Everything Has Changed
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Relevem qualquer erro de ortografia pq as vezes me passa despercebido na revisão do capitulo!
Enfim, tenham uma boa leitura.
Meu nome é Regina Mills, tenho 25 anos e acabei de me mudar para o litoral, especificamente Velha Carolina, em busca de uma nova vida, novos ares, perdi meus pais a pouco tempo, e nunca fui ligada a minha família, então não me restou muita coisa além da herança generosa que meus pais me deixaram. Com esse dinheiro pude comprar uma casa a beira mar aqui em Velha Carolina, escolhi essa cidade por não ser uma cidade grande, realmente agitação e muito movimento não me agrada, gosto de lugares calmos e acolhedores como essa pequena cidade.
Terminei de arrumar minha casa hoje, tudo em seu devido lugar, a casa em si não é muito grande, possui um piso apenas, onde há três quartos, dois banheiros, uma cozinha razoavelmente grande, uma sala de jantar, uma sala de estar com vista para o mar, que particularmente esta sendo meu cômodo favorito, e também há uma garagem e um pequeno espaço com uma churrasqueira. O suficiente para mim.
Depois de uma semana vou sair passear pela praia. Visto meu biquíni e um vestido de renda branco por cima pego meu óculos de sol e saio sem rumo, algumas pessoas se banham no mar, outras estão sentadas na areia e algumas mulheres tomam sol, depois de andar por alguns minutos resolvo voltar para perto da minha casa, onde me sento na areia e apenas observo o mar e penso como tudo vai mudar daqui pra frente, essa semana ainda vou procurar algum emprego e tentar fazer novas amizades.
Estava quase levantando quando vejo uma linda mulher alta e loira indo em direção ao mar com uma prancha de stand-up e um remo, não posso deixar de observar sua beleza e seu corpo definido, ela sobe na prancha e logo fica em pé, me esqueci de mencionar, eu sou lésbica, por isso não sou ligada a minha família, meus pais me entenderam, mas o resto da família virou a cara quando eu me assumi. Nunca namorei sério, muito menos me apaixonei, apenas alguns casos que não duravam mais que 3 meses.
Não sei por quanto tempo fiquei observando a bela mulher praticando stand-up, assim que ela saiu do mar veio em minha direção.
-Olá. – ela me cumprimentou educadamente.
-Oi – respondi com um sorriso no rosto, a beleza daquela mulher é extremamente cativante, confesso que desviar o olhar dela é muito difícil.
-Você é nova por aqui não é? – pediu e logo se sentou ao meu lado.
-Sou sim, cheguei semana passada, estou morando ali naquela casa. – falei e apontei para onde ficava minha casa.
-Prazer, Emma Swan. E sou sua vizinha, eu moro na casa ao lado. – me estendeu a mão e sorriu. Não pude deixar de observar em sue sorriso e nos seus maravilhosos olhos verdes que brilhavam ainda mais com a luz do sol.
-Prazer Emma, eu me chamo Regina Mills.
-Então qual sua história? – Emma pediu e percebeu que eu me assustei com sua pergunta tão repentina. – Me desculpe, eu quis dizer, o que te trouxe pra cá?
-A sim, eu morava em Nova Iorque, nasci e cresci lá, então a mais ou menos dois meses perdi meus pais, os dois tiveram câncer, e enfim, nunca gostei da agitação da cidade e como não sou ligada a outra parte da minha família, resolvi procurar uma casa no litoral, em alguma cidade calma, e aqui estou eu. – sorri, Emma não tirava os olhos dos meus enquanto eu contava como vim parar aqui. – E você Emma?
-Entendo, eu nasci aqui em Velha Carolina, quando eu era bem pequena meus pais e eu sofremos um acidente de carro, eu fui a única sobrevivente, desde então eu moro com a minha vó naquela casa. – sorriu. – Meus sentimentos pela sua perda. – em um gesto pegou na minha mão, o que me causou arrepios pelo corpo inteiro.
-Obrigada, eu já estava esperando por isso, eles sofreram muito e acredito que foi melhor assim, meu pai faleceu uma semana antes que minha mãe, e acho que isso só piorou a doença dela, então ela não suportou. – ainda doía falar sobre isso, mas eu já estava lidando bem com o assunto, afinal ficar se lamentando não vai trazer eles de volta, e eu sei que isso foi melhor para os dois.
-Desculpa a pergunta, mas já que os dois tiveram câncer, quais são seus riscos de possuir a doença também? – Emma pediu e vi o quanto ela ficou desconfortável por perguntar isso, e apenas agora sentiu que ainda estava segurando minhas mãos e logo as soltou, já haviam me perguntado várias vezes sobre isso, então não me incomodava nem um pouco.
-Sempre me perguntam isso, mas eu sou adotada então eu não corro esse risco, inclusive meus pais pagaram vários exames para saber se eu teria tendência, todos deram negativos, graças a Deus. – sorri e ela sorriu de volta, isso era mais um motivo para eu não ser ligada a outra parte da família, o que não me afetava.
-Vamos mudar de assunto. Já fez amizades por aqui?
-Infelizmente nenhuma. – sorri triste.
-Bom, agora acho que já arrumou uma amiga. – riu e olhou para o mar.
-Pelo jeito não há mais volta. – brinquei e nós rimos, parando o olhar uma na outra. – Então Swan, a quanto tempo pratica stand-up? – quebrei o silêncio.
-Mais ou menos um ano. – sorriu. Maldito sorriso. – E você, pratica?
-Não, aposto que se eu subisse eu caia na primeira onda. – ri e ela riu junto.
-Eu também pensava isso, mas não é tão difícil quanto parece se quiser eu te ensino qualquer dia desses. – acho que não existe a mínima possibilidade de eu negar.
-Não irei negar, ficaria muito feliz. – sorri. E olhei para o relógio, acho que nos esquecemos do horário, pois já era quase seis horas da tarde e ainda estávamos ali. – Caramba daqui a pouco está escurecendo, acho melhor nos irmos andando. – falei e me levantei, ela fez o mesmo.
-Tem razão, eu te acompanho. – fomos em silêncio até chegar na minha casa.
-Então, foi um prazer Emma. – sorri e antes que eu pudesse virar para entrar em casa ela me chama.
-Ann... Regina, é... amanhã vai haver um luau na frente da minha casa e eu queria saber se é... você gostaria de ir. – percebi que ela ficou corada e se embaralhou toda, o que me fez sorrir, ela era realmente uma graça.
-Eu irei sim, o que precisa levar? – pedi educadamente.
-Não precisa de nada, apenas você. – sorriu e passou a mão livre pelos cabelos, nessa hora um arrepio me percorreu, essa mulher é intensa e mal sabe disso.
-Tudo bem, a gente se vê amanha. Que horário posso ir? – quase me atropelei nas palavras, mas por sorte eu tenho controle sobre as minhas emoções, bom, eu tento pelo menos.
-As oito horas está bom para você? – ela não cansa de sorrir será?
-Está ótimo, muito obrigada pela companhia e pelo convite, adorei conhecer você Swan. – estendi a mão para ela e ela fez o mesmo.
-Por nada, Mills. – brincou com meu sobrenome assim como eu fiz com ela, sorriu antes de virar as costas e ir para a casa ao lado da minha.
Essa mulher mal chegou e já mexeu comigo de uma forma inimaginável.
Notas finais
Ah e eu ja tenho escrito até o capitulo 3, então provavelmente amanha eu ja posto o próximo!
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