Everything Has Changed
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Acordo cedo hoje, mais ou menos 6:00, nem esperei o despertador tocar. Estou sem sono o que é raro, minha irmã Bianca ainda está dormindo. Me levanto vou ao banheiro, escovo os dentes, tomo banho e faço tudo que tenho que fazer. Quando saio do banheiro dou de cara com Bianca esperando na porta.
– Bom dia, K — ela fala com uma voz de sono
– Bom dia, Bi — respondo saindo totalmente do banheiro
Saio do quarto e vou para cozinha. Chegando lá a mesa está sem ninguém, ou meu pai já foi para academia ou ainda está dormindo. Abro a geladeira e pego tudo para meu café e tomo sozinha. Quando acabo coloco o copo e os talheres dentro da pia e guardo o resto, só deixo a manteiga e o pão para Bianca. Pego minha mochila, que está encostada na parede da sala e vou sair, mas Bianca chega e pergunta.
– Já vai? Ainda está cedo para escola — diz ela abrindo a porta da geladeira.
– Eu sei. É que vou apresar a Luana, se deixar a gente só sai daqui umas 7:55 ( ás aulas começam as 8:00)
– Então, tchau
– Tchau — respondo e em seguida saio
Luana é minha melhor amiga. Nós vamos junta para a escola, nos conhecemos desdos 10 anos, ela mora umas casas a frente da minha. Quando chego na porta da casa dela toco a campainha. Segundos depois a mãe da Luana, Dona Lurdes, abre a porta.
– Oi tia, a Luana já está pronta?- eu já sei a resposta, não.
– Não querida ela ainda está se aprontando, mas pode subir por quarto dela.
– Tá bom — digo entrando na casa e subindo as escadas.
Entro dentro do quarto e ela está sentada na penteadeira, passando rímel nos cilícios.
– E ai senhora atrasadinha cai demora muito com essa maquiagem? — falo sentando na cama dela
– Ai Karina, que susto! Bom dia para você também
– Bom dia. Já são 6:58 — olho para o relógio que tem em cima da penteadeira — e você ainda nem tomou café
– Calma K, ainda está cedo — reponde ela
– Cedo. A gente ainda tem que pegar um ônibus e quando chegar na escola, ver que sala a gente vai ficar...
– K hoje é primeiro dia de aula, numa escola nova, tenho que ficar bonita. Vai que tem um gatinho na sala — ela agora está passando blush.
– Que boba — falo rindo
– Que boba nada, eu sou prevenida — diz ela e depois começa a passar batom — Pronto terminei. Tô bonita? — ela se levanta
– Tá linda. Agora vamos — me levanto e puxo ela para fora do quarto
Chegando lá embaixo, tia Lurdes já está terminando de tomar café. Luana senta na mesa e eu sento junto.
– Karina você quer algo? — pergunta tia Lurdes se levantando
– Não tia obrigado, eu já tomei café — respondo
– Então, tá. Tchau meninas, juízo na escola — beijo na testa da Luana e depois um na minha bochecha.
– Tchau, mãe — fala Luana acenando
– Tchau, tia — digo e em seguida ela sai
Depois de Luana tomar café, saímos
Estamos no ponto do ônibus, esperando ele chegar. Estou ouvindo música e Luana está mexendo no celular. O ônibus chega e ela me cutuca, começamos a andar em direção do ônibus. Quando um garoto andando de skate me derruba. Caio no chão e ele cai junto, não em cima de mim mas ao meu lado.
– Cê tá maluco. Olha por onde anda — falo me levantando, olho para o chão e meu celular caiu junto — Caramba — pego o celular que, ainda bem, não aranhou a tela.
– Desculpa — fala em quanto se levanta, ele pega o skate e pergunta — Você está bem?
Ainda estou agachada pegando a bateria e a capa, que saíram na queda. Me levanto e dou de cara com um garoto de cabelo encaracolado, bonito e com algumas pitinhas no rosto. Me perco nos olhos dele e fico o encarando por um tempo.
– Você ainda pergunta se a garota está bem, você atropelou ela — fala um garoto ao lado dele
– Não, eu tô bem — respondo
Luana está ao meu lado ainda rindo da cena.
– Vamos k se não a gente vai perder o ônibus — fala ela me puxando
– Tchau — diz o garoto que me derrubou
– Tchau — respondo
O garoto entra no mesmo ônibus que a gente. Eu e Luana ficamos em pé pois não tem mais lugar, já ele encontrou um. Nossos olhos se encontram e ele se levanta e vem na minha direção.
– Olha se você quiser pode sentar no meu lugar — fala ele
– Obrigado, mas não precisa — respondo
– Claro que precisa, é o mínimo que eu posso fazer por ter te derrubado. Aceita.
– Não é sério, eu não me importo de ficar em pé
– Nem eu...
– Já que os dois não se importam de ficar em pé, eu aceito — fala Luana
– Luana! — a repreendo
– Não tudo bem, se você não aceita o convite vai para ela
– Obrigada, que cavaleiro — fala ela indo se sentar a onde ele estava sentado
Depois que Luana senta no lugar dele, ficamos em silencio. Estamos um de frente para o outro, nossos olhos se encontram e ele dá um sorrisinho. Não quero sorrir de volta, para ele não achar que estou dando bola, mas é inevitável. De repente o ônibus dá uma freada e quase caio em cima dele.
– Desculpa — falo um pouco tímida
– Não tudo bem. Acho que agora estamos quites — responde ele sorrindo
– É
– Meu nome é Pedro — ele estende a mão, que não está segurando a barra
– Karina — digo apertando a mão dele
Ficamos em silencio até o final do percurso.
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