Everything Has Changed
45 Capitulo 45
Notas iniciais
ALGUNS MESES DEPOIS...
Já estava no oitavo mês de gravidez, e como eram gêmeos os riscos de nascerem prematuros era enorme, então eu passo meu dia em repouso, sem fazer esforço algum, e sem poder passar por nenhum episódio estressante, isso é extremamente entediante, mal poder levantar para fazer suas necessidade e comer. Emma fica o dia todo comigo, Dona Elena proibiu Emma de sair do meu lado, não que precisasse proibir, pois ela não iria sair do meu lado nem que eu mandasse.
Henry e Liv estão com tudo em ordem, o crescimento e desenvolvimento dos membros estavam tudo normal, sem nenhuma deficiência, graças a Deus, e de acordo com Aurora a saúde deles estava perfeita, mas tudo isso no descarta a possibilidade de a bolsa estourar a qualquer momento. Eles se mexiam muito, como já estavam bem grandinhos causava certo desconforto cada vez que eu os sentia mudando de posição, e minha vontade de fazer xixi aumentava a cada dia, graças ao peso deles na minha bexiga.
Como minha barriga estava enorme, eu dormia um pouco mais elevada, quase sentada, o que me tirava algumas boas noites de sono. Algumas vezes os enjoos e desejos apareciam, em uma noite Emma teve que ir atrás de sorvete de morango, quando ela voltou, por pouco não devorei o pote inteiro de sorvete. O perfume que Lana usava estava me causando vários enjoos, resultado tivemos que parar de passar nela.
Liam estava vindo aqui em casa quase todo final de semana, e ficava horas brincando, conversando e “cantado” para os bebes, e soltava boas gargalhadas quando as ondas na minha barriga se formavam por conta dos movimentos de Henry e Liv.
Sempre que Emma decidia tocar alguma musica os dois aqui dentro de mim iam a loucura, era impressionante como eles se movimentavam. Aurora falou que eles já reconheciam as vozes por isso se agitavam, e disse que isso é um bom sinal.
Nossos amigos sempre que podiam vinham ver como eu e os bebes estávamos, e sempre traziam presentinhos, com o quartinho deles montado já estava cheio de brinquedos e varias roupinhas.
E a cada dia que passava minha vontade de ver e pegar meus filhos crescia cada vez mais, eu não via a hora de eles saírem daqui de dentro, mas claro rezávamos para que não nascessem prematuros.
–Morena? – ouvi Emma me chamar, abri meus olhos lentamente, acabei pegando no sono ali no sofá mesmo.
–Hum. – resmunguei abrindo meus olhos lentamente.
–Já preparei nossa janta, vem, eu te ajudo. – estendeu a mão para me ajudar a levantar, assim que levantei senti uma leve tontura. – Ta tudo bem? – pediu preocupada e eu assenti.
–Sim, não foi nada. – dei meu melhor sorriso. – Não precisa se preocupar.
–Ok, agora vamos comer que eu estou morrendo de fome e meu macarrão ficou divino. – ri da cara dela. – E não se preocupe eu preparei uma salada par você. – falou e entramos na cozinha.
–Emma eu quero batata frita. – falei com água na boca, malditos desejos, ou não tão maldito assim.
–Ah meu Deus, pra minha sorte que ainda tem aqui para fritar. – senta e vai comendo que eu frito pra você. – puxou a cadeira da mesa para mim sentar.
–Emma eu frito, eles não vão nascer por causa disso. – ri e ela me olhou com cara feia.
–Você senta ai, fica quietinha e eu vou fritar. – me puxou para sentar.
–Não adianta teimar com você né? – falei e ela negou, me deixando um beijo na testa e foi preparar o óleo para fritar deliciosas batatinhas. – Céus, isto esta delicioso. – elogiei o macarrão que de fato estava muito gostoso, Emma a cada dia mais melhorava na cozinha, disse que aprendia muito com Ingrid.
–Fui eu que fiz oras. – revirei os olhos e ergui meu olhar até se encontrar com o dela.
–Convencida. – mostrei a língua para ela que riu do meu gesto.
–Suas batatinhas já estão quase prontas. – me olhou divertida. – Bebezona. – olhei para a cara dela indignada, Emma não perdia uma chance de fazer alguma brincadeira ou alguma piada.
–Você não pode perder uma né? – falei e ela negou, estava rindo, provavelmente de mim. – Como você é chata. – balancei minha cabeça e voltei a comer.
–Não frito mais batata pra você também. – cruzou os braços e ficou me encarando.
–Depois eu que sou a bebezona né? – falei me segurando para não rir. – Vai queimar Emma. – me referi a batata e ela fingiu não me ouvir.
–O que vai queimar?
–As batatas Emma. – apontei para a panela e ela rapidamente desligou o fogo e começou a retirar as batatinhas do óleo.
–Você fica me distraindo. – falou enquanto terminava de tira-las, enquanto isso eu estava rindo dela, Emma se desconcentrava muito fácil das coisas, e isso sempre me fazia rir.
–Ok, agora traga aqui que eu preciso comer. – falei e minha boca já estava salivando pelo desejo.
–Que gulosa meu Deus. – comentou colocando o prato na minha frente, e assim o jantar continuou, conversávamos sobre tudo e sobre nada, e sempre estávamos rindo uma da outra.
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Assim que acordei, Emma não estava na cama, olhei para o relógio e era quase onze horas da manha, pelo sol que esta ela deve estar no mar, vesti uma roupa leve, realizei toda minha higiene e sai na varanda de casa, e la estava ela, em cima da sua inseparável prancha e com seu remo, indo de um lado para o outro, o mar não estava agitado, do jeito que Emma gostava.
Fiquei por ali por um bom tempo só a observando, lembrei de que quando nos conhecemos eu fiquei por um bom tempo a observando, sorri com a lembrança e levei minha mão até minha barriga, o que me fez sorrir ainda mais, agora éramos uma família e tudo estava ocorrendo tão bem.
Tínhamos tudo que queríamos, e nos amávamos mais que tudo, nosso relacionamento era a base de confiança e amizade, eram raras as vezes que brigávamos, e quando isso acontecia fazíamos as pazes rapidamente. As vezes eu me pegava pensando se essa paz iria ter fim, pois era a ultima coisa que eu queria, só de imaginar algo nos atrapalhando meu coração já se apertava.
Quando comecei a ficar cansada por estar de pé, resolvi ir preparar algo para almoçarmos, Emma iria brigar comigo, mas eu queria e precisava me mexer um pouco. Olhei mais uma vez para onde Emma estava e percebi que ela estava vindo rápido em direção a beira, mas resolvi ignorar, afinal ela deveria ter me visto e estava voltando para casa.
Assim que virei minhas costas para entrar em casa ouvi uma voz que fez meu corpo inteiro se enrijecer. Fechei meus punhos e respirei fundo, não podia ser, só podia ser alguma brincadeira.
–Ora ora, então Regina Mills esta grávida mesmo. – revirei meus olhos, e quando me virei para responder, minhas pernas fraquejaram e eu cai, vi tudo girar e senti que minha cabeça havia batido no chão, rapidamente levei minhas mãos para minha barriga, depois disso só ouvi a voz de Emma desesperada ao fundo e tudo ficar completamente escuro.
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