar as minhas lagrimas.
Ele era como um irmão para mim, sempre estava do meu lado quando eu precisava, sempre me defendia quando alguém me ofendia, mesmo que esse alguém fosse seu irmão.
Ver ele desse jeito, sem o brilho malicioso nos olhos, com as mãos frias, mais ainda mantinha um sorriso no rosto.
–Tenho uma proposta.- A voz ofídica de Voldemort soou pelo castelo.- Darei a vocês uma hora para recolher suas baixas, e cuidar de seus feridos. Mas ao final dessa hora, Harry Potter devera ir me encontrar na floresta, caso contrario, meus comensais irão massacrar todos aqueles que ousarem defende-lo.
Suas palavras foram seguidas por silêncio, ninguém tinha coragem de dizer nada, estávamos muito abalados com a morte de vários amigos, e agora ainda tem essa proposta que inclui oferecer nosso amigo para a morte.
–Eu preciso ver as lembranças do Snape.- Harry disse calmamente com o olhar baixo.- Vocês deveriam leva-lo até o salão principal.
Minha vontade era de impedi-lo, por que eu sei o que ele vai fazer depois, ele vai se entregar, se sacrificar por nós, mas ainda assim eu não podia parar ele, então a única opção era fazer o que ele disse.
Rony e Percy iam na frente levando o corpo inerte de Fred, enquanto um pouco atrás eu ia oferecendo auxilio aos feridos que estavam nos corredores.
Quando chegamos ao salão principal, tive que conter um grito ao ver a quantidade de amigos que estavam mortos.
Os corpos de Tonks e Remus estavam posicionados lado à lado, os cabelos sempre vibrantes dela assumiram um tom doentio, enquanto as cicatrizes dele se tornavam ainda mais visíveis sobre sua pele pálida. E o pior é Teddy que vai ter que crescer sem as presenças paternas.
Várias pessoas também estavam sendo atendidas pela madame Pomfrey e alguns outros medibruxos que estão aqui.
Quando os meninos colocaram o corpo de Fred em uma maca que estava no chão, nós três ajoelhamos a sua volta, ainda sem pronunciar uma palavra sequer.
Um alvoroço perto da porta chamou minha atenção, e quando me virei vi que era o restante da família Weasley, me afastei um pouco para deixar eles sofrerem seu luto em família, e fui procurar a Lucy que ainda não tinha aparecido.
Olhei por todo o salão, mas não encontrei ela. Quando estava prestes a ir procura-la pelo castelo, vi o Neville trazendo ela em seu colo, a pior das hipóteses passou pela minha cabeça naquele momento, ela também tinha morrido.
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